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domingo, 7 de abril de 2013

Ali, do lado de fora - Uma observação sobre a esquerda

Antes de começar a postagem em si, queria registrar umas palavras:
O blog anda bem parado, na verdade, está morto, a facilidade de conteúdo do facebook tem se juntado à vários fatores e que acabamos deixando esse pedaço de nossa vida de lado, mas, esse post é justamente pra dizer, nem que seja pra nós mesmxs, que ainda vive, ainda estamos vivxs.

Eu venho com esse post registrar um pensamento que tenho acumulado durante um bom tempo, confirmado dia após dia, um sentimento que tenho a respeito dxs vermelhxs, ou esquerda, como preferir. É sim, uma perspectiva pessoal, mas acho que muitas pessoas que estão há algum tempo na estrada das causas sociais deve perceber algo parecido. Primeiro, por que escrever sobre a esquerda e não a direita? Bom, por que a direita, é apenas o fundo do poço é uma entidade visivelmente fascista e que não há como surpreender ninguém (a menos que fosse uma surpresa boa) pois, ela em si é a melhor manifestação de violência contra a vida e os direitos humanos mais básicos, basta reparar em como os bairros periféricos com população massivamente negra são tratados, vivendo uma morte lenta seja nas ruas com esgoto a céu aberto ou numa fila de hospital, a direita é em si um mal cinicamente declarado democrático. Já a esquerda, está aí, viva nos movimentos sociais, agora mesmo estamos vivendo uma hegemonia democrática esquerdista;  temos até uma presidenta de esquerda, e não, não vou usar nenhuma aspa pois não acredito em uma esquerda verdadeira ou falsa, não acredito no poder, e nunca acreditei, por essa razão, doa a quem doer, estou pondo as variações da esquerda sob o mesmo título, mesmo que sejam diferentes, como disse são só variações.

 Ter um olho aberto com a esquerda é algo muito sensato a se fazer, visto que é tradição histórica nacional que nossxs "compas" em algum momento virem a bandeira, qualquer pessoa que se encontra em movimentos estudantis, por exemplo, já teve aquele exemplo de algumx estudante que estava lá no movimento, entrou pra algum partido vermelho, e teve dois rumos; ou entrou para o poder dominante ou fez parte do pequeno grupo socialista mais politicamente centrado; a "extrema esquerda". Embora engessada ideologicamente em ideais da época da revolução industrial,  ainda procuram intitular categorias da sociedade atual com termos como "proletário", "burguês", "patrão", etc, etc, vivem numa nostalgia política anacrônica, não quero dizer com isso, que essas figuras que citei nas aspas não existam na nossa sociedade, mas, seus papéis, tão quanto a nossa sociedade (que apenas para fins de situação, muitxs pensadorxs já colocam como hipermoderna) mudaram muito, como então, agir numa sociedade tão mutável com ideias totalmente burocráticas?

 Volto a dizer, não quero negar que a exploração não exista, bem longe disso, apenas não acho e nem concordo que uma luta pré moldada e engessada em universidade ou algum gueto intelectual(izado)  vai chegar no mínimo possível próximo da realidade das pessoas que realmente são ferradas pelo sistema. 
A esquerda, ou se vende ou passa a vida esperando a chance de chegar no poder, para assim, um dia, nós eleitorxs, termos a chance de saber se realmente valeu a pena confiar nessas pessoas, legal não? A luta socialista no sistema atual não tem um objetivo de destruí-lo, pelo contrário, seu maior desejo é se empossar das esferas altas do mesmo, para então instaurarem no momento que estiverem no poder a sua tão sonhada ditadura do povo, aí você se pergunta, qual povo? Eu respondo; o deles.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Considerações sobre White Metal

Há muito tempo eu tinha pensado em escrever essa matéria, desde antes, com o contato com o pessoal do black metal, altas ideias trocadas a respeito sobre a razão de ser do satanismo e tudo mais.
Com o acontecimento do Barreiras Rock Fest, festival realizado com maioria de bandas de white metal e a aceitação da galera sobre o assunto, resolvi voltar naquela questão do passado e escrever essas linhas.
 

É muito estranho, pessoalmente, olhar para como as coisas são hoje em dia e ver o cristianismo tão dominante. Ter sex shops e até casas de swing para cristãos, realmente não me assusta, só mostra como essas pessoas querem ter seu ego livre para fazerem tudo que fizeram durante os 2 mil e quinhentos anos de dominação, só que hoje, de um jeito mais cool e menos esparrado como antes. Antes só a minoria de cabeças da religião tinham acesso e poderiam realizar todo tipo de bacanal, hoje isso é permitido a todos os seguidores.
A dominação da igreja é subsequente da dominação do capital, logo, a expansão do capitalismo vem seguindo os mesmos rumos de antes. Pra quem já mandou com os poderes maiores do que os do governo, hoje em dia ela mantém o sistema tanto econômico quanto político, vide bancadas evangélicas num estado laico.
O mais incrível é o que em nome de deus/dinheiro essas pessoas fazem, cooptam tudo para seu meio para se tornar santo/rentável, a exemplo disso temos o próprio white metal, que é um meio de dizer para os jovens, "venham para nosso meio, aqui também tem rock pesado, nós também somos legais". Tudo para aumentar seu grupo social/mercado. Nesse meio, pessoas dizem que acham péssimo meter religião no meio e colocam até em comparação o satanismo, que existem tantas correntes, que inclusive, são atéias. 

Hã?
No embalo de Jesus todo mundo vai indo para um contexto totalmente obtuso, politicamente vazio e alienante, como a própria igreja promete. É um tal de sentar e esperar que tudo vai melhorar, de que se é assim é porque deus quis e assim por diante. Falam de drogas como pecado, mas não falam que a corrupção no país é um pecado, nem que o maior direito de um ser humano é a liberdade. Junto com isso vem campanhas totalmente burguesas como arrecadação de alimentos (mas só arrecadar, que ir em abrigo distribuir, passar um dia num asilo ou numa creche com aquele monte de gente pobre e esquecida por perto já é demais), que serve para lavar o ego e dizer que fez alguma coisa pela sociedade, filantropia, mas ao mesmo tempo não lembra de dizer que o governo era obrigado a fazer aquilo. Vem campanhas como aquelas à favor da paz, contra o crack, mas claro nenhuma que pressione o governo em investir na educação e condições de vida para as pessoas da periferia, querem internar viciados para que, estes, não sejam problemas nas ruas e tentem cobrar dos ricos o que eles devem para a sociedade, mais polícia na rua - por que claro, a polícia está nas ruas para servir quem tem grana, não quem é pobre e negro.
Se fala em acreditar em deus, ir para igreja e em mudança interna, mas nunca se fala que tem uma bancada evangélica no governo com leis absurdas e totalmente violenta contra gays, mulheres, crianças (porque preferir uma criança abandonada num abrigo é melhor que deixá-la ter dois pais ou duas mães).
Enfim, o único objetivo desse tipo de música é alienação do começo ao fim.
E por fim, o rock se torna uma festa, com músicos, com pessoas dançando, bebendo, apenas consumindo e nunca criando ou transformando, igual qualquer outra e o que era pra ser algo diferente no fim das contas não tem nada de diferente, acaba apenas fortalecendo o status quo e nunca mais busca mudanças, um dos princípios do rock. Se for apenas pra ouvir uma mensagem de amor ao próximo para depois, voltar pra casa, colocar a cabeça no travesseiro e esquecer, melhor nem começar.

domingo, 1 de abril de 2012

A Feminização da SOCIEDADE

Este texto é uma tradução feita por mim no google tradutor, mas tive a decência de ler o texto e revisar a concordância, se algum erro ficou em vista por favor comunique-me.

por Yoko Ono, fevereiro 1972


O objetivo do movimento feminista não deve apenas terminar com a obtenção de mais postos de trabalho na sociedade existente, embora devamos definitivamente trabalhar nisso também. Temos que seguir em frente até a totalidade da raça feminina é liberada.Como vamos fazer isto? Esta sociedade é a própria sociedade, que matou a liberdade feminina: a sociedade que foi construída sobre a escravidão feminina. Se tentarmos alcançar nossa liberdade no âmbito do social existente, os homens, que dirigem a sociedade, continuarão a fazer um gesto simbólico de nos dar um lugar em seu mundo. Alguns de nós vai conseguir mover-se em empregos elitistas, chutando nossas irmãs no caminho para cima. Outras vão recorrer para a produção de bebês, ou ser enganada em pensar que a adesão perversões do sexo masculino e loucura é o que a igualdade é sobre: ​​"se juntar ao exército" "juntar-se a viagem sexista", etcA principal mudança na revolução da mulher contemporânea é o tema do lesbianismo.Lesbianismo, para muitos, é um meio de expressar rebelião contra a sociedade existente através da liberdade sexual. Ela ajuda as mulheres perceberam que não necessariamente tem que confiar em homens para relacionamentos. Elas têm uma alternativa a gastar 90% de suas vidas esperando, encontrar e viver para os homens.Mas se a alternativa ao que é encontrar uma mulher para substituir o homem em sua vida, e em seguida, construir sua vida em torno de outra fêmea ou fêmeas, não é muito libertador. Algumas irmãs aprenderam a amar as mulheres mais profundamente através de lesbianismo, mas outros simplesmente desapareceu depois que suas irmãs da mesma maneira que os machistas têm.A meta final da liberação feminina não é apenas para escapar da opressão masculina.Que tal nos libertando das nossas viagens mentais diversos, tais como a ignorância, a ganância, o masoquismo, o medo de Deus e as convenções sociais? É difícil ignorar tão facilmente a importância da influência paterna nesta sociedade, neste momento.Uma vez que enfrentamos a realidade de que, nesta aldeia global, há muito pouca escolha, mas para conviver com os homens, podemos também encontrar uma maneira de fazê-lo e fazê-lo bem.Precisamos, definitivamente, a participação mais positiva pelos homens no cuidado de nossos filhos. Mas como vamos fazer isso? Temos que exigir isso. James Baldwin falou sobre este problema, "eu não posso dar uma performance durante todo o dia no escritório e voltar e dar um desempenho em casa." Ele está certo. Como podemos esperar que os homens para partilhar a responsabilidade da guarda de crianças, nas atuais condições sociais, onde o seu trabalho no escritório é, para ele, uma mera "performance" e onde ele não pode se relacionar com o papel de guarda de crianças, exceto como outra "performance"? O homem de hoje deve passar por grandes mudanças em seus pensamentos antes que eles se oferecem para cuidar de crianças, e antes mesmo de começar a querer cuidar.
  Puericultura é a questão mais importante para o futuro da nossa geração. Não é mais um prazer para a maioria dos homens e mulheres em nossa sociedade, porque toda a sociedade é voltada para viver até uma imagem Avenue Hollywood-gozo-Madison de homens e mulheres, e um modo de vida que não tem nada a ver com creches.Estamos em uma séria crise de identidade. Esta sociedade é impulsionada pela velocidade e força neurótica acelerado pela ganância, e a frustração de não ser capaz de viver de acordo com a imagem de homens e mulheres que criamos para nós mesmos, a imagem não tem nada a ver com a realidade das pessoas. Como poderíamos ser um eterno James Bond ou Twiggy (cílios postiços, o nunca-teve-uma-criança-ou-o-olhar-de-prato-cheio) e criar três filhos do lado? Em tal cultura de uma imagem-dirigida, um pedaço da realidade, como uma criança, se torna uma ameaça direta à nossa existência falsa.O único jogo que nós jogamos juntos com nossos filhos é a caça às estrelas; infelizmente, não as estrelas do céu, mas as 'estrelas' que nós pensamos ter alcançado o padrão da imagem onírica que impusemos sobre a raça humana. Não podemos mais confiar em nós mesmos, porque sabemos que somos, bem ... muito real. Estamos sempre pedindo desculpas por ser real. Desculpem-me peidar, desculpe-me para fazer amor e cheirando como um ser humano, em vez de ser um celulóide inodoro príncipe ou princesa como a imagem lá em cima na tela.A maioria de nós, como mulheres, esperam que possamos alcançar a nossa liberdade dentro do social existente, pensando que, em algum lugar, deve haver um meio termo para os homens e mulheres para compartilhar liberdade e responsabilidade.Mas se nós só tivemos tempo para observar a função da nossa sociedade, a síndrome da ganância-poder-frustração, que logo iriam ver que não há meio termo deve ser alcançado. Podemos, é claro, procurar jogar o mesmo jogo que os homens têm desempenhado ao longo dos séculos, e centímetro por centímetro, assumir todos os melhores empregos e, eventualmente, conquistar o mundo inteiro, deixando um gosto extremamente amargo gemido classe masculina cravo-gozo-escravo e gemendo debaixo de nós. Isso é bom para um sonho da tarde, mas, na realidade, seria, obviamente, uma chatice.Assim como os negros no passado, as mulheres estão passando por uma fase inicial da revolução agora. Estamos agora numa fase em que estamos ansiosas para competir com os homens em todos os níveis. Mas as mulheres, inevitavelmente, chegam à próxima fase, e percebem a futilidade de tentar ser como os homens. As mulheres vão perceber-se como eles são, e não como seres comparativos ou em resposta aos homens. Como resultado, a revolução feminista vai dar um passo mais positivo na sociedade, oferecendo uma direção feminina.Em seus últimos dois mil anos de esforço, os homens têm-nos mostrado a sua incapacidade em seu método de governar o mundo. Em vez de cair na mesma armadilha que os homens caíram, as mulheres podem oferecer algo que nunca a sociedade teve antes por causa da dominação masculina. Que é a direção feminina.O que podemos fazer é levar a sociedade atual, que contém características tanto masculinas e femininas, e trazer para fora sua "natureza feminina e não a sua" força masculina que está agora no trabalho. Devemos fazer uso mais positivo das tendências femininas da sociedade que, até agora, têm sido suprimido ou descartado como algo prejudicial, impraticável, irrelevante e, finalmente, vergonhoso.Eu estou propondo a feminização da sociedade, o uso da natureza feminina como uma força positiva para mudar o mundo. Nós podemos mudar a nós mesmos com inteligência feminina e conscientização, em uma sociedade basicamente orgânica, não-competitiva que é baseada no amor, em vez de raciocínio. O resultado será uma sociedade de paz, equilíbrio e contentamento. Podemos evoluir ao invés de revoltar, nos unir, ao invés de revindicar independência, e sentir, em vez de pensar. Estas são características que são consideradas femininas, características que os homens desprezam nas mulheres. Mas tem homens realmente fizeram bem, evitando o desenvolvimento dessas características dentro de si?Já, posso ter um vislumbre do novo mundo, eu vejo sabedoria feminina trabalhadora como uma força positiva. Refiro-me à sabedoria feminina e a consciência que é baseada na intuição, realidade e pensamento empírico, ao invés de logística e ideologias. A geração de jovens inteira, seu idioma e seus sonhos, estão indo na direção feminina. Um campo mais avançado de comunicação, tais como telepatia, também é um fenômeno que só pode ser desenvolvido em um clima altamente feminino. O problema é que a tendência feminina na sociedade nunca foi dada uma chance para florescer, enquanto tendência masculina supera.O que precisamos agora é a paciência e sabedoria natural de uma mulher grávida, uma consciência e aceitação de nossos recursos naturais, ou o que resta deles. Não vamos nos iludir e pensar em nós como uma civilização antiga e madura. Nós não somos de forma alguma maduros. Mas isso é bom. Isso é lindo. Vamos abrandar e tentar crescer organicamente e saudável como um recém-nascido. O objetivo da revolução fêmea terá que ser um um total eventual, tornando-o uma revolução para todo o mundo. Como mães da tribo, nós compartilhamos a culpa dos machistas, e os nossos rostos são seus espelhos também. É bom começar agora, pois nunca é tarde demais para começar desde o início.


Fonte: http://imaginepeace.com/archives/2565

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Marte, o planeta socialista?

Numa suspeita meio suspeita, sim, eu não tenho certeza de nada sobre o que eu estou escrevendo para muitos pode soar bem teoria da conspiração, mas aqui vai o que eu estive pensando hoje, lendo esse post no velho e querido Cynicozilla que fala sobre a invasão de Marte na Terra, eu fiquei viajando sobre essa coisa dos Estados Unidos quererem sempre ser os colonizadores do espaço e mesmo assim ter que disputar com a Rússia. Esse filme que é da época da guerra fria retrata bem o que eu estou querendo falar, que é uma personificação do vermelho como mau, ou seja, os marcianos que vem na Terra (que sempre é representada pelos EUA) e tomam tudo, afinal eles os vermelhos são sempre maus, uma ótima contra-propaganda americana contra o comunismo/socialismo disfarçada de temática de cinema. Mais uma vez vimos aí como a mídia manipula nossos medos, onde criam um ser malvadão de Marte sendo que na verdade eles queriam só dizer, não acredite nos russos (ou vermelhos) como preferir.

Guerra fria só faz quem tem a barriga cheia.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Usurpação Cultural Parte III - Sessão de descarrego (20 mil léguas mentalmarinas)

Aquela edição do Não Devemos Nada a Você repousava no sofá, o céu ameaçava chuva e a cadela ditada no chão nem ligava, continuava dormindo, na minha cabeça eu pensava em incendiar alguma coisa, daí lembrei que tinha de continuar escrevendo, aqui vamos nós de novo, eu e você computador.
Quando parei pra escrever isso as vezes fica como um ataque, sim é um ataque, mas o objetivo não é a ofensa é o questionamento, sei que não é o jeito mais eficaz de fazer as coisas, mas é assim que escrevo. Quanto mais vivemos, vemos as pessoas fuderem com tudo que acreditamos, quanto mais tempo se passa vemos que esse lance de herói é só mais uma propaganda que fizeram pra te enganar, te comprar enfim, mais uma mentira, e você acorda e pôe a mão na massa porque podem te tirar tudo mas não sua dignidade.
Do nada aparece gente nova, assim como do nada os velhos somem, você ainda continua caminhando e dizendo foda-se, não vou parar, seja lá qual for seu estilo, de Ian Mackaye a GG Allin o barco é muito grande apesar que dizem que há um furo grande no casco, pura mentira, sabe qual é o pior perigo dessa viagem? É o Kraken, seus enormes tentáculos envolventes nos levam do nada para um abismo sem cor e nunca se tem notícias sobre as pessoas que eram antes de serem levadas, parece que ele quer uma cidade só sua, mas ninguém nunca volta pra contar história, as vezes, mergulhando, a gente vê uns vultos que nos perseguem, familiares, imagens, mas nada além disso, no fundo, são todos cadáveres, o lance é subir de volta, por que a viagem é longa, a guarda real tá na cola e a última coisa que eles querem ver é a gente pondo a mão na sua coroa. Agora, pararei de escrever, pois hoje tenho que limpar o convés.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Usurpação Cultural (Parte I)

Dedico esse post ao meu amigo Gustavo "O Bode".

Não sei bem por onde começar a falar a respeito, tenho muita coisa para dizer, acho que farei uma série de posts para não ficar tão longo. A começar queria falar a respeito da visão de cultura rock que hoje temos; Acreditamos muito no que foi dito sobre estrelas da guitarra e tudo mais, mas com o tempo e uma boa leitura a respeito vi que não era bem assim, quando o rock surgiu não haviam gravadoras multinacionais que monopolizavam e diziam como devia ser a música, quem a toca e quem a ouve, havia liberdade artística.
As raízes das vertentes do rock vem de algo inovador, com conceitualização transgressora, o que com o tempo se tornou o contrário incrivelmente, apesar de não ser um erudito da cultura, mas podemos usar o metal  para começo de conversa (não que seja o único estilo que sofra com isso, é claro), consenso é que o Black Sabbath e o Led Zeppelin são consideradas umas das primeiras do estilo, sua abordagem experimentalista musical é muito extensa, além disso muito subversiva pra época, mas com a padronização e (ou) industrialização do metal o que temos hoje é um estilo repetitivo que de tão tradicional acaba tendo suas músicas como os cantos católicos (que na maioria das vezes é odiado pelo pessoal) músicas totalmente padronizadas e previsíveis, muito ao contrário da origem, como eu disse, não sou um erudito, sei que há muita coisa nessa história, afinal são décadas de música, e essa é a observação que eu tive durante o tempo que convivi, pesquisei e li a respeito, claro que existem suas exceções, mas estou falando do contexto mais geral.
Nessa segmentação temos uma propagação de valores eurocêntricos disseminada de forma que o que é característica local se torna um defeito por não soar europeu o suficiente, com isso a gente encontra bandas do nordeste falando sobre a história dos Vickings mas sem saber a história do nome da própria cidade em que vive. Essa absorção da valorização do exterior não é algo precisamente de uma cultura, é um valor que a própria globalização nos deu, e nós aceitamos e reproduzimos valores capitalistas sem mesmo saber. 
Saindo do metal e indo pra literatura brasileira nós temos uma esquizofrenia quando se trata de literatura nacional, os nossos grandes autores, que muitas vezes escrevem algo que já acontece lá fora, criando uma correspondência local do movimento, como o romantismo, naturalismo etc...
Mas por exemplo, nós não vemos as críticas ou nem sequer aprendemos na escola que temos escritores de ficção científica, suspense, terror e até fantasia (mas não padronize fantasia com o conceito europeu de masmorras e dragões). Simplesmente porque há uma tradição cultural voltada ao que acontecia em Portugal, não ao que acontecia em contextos gerais, e nisso a nossa própria literatura que sai do padrão medieval português não tem tanto espaço, e quando é falada é simplesmente chamado de pós-moderno, sendo que de 1453 (data tida como fim da idade média para muitos) até 1950 (começo do pós-modernismo) rolou muita coisa que não é tão "consagrada". Finalizando essa postagem, eu queria sugerir à alguma mente inconformada o questionamento, pense bem em como você se expressa, é realmente novo? Ou você é só mais um a repetir tudo que já foi dito por aí?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Situação da UNIR - Universidade Federal de Rondônia

A situação é crítica na educação no Brasil, como já foi divulgado na matéria anterior que trata da questão da UFOBA aqui venho publicar uma nota que os professores da UNIR lançaram. A situação da UNIR é similar a USP, mas infelizmente não tem a mesma divulgação, aqui estamos fazendo o mínimo possível que é veicular a situação da faculdade. Que ajam mais atos públicos no Brasil em prol da educação como um todo. E que as regiões mais desoladas sejam lembradas com justiça por todos que militam por um mundo melhor.
Abaixo um nota da UNIR:

Caros,
Compartilho com vocês a angústia de estar no Estado mais periférico do Brasil. A Universidade Federal de Rondônia está em greve há 46 dias (desde 14 de setembro) e ninguém fora de Rondônia sabe disso. A Reitoria está ocupada pelos estudantes há 25 dias. Ocupada significa fechada.
Um professor de História foi preso arbitrariamente pela Polícia Federal enquanto chupava um pirulito.
Os bombeiros condenaram o campus universitário. Os departamentos de Biologia e Química são praticamente bombas-relógio.
Todo dinheiro que entra pelo REUNI some num buraco negro e grande parte das vagas que o MEC manda são ocupadas por favorecidos pela Administração Superior.
Pedimos o afastamento do Reitor, mas ele não renuncia. Pedimos intervenção do MEC, mas demora. Resta fazer pressão e divulgar a greve fora de Rondônia. Aqui temos o apoio da mídia local e da sociedade (que traz comida e diesel pro gerador da Reitoria - cortaram a energia).
Estamos no faroeste.


Aqui tem um video que trata da prisão de um professor, é inacreditável a situação da educação no Brasil, mas é realidade isso. Vamos às lutas, aos protestos, às ocupações, debates e discussões, pois sem isso nada mudará.

Um drama chamado UFOBA

 
É com gosto de sangue e suor que se faz uma verdadeira luta. A classe dominante, os "desgovernantes" do Brasil e do estado, estão criando finalmente a Universidade Federal do Oeste da Bahia, algo que era um sonho de muitos anos e já foi alvo de inúmeras manifestações durante a história da região oeste da Bahia.
Como já é de ciência da população a distribuição dos campus da UFOBA é muito tendenciosa e pouco útil de fato. Luís Eduardo Magalhães (antigo Mimoso do Oeste), uma das capitais do estupro ecológico no oeste da Bahia, que é do lado de Barreiras (fazendo parte dela há alguns anos atrás) vai ter um campus, nada contra as duas cidades terem um campus, na verdade seria muito justo, se todas as regiões do oeste da Bahia tivessem as mesmas condições, coisa que não é prevista no projeto original de criação da UFOBA (já que os lugares com mais universidades da região são justamente Barreiras e LEM). A bacia do Rio Corrente não tem nenhum campus previsto no projeto original, sendo que é a região que historicamente mais lutou pela educação na região.
Oportunamente o ruralista Oziel Oliveira fez uma ementa para o projeto, na qual a região ganharia um campus, mas será que o campus de Santa Maria da Vitória terá todos os privilégios em sua estruturação como os outros campus que irão ser construídos?
Como se essa problemática não fosse bastante ainda temos (mais) um problema com a criação da UFOBA, os campi da UNEB e UFBA que estão na região oeste serão incorporados, ou seja se transformarão em campi da UFOBA, como se é sabido, muitas das pessoas que estão na UFBA são de classe média alta, e já na UNEB de classe média média ou média baixa ou até menos que isso, e claro que muita gente não quer a junção justamente por isso, pra não misturar o povão com a burguesia. Além claro da diferença entre os cursos, como várias humanidades e licenciaturas na UNEB.
Pra quem não sabe, há muito que o governo estadual faz manobras para poder incapacitar o campus IX da UNEB (Barreiras), devido ao alto teor de militância social que este campus já carrega em seu histórico, a federalização do campus IX tira a “bomba” da mão do governo do estado e que se livra do “problema” que vai estar nas mãos do governo federal.
A união das duas faculdades é algo bom (!?), principalmente para quem estuda na estadual devido a precariedade da faculdade, que passará a obter mais recursos (em teoria), além da modificação da estrutura da mesma, pois pra quem não sabe um dos maiores entraves do campus IX é a reitoria em Salvador, pois fica longe, e todos os processos são demorados inclusive alguns sem resposta, a distância faz com que sejam esquecidos e que a cobrança fique mais difícil. Uma das coisas ruins dessa união é que os professores da UNEB são concursados e contratados pelo estado, e apenas se a emenda do deputado José Rocha passar eles não ficariam todos desempregados, pois há vários professores da UNEB sem mestrado e doutorado (coisa que nas federais é praticamente pré requisito pra contratação) ou alguma especialização em pedagogia, mostrada com problemas como os professores de bacharelados como engenharia agronômica e contábeis, com métodos bem arcaicos de ensino, e inclusive falta de pesquisa (pois com tantos professores que não têm dedicação exclusiva, a universidade vira apenas mais um local pra "despejar palavras e sair com a grana", já que é só mais um emprego desses profissionais, que ainda não descobriram pra que serve uma universidade). Tirando a boa notícia, devemos lembrar também das verbas para concursos, manutenção, como será a autonomia, pois já sabemos que inaugurar obras é tudo de bom pra político, mas depois há os sucateamentos e pararemos no mesmo lugar: vide UNEB e UFBA atualmente (pelo menos nossos queridos campus de Barreiras).

Aqui ficam as informações básicas mas necessárias para a luta, não consegui aqui os links para os projetos de lei nem das ementas, mas o número do Projeto de Lei é 2.204/11.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Não Fique Triste e seu rock sem guitarras

Pode parecer baboseira pra uns, mas acho que esse lance de pós-modernismo tem muita coisa a ver com nossa época, veja só como estamos, não que isso seja exclusividade da Não Fique Triste, mas rock  sem guitarras é algo tão post rock quanto a progressão de Mogway ou Explosions in The Sky, a identidade das culturas cada vez mais se inventando pra sair da velha assimilação, do velho padrão.
Talvez essas três bandas tenham algo a mais em comum além desse rompimento e se o tem eu diria que é o sentimento posto nas músicas e sinceridade na composição e execução.
Uma valsinha bem simpática, eu diria, é aquele tipo de música que realmente dá pra chamar alguém pra dançar junto (ou pelo menos tentar, pra quem não sabe dançar, o que vale é a emoção, e o calor humano!). Baladas bem românticas e uma proposta bem ousada, fazer rock sem guitarras. O Não Fique Triste vem assim ousado e lindo te desafiando a não dançar no compasso da música que não é nem lenta e nem rápida, apenas suave. O único material até agora lançado é o áudio do último show que eles fizeram, a banda que já tem um ano tem em sua formação Nicolai Lamin – voz e trompete, Vinícius Souto - violão, Fernando Paiva - baixo, Caio Conceição - trompete e Daniela Magalhães – bateria.

Uma coisa muito interessante nesse material da banda é o cover da banda Ricto Máfia, que tem um som como eles mesmos dizem, terminal-pop algo como um post punk, a Ricto que inclusive já foi entrevistada pelo blog, é uma pioneira da cena sul-fluminense e ganhou uma versão bem original da Não Fique Triste, com trompete, violão, baixo e bateria.
Uma lado bem importante da banda é a atitude de estar levando para os espaços undergrounds 
uma música diferente e ainda 
sim não comercial, música limpa e sincera, de coração, pois nesse grande espaço de resistência que é o under, tem que haver espaço pra todo tipo de expressão positiva que nos faça pensar e sentir bem, conosco ou com o mundo e se ainda não for isso, que seja pra que isso aconteça, também acho bem interessante é o fato de ter uma menina na banda e não estar nem nas cordas ou nos vocais para "embelezar" a banda e sim na bateria, marcando presença e (o tempo) tocando um instrumento tão requisitado. Algumas vezes o som lembra o Sean Lennon, as vezes lembra alguma trilha sonora de filme francês, um copo de vinho sobre uma mesa, ou até alguma coisa regional do Brasil depende da hora, depende do humor.
Me despeço e desejo muita luz pra todo mundo e Não Fique Triste, um mundo melhor é possível!

Não Fique Triste Ao Vivo (download): http://www.mediafire.com/?yy9mw8pjljnu646

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cuba dominada pelo comunismo: podridão, crime e infâmia

Ouso enviar um recado a Santos e a Garzón: a “causa da paz” que os ditadores cubanos defendem, é aquela dos cemitérios, sobretudo com os defuntos sepultados sem nome, para que nunca mais seus parentes possam encontrá-los e pranteá-los dignamente!
No princípio da noite da sexta-feira 14 de outubro, faleceu em Havana a líder e fundadora do grupo “Damas de Branco”, Laura Pollán, uma mulher valente, destemida e que levou grande parte de sua vida a defender a liberdade em Cuba. Laura era esposa do ex-preso político Héctor Maseda, um dos 75 do que ficou conhecido como “A Primavera Negra” de Cuba, em 2003, quando decidiu fundar este movimento pacífico pedindo a liberdade dos seus maridos, irmãos e pais.
laura pollan Laura Pollán: silenciada definitivamente pelos Castro?
A última manifestação a que Laura participou foi no dia 24 de setembro, quando uma turba da polícia política do regime castro-comunista agrediu várias destas senhoras, e muito particularmente a Laura em sua própria casa. Os verdadeiros opositores ao regime contam que até esse momento Laura, apesar de ser diabética, estava bem de saúde. Horas depois começou a passar mal quando foi levada ao Hospital Calixto García, vindo a falecer às 7:50 da noite do dia 14 de outubro.
Chama a atenção alguns fatos denunciados pela jornalista cubana Angélica Mora em seu artigo “Antecedentes”, onde ela relata que outras mulheres pertencentes às Damas de Branco afirmam terem sido “injetadas” nas manifestações por agentes da polícia política, com alguma substância que as teria feito passar mal em seguida. No artigo “Desperta inquietudes o caso de Laura Pollán”, Angélica nos conta que durante o ataque sofrido para impedi-las de ir à igreja no dia de Virgen de la Merced no dia 24 de setembro, Laura foi arranhada. Teriam os agentes castristas nessa ocasião inoculado algum vírus na pacífica guerreira e que levou-a ao óbito?

No hospital Laura foi diagnosticada com o Vírus Respiratório Sincitial (VRS), entretanto, esse diagnóstico veio tarde demais e apenas a deixaram no soro e oxigênio, sendo feita uma traqueostomia um dia antes de seu falecimento mas absolutamente NADA de medicação para combater o tal vírus lhe foi ministrado.
Quem conhece bem o regime cubano sabe que em matéria de virologia eles estão bem avançados, inclusive criam vírus para uma provável guerra bacteriológica contra os Estados Unidos. Então, aí fica a pergunta que não quer calar: se a medicina cubana é este “assombro” que se propaga, por que não identificaram o mal que a afetava e a trataram devidamente, em vez de deixá-la morrer aos poucos sem medicação adequada? Se ela foi inoculada com um vírus letal JAMAIS se saberá, posto que, mesmo que algum médico tenha descoberto o crime que se cometia, com certeza esse será um segredo que ele levará para o túmulo, pois é a sua própria vida que está em jogo. Ademais, em quem confiar para fazer uma necrópsia fidedigna se tudo está sob o controle férreo dos ditadores? O que podemos fazer, nós que a admirávamos de longe, é rogar a Deus que a acolha em Seu Reino e que um dia toda a verdade destes crimes comunistas seja julgado com o peso da Sua Justiça. Que em paz descanse, Laura!
Quando em julho passado escrevi o artigo “Cubazuela ou Venecuba, uma amarga realidade”, já demonstrava ali que os verdadeiros donos do poder na Venezuela não eram o seu povo, mas sim os cubanos, comandados pelos ditadores Castro. Na semana passada outro fato impensável, demonstrando o domínio e controle desta gente em todos os seguimentos da vida nacional venezuelana, escandalizou mesmo aqueles que estão fartos de saber e denunciar a ingerência dos ditadores na soberania de seu país.
ParamacayNo Forte Paramacay, a bandeira de Cuba era içada ANTES da venezuelana.
Desde a segunda-feira passada pôde-se ver na parte interna das instalações do Forte Paramacay, subordinado à 41ª Brigada Blindada, no estado Carabobo, a bandeira de Cuba içada ao lado da bandeira venezuelana. Segundo denunciou o secretário da Universidade de Carabobo, Pablo Aure, ele recebeu a informação de que a bandeira cubana era içada às seis da manhã, ANTES de ser içada a venezuelana. “Hastear a bandeira de um país estrangeiro em instalações militares não pode ter uma interpretação distinta à da submissão militar aos desígnios desse país. Poderíamos dizer que os chefes militares venezuelanos estão a mercê de Cuba e depois da Venezuela”, afirmou Aure, acrescentando que “desde há algum tempo se vem afirmando que os cubanos dão ordens em nossos quartéis”.
Agora, a gravidade deste fato absurdo se amplia quando se toma conhecimento de que um forte desta natureza proíbe, em muitas ocasiões, a entrada de civis venezuelanos, por ser considerado “zona de segurança”, inclusive restringe-se a presença de estrangeiros. Como, então, a bandeira cubana tremulava impávida ao lado da venezuelana, sem que isto se considere uma ingerência ou uma insolência e cumplicidade do Estado venezuelano na perda de sua soberania nacional? Para o vice-almirante (r) Rafael Huizi Clavier, presidente da “Frente Institucional Militar”, “isto só pode ser uma espécie de provocação para que os que não estão de acordo reajam, e assim fazer uma nova ‘purificação’ do corpo castrense, onde ficarão os mais leais, porque isto é inaceitável!”.
Então, aí está a foto para quem duvide da aberração. Muitos leitores da matéria comentaram ter testemunhado o fato e, diante das críticas dos jornais, cobrando uma explicação, a bandeira foi retirada na sexta-feira com a desculpa patética do General/D Clíver Alcalá Cordones, comandante da IV Divisão Blindada e Guarnição de Maracay, a quem o forte está subordinado, alegando que a bandeira fora içada como “gesto de cortesia” com militares cubanos que visitavam o forte. Ora, mas como os cubanos podem e os próprios venezuelanos não podem sequer visitar essas instalações? Lembro que há alguns anos (não quantos, com exatidão), três soldados que se encontravam presos no Forte Tiuna, onde também funciona o Ministério de Defesa da Venezuela, foram incendiados por um militar cubano que tinha um alto posto ali, onde dois deles faleceram e o sobrevivente foi silenciado, com a promessa de aumento substancial no soldo, viagens, casa, etc. ONotalatina denunciou isto na ocasião, e quem quiser se aventurar a pesquisar, vai encontrar no blog.
E, finalmente, o fato mais asqueroso e indignante foi protagonizado pelo Vice-presidente da Colômbia, o sindicalista Angelino Garzón, que esteve por dois dias em Cuba firmando acordos comerciais. O governo de Juan Manuel Santos já havia dado mostras de seu esquerdismo desde a posse, quando um dia apenas de haver-se tornado presidente da Colômbia, já estava aos beijos e abraços com Chávez, a quem passou a chamar de “meu mais novo melhor amigo”. Desta vez, entretanto, Santos e seu repugnante vice escancaram suas preferências, fazendo rapapés a tiranos assassinos que são responsáveis pelas mortes de milhares de seus compatriotas, através do apoio que dão às FARC, ao ELN e a quanto narcoterrorista exista naquele país.
Segundo leio no site “La Hora de la Verdad”, da parte do mandatário Juan Manuel Santos, Garzón enviou uma saudação fraternal ao Governo e povo de Cuba, e de maneira especial ao presidente Raúl Castro e também nossa saudação a quem consideramos um grande amigo da causa da paz na Colômbia, o comandante Fidel Castro. E no site semi-oficial da ditadura castrista, outra pérola: “Admiramos como ponto de referência de Cuba a importância que se lhe concede aos seres humanos”expressou Garzón.
O que me chamou a atenção e envergonhou, foi um fato dessa magnitude e crueldade para com a memória das milhares de vítimas desses bandos terroristas homiziados e apadrinhados pelos assassinos ditadores cubanos, é que na grande imprensa colombiana nem uma mísera palavra de repúdio tenha sido pronunciada! Nada se disse, nada se comentou, ninguém se sentiu aviltado nem com o mais leve incômodo. Somente - como sempre e que ocorre também no Brasil - os jornalistas e escritores independentes, geralmente de blogs e sites, condenaram tais aberrantes afirmações.
Então, ouso enviar um recado a Santos e a Garzón: a “causa da paz” que os ditadores cubanos defendem, é aquela dos cemitérios, sobretudo com os defuntos sepultados sem nome, para que nunca mais seus parentes possam encontrá-los e pranteá-los dignamente! A “importância” que este velho abutre assassino “concede aos seres humanos”, seu Angelino, é ainda pior àquela que se dispensa a um cão sarnento de rua, pois se assim não fosse, não teria fuzilado tantos inocentes, nem teria calado o grito daqueles que reclamam por direito à dignidade humana, ou matado de fome e desnutrição a tantos inocentes, com a falsa desculpa do “bloqueio” norte-americano. Tampouco teria adotado como norma de Estado o aborto de cem mil bebês por nascer ao ano, para que a substância negra fetal sirva de medicamento para curar os males dos “capitalistas burgueses” que enchem suas arcas pessoais com dólares e euros, que é sistematicamente negado aos cubanos a pé!
Santos e Garzón “se esquecem”, muito providencialmente, que estes abutres velhos treinaram, apoiaram e acoitaram na ilha terroristas das FARC. Ou já se esqueceram para onde foi levado “Rodrigo Granda”, depois da lamentável falha de Uribe para atender o pedido do presidente Sarkozy? Já esqueceram também que as FARC, que dizima com requintes de violência milhares de seus compatriotas, é sócia dos inumanos ditadores Castro no Foro de São Paulo?
Não, não é possível calar diante de tanta ignomínia, de tanta traição à Pátria em troca de “acordos” que não vão beneficiar o pobre povo cubano, tampouco o colombiano, mas apenas enriquecer ainda mais os verdugos Castro.
Onde está a dignidade dos colombianos que não se levanta em bloco e condena tamanho escárnio e traição à pátria? Fiquem com Deus e até a próxima!

terça-feira, 19 de julho de 2011

'Só minimizo impacto', diz chefe do IBAMA


Presidente do órgão declarou a emissora de TV australiana que seu trabalho não era cuidar do ambiente do País . Curt Trennepohl disseque jornalista o agrediu verbalmente e não quis comentar frase sobre índios e aborígenes.
O presidente do Ibama, Curt Trennepohl, causou polêmica ao dizer a uma equipe de TV australiana que seu trabalho não é cuidar do ambiente, e sim minimizar impactos ambientais. Depois, sem saber que estava sendo filmado, sugeriu que o Brasil faria com os índios a mesma coisa que a Austrália fez com os aborígenes, população nativa do país da Oceania.
As declarações foram dadas à repórter Allison Langdon, do programa "60 Minutes", que fazia uma reportagem sobre a licença de instalação da usina de Belo Monte, assinada por Trennepohl.
Na entrevista, Langdon confrontou o presidente do Ibama. Disse que seu antecessor, Abelardo Bayma, renunciara devido à pressão pelo licenciamento da usina que, segundo organizações ambientalistas, afetará os índios do Xingu, no Pará.
'Tranquilo' - A repórter da Nine Network perguntou a Trennepohl se ele estava tranquilo com a decisão de licenciar a obra. "Sim, a decisão foi minha", respondeu Trennepohl. "Mas seu trabalho não é cuidar do ambiente?" "Não, meu trabalho é minimizar os impactos."
Após a entrevista, sem saber que ainda estava com o microfone ligado, Trennepohl tentou argumentar com a jornalista australiana: "Vocês têm os aborígenes lá e não os respeitam." "Então vocês vão fazer com os índios a mesma coisa que nós fizemos com os aborígines?", questionou Landgon. "Sim, sim", respondeu Trennepohl.
Hoje há cerca de 500 mil aborígines na Austrália, compondo menos de 3% da população do país.
Ao longo do século 19, os colonos britânicos que ocuparam a ilha chegaram a conduzir campanhas de extermínio, com recompensas pela morte de aborígines. O caso mais grave foi o da Tasmânia, Estado onde toda a população aborígine não mestiça tinha sumido em 1876.
Agredido - Procurado pela Folha, o presidente do Ibama disse que foi agredido verbalmente pela repórter e que não afirmou "de forma nenhuma" que seu trabalho não era cuidar do ambiente brasileiro. "Essa moça chegou numa atitude extremamente agressiva, disse que eu estava acabando com os índios."
Segundo Trennepohl, "a função do órgão licenciador é minimizar impactos quando um empreendimento é licenciado. Quando não dá para minimizar, nós indeferimos", afirmou. Ele disse que não comentaria as declarações sobre os aborígines da Austrália.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Sexo Casual Existe?

Bem, a primeiro momento a resposta é óbvia, eu quero e a pessoa que vou me relacionar quer então já era, gozamos e depois acabou, será?
Acho que algumas convenções sociais trabalham nisso em prol de nossa própria submissão e para transformar nossa miséria em coisa comum, por que? Direi adiante.
Quando uma pessoa busca a outra é para suprir uma carência, seja qual for, se pegarmos o exemplo de um tipo de mulher hetero; ela pode querer só uma companhia, mas por ser legal o momento ela vai mais adiante ou cede para sua/seu respectiv@ pareceir@ rolando então o tal sexo casual. Onde está a opressão nisso, bem não há na verdade, o problema é que a maioria das pessoas não vêem o sexo como uma forma de carinho ou uma extensão de amizade, ligando o sexo à uma relação estável, a grande sacada é que cada um (se no caso forem amig@s) é entender que aquilo é só um ato de amor, e nada mais, não há o que se temer, ou envergonhar no outro dia, o problema é que a sociedade monogâmica-heterossexual criou um padrão para sexo, que se você faz ele fora do casamento está pecando e por pecar você tem que ter vergonha ou querer se redimir disso, sendo que na verdade é só você aceitar o que é de fato.
Posso citar mais alguns exemplos, é claro, sei que existem casos e casos, não dá pra listar aqui, mas posso apenas direcionar o raciocínio para uma linha onde se possa ver a opressão na sua relação.
Aquele clássico de o cara é casado e tem uma amante, a amante as vezes pensa que por ela tá ali gozando de boa não precisa se preocupar com a relação dele fora, em partes eu concordo, se for um relacionamento aberto onde todos estão cientes de tudo ok, mas traição é sempre traição e uma mulher que se achar feminista por que tá se fodendo para uma relação monogâmica só tá procurando um álibi pra ajudar a reforçar os padrões machistas da nossa sociedade, afinal, a maioria dos pais de família traem as esposas e ajudam nossa sociedade ser a merda que é.
Um outro exemplo é a aquele relacionamento onde um quer abrir e outro não, e o que quer vai fazer escondido, pois não tem liberdade, porra, se você quer liberdade porque tem um relacionamento monogâmico caralho? Ok, você gosta da pessoa, então (a) abre o jogo (b) desencana de ficar com alguém fora ou (c) pula fora, esse último acaba acontecendo com a maioria das relações monogâmicas, elas "esfriam", ou não acabam não dando mais o suporte que a pessoa procurava na relação.
Pra finalizar isso é só minha opinião sobre o assunto por mais que Suzana a outra autora do blog e minha companheira também concorde sobre relações não monogâmicas alguns aspectos aqui representam apenas minha opinião baseada em experiências vividas por mim ou por pessoas que tive contato.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Respira, Correntina!

Ano que vem é ano de eleição, pois é mais uma vez todas as cidades vão se encher de poluição, sonora, visual e é claro política.
Toda essa corja de mendigos vão vir bajular o povo querendo votos, e como o povo é muito mal instruído... Bem é um ciclo vicioso, quero ser mais conciso.
Correntina teve protestos encabeçados pel@s professor@s municipais contra as medidas abusivas do governo, resultado uma perseguição política clássica de cidade pequena (que você pode ler um relato de um dos própri@s aqui). O que aconteceu é que a prefeitura jogou os professores em outras escolas longe de suas casas como forma de repressão política, mas o problema foi sanado pois uma medida judicial já mostrou quem está com a razão das coisas, e os ofícios direcionados à tod@s que sofreram com já estão sendo entregues para voltarem à seus lugares de origem, uma vitória imensa, sem proporções, numa cidade tão linda como Correntina, mas onde a alienação, e a falta de caráter é tão presente.
Me preocupo com as eleições pois todo tipo de vampiro vai aparecer, desde militares à amigos do povo.
É hora de dizer que não precisamos de nenhum governante, que o povo organizado vive auto gestionado.
O boicote às eleições 2012 começou agora!

Ódio às fronteiras, fogo nas bandeiras.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Os Esquecidos ‘Soldados da borracha’ ainda lutam por compensação na Amazônia brasileira

Na Amazônia brasileira, um grupo esquecido de trabalhadores que se alistou para ajudar os aliados na Segunda Guerra Mundial ainda sonha em voltar para as casas que deixaram ainda na adolescência.
São os chamados “soldados da borracha”, enviados para trabalhar como seringueiros na floresta e ajudar na produção da borracha necessária no esforço de guerra.
Hoje octogenários, eles ainda esperam o desfecho de uma batalha legal que pode finalmente trazer a eles o reconhecimento e a compensação que tinham sido prometidos há 67 anos.
Em 1943, enquanto os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e seus aliados estavam lutando nos campos de batalha na Europa, no Norte da África e no Oriente, milhares de brasileiros empobrecidos eram convocados para cumprir com seu dever patriótico.
‘Heróis’ – Manuel Pereira de Araújo lembra o dia que mudaria sua vida para sempre ao se juntar aos “soldados da borracha”.
“Um oficial do Exército chegou à minha cidade e nos disse que podíamos nos juntar à luta na frente de batalha na Itália ou ir para a Amazônia. Ele disse que nos tornaríamos heróis na batalha da borracha e ficaríamos ricos extraindo látex”, disse.
O esforço de recrutamento era parte de um acordo firmado entre o Brasil e os Estados Unidos.
Soldados da borracha
Com o principal produtor mundial de borracha da época, a Malásia, sob ocupação japonesa, e a borracha sintética não disponível na escala necessária para suprir os esforços de guerra, os Estados Unidos precisavam de uma fonte confiável de borracha.
Os Acordos de Washington previam que o Brasil supriria todo o látex que pudesse produzir em troca de US$ 2 milhões (cerca de US$ 25 milhões, ou R$ 44 milhões, a preços de hoje) dos Estados Unidos.
Nordeste – O governo brasileiro centrou sua campanha de recrutamento no nordeste, entre a população pobre que sobrevivia com produção agrícola de subsistência em terras áridas.
“Era uma vida de pobreza. Não havia dinheiro ou trabalho para nós lá. Nós comíamos somente feijão e mandioca, e as colheitas eram tão pobres que muitas vezes passávamos fome”, conta Claudionor Ferreira Lima, presidente do Sindicato dos Soldados da Borracha de Porto Velho.
“Eu deixei minha noiva para trás, achando que ficaria rico e voltaria em dois anos para começar uma família. Até onde eu sei, ela ainda está esperando”, diz.
Cerca de 55 mil pessoas, em sua maioria homens jovens, se alistaram, mas muitos deles nunca mais viram suas famílias ou suas casas.
Inferno – Ferreira Lima lembra o momento em que desembarcou na verde e exuberante floresta amazônica, após uma viagem de vários meses por caminhão e barco.
“Pensávamos que tínhamos chegado ao paraíso, mas em vez da glória encontramos o inferno”, diz.
“Era escravidão”, afirma Antonio Barbosa da Silva, outro soldado da borracha. “Não havia salário, e se você não produzisse não comia”, diz.
“Tirávamos a borracha e trocávamos por comida e por outros bens na loja do seringal”, relata.
Cabanas – As promessas do governo de assistência médica, acomodação e alimentação não se cumpriram.
“Eles nos deram somente dois pares de calças, então quando uma estava suja eu usava a outra. Não havia onde dormir, então tínhamos que construir uma cabana com madeira e folhas de palmeira”, conta Manuel Pereira de Araújo.
Sem médicos nem hospitais, milhares de soldados da borracha morreram de malária, hepatite ou febre amarela.
Outros foram atacados por onças e jacarés ou sucumbiram a picadas de cobra.
“Aqueles que tentavam sair recebiam seu pagamento e ouviam que estavam livres para ir. Mas perto dali havia pistoleiros contratados para atirar neles, tomar seu dinheiro e trazer de volta para o patrão”, lembra Araújo.
Famílias – Em busca de uma vida melhor, muitas famílias dos soldados da borracha também decidiram embarcar nos navios do governo em direção à Amazônia.
Vincenza da Costa tinha só 14 anos quando seu pai decidiu que a família deixaria para trás a seca do Ceará.
“Ele disse para a minha mãe: ‘Vamos, Cândida. Plantei minha última semente, e sem chuva há oito dias, ela já morreu’. Mas era minha casa e eu queria ficar. Chorava todo dia”, ela conta.
“Nós estávamos com muitas saudades de casa, mas nossa mãe disse: ‘Por que vocês estão tão tristes? Pelo menos aqui podemos comer’. Então tentávamos levantar nossos espíritos fazendo músicas”, relata.
Rádio – José Duarte de Siqueira era apenas um menino quando os soldados da borracha chegaram à sua cidade-natal, no Estado do Acre.
“Havia apenas um bar com um rádio. Escutávamos as transmissões em português da BBC de Londres e passávamos as notícias sobre a guerra para os que viviam nos seringais”, conta.
Foi pelo rádio que Araújo descobriu que a guerra havia terminado.
“Foi em 8 de maio de 1945 que eu ouvi as notícias, e estávamos muito felizes porque pensamos que receberíamos nossos pagamentos e poderíamos voltar para casa”, diz.
Pensão – Mas a prometida remuneração nunca chegou e, sem dinheiro para voltar, a maioria dos homens permaneceu nos seringais.
Após alguns anos, o governo começou a pagar a eles uma pequena pensão.
Hoje cerca de 8.300 soldados da borracha sobreviventes e 6.500 viúvas recebem R$ 1.020 por mês, mas é muito menos do que eles foram levados a acreditar que ganhariam.
Nos escritórios dilapidados do Sindicato dos Soldados da Borracha, Lima está otimista com a possibilidade de um aumento da pensão.
“Eu me tornei presidente do sindicato para lutar por justiça, porque os soldados da borracha merecem coisa melhor”, diz.
Políticos simpatizantes da causa nos Estados do Acre, de Rondônia e do Amazonas estão pressionando para que o aumento da pensão ocorra logo.
Em maio deste ano, foi feito um novo pedido de urgência para a aprovação do aumento.
Advogados – Uma equipe de advogados também tenta garantir indenizações.
“Meu avô foi um soldado da borracha, e eu cresci ouvindo suas histórias. A contribuição que eles deram e a injustiça contra eles são parte da memória do povo da região amazônica”, afirma o advogado Irlan Rogério Erasmo da Silva.
“Estamos pedindo R$ 764 mil para cada soldado da borracha. Não é só sobre o dinheiro que foi mandado pelos Estados Unidos. Estamos também pedindo indenizações pelas violações aos direitos humanos sofridas por eles”, diz.
Com a batalha legal em andamento, muitos dos soldados da borracha ainda sonham com a “volta para casa”.
“Fiquei esperando todos esses anos para receber meu dinheiro”, diz Araújo.
“Quando ele chegar, vou voltar para o nordeste. Meus pais já morreram, mas vou ficar com meus irmãos e minhas irmãs”, afirma.
Mas o tempo está se esgotando, e para muitos dos soldados da borracha, já é tarde demais.
(Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/08/11/58784-soldados-da-borracha-ainda-lutam-por-compensacao-na-amazonia-brasileira.html)