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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Sobre Michael Flek - 3ª Parte da Entrevista da Série Punk in Africa!

Michael Flek
É sempre um trabalho muito bom fazer entrevistas, por que damos a quem lê uma nova visão do artista, seguindo a sessão de entrevistas do Punk in Africa, hoje temos aqui Michael Flek, que foi vocalista e guitarrista da primeira banda de punk rock da África do Sul, o Wild Youth.
Fizemos algumas perguntas a ele sobre sua vida com o WIld Youth e algumas outras coisas, confira agora mais uma entrevista exclusiva e com algumas revelações inéditas (segundo o próprio Michael)!

1º Sei que você nasceu no Reino Unido, o que te levou para a África do Sul?

Minha família se mudou para a África do Sul quando eu tinha 5 anos, meu pai recebeu uma oferta de emprego. Isso era comum nos anos 60; empresas Sul Africanas recrutar no R.U. Pessoas para trablhar.

2º Quando você teve contato com o punk rock?

Meu primeiro contato foi em 1970 vendo LP's dos Stooges no Record King, uma loja de discos em Ajmeri Arcade na Grey Street Durban. A partir daquele momento fui fisgado.

3º Quando você viu que fazer uma banda de punk na A.S. Era possível? E como Fazê-lo?
Nós não pensamos no que era possível ou não, foi algo que nós queríamos fazer, nunca sonhamos em ter sucesso com o que estávamos fazendo. Em 77 a juventude era tudo e o punk foi a reação contra velhas bandas que ficaram chatas e tomadas pelo sucesso. 77 se tornou o ano zero e o punk por sua própria definição como cultura jovem mas não para durar para sempre. O nome Wild Youth e meu nome nos palcos, Johnny Teen, fizeram marco na época.

No começo nós organizados nossos próprios shows em salões de igrejas, centros comunitários, etc, qualquer lugar que nós podíamos, culminando em muitas gigs no Caxton Hall (Salão Caxton) em Durban, era um salão apertado no coração do centro do centro da cidade, um lugar que se você não soubesse da existência dele muito provavelmente você nunca saberia que que existiu. Foi uma época de ingenuidade, tudo era novo e criava impacto facilmente. Os shows eram violentos e rápidos, PA's pequenos, lâmpadas coloridas para iluminação, e pano de fundo feito em casa. Nós ganhamos rapidamente um público e logo a cena punk em Durban cresceu ali naquele espaço, com os shows as bandas foram se formando, uma das mais famosas foi o Powerage. Com poucos meses nós atraimos empresários e então começamos a tocar por todo o país.


4º O Wild Youth teve algum tipo de problema com a polícia ou a censura?

A censura nunca nos deu problema, o tipo de locais/shows que nós tocávamos não eram frequentados por policiais ou pessoas mais velhas.
Nós tivemos alguns problemas com a polícia, mas nada sério. Fomos forçados a parar de veicular nosso poster de divulgação e teríamos de pagar altas multas se continuassemos. Eu tive mais aborrecimentos depois que a Wild Youth acabou, fui parado na rua, e escoltado à mão armada depois de um ensaio, fiquei preso na segurança máxima por uma semana. Quando você tem um visual diferente se atrai uma atenção indesejada. Na medida que a cena progredia as coisas ficaram mais perigosas. Quando fui embora da A.S. Em abril de 83 eu sabia que era hora de ir, minha carreira de música estava em frangalhos e eu era alvo de violência das pessoas que iam nos shows, então qual era mesmo a moral da história? Foi um alívio desembarcar em Londres e se tornar totalmente anônimo de novo. Isso foi a melhor decisão que já fiz na vida. Logo quando eu tinha 25, se eu tivesse ficado eu teria ido ladeira abaixo.

Wild Youth foi uma banda de rock and roll, não uma banda política, mais T Rex do que Bruce Springteen. Havia um pouco do alter ego do Alice Cooper em nossa persona. Eu não sou uma pessoa violenta, se eu tivesse vivido minha vida como eu eu fiz nos palcos eu teria morrido ou acabado numa prisão anos atrás. Eu flertei com o perigo algumas vezes mas a maior parte da minha vida foi normal.

Politicamente eu tive alguns momentos, no meio dos anos oitenta minha esposa e eu organizamos  um concerto Anti Apartheid no Boston Arms em Tufnell Park, Londres que  foi bem recebido mas eu não penso que o público realmente entendeu o propósito. A canção “Fork Tongue” gravada no meio dos anos oitenta é sobre a programação de notícias da televisão, no qual vi um video de pessoas sendo *sjambokked (adaptando para o português 
seria  sjambokkadas, mais informações no final da entrevista) e recebendo gás  lacrimejante da polícia. Eu acho que alguma parte dessas cenas estão no documentário de Paul Simon “Under African Skies”.

5º Fale sobre a banda, formação, letras...

A W.Y. Foi formada com Marco Pogo (cujo nome real. Nós morávamos próximos, fomos para a mesma escola e andávamos juntos.  Andrew Peinke foi quem esteve em minha escola e se ofereceu para tocar baixo e Rubin Rose foi apresentado para nós por alguém que estava passando pelo nosso quarto de ensaio.  Ele se encaixou perfeitamente.

Tanto pelo som quanto por nossas performances éramos nós éramos a banda que mais sintetizada o espírito punk na A.S.

Wild Youth era sobre o passar dos tempos. Eu estava me encontrando, eu cantava canções sobre meus próprios demônios, meu desejo de ser reconhecido como pessoa, que me dessem uma chance para acabar com minha solidão, angústica adolescente, o tédio maçante dos arredores de onde eu morava que era conservador demais, canções sobre garotas, roupas, estar perdido, delinquência, minhas inadequações e sonhos, meu medo de crescer e ter um emprego entediante.

Eu era jovem demais, sem conhecimento e inexperiente nos modos do mundo para escrever sobre política. Eu fiz várias tentativas mas os resultados foram embaraçosamente inaptos e nunca conseguiram ser nada além de lixo. Eu tentei várias vezes escrever uma música sobre amor pelo bar colorido. Foi um assunto difícil. Quando eu estava na escola primária um dos meus professores disapareceram e nós nunca mais o vimos de novo. Descobrimos mais tarde que ele tinha sido pego polícia vivendo com uma mulher asiática. Eles foram processados; ele imediatamente perdeu seu emprego e pior ainda; foi ostracionado pela família e amigos. Havia um escândalo, mas as crianças tinham respeito por ele. Quando nós tocamos nossos shows no Majestic Cinema Eu encontrei algumas garotas asiáticas muito amáveis, de uma natureza realmente doce e muito lindas. Nada desenvolvido. Aquilo era medo. É sobre isto que a música se trata. Eu sabia no meu interior o que eu queria dizer mas não sabia como expressar em palavras.

Na África do Sul havia uma situação complexa, ser branco era ser o inimigo, os caras maus. Havia uma campanha de bombardeio e pessoas começaram a explodir literalmente, era tudo muito confuso.   

6º Sei que você teve um projeto paralelo, os Gay Marines (Marinheiros Gays), fale um pouco sobre este projeto:

O Gay Marines começou após o W.Y. terminar. Foi começar dos rabiscos de novo e os tempos tinham mudado. Eu estava confuso e sem direção e a banda não tinha tempo para desenvolver organicamente. Nós tivemos algumas boas músicas mas o potencial total nunca foi alcançado.   

Uma observação: Seja cuidadosx de se alinhar à movimentos, por exemplo o punk. Movimentos tem regras e elas eventualmente irão de constringir. O nome Gay Marines  foi uma maneira de encarar e criticar a pose de macho do punk. Eu continuo tendo algumas pontes a cruzar musicalmente e liricamente mas isso foi o começo de uma nova consciência. Eu estava agradecido que o público me respeitava, aquilo era uma realização muito grande por si só.

7º Quando e por que o W.Y. Parou de tocar?

O baixista Andrew deixou para ir fazer suas próprias coisas, mas também por que a África do Sul já tinha se enchido do punk e mudado para a próxima novidade. A maioria dos adultos via o punk como uma brincadeira. A ascensão da próxima moda da próxima geração podia ser facilmente relacionada com a New Wave; Joe Jackson, the Police, Bruce Springsteen, U2 etc.  Isso desse mais fácil com **Pinotage na festa de jantar olhando para o belo céu africano e a Tábua do Cabo.

Tem que ser notado que as pessoas negras da África do Sul tinham sua própria música na época e  até mesmo o reggae não era popular em sua cultura, dread locks eram desaprovados pela sociedade e os rastas viviam como marginais. Eu me lembro de ver dois negros com dreads em Durban como os anos setenta se transformaram em anos oitenta e começou a surpreender e impressionar. Steve Fataar tinha dreads antigamente mas isso era uma exceção. A turnê de Jimmy Cliff e o aumento da popularidade de Bob Marley tiveram influência pelo passar do tempo. Eu estive num show de Jimmy Cliff em Durban e aquele foi um maravilhoso evento para se estar de testemunha, Havia altas tensões

Foi difícil depois que o W.Y. parou. Ir da excitação de estar numa grande banda para a monotonia do dia a dia foi dificil para mim. Uma banda é uma combinação de indivíduxs e uma vez que a química funciona, não é fácil substituir  alguém. Pessoas não são substituíveis. Eu escrevi as músicas, cantei e toquei guitarra, mas Andrew e Rubin, cada um somaram algo na equação, tanto musicalmente quanto pessoas. Nós éramos muito diferentes uns dos outros, com nossas personalidades, forças e fraquezas a banda ganhou características interessantes e todos nós trabalhamos muito duro.

8º Naquela época, qual era o contato que o punk da África do Sul tinha com outros países/continentes?

Muito pequeno. Nós recebemos uma carta de encorajamento do Generation X mas foi isso apenas. Depois que o W.Y. terminou a banda Powerage começou uma campanha de correspondência com pessoas de outros países e isso manteve a chama viva.

9º Fale um pouco sobre o que você tem feito hoje em dia, o impacto da época do W.Y. nos dias atuais de sua vida:

O Wild Youth foi uma experiência de mudar a vida, eu continuo escrevendo e gravando músicas hoje em dia, estou pronto para fazer um show se houver oferta, tenho bons músicos que podem tocar, mas tudo é gasto; tempo de ensaio, equipamento, transporte, 
vôos, hospedagem e coisas assim , dependemos do dinheiro do cachê.

Eu tenho alguns planos interessantes para 2013.

10º  Este espaço é para você falar sobre qualquer coisa que as questões anteriores não deram espaço, agradecimentos e coisas do tipo, nós estamos muito felizes de manter contato com você Michael!

Várias vezes jornalistas me pediram para eu dizer como eram os shows do W.Y. ou qual foi meu show preferido. Um importante para mim foi a primeira vez que tocamos no Scout Hall próximo der Ridge Road ,olhando para Durban em 1979.   Aquela foi a primeira vez que eu fiz a voz principal para o Wild Youth e a banda se incendiou como nunca. Marco ficou doente, eu tive de cantar no lugar dele, eu tinha escrito as músicas e sabia as letras até de trás pra frente, então, isso foi muito fácil para mim. Eu tinha muita frustração reprimida para ser solta. Nós estávamos em chamas a partir do minuto que fomos tocar até o último acorde. Aquilo foi a ebulição e nós estávamos gotejando de suor no palco. O local era retangular com com salas e janelas,inexpressivo e na frente nós tínhamos de  montar nosso pequno PA e nossos amplificadores baratos. Nós tocamos todas as músicas antigas; “So Messed Up”, “Anti You”, Wot About Me” etc. O movimento foi implacável, os dois guitarristas bateram nas paredes, no ar, caiam nos nosso joelhos. Foi um show incrível, e as sementes foram lançadas. Eu tive meu gosto. Para o próximo show, Peter Kunst juntou-se a nós na segunda guitarra e a banda fez uma apresentação com 5 membros. A banda soou poderosa e muito desenvolvida com o maior som, mas isso durou apenas um show. Peter e Marco saíram para formar o Dead Babies.  Amizades foram quebradas. Aquilo foi duro, mas necessário. Na próxima vez marcamos um show no Scout Hall, mas o show foi cancelado antes mesmo que nós subíssemos no palco. Rubin tinha sido espancado por bandidos locais durante o set da banda de apoio e tiros foram disparados. As coisas estavam mudando.

11º Como a internet está ajudando a banda hoje em dia e como você vê a pirataria digital de material da banda?

A internet tem aberto muitas oportunidades a nível mundial para a banda, isso é incrível, uma ferramenta de marketing, um meio de fazer contatos, localização de matéria-prima, gravações, fotos e arquivos de imprenssa etc. Sem a internet, redes sociais, sites, blogs, etc., não haveria o CD da Wild Youth.   

Eu não tenho problemas com a pirataria digital, o compartilhamento de arquivos, mp3, etc.

Eu sou contra a pirataria de modo físico, por duas razões:
1ª Eu não acho que é ético fazer dinheiro com o trabalho de um artista sem pagar os royalitties e 
2ª Eu tenho as fitas originais, então qualquer material pirata será um lançamento de qualidade inferior o que não é justo para os fãs.

Mensagem final para @s leitores:


Eu não acho que o punk é relevante hoje. Punk é agora o mainstream. Punk é para ser a música d@s outsiders, como você pode ser um outsider quando todo mundo é como você? A rebelião foi inventada muito antes do punk. Jazz, folk, hippie, rock and roll, psicodélica, cultura beatnik e todos eram todos anti-estabelecimento. Basta ser você mesmo ou encontrar-se. Reproduzir a sua música e esquecer a categorização.

Notas de tradução: 

* A palavra “sjambok” é da língua africaner, aqui Michael Flek faz uma adaptação para o inglês colocando o sulfixo “ed” para indicar o uso do verbo no passado. Sjambok é uma espécie de arma que pode ser usada tanto como chicote quanto como porrete. É feito da pele de rinocerontes e era usado pela polícia na época do apartheid para tirar as pessoas das ruas, seu uso agora é ilegal.
** Vinho nobre Sul Africano: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pinotage



English


Hello Michael, first I want to thank you for giving to the Terra Sem Lei a time to answer the questions, for us is so much important to do these interviews and we know that you recognize this too, so, thank you again!

1º I know that you is from UK right? What bring you to SA?

My family moved to South Africa when I was 5 as my father had a job offer.   It was common in the sixties.  South African companies recruited in the UK and a lot of English people emigrated.   

2º When you get contact with the punk rock music?

My first contact was in 1970 seeing the Stooges first LP in Record King, a record shop in Ajmeri Arcade in Grey Street Durban.   From that moment I was hooked.

3º When you saw that do a punk rock band on SA was possible? And how was do it?

We did not think about whether it was possible or not.  It was something that we wanted to do.  We never dreamt we would be successful.  In 1977 youth was everything and punk was a reaction against the old established international bands which had become boring and bloated by success.  1977 became year zero and punk by its very definition as a youth culture was not meant to last long.  The name Wild Youth and my stage name of Johnny Teen created their own sell by date.

 In the beginning we organized our own shows in church halls, community centers etc, anywhere we could, culminating in several gigs at Caxton Hall in Durban.  It was a rundown hall in the heart of the town centre, a place that if you didn’t know it was there you would never know existed.  It was a naive time, everything was new and making an impact was easy. The gigs were rough and ready, small PA, colored bulbs for lighting, and homemade backdrop.  We quickly gained a following and the early Durban punk scene evolved at that venue, with audience members forming their own bands, most notably Powerage.  Within a few months we attracted management and then we started playing all over the country.  

4º Did the Wild Youth had trouble with the police/censorship?

The censorship never affected us as the type of venues/shows we played at were not ones frequented by policeman or the older generation.   

We had a few incidents with the police nothing serious.  We were forced to stop our poster campaign and threatened with huge fines if we continued.   I had more hassle later on after Wild Youth ended, stopped in the street, arrested at gunpoint in rehearsal, put into maximum security prison for the weekend.   When you look different you get unwanted attention.   As the scene progressed things got more dangerous.  When I left SA in April ’83 I knew it was time to leave, my music career was in tatters and I was being subjected to violence by members of the public, so what was the point anymore?  It was a relief to arrive in London and become totally anonymous again.  It was the best decision I ever made.  A has been at the age of 25.  If I had stayed I would have gone downhill.  
Wild Youth was a rock and roll band not a political band, more T Rex than Bruce Springsteen.  There was an element of Alice Cooper alter ego in our persona.   I am not a violent person.  If I had lived my life like I did on stage I would have died or ended up in prison years ago.  I flirted with danger sometimes but most of the time my life was normal.

Politically I had a few moments.   In the mid eighties my wife and I organized an Anti Apartheid concert at the Boston Arms in Tufnell Park London which was well attended but I do not think the audience really understood what it was all about.  The song “Fork Tongue” recorded in the mid eighties is about television news footage that I had seen of protestors being tear gassed and sjambokked* by police .   I think some of this footage is in the Paul Simon “Under African Skies” documentary.

5º Tell about the Wild Youth, formation, lyrics...

Sjambok
Wild Youth was formed with Marco Pogo (real name Mark Dyson).  We lived nearby, went to the same school and hanged out together.   Andrew Peinke who had been in my class at school volunteered to join on bass and finally Rubin Rose was introduced to us by someone passing by our rehearsal room.  It fell into place naturally.  

Sonically and performance wise Wild Youth epitomized the punk sound more than any other SA band of our generation. 

Wild Youth was about coming of age.  I was finding myself.  I sang songs about my own demons, my wish to be acknowledged as a person, to be given a chance, to break out of my nerdiness, teenage angst, the dull conservative boredom of my surroundings, songs about girls, clothes, getting wasted,  delinquency, my own inadequacies and dreams, my fear of growing up and having a boring job.

I was too young, illiterate and inexperienced in the ways of the world to write effectively about politics.  I made attempts but the results were embarrassingly inept and never made it past the dustbin.   I tried several times to write a song about love across the color bar.  It was a difficult topic.  When I was at primary school one of the male teachers disappeared and we never saw him again.  We found out later that he had been caught by the police living with an Asian woman.  They were prosecuted; he immediately lost his job and most likely ostracized by friends and family.  There was a scandal but the children had a respect for him.  When we played our shows at the Majestic Cinema I met some lovely Asian girls, really sweet natured and beautiful.  Nothing developed.  It was fear.  This is what the song was about.  I knew inside what I wanted to say but did not know how to express it in words.

South Africa was a complex situation.  Being white we were the enemy, the bad guys.  There was a bombing campaign and people where being blown up.  It was confusing.   

6º I know that you had a parallel band, the Gay Marines, tell about this project:

The Gay Marines started after WY broke up.  It was starting from scratch again and times had changed.  I was confused and directionless and the band had no time to develop organically.  We had some good songs but at the time the potential was never fully realized.  Watch this space.  
One observation:  Be careful of aligning yourself to movements, for example punk.  Movements have rules and they will eventually be constricting.  The name Gay Marines was a statement in the face of the macho rules of punk.  I still had a few bridges to cross musically and lyrically but it was a start of a new found awareness.  I was pleased that the audience accepted the name.  That was an achievement in itself.

7º When and why the Wild Youth stop to play?

The bassist Andrew left to do his own thing, but also South Africa had got bored of punk and moved on to the next fad.  Most adults regarded punk as a joke.  The upwardly mobile could easier relate to New Wave.  Joe Jackson, the Police, Bruce Springsteen, U2 etc.  It goes down easier with the **Pinotage at the dinner party gazing at beautiful African skies and ***Table Mountain.  
It must be noted that South African Black people had their own music at the time and even reggae was not popular in their culture, dread locks were frowned upon and Rastas existed on the margins of society.  I remember seeing two black dreads in Durban as the seventies became the eighties and being surprised and impressed.  Steve Fataar had dreads earlier on but that was an exception.  The Jimmy Cliff tour and the rising popularity of Bob Marley had an influence but it took time.  I was at the Jimmy Cliff show in Durban and it was an amazing event to be witness to.  Tensions were high.  

It was difficult after Wild Youth stopped.  To go from the excitement of being in a great band to the boring humdrum of day to day was difficult for me.  A band is a combination of the individuals and once the chemistry works, it is not easy to replace people.  People are not interchangeable. I wrote the songs and sang and played guitar but Andrew and Rubin each added something to the equation, both musically and as people.  We were all very different from each other with our own personalities, strengths and weaknesses.  This made the band interesting.  And we all worked hard.

8º In that era, how was the contact that SA punk scene had with other countries/continents.   

Very little.   We received a letter of encouragement from Generation X but that was about it.  After Wild Youth broke up, the band Powerage started a correspondence campaign with people in other countries and this kept the flame alive.

9º Tell a little about what you have done today, the impact of the times of Wild Youth have in these days of your life:

Wild Youth was a life changing experience.  I continue to write and record songs to this day.   I am ready to do a show if the offer is right.  I have good musicians who would do it but everything costs money, rehearsal time, equipment, van, flights, and accommodation and so on.  

I have some interesting plans for 2013.

10º This space is for you to tell about anything that the questions do not had space, greetings and this stuff, we are very happy to keep contact with you Michael!


I have been asked by several journalists to describe a typical or favorite Wild Youth show.  An 
important one for me was the first time we played at the Scout Hall near Ridge Road overlooking Durban in 1979.  It was the first time I did lead vocals for Wild Youth and the band never burned so bright.  Marco had fallen sick so I sang instead.  I had written the songs and knew all the parts backwards so it was real easy for me.  I had so much pent up frustration in me aching to be let out. We were on fire from the minute we went on and the pace never relented.  It was boiling hot and we were dripping in sweat from the onset.  The venue was a rectangular room with windows, featureless and at the front we had set up our tiny PA and cheap amps.  We did all the early songs, “So Messed Up”, “Anti You”, Wot About Me” etc.  The motion was relentless, the two guitarists crashing into the walls, in the air, dropping to our knees.  It was an incredible gig, and the seeds were sown.  I had had my taste.  For the next show, Peter Kunst joined on second guitar and the band played one show as a 5 piece.  The band sounded powerful and more developed with the bigger sound but it only lasted the one show, Peter and Marco going off to form Dead Babies.  Friendships were broken.  It was hard but necessary.  The next time we were booked to play the Scout Hall the show was cancelled before we ever even got on the stage.  Rubin had been beaten up by local thugs during the support band’s set and shots were fired.  Things were changing.

How the internet is helping the band nowdays and how you see the digital piracy with the material of the band?

The internet has opened up the opportunities worldwide for the band.  It is an incredible marketing tool and way of making contacts and locating the source material, recordings, photo’s press etc.  Without the internet, social networking sites, blogs etc., there would be no Wild Youth CD.   

I do not have a problem with digital piracy, the sharing of files, mp3 etc.  

I am against piracy in the form of physical product for two reasons:  1. I do not think it is ethical to make money out of an artist’s work without paying royalties; and 2. I hold the source tapes so any pirate release will be of inferior quality which is not fair on the fans.  


Final message to the readers:

I do not think punk is relevant today. Punk is now the mainstream. Punk is meant to be outsider’s music and how can you be an outsider when everyone is like you. Rebellion was invented long before punk. Jazz, folk, beatnik, rock and roll, psychedelic, hippy were all counter culture and all were anti establishment. Just be yourself or find yourself. Play your music and forget the categorization.


Translations Notes:




Espanhol


Hola Michael, en primer lugar quiero darle las gracias por darle a la Lei Sem Terra un tiempo para contestar las preguntas, para nosotros es mucho más importante que hacer estas entrevistas y sabemos que usted reconoce esto también, así que, gracias de nuevo!

1 º Yo sé que usted es de derecha Reino Unido? ¿Qué te trae a SA?

Mi familia se mudó a Sudáfrica cuando yo tenía 5 años cuando mi padre tenía una oferta de trabajo. Era común en los años sesenta. Empresas sudafricanas reclutados en el Reino Unido y emigró mucha gente inglesa.
2 º Cuando llegó el contacto con la música rock punk?

Mi primer contacto fue en 1970 el LP Stooges ver por primera vez en Record King, una tienda de discos en Arcade Ajmeri en Grey Street Durban. A partir de ese momento me enganché.

3 º Cuando se dio cuenta de que hacer una banda de punk rock en SA era posible? ¿Y cómo se hace?

No pensamos acerca de si era posible o no. Era algo que queríamos hacer. Nunca soñé que sería un éxito. En 1977 fue todo joven y el punk fue una reacción contra las antiguas bandas internacionales establecidas que se habían vuelto aburridas e hinchado por el éxito. 1977 se convirtió en el año cero y el punk por su propia definición como una cultura juvenil no iba a durar mucho tiempo. La juventud salvaje de nombre y mi nombre artístico de Johnny Teen crearon su propia venta por fecha.
Al principio nos organizamos nuestros propios espectáculos en salas de la iglesia, comunidad centros etc., en cualquier lugar que pudimos, que culminó con varios conciertos en Caxton Hall en Durban. Era una sala resumen en el centro del centro de la ciudad, un lugar que si no sabían que estaba allí nunca sabrías que existía. Fue una época ingenua, todo era nuevo y repercusión fue fácil. Los conciertos eran ásperas y listo, PA pequeño, bombillas de colores para la iluminación y telón de fondo hecho en casa. Rápidamente ganó seguidores y la etapa inicial del punky Durban evolucionado en ese lugar, con miembros de la audiencia que forman sus propias bandas, sobre todo Powerage. Dentro de unos meses nos atrajo de administración y luego empezamos a tocar por todo el país.

4 º ¿El problema Wild Youth tuvo con la policía / la censura?


La censura nunca nos afectó como el tipo de lugares / programas que jugamos no estamos en los frecuentados por el policía o la generación anterior.
Tuvimos algunos incidentes con el policía nada serio. Nos vimos obligados a detener nuestra campaña de carteles y amenazó con multas enormes si continuamos. Tuve más problemas más adelante después de Wild Youth terminó, se detuvo en la calle, detenido a punta de pistola en el ensayo, puesto en la cárcel de máxima seguridad para el fin de semana. Cuando se mira diferente usted consigue una atención no deseada. Como la escena progresaba las cosas se pusieron más peligrosas. Cuando me fui SA en abril '83 Sabía que era hora de irse, mi carrera musical estaba por los suelos y que estaba siendo objeto de violencia por los miembros del público, por lo que fue el punto de más? Fue un alivio llegar a Londres y llegar a ser totalmente anónimo de nuevo. Fue la mejor decisión que he tomado. Una ha sido a la edad de 25. Si me hubiera quedado, habría ido cuesta abajo.
Wild Youth era una banda de rock and roll no una banda política, más T Rex de Bruce Springsteen. Había un elemento de Alice Cooper alter ego en nuestra persona. Yo no soy una persona violenta. Si yo hubiera vivido mi vida como lo hice en el escenario me habría muerto o acabado en la cárcel hace años. Yo coqueteaba con el peligro a veces, pero la mayor parte del tiempo mi vida era normal.
Políticamente tuve unos momentos. En mediados de los ochenta mi esposa y yo organizamos un concierto contra el Apartheid en los Boston Arms en Tufnell Park Londres a la que asistieron también, pero yo no creo que el público realmente entendía lo que estaba pasando. La canción "Fork Tongue", grabado en los años ochenta se trata de imágenes de televisión la noticia de que había visto a los manifestantes de ser víctima de gases lacrimógenos y sjambokked* por la policía. Creo que algunas de estas imágenes está en el Paul Simon "Under African Skies" documental.

5 º Informe sobre la Wild Youth, la formación, las letras...


Wild Youth se formó con Marco Pogo (verdadero nombre de Mark Dyson). Vivíamos cerca, fue a la misma escuela y ahorcados juntos. Andrew Peinke que había estado en mi clase en la escuela se ofreció para unirse al bajo y finalmente Rubin Rose nos fue presentado por una persona que pasa por nuestra sala de ensayo. Se encajó en su lugar natural.
Musicalmente y el rendimiento de Wild Youth sabio era el epítome del sonido más punk que cualquier otra banda SA de nuestra generación.
Wild Youth se acerca la mayoría de edad. Me estaba encontrando. Yo cantaba canciones sobre mis propios demonios, mi deseo de ser reconocido como una persona, que se da la oportunidad, para salir de mi nerdiness, angustia adolescente, el aburrimiento aburrido conservador de mi entorno, canciones sobre chicas, ropa, conseguir desperdicia, delincuencia, mis propias insuficiencias y sueños, mi miedo de crecer y tener un trabajo aburrido.
Yo era demasiado joven, analfabeta y sin experiencia en los caminos del mundo para escribir de manera efectiva la política. He hecho intentos, pero los resultados fueron vergonzosamente ineptos y nunca llegó más allá de la basura. He intentado varias veces para escribir una canción de amor a través de la barra de color. Era un tema difícil. Cuando estaba en la escuela primaria uno de los profesores varones desapareció y nunca lo volví a ver. Más tarde descubrimos que había sido capturado por la policía de estar con una mujer asiática. Fueron perseguidos, sino que inmediatamente perdió su trabajo y lo más probable es condenado al ostracismo por sus amigos y familiares. Hubo un escándalo, pero los niños tenían un gran respeto por él. Cuando tocamos en nuestros conciertos en el Cine Majestic conocí a unas chicas encantadoras de Asia, muy dulce talante y hermoso. Nada desarrollado. Era el miedo. Esto es lo que la canción trataba. Sabía en el interior de lo que quería decir, pero no sabía cómo expresarlo en palabras.
Sudáfrica fue una situación compleja. Ser de raza blanca que no son el enemigo, los chicos malos. Hubo una campaña de bombardeo y la gente donde está explotado.
Era confuso.

6 º Sé que tenía una banda paralela, The Gay Marines, informe sobre este proyecto:

The Gay Marines comenzó después WY rompió. Fue a partir de cero otra vez y los tiempos habían cambiado. Estaba confusa y sin rumbo y la banda no tuvo tiempo de desarrollar orgánicamente. Tuvimos algunas buenas canciones pero a la vez la posibilidad nunca llegó a realizarse plenamente. Mire este espacio.
Una observación: Tenga cuidado de alinearse con los movimientos, por ejemplo el punk. Los movimientos tienen reglas y que a la larga se constriñen. El nombre Gay Marines fue una declaración en la cara de las normas machistas de punk. Todavía tenía algunos puentes para cruzar musicalmente y líricamente, pero fue el comienzo de una nueva conciencia encontrado. Me agradó que el público aceptara el nombre. Ese fue un logro en sí mismo.

7 º Cuándo y por qué la parada de Wild Youth se juega?


El bajista Andrew dejó de hacer su propia cosa, pero también Sudáfrica se había aburrido del punk y se trasladó a la moda que viene. La mayoría de los adultos consideran punk como una broma. El ascenso más fácil podría relacionarse con la nueva ola. Joe Jackson, de la Policía, Bruce Springsteen, U2 etc cae más fácil con el **Pinotage en la cena contemplando hermosos cielos de África y ***Table Mountain.
Debe tenerse en cuenta que en Sudáfrica los negros tenían su propia música en el tiempo e incluso el reggae no era popular en su cultura, cerraduras terribles eran mal vistas y Rastas existía en los márgenes de la sociedad. Recuerdo haber visto a dos rastas negras en Durban como los años setenta se convirtió en los años ochenta y ser sorprendido e impresionado. Steve Fataar tenía rastas pero antes de eso fue una excepción. La gira de Jimmy Cliff y la creciente popularidad de Bob Marley tuvo una influencia pero llevó tiempo. Yo estuve en el show de Jimmy Cliff en Durban y fue un evento increíble para ser testigo. Las tensiones eran altas.
Fue difícil después de Wild Youth se detuvo. Para pasar de la emoción de estar en una gran banda a la rutina aburrida del día a día fue difícil para mí. Una banda es una combinación de los individuos y una vez que las obras de química, no es fácil de reemplazar a la gente. Las personas no son intercambiables. Escribí las canciones y las cantaba y tocaba la guitarra, pero Andrew y Rubin  cada uno añade algo a la ecuación, tanto musicalmente y como personas. Estábamos todos muy diferentes el uno del otro con nuestras propias personalidades, fortalezas y debilidades. Esto hizo la banda interesante. Y todos trabajamos duro.

8 º En esa época, ¿cómo fue el contacto de la escena punk, SA tenía con otros países / continentes.


Muy poco. Hemos recibido una carta de aliento de la Generación X, pero eso fue todo. Después de Wild Youth se separó, la banda Powerage inició una campaña de correspondencia con personas de otros países y esto mantiene viva la llama.

9 º Recomendar a un poco acerca de lo que has hecho hoy en día, el impacto de los tiempos de la Wild Youth tiene en estos días de tu vida:


Wild Youth fue un cambio de vida la experiencia. Sigo escribiendo y grabando canciones para el día de hoy. Estoy dispuesto a hacer un show si la oferta es correcta. Tengo buenos músicos que lo hacen, pero en todo cuesta dinero, tiempo, equipos de ensayo, camionetas, vuelos y alojamiento, etc.
Tengo algunos planes interesantes para 2013.

10 º Este espacio es para usted para hablar de cualquier cosa que las preguntas no tenían espacio, saludos y esas cosas, estamos muy contentos de permanecer en contacto con usted Michael!

Me han preguntado por varios periodistas para describir un espectáculo Youth Wild típico o favorito. Uno importante para mí era la primera vez que tocamos en el Salón de Scouts cerca de Ridge Road con vista a Durban en 1979. Era la primera vez que hice la voz principal de Wild Youth y la banda nunca se quemó tan brillante. Marco había caído enfermo, por lo que canté en su lugar. Yo había escrito las canciones y conocía todas las partes de atrás, así que fue muy fácil para mí. Tuve frustración reprimida hasta tanto dolor en mí que lo dejen salir. 
Estábamos en llamas desde el momento en que se encendió y el ritmo nunca cedió. Se estaba muy caliente y estábamos chorreando de sudor desde el principio. El lugar era una habitación rectangular con ventanas, sin rasgos distintivos y en el frente que habíamos creado nuestro pequeño y amplificadores PA baratos. Hicimos todas las primeras canciones, "So Messed Up", "Anti You", Wot About Me ", etc. El movimiento era incesante, los dos guitarristas chocando contra las paredes, en el aire, cayendo de rodillas. Fue un concierto increíble, y las semillas se sembraron. Yo había tenido mi gusto. Para el próximo show, Peter Kunst se unió a la segunda guitarra y la banda tocó en un show como una pieza 5. La banda sonó potente y más desarrollado con el sonido más grande, pero sólo duró el show una, Peter y Marco irse a formar bebés muertos. Las amistades se rompieron. Fue difícil, pero necesaria. La próxima vez que nos habían hecho reservas para jugar el Scout Hall , el show fue cancelado antes de que alguna vez subió al escenario. Rubin había sido golpeado por matones locales durante la actuación del grupo de apoyo y hubo disparos. Las cosas estaban cambiando. 
Cómo Internet está ayudando a la banda hoy en día y cómo ves la piratería digital con el material de la banda?
El Internet ha abierto las oportunidades mundiales para la banda. Se trata de una herramienta de marketing increíble y la forma de hacer contactos y localizar el material original, grabaciones, foto de prensa, etc. Sin Internet, las redes sociales, blogs, etc, no habría ningún CD Wild salvaje.
Yo no tengo un problema con la piratería digital, el intercambio de archivos, mp3, etc
Estoy en contra de la piratería en la forma de producto físico por dos razones: 1. Yo no creo que sea ético para ganar dinero con el trabajo de un artista sin pagar derechos de autor, y 2. Yo tengo las cintas de origen por lo que cualquier pirata liberación será de calidad inferior que no es justo para los fans.


Mensaje final a los lectores:

No creo que el punk es relevante hoy en día. Punk es ahora la corriente principal. Punk está destinado a ser música forastero y cómo puede ser un extraño Cuando todo el mundo es como tú. La rebelión fue inventado mucho antes de punk. Jazz, folk, beatnik, rock and roll, la cultura psicodélica, contador de hippy y todos fueron todos eran antisistema. Sólo sé tú mismo o buscar tú mismo. Reproduce tu música y olvidarse de la categorización.


Notas de Traducion:




*Sjambok es un tipo de látigo que puede ser usado para azotar explosión tanto por su duro aquí Michael ha transformado la palabra en verbo conjugado, que en español sería algo así como sjambokkado.
** http://en.wikipedia.org/wiki/Pinotage
***http://es.wikipedia.org/wiki/Monta%C3%B1a_de_la_Mesa

Contato: http://www.facebook.com/hewhoneversleepsthevampirethecount?ref=ts&fref=ts


Oficina de Stencil

Bom dia pessoal, para não deixar o blog cair no vácuo, trazemos hoje um vídeo muito interessante ensinando como fazer um stencil. É muito fácil, e você não precisa saber desenhar, veja aqui como fazer e nunca deixe o faça você mesmx morrer!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Notícias Internacionais! 2ª Parte da Entrevista Punk in Africa (Com Ivan Kadey, banda National Wake)




National Wake é uma das maiores referências quando se fala em movimento punk na África. Sua carga política não se trata de uma crítica superficial ao sistema mas sim, à uma reflexão étnica de um país onde as diferenças raciais sempre foram a base mais forte para a segregação social. 


África do Sul teve uma formação histórica baseada em sangue e opressão como toda nação homogênica e nesse contexto, sempre houveram vozes que se colocaram contra essa situação. Como é de conhecimento de todos o movimentos punk é uma dessas vozes. Bem parecido com o contexto que o punk surgiu no Brasil, a África do Sul vivia o apartheid, mesmo assim aparece o National Wake uma banda que rompia isso, trazia a mensagem de liberdade em sua própria formação com negros e brancos, e consequentemente, aos shows também.
Ivan Kadey e Keith Jones
Continuando a série de entrevistas do Terra Sem Lei sobre o punk na África, trazemos hoje Ivan Kadey, membro do seminal grupo National Wake, que vai contar sobre suas experiências, dificuldades, sonhos, enfim, sobre sua vida nos anos 70, como membro de uma das maiores bandas de punk do continente africano.






Entrevista em Português

1- Primeiramente quero que você fale sobre o cenário político da África do Sul nos anos 70, como você teve contato com o punk e começou a tocar.

 Durante os anos 70 a África do Sul estava se tornando mais isolada do resto do mundo. A política do apartheid estava em total controle do país, e o partido governante estava com controle total do país, o partido que estava no poder caiu eles podiam implementar seu poder usando a força bruta.


 Houve uma contra cultura no país entre os jovens que estavam ligados nos anos 60; ligados à música, os movimentos pelos direitos civis, a resistência ao militarismo, à bomba (nuclear) e guerra. No nível político, houveram organizações desafiando as políticas do governo e as consequências foram mandatos de prisão sem julgamento, e encarceramento a longo prazo para todos que se envolvessem com ações políticas de desafio ao sistema do apartheid.


A indústria da música era muito restrita e o rádio era controlado e censurado pelo governo. Na maioria das vezes a música que os jovens brancos seguiam eram as tendências da América e Reino Unido. Haviam artistas que cantavam sobre a situação da vida na África do Sul, das injustiças de um sistema baseado na raça e na cor. O punk chegou na África do Sul através das lojas de discos – em cada cidade havia algumas lojas que importavam música direto dos EUA e R.U. Ignorando a seleção de álbuns das companhias a serem lançados. No fim dos anos 70 os primeiros álbuns de punk escorriam pelas ruas. Houve algo no espírito do punk que inspirou a convicção no direito de fazer nosso próprio palco, expressar nossa fúria e sentimentos sem referência para as tendências e gostos musicais prevalecentes da hierarquia musical já estabelecidas – rádios, clubes, concertos. Para o National Wake, aquele era o espírito que definia a banda como punk, mais do que a forma que a música tomou. Os membros da banda tinham um plano de fundo (cultural) que nos expôs a uma grande variedade de influências musicais e crescendo na África todos nós tivemos ritmos no sangue até os ossos. Todos nós estávamos unidos em nosso empenho de expressar uma visão alternativa da possibilidade de uma harmoniosa e feliz relação. Para levantar e tocar juntos inevitavelmente nos lançamos ao abismo dos riscos e perigos e de um jubiloso abandono.


2. Musicalmente, quais eram as influências da banda (tanto de dentro como de fora da África) e
 como isso influenciou vocês do N.W.?

Por favor, leia a nota na página do N.W. No facebook - letter to Arian Kagonoff. Eu falo sobre muitas influências.
Você pode ler a carta clicando aqui

3. Como foi ser punk nos anos 70 na África do Sul? Como o punk reagia ao racismo?

No National Wake eu não acho que nos identificávamos como “punks”. Nós reagimos ao racismo formando uma banda que desafiava o separatismo racial do apartheid onde pessoas de diferentes raças não eram permitidas a se misturarem livremente tanto em industriais e comerciais situações. Nossa atitude de resistência foi uma encoroporação da atitude punk.

Nota do TSL: a banda também tinha em sua formação membros brancos e negros, fazendo assim desde sua própria formação um ato de protesto, resistência e ameaça ao apartheid.

4. Vi uma vez que Panka (membro da banda) foi preso pela polícia, certo? Como foi isso? Ele ficou livre depois?
Ele foi preso por ser branco em um espaço para “brancos” sem um “passe”. O movimento dos Povos Indígenas Africanos na cidade era controlado pela lei que havia um tipo de passaporte interno que tinha de ser carregado todo tempo. Isso era um constante jogo de gato e rato como pois nós nos  movemos por dentro e fora de diferentes áreas. Em áreas “negras”, os membros não “Africanos” da banda eram requisitados a ter permissão. Isso era um absurdo, uma situação que muitas vezes resultou em complicações perigosas. Nós de alguma maneira nos gerenciamos para saber onde pisar na maioria desses obstáculos. Há magia na música e isso ajudava. No incidente onde Panka foi preso, ele foi pego numa sexta-feira, e nós só podemos libertá-lo na segunda-feira. Nós fomos postos em um interrogatório na ocasião – assim nos tornamos mais conhecidos, e especialmente depois que nosso álbum foi lançado, nós ficamos sob constante fiscalização e fomos visitados pela polícia duas ou três vezes diariamente. Não tinha prisões, mas, pressão constante.
5. O National Wake conquistou um espaço significativo na cena musica da África, certo? Você pode falar sobre como isso aconteceu?
Especialmente na África do Sul – Eu acredito que o espaço existiu para uma banda manifestar uma forma contrária para o dogma dominante. Nós preenchemos aquele espaço e tínhamos a música, as letras e o som para Acordar a Nação (Nota: parafraseando o nome da banda que significar Acordar Nacional). Nossos shows eram cheios de energia excitação, perigo e muita diversão através da dança. Vibrações positivas.

6. O que foi a pior e a mais valiosa coisa em ser punk naquela época?
Desafio enorme da conformidade da sociedade que era totalmente autoritária.

7. Fale sobre os membros e suas contribuições para a banda.
Gary Khoza esteve tocando profissionalmente desde os 9 anos de idade. Um verdadeiro prodígio. Ele começou como baterista na banda Flaming Souls da cidade de Alexander, mudou pro teclado com a banda que ele formou com seus irmãos, chamada Monks (monges). Quando o Wake foi formado, Gary assumiu o baixo e se tornou as raízes da banda. Seu irmão mais novo, Punka tinha aprendido a tocar bateria com Gary, e juntos formavam a base do ritimo do National Wake. Eles construiram juntos uma rica e inacreditável mistura de estilos e músicas que vieram a se tornar o som da National Wake.
Steve veio de uma tradição clássica na qual ele foi ensinado logo na infância. Sendo um rebelde por natureza, ele logo se voltou para a guitarra e explorou o rock/avant gard da época. Antes de entrar no Wake ele fundou o The Safari Suits na Cidade do Cabo em 1978, ainda teve uma breve passagem pelo Pop Guns. Ele trouxe estas influências e


um compromisso em explorar fronteiras – explorando um som único com uma veia experimental. Seu amor pela melodia e o ritimo contribuiram para o lado lírico do Wake.


Ivan veio de uma tradição popular e de protesto. Ele se guiou em compor e expressar sentimentos relacionados à vida na África do Sul desde a juventude. Ele teve uma visão de banda com a experiência direta da vida na África do Sul, transcendendo as leis de separação de raças que eram vigentes naquela época. Para o Wake, as performances eram uma ação direta política. Ele trouxe para a banda uma habilidade para segurar o grupo junto através dos altos e baixos que aconteciam.
Kelly Petlange deixou uma carreira segura na juventude para poder perseguir seu sonho de tocar flauta e sax. Ele tinha uma base no jazz e no jazz distrital (um tipo de jazz local) em particular. Ele e Gary se encontraram muitos anos antes e sonharam em tocar juntos. Kelly entrou para a banda na época da gravação de seu álbum de estréia. Ele trouxe um forte som melódico para as músicas com uma caraterística bem africana.

8.  Por quanto tempo NW esteve ativo? E por que a banda acabou?
Telegrama do governo negando que uma banda de
 "raças misturadas" pudesse tocar em alguns shows.
Três anos ativos firmes numa guerra contra o absurdo, o racismo, mentes estreitas, crueldade.


A banda encerrou suas atividades por que nós estávamos quebrados; sem dinheiro, sem espaço nas rádios (airplay - termo usado pelo espaço nas rádios, já que veiculam o som pelas ondas do ar), muita pressão, espatifamos.

9. Em uma reportagem que você escreveu, você falou sobre como a Segunda Guerra Mundial influênciou na África, pode falar aos nossos leitores como foi isso?
Este denso e complicado momento histórico da ascensão do Nacionalismo Africâner e sua identificação através do histórico ódio dos ingleses e identificação com o Nazismo etc.

10. Nos dias de hoje como você vê as consequências do National Wake na cena punk da África do Sul e fora dela?
Ponto interessante; as consequências do NW na cena punk da África do Sul parece ser uma recente manifestação da perspectiva histórica moldando o entendimento presente: nunca foi realmente um pensamento da NW ser uma banda “punk”, ao mesmo tempo que sentiamos isso... Na verdade nós costumávamos chamar nossa música de de “gunk” (gunk quer dizer lamaçal, então essa definição soa como estilo rock da lama) rock -  difícil dizer, nós éramos dessa maneira, mais do que uma percepção chapada – Eu acho que isso era uma espécie de prenúncia pro “grunge” que veio surgir em Seatle mais tarde. Nós escrevemos e tocamos “Black Punk Rockers” (Punk Rockers Negros) e naquela música nós conseguimos retratar bem a nossa visão sobre o que nós mesmos representamos.



Entrevista en Español
*Créditos por la traducion a Pamela Alvarez

1. En un primer momento quiero hablar de la escena política de SA en los años 70 y cómo ponerse en contacto con el punk y empezar a jugar

Durante setenta sur de África era cada vez más aislado del mundo exterior. La política de "apartheid" era el control total del país, y el partido gobernante sentían que podían poner en práctica sus planes por la fuerza bruta. Había una contracultura en el país entre los jóvenes que estaban en sintonía con los años 60, la música, el movimiento de derechos civiles, la resistencia al militarismo, la bomba y la guerra. En el plano político, hay organizaciones que desafían las políticas de los gobiernos y las apuestas eran de alta detención sin juicio y el encarcelamiento a largo plazo son una consecuencia de la participación en la política de desafío.


La industria de la música era muy estrecha y la radio era el gobierno controlado y censurado. Sobre todo, la música entre la juventud blanca seguido las tendencias de América y el Reino Unido hubo artistas que cantaron de la situación de la vida en el sur de África, de las injusticias de un sistema basado en la raza y el color. punky llegamos en el sur de África a través de las tiendas de discos - en cada ciudad había unas cuantas tiendas que la música importaba directamente desde los EE.UU. y el Reino Unido, sin pasar por la selección de las compañías de discos para lanzar. A finales de los años 70 los álbumes Punk primero corrían.

Hay algo en el espíritu del punk inspirado en la creencia de que los correctos para hacer que nuestro propio escenario y expresar nuestra rabia y sentimientos sin hacer referencia a las tendencias y gustos predominantes de las jerarquías establecidas musicales - radio, discotecas, conciertos. Por Wake Nacional, fue este espíritu que define a la banda como Punk, más que la forma de la música tomó. Los miembros de los orígenes de la banda nos habían expuesto a una gran variedad de influencias musicales, y creciendo en África todos teníamos el ritmo en la sangre y los huesos. Estábamos todos unidos en nuestro deseo de expresar una visión alternativa de la posibilidad de relaciones armoniosas y felices. Para ponerse de pie y realizar juntos inevitablemente nos lanzó hacia el reino de riesgo y peligro y abandono gozoso.

2. Musicalmente, ¿cuál fue la influencia de la banda (de África y fuera) y cómo esta influencia a todos ustedes en NW?
Por favor, lea la nota en la página de Wake N - Carta a Kagonoff Arian. Hablo de las diversas influencias.
3. ¿Cómo iba a ser un punk en los años 70 en SA? ¿Cómo reaccionará el punk al racismo?
En Wake Nacional no creo que nos identifiquemos como "Punks". Reaccionamos con el racismo mediante la formación de una banda que desafía la separación racial del estado del apartheid eran personas de diferentes razas no podían mezclarse libremente, salvo en situaciones industriales y comerciales. Nuestra actitud de desafío era una encarnación de "Punk" actitud.

4. Vi aquella época, Punk fue arrestado por la policía, ¿no? ¿Cómo fue eso? Él era libre después?

Fue arrestado por estar en un área "blanca" sin un "pase". El movimiento de los pueblos indígenas africanos en la ciudad fue controlada por la ley que había un tipo de pasaporte interno que tuvo que ser llevado en todo momento. Era un gato y al ratón constante a medida que entraban y salían de las diferentes áreas. En las "zonas negras", los "africanos" no miembros de la banda estaban obligados a tener los permisos. Era una situación absurda a veces con consecuencias muy peligrosas. De alguna manera logró dar un paso a la ligera a través de la mayoría de estos obstáculos. Hay magia a la música y ayudó a esto. En el incidente en el que Panka fue arrestado, fue detenido el viernes, y que sólo fueron capaces de pagar su fianza el lunes. Nos detuvimos para ser interrogado en ocasiones - como lo hizo más conocido, y sobre todo después de nuestro álbum fue puesto en libertad, que fue objeto de vigilancia constante y fueron visitados por la policía dos o tres veces al día. No hubo arrestos, pero la presión constante.


5. Wake Nacional tuvo una conquista de un espacio significativo en la escena musical en África ¿no? ¿Puedes decir cómo sucedió esto?
Específicamente Sudáfrica - Yo creo que el espacio existente para una banda de manifestar la contra - forma al dogma dominante. Llenamos el lugar y tuvo la música, las letras, y el sonido para despertar a la nación. Los conciertos se llenaron de energía, emoción, peligro y mucho baile alegre. Vibración positiva.


6. ¿Cuál fue el más malo y lo más vicioso en el ser un punk en esa época?


Desafío escarpado de la conformidad de la sociedad que era totalmente autoritaria

7. ¿Qué es Wake Nacional?  De dónde viene el nombre, cuál fue el conceptual detrás de la banda, el espíritu y decirles acerca de los miembros, y contribuciones individuales a la banda.

Gary Khoza había estado tocando música profesionalmente desde la edad de 9 años. Un verdadero prodigio. Empezó como un baterista de Almas llameantes del municipio de Alexander banda ", se trasladó a los teclados con la banda que fundó con sus hermanos, llamados los monjes. Cuando el despertador formado Gary tomó el bajo y se convierten en la base sólida de la banda . Su hermano menor Punka había aprendido tambores de Gary, y juntos formaron la sección rítmica sólida roca de Wake Nacional. trajeron una gran experiencia y una increíble variedad de estilos de música a la mezcla que se convirtió en la música Wake.
Steve provenía de una tradición clásica que había sido educado en una edad temprana. Ser un rebelde por naturaleza, pronto se volvió hacia la guitarra y exploró la música rock y guardia vanguardia de los tiempos. Antes de unirse al Wake había fundado "los trajes de safari" en Ciudad del Cabo en 1978, y tuvo un breve período con los "Guns Pop". Él trajo estas influencias y el compromiso de ampliar los límites-de explorar un sonido único con un borde experimental. Su amor por la melodía y el ritmo contribuido al lado lírico de la Wake.
Ivan provenía de una tradición popular y la protesta. Fue conducido a componer y expresar los sentimientos relacionados con la vida en el sur de África desde una edad temprana. Él tuvo una visión de la banda como una experiencia directa de la vida en el sur de África que trasciende las leyes de la separación de las razas existentes en el momento. Para el Wake, el rendimiento fue una acción política directa. Él trajo a la banda de la capacidad de mantener unido al grupo a través de todos los altibajos de su lucha.
Kelly Petlange había dejado una carrera segura en una edad joven en busca de su sueño de tocar la flauta y el saxo. Él tenía una base en el jazz y el jazz "municipio" en particular. Él y Gary había conocido muchos años antes y soñaba con jugar juntos. Kelly se unió a la banda en el momento de su grabación del álbum debut. Trajo un elemento melódico fuerte para el sonido con un toque distintivo africano.



8. ¿Por cuánto tiempo el NW estaba activo? y por qué la banda se separó en marcha?


Tres años de servicio activo en la guerra contra el absurdo, el racismo, la suciedad de mente estrecha y la crueldad.
Se rompió para arriba porque nos rompió - no hay dinero. Rompió  - no AirPlay. Rompió - demasiada presión. Agrietado.




9. En un informe que se escribe, se habla de la segunda guerra y cómo este resultado en Africa, le puede decir a los lectores acerca de esto?


No estoy seguro de lo que quieres decir ... si es la Segunda Guerra Mundial ... esto es historia densa y complicada en la subida del nacionalismo Afrikaaner y su identificación a través del odio histórico de Inglés e identificación con la filosofía de la raza nazi etc.

10. En la actualidad la forma de ver las consecuencias de la Wake Nacional de escena punk SA (y fuera de ella)?
Interesante pregunta: consecuencia de Wake Nacional de escena punk SA parece ser una manifestación reciente de la perspectiva histórica la conformación actual comprensión: Nunca pensé en Wake Nacional como un "punk" banda como tal, aunque nos hizo sentir esto ... de hecho, utiliza para llamar a nuestra música "gunk" rock - hard decir que somos proviene de esta, que no sea la percepción apedreado - Creo que es una especie de prefigura el sentido de "Grunge" que salió de Seatle más tarde. Habíamos escrito y realizado "punk rockers negros" y en esa canción definitivamente retratar ese sentido de nosotros mismos...



Interview in English



1. At first moment I want you to talk about political scene of SA on 70's and how you get in contact with punk and start to play 

during seventies south Africa was becoming more isolated from the outside world. The policy of "apartheid" was fully in control of the country, and the ruling party felt they could implement their plans by brute force. There was a counter culture within the country amongst the youth who were tuned into the 60's; to the music, the civil rights movement, the resistance to militarism, the bomb, and war. On a political level, there were organizations defying the governments policies and the stakes were high- detention without trial and long term imprisonment were a consequence of involvement in the politics of defiance. 



The music industry was very narrow and radio was government controlled and censored. Mostly, music among the white youth followed trends of America and the U.K. There were artists who sang of the situation of life in South Africa, of the injustices of a system based on race and color. punk arived in South Africa via the record stores - in each city there were a few stores that imported muscic directly from the USA and the UK, bypassing the companies selection of albums to release. In the late 70's the first Punk albums trickled in. There was something in the spirit of Punk that inspired belief in ones right to make our own stage and express our rage and feelings without reference to the trends and prevailing tastes of the established music hierarchies - radio, clubs, concerts. For National Wake, it was this spirit that defines the band as Punk, more than the form the music took. The members of the band backgrounds had exposed us to a wide range of musical influences, and growing up in Africa we all had the rhythms in our blood and bones. We were all united in our desire to express an alternative vision of the possibility of harmonius and joyous relations. To get up and perform together inevitably launched us into the realm of risk and danger and joyous abandon.



2. Musically, what was the influences of the band (from Africa and outside) and how this influence all of you on NW?


Please read that note in the N Wake page - letter to Arian Kagonoff. I talk of the various influences.
You can read it by clicking here


3. How was to be a punk on the 70's on SA? How the punk react to the racism?


In National Wake I don't think we identified ourselves as "Punks". We reacted to racism by forming a band that defied the racial separation of the apartheid state were people's of different races were not allowed to mix freely other than in industrial and commercial situations. Our attitude of defiance was an embodiement of "Punk" attitude.

4. I saw that one time, Punka was busted by the police, right? How was this? He was free after?


He was arrested for being in a "white"area without a "pass". The movement of African indigenous people in the city was controlled by the law that there was a type of internal passport that had to be carried at all times. It was a constant cat and mouse game as we moved in and out of different areas. In "black" areas, the non "African" band members were required to have permits. It was an absurd situation with at times very dangerous implications. We somehow managed to step lightly through most of these obstacles. There is magic to music and this helped. In the incident where Panka was arrested, he was picked up on a Friday, and we were only able to bail him out on the Monday. We were pulled in for questioning on occasion - as we became more known, and especially after our album was released, we came under constant surveillance and were visited by the police two or three times daily. No arrests, but constant pressure.



5. National Wake had a conquest a significative space on musical scene on Africa right? Can you tell how this happened?


Specifically South Africa - I believe the space existed for a band to manifest the counter-form to the ruling dogma. We filled that place and had the music, the lyrics, and the sound to Wake the Nation. Our gigs were filled with energy, excitement, danger, and lots of joyful dancing. Positive vibration.

6. What was the baddest and the the most valious thing in be a punk on that era?


Sheer defiance of the conformity of the society which was totally authoritarian.



7. What is National Wake? From where comes the name, what was the conceptual behind the band, the spirit and tell about the members, and individual contribuitions to the band.



Gary Khoza had been playing music professionally since the age of 9 years old. A true prodigy. He started out as a drummer with the Alexander Township band 'Flaming Souls", moved to keyboards with the band he founded with his brothers, called the Monks. When the Wake formed Gary picked up the Bass Guitar and become the solid root of the band. His younger brother Punka had learnt drums from Gary, and together they formed the rock solid rhythm section of National Wake. They brought a wealth of experience and an unbelievable range of music styles to the mix that became the Wake music.
Steve came from a classical tradition which he had been schooled in at an early age. Being a natural rebel he soon turned to the guitar and explored rock and avant guard music of the times. Before joining the Wake he had founded "the Safari Suits" in Cape Town in 1978, and had a brief period with the "Pop Guns'. He brought these influences and a commitment to pushing the boundaries- of exploring a unique sound with an experimental edge. His love of melody and rhythm contributed to the lyrical side of the Wake.

Ivan came from a folk and protest tradition. He was driven to compose and express feelings related to life in South Africa from a young age. He had a vision of the band as a direct experience of a life in South Africa transcending the laws of separation of races operative at the time. For the Wake, performance was a direct political action. He brought to the band an ability to hold the group together through all the up and downs of their struggle .


Kelly Petlange had left a safe career path at a young age in pursuit of his dream to play flute and sax. He had a grounding in jazz and "township" jazz in particular. He and Gary had met many years before and dreamt of playing together. Kelly joined the band at the time of their recording the debut album. He brought a strong melodic element to the sound with a distinctive african feel.

8. For how long the NW was active? And why the band broke-up?


Three years active duty in the war against absurdity, racism, narrow minded ness, cruelty.
Broke up because we were broke - no money. Broke- no AirPlay . Broke- too much pressure. Cracked.

9. On a report that you write, you talk about the second war and how this result on Africa, can you tell to the readers about this?


Not sure what you mean...if its the Second World War ... this is dense and complicated history on the rise of Afrikaaner Nationalism and it's identification through historic hate of Englishn and identification with Nazi race philosophy etc.


10. On nowdays how you view the consequences of the National Wake on SA punk scene (and outside of it)

Interesting question: consequence ofv ationalmWake on SA punk scene seems to be a recent manifestation of historical perspective shaping present understanding: never really thought of National Wake as a "punk" band as such, although we did sense this...in fact we used to call our music "gunk" rock - hard to say we're this comes from, other than stoned perception - I think it sort of foreshadows the sense of "Grunge" that came out of Seatle later. We had written and performed "Black Punk Rockers" and in that song definitely portray that sense of ourselves...












domingo, 25 de novembro de 2012

I Festival Do Filme Anarquista E Punk De São Paulo


A quantidade de filmes inscritos superou nossas expectativas, e o I Festival do Filme Anarquista e Punk de SP ganhou mais um dia: acontecerá nos dias 14, 15 e 16 de dezembro no Centro Anarquista Ação Direta.

Serão 3 dias de uma verdadeira maratona, com 30 filmes em duas salas de exibição, oficinas, debates, exposições de fotografias, sarau e mais.Segue abaixo a lista completa dos filmes que estarão na programação desta primeira edição do festival, com sinopses e detalhes!
Vale lembrar que será exibido o documentário Noite do Horror produzido pela cena punk de Barreiras.
Veja a programação completa: http://anarcopunk.org/festival/?page_id=56