sábado, 26 de maio de 2012
Ato na reinauguração do Colégio Sagrado, em Barreiras-BA
Ontem, no dia 25 de maio de 2012, @s punx da cidade de Barreiras fizeram um ato contra a politicagem instaurada pela gestão Cidade Mãe, que usa a educação municipal para criar curral eleitoral. Prova disso foi o que os estudantes comprovaram dizendo; que sua professora de filosofia daria 2 pontos para cada alun@, que comparecesse para a reunião da “Juventude Socialista” que na verdade era só um palco para que o governo ficasse mais próximo dos jovens, tendo como principais palestrantes a Deputada Kelly Magalhães do PC do B, a prefeita Jusmari e seu marido o Deputado Oziel. Os alunos foram instruídos para irem a uma palestra, que na verdade era um encontro, ao dar contingente no evento, foi-se divulgado que a juventude local estava em peso no evento, que elas não faziam sequer noção do que acontecia.
Aproveitando que pais, alunos, e representantes do governo estavam presentes, foi organizada uma panfletagem sobre o assunto, onde principalmente os alunos da escola foram bem favoráveis à manifestação, mas partidários da gestão atual, a todo momento tentaram impedir que a panfletagem acontecesse, desde a proibição da panfletagem dentro da escola vinda da guarda municipal, até agressões físicas e morais contra @s manifestantes, que a todo tempo se mantiveram pacífic@s, e dispost@s para argumentar sua razão de estar ali. A guarda municipal inclusive reteve uma faixa que nem sequer foi aberta, e agrediu moralmente o manifestante que queria sair da escola com a faixa, não obstante, durante todas as agressões ocorridas a guarda municipal se manteve conivente. A polícia militar que estava presente retirou suas identificações, e ao ser questionada sobre isso se retirou do local, sem a menor explicação, como é mostrado no vídeo.
As medidas cabíveis serão tomadas.
Assinado: @s indignados.
Vídeo do ato:
Panfleto que foi distribuído:
domingo, 29 de abril de 2012
Feminícidio no México
Campanha internacional contra o feminicídio e tortura sexual no México
A violência contra a mulher faz parte do cotidiano de várias cidades brasileiras e do mundo. No Brasil, uma em cada 5 brasileiras já sofreu algum tipo de violência. Estima-se que a cada minuto quatro mulheres são espancadas. Mas o que vem ocorrendo no México, mais precisamente na fronteira do México com os EUA, em Ciudad Juárez onde as mulheres estão sendo assassinadas da maneira mais perversa e brutal, é vergonhoso e revoltante.Segundo um documento elaborado pela mexicana Ana Maria Gonzáles, neste momento no Estado de Chihuahua, especificadamente em Ciudad Juárez, desde 1993 até o presente ano, foram cometidos perto de 300 homicídios de mulheres (feminicído), e centenas mais de desaparecidas através das formas mais brutais, selvagens e cruéis que existam, diante de tão grave situação a resposta do governo local e federal tem sido nulas, já que não interessa levantar os “porques” dessa história, pois são mulheres e ademais, por que são operárias, na sua maioria de famílias pobres e indígenas.
Desde 1993 ignora-se quem e por que estão cometendo estes crimes. Os motivos podem ser: cinema snuff, sexo necrofílico, tráfico de órgãos, comércio sexual, narcotráfico, corrupção policial, negócios dos “balcas” e de empregados dos governo.Estas séries de execuções não se limitam ao assassinato, mas que se distinguem por seu grau de sadismo e tortura que se aplicam ao corpo das mulheres vivas, que são penetradas por todo seu corpo, lhes são arrancados os seios, suas entranhas abertas, lhes removem as vísceras, são desmembradas e cortadas em pedaços, lhes destroem o crânio, são queimadas, introduzidas madeiras e substâncias tóxicas em suas vaginas e ânus, suas colunas são quebradas, e passam-lhes automóveis por cima, este horror não respeita nem mesmo as crianças.
De acordo com Ana Maria Gonzáles, estes crimes não são produto unicamente de indivíduos psicopatas, de rituais satânicos ou do narcotráfico; são, sobretudo, consequência do crescente desemprego, consequentemente da migração forçada, dos salários baixos e da miséria, da maquilização da economia mexicana, e de seu categórico fracasso, e naturalmente da cultura patriarcal. Em síntese, de um sistema corrupto, e num profundo estado de putrefação.Alguns mexican@s pensam que Ciudad Juárez poderia ser uma zona de experimentação de testes psico-sociológicos feitos por laboratórios científicos-militares multinacionais, como acontece na Ásia, África e em alguns países da América Latina, onde muitos casos como “miséria”, “epidemias”, “terror psicológico”, “alcoolização e drogas”, “conflitos interétnicos ou religiosos”, e “experimentos biológicos”, são criados especificadamente para controlar e eliminar populações inteiras.
O exemplo de Ciudad Juárez é um assunto que deveria ser de competência federal, por que está diretamente ligado com o crime organizado. Ciudad Juárez é a ponta do iceberg da violência contra as mulheres que vai aumentando conforme a humanidade se afunda no modelo econômico neoliberal.Neste sábado, dia 9 de novembro, libertários e libertárias daquele país, estarão indo pras ruas, alçando sua voz contra a indiferença, e denunciando mais essa história de horror contra aquelas mulheres.
Já no dia 25 de novembro, “Dia Internacional Contra a Violência Às Mulheres”, será dedicado principalmente em denunciar o horror que as mulheres e seus familiares sofrem em Ciudad Juarez.
terça-feira, 6 de março de 2012
Sobre a democracia
Eu realmente não gosto da democracia, em nenhuma forma, dizer que há uma política que agrade gregos e troianos é como dizer "vamos combater o racismo mas vamos preservar o nazismo, afinal é a cultura de um povo". Democracia não passa de uma ditadura disfarçada, mas é uma opressão do mesmo modo, uma opressão que @s socialistas que se dizem amig@s das minorias nunca irão ser contra, uma minoria que até o candidato mais bonzinho iria se opor, sabe por que? Por que eles tem seu pedaço garantido, nessa corrida absurda pelo poder de controlar outras pessoas, isso é a democracia, é o controle com o aval do senso comum, educado a nunca desobedecer. Democracia é esmagar ainda mais a minoria.Você me pergunta, e o que eu tenho pra oferecer em troca disso tudo? Autogestão, eu respondo, baseada em justiça social, igualdade. Um povo se gerindo como um organismo vivo que somos, vivendo com respeito e cultivando amor, igualdade entre as pessoas, não uma escalada social em busca do poder, que só divide as pessoas. É nisso que acredito, renego qualquer falsa igualdade, qualquer valor imbuído de desejo ao poder.
Foda-se seu status quo.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Continuando sobre a situação do Quilombo Rio dos Macacos:
No grupo do facebook do quilombo foi postado o seguinte relato: Aos que tenham interesse em saber, o processo do final de semana no Quilombo, começou na noite de sábado, quando uma escolta comandada por um sargento da Marinha de nome Tibério, atentou contra a vida de um senhor de idade (seu Orlando), e de suas filhas e cunhada. Tivemos que nos mobilizar até as duas da manhã pra registrar queixa na 8a Delegacia e comunicar o comandante presente na Base Naval. Cinco viaturas da PM foram chamadas pela marinha para "nos conter" e o Major PM que comandava a operação "deixou escapar": "nós já estávamos convocados para a desocupação, não achamos que vcs fossem antecipar o protesto"...Domingo pela manhã, a guerreira quilombola Rose nos ligou informando que haviam tratores, viaturas da PM e tropa de choque da marinha a postos, o que, segundo os advogados de quilombolas presentes, caracterizam as ações de desocupação. Segundo informações restritas, somente a atuação pacífica, mas firme, dos coletivos de movimentos negros, da sociedade civil e da imprensa, impediu a chegada do Oficial de Justiça e cumprimento da ordem de desocupação, por ordem ministerial. O ato político de 04 de março, foi uma brilhante prova do que podem os movimentos negros e sociais organizados na sociedade civil, alcançar, quando não estão amortecidos por estratégias partidárias e sim focados por demandas práticas do nosso POVO. AXÉ aos guerreiros quilombolas: entre marxistas, anarquistas, feministas, entreguistas, governistas, capitalistas: QUILOMBO SEGUE SENDO VANGUARDA!!!!!
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Punks vítimas da opressão religiosa na Indonésia
Como muitas pessoas devem saber, 65 punks foram enquadrad@s quando estavam indo para um show em Aceh Besar, uma província de Aceh na Indonésia, chega ser um absurdo ver as fotos, tamanha violência que foi empregada com o intuito de purificar @s punks, o ataque envolveu cortar os moicanos aos punks que a polícia considerou ofensivos à religião, além disso foram obrigados a tomar um banho num lago (acho que deve ter algo a ver com um batismo em massa). Estupro corretivo cultural. Sensibilizad@s com o fato, criamos um texto de sugestão que pode ser encaminhando à emails da embaixada da Indonésia:
Excelentíssimo Senhor Embaixador, Embaixada da Indonésia,
Pela presente venho manifestar a V. Exa., com a esperança de que V. Exa. possa pessoalmente intervir junto às autoridades indonésias que representa, uma grande preocupação diante do regime repressor indigno a que vêm sendo submetidos as/os jovens cidadã(o)s indonésias/os que compartilham dos valores da cultura punk em vosso país.
As condições humilhantes em que passaram e passam esses moças e rapazes incluem:
Agressão moral e física;
Portanto, pedimos a V. Exa. que interceda junto às autoridades indonésias para que interrompam toda essa humilhação e preconceitos injustificáveis com esses e outros jovens, e que restituam os maus tratos a eles e às suas famílias.
Cordialmente, (seu nome)
Emails para enviar:
kbrbrasilia@embaixadadaindones
contato@embaixadadaindonesia.o
comunicacao@embaixadadaindones
politico@embaixadadaindonesia.
economico@embaixadadaindonesia
cultural@embaixadadaindonesia.
consular@embaixadadaindonesia.
administracao@embaixadadaindon
defesa@embaixadadaindonesia.or
secretaria@embaixadadaindonesi
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Deputada Mirian Rios e seu amor ao próximo
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Na Bahia, trabalhador rural sem-terra é assassinado em frente à família
Facismo da mídia, e um luto por um punk
Anteontem vi no twitter uma notícia de mais um punk que tombou. Lembrei do show que ia acontecer na Cardeal, que até tinhamos comentado - ih, vai acabar dando treta - sabe como é, Cock Sparrer, skinhead e punk junto, sempre tem alguém que não entende alguma coisa e começa a bagaceira.
Pior nem era isso. Eu não conhecia o cara, e as primeiras notícias divulgadas foram quase dados de IML só: nome completo, idade, nada realmente informativo pra mim. Hoje descobri quem era o cara, novinho, filho do vocalista da Excomungados, uma banda das antiga muuito fodona, formada na USP, pessoalmente não sou fã da musicalidade mas sim da ideologia e reconheço toda a importância da mesma no contexo formador do movimento aqui no Brasil.Mas tudo isso pra chegar na parte nojenta da história, que foi ver a reportagem que saiu no Diário de São Paulo com o título de "Punk encrenqueiro é espancado até a morte por grupo skinhead". Se eu não fizesse idéia do que era punk ou skin e fosse bem aleatória eu pensaria várias coisas, como: essa juventude barraqueira têm que apanhar pra ver se aprende mesmo, ou os skinheads bem que deram uma lição nesse encrenqueiro, ou qualquer outra bobagem que não chega a lugar algum. Mas ainda bem que ser humano inteligente vai atrás das coisas e não fica só na primeira fonte, que afirma contraditoriamente o seguinte: diz que o guri faz parte de uma gangue, que é suspeito de assassinato, que ele tinha o corpo tatuado e costumava andar com roupas de couro e cabelos pintados (só isso já é motivo de tomar um baculejo, né? que de ameaçador de verdade outras coisas mais discretas me dão muito mais medo), e depois fala que ele esteve presente em atos políticos (sim, do lado não conformista e não mantenedor da estrutra dominante). A reportagem do dia de hoje do mesmo jornal (retratação?) conta com a análise de um mestre em antropologia e estudioso da cultura skin, então são apresentadas as diferentes divisões, uma coisa um pouquinho mais pensada, aí conta direito da vida do guri, que ele era anti-nazi e tava junto com o povo da SHARP, então tipo assim: o ódio que ele possuia (afirmado na primeira reportagem, com direito a interpretação de expressão facial no momento em que o mesmo era levado pela polícia numa manifestação) não era contra negros, gays ou sei-lá-o-quê, mas sim àqueles que incitam esse ódio. Aliás, isso ficou até redundante porque punk já é anti-nazi. Mas enfim, pra quem não manja, quanto mais explicação, melhor.
Johni, descanse em paz cara.
Ao contrário da mídia corporativa, temos referência e respaldo para dizer o que foi dito nessa postagem.
Aqui vai a matéria chamando o punk de encreiqueiro: http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/09/133475-punk+encrenqueiro+e+espancado+ate+a+morte+por+grupo+skinhead.html
Matéria de "Retratação": http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/09/133768-punk+esfaqueado+disse+nome+do+assassino+pouco+antes+de+morrer.html
Aqui mais uma matéria (bem melhor sobre o assunto no mesmo jornal: http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/09/134073-pm+monitora+gangues+no+feriadao.html )
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Carta contra a violência policial em Cachoeira (BA)
Por Núcleo de Negras e Negros Estudantes da UFRB (NNNE) (http://akofena.blogspot.com/)
Cachoeira, 14 de agosto de 2011
Sábado, 13 de agosto, noite de início da Festa da Boa Morte, festividade que atrai muitos visitantes à cidade, a comunidade se reuniu em torno de um movimento cultural. A Praça 25 de junho agrupava na mais recente edição do Reggae na Escadaria - no centro de Cachoeira/BA ? um grande número de pessoas (Famílias, crianças, estudantes, idosos), onde por diversas vezes a viatura da polícia de número 9 2702 placa NTD 8384 passou vagarosamente observando de forma ameaçadora alguns espectadores, dando um prazo limite para que o som fosse desligado.
Por volta das 2 horas da manhã, quando o trânsito foi parado por uma colisão de carros, a viatura que passava no momento parou e os policias desceram, solicitando que o som fosse interrompido. Alegaram que muitas pessoas se reuniam no local atrapalhando o trânsito na via e também alegaram que os organizadores do evento não tinham autorização para realizar aquela atividade.
Os presentes sentiram-se indignados, manifestando-se através de vaias e frases de protesto, pois ao mesmo tempo inúmeros carros tocavam outros tipos de som em volume altíssimo. Os policias reagiram de forma agressiva e opressora. A PM Ednice iniciou a agressão contra um espectador que estava acompanhado por sua esposa e filho, o que causou ainda mais revolta entre os cidadãos. Os policias pararam a viatura ao lado da praça e permaneceram em formação fora do veículo. Uma parte dos policiais estava sem identificação. A residente Flávia Pedroso Silva se aproximou dos soldados e perguntou os nomes dos agentes que participavam da atuação. O que é direito de todo cidadão resultou numa ação ainda mais agressiva. Dois policiais homens a seguraram pelo braço dando voz de prisão por ?desacato à autoridade?. A vítima alegou irregularidade na atuação, pois sabido é que um policial homem não pode autuar mulheres. Os presentes reagiram e tiraram a menina da mão dos policias, que agrediram muitos dos presentes com empurrões quando o PM Elias atirou para cima ameaçando as pessoas que estavam próximas.
Pouco tempo depois chegaram mais duas viaturas e vários soldados que partiram para cima da estudante agredindo a ela e Glauber Elias, também negro e estudante da UFRB. No caso da estudante Flávia, o mais grave em nosso entendimento, os agressores usaram de violência física e psicológica, utilizando palavras de baixo calão, como vadia, puta e vaca. Mostraram também todo o preconceito em relação às tatuagens no corpo da estudante, usando disso para fazerem mais ameaças tais como ?você que gosta de marcas vamos deixar mais marcas em seu corpo?.
A garota foi colocada dentro do camburão, juntamente outro estudante presente, Luis Gabriel, que também questionou a ação dos policiais. Os mesmos soldados continuaram ameaçando outras pessoas, perguntando de forma sarcástica quem mais queria ser detido.
Ambos foram levados para o Posto Policial Militar do 2º Pelotão da 27ª CIPM - CPR LESTE, localizado na Rua Direta do Capoeiruçu/ Cachoeira. No local a garota foi agredida com tapas no rosto e agressões verbais em frente ao funcionário que registrava a ocorrência, e que ao ser solicitado o registro de tal agressão o mesmo declarou que não havia visto nada. Enquanto isso, do lado de fora da delegacia, testemunhas que estavam no momento da agressão permaneceram sob tensão com os policiais. A advogada que acompanhou todo o caso permaneceu pelo menos 30 minutos em frente a delegacia sendo impedida de entrar.
A vítima, ao expressar sua vontade de abrir ocorrência contra a violência e o abuso de autoridade, foi informada que não poderia fazê-lo pois, no local, não havia delegado e nem escrivão. Assim sendo, os envolvidos foram encaminhados para a DEPIN - 3ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior - Delegacia Circunscricional de Policia de Santo Amaro ? BA. Mesmo com a alegação da advogada de que seus clientes não poderiam ser transportados na parte traseira da viatura e que ela deveria acompanhá-los, os policias os colocaram no camburão e seguiram dizendo que não esperariam ninguém. Ao chegar em Santo Amaro, as vítimas nada puderam fazer, pois os policiais que receberam o caso disseram que não havia tinta na impressora para registrar a ocorrência da mesma e que esta voltasse num outro momento, atrasando desta forma todo o processo e a possibilidade de se fazer um exame de corpo de delito. Após uma espera ambos foram liberados e convocados para depoimento no dia 15 de agosto, às 10 horas. Vale ressaltar que mesmo com a alegação de não haver tinta na impressora, os policiais agressores registraram a ocorrência de desacato à autoridade.
Como podemos perceber, inúmeras irregularidades ocorreram no procedimento da abordagem policial. Desde o aparente desrespeito por parte destes policiais ao estilo musical Reggae, às reações de extrema violência da polícia para com a população, até os atos de violência ao longo do processo.
Enfatizamos a repressão ao reggae como demonstração de racismo da polícia cachoeirana, lembrando que a maior parte das pessoas que compunham o grupo local eram homens e mulheres negras. Também o tratamento contra a Flávia, desde as agressões físicas cometidas por policias do sexo masculino até os obstáculos postos diante da tentativa de prosseguir com a denúncia contra as ações destes policiais, tanto que até o presente momento ainda não foi possível o registro legal do caso, sendo que há apenas o processo da polícia contra os envolvidos.
Denunciamos assim a opressão explícita, ao saber que este não é o único e nem o primeiro caso de abuso e violência gratuita da polícia militar contra os cidadãos cachoeiranos, e exigimos desta forma providências do Estado contra os crimes praticados de violência policial, abuso de poder e violência do estado contra a população negra, a qual resultou na prisão irregular dos estudantes negros Flávia e Gabriel, configurando crime de racismo institucional.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
1ª MARCHA DA LIBERDADE
Quando a tropa de choque bateu nos escudos e, em coro, gritou CHOQUE! a Marcha pela Liberdade de Expressão do último sábado se tornou muito maior. Não em número de pessoas, mas em importância, em significado.
Foram liminares, tiros, estilhaços, cacetadas, gases e prisões sem sentido. Um ataque direto, cru, registrado por centenas de câmeras, corpos e corações. Muita gente acha que maconheiros foram reprimidos.
Engano...
Naquele 21 de maio, houve uma única vítima: a liberdade de todos.
E é por ela que convocamos você a aparecer no Vão Livre do MASP, sábado que vem, dia 28, às 14hs.
Não somos uma organização. Não somos um partido. Não somos virtuais. Somos uma rede. Somos REAIS. Conectados, abertos, interdependentes, transversais, digitais e de carne e osso.
Não temos cartilhas. Não temos armas, nem ódio. Não respondemos à autoridade. Respondemos aos nossos sonhos, nossas consciências e corações.
Temos poucas certezas. E uma crença: de que a liberdade é uma obra em eterna construção.
E que a liberdade de expressão é o chão onde todas as outras liberdades serão erguidas:
De credo, de assembléia, de amor, de posições políticas, de orientações sexuais, de cognição, de ir e vir... e de resistir.
E é por isso que convocamos qualquer um que tenha uma razão para marchar, que se junte a nós no sábado para a primeira #MarchadaLiberdade.
Ciclistas, peçam a legalização da maconha... Maconheiros, tragam uma bandeira de arco-íris... Gays, gritem pelas florestas... Ambientalistas, tragam instrumentos... Artistas de rua, falem em nome dos animais... Vegetarianos, façam um churrasco diferenciado... Moradores de Higienópolis, venham de bicicleta... Somos todos cadeirantes, pedestres, motoristas, estudantes, trabalhadores... Somos todos idosos, pretos, travestis... Somos todos nordestinos, bolivianos, paulistanos, vira-latas.
E somos livres!
Em casa, somos poucos.
Juntos, somos todos. E essa cidade é nossa!
Sábado, dia 28 de maio, 14hs, no vão do MASP, começa a 1ª Marcha da Liberdade.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Agnostic Front é Facista? (veja matéria e comentários)
Tradução de Alana Soares




