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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Zines foda pra baixar

Vou criar essa postagem permantente, que apesar que não 'subir' com as atualizações, vai estar sempre marcado e flutuante no conteúdo.

A proposta é colocar zines que possuo tanto em meio virtual como físico, que vou escaneando aos poucos, e difundir cada vez mais informação, de temas que focam princialmente feminismo, anarquismo e agroecologia, e outras coisas relevantes... quem quiser colaborar com mais material publique nos cometários ou fale diretamente comigo...

Por favor se acharem links quebrados nos avisem, que iremos tentar repor o que foi perdido.

No site do Multiupload, para não se perderem, simplesmente cliquem em "Download File" na frente de um link, é o botão menor cinza.

Valeus

Terra Sem Lei (o zine que deu origem ao blog):

Feminismo:
Água #5 - http://www.4shared.com/zip/KsDy0IP9/gua5.html
Alice - http://www.4shared.com/zip/EMyd6meF/Alice.html
Ao Ataque #1 - http://www.4shared.com/zip/uRwPiSTs/Ao_Ataque_1.html
Ao Ataque #2 - http://www.4shared.com/zip/n2nyA0ix/Ao_Ataque_2.html
Ao Ataque #3 - http://www.4shared.com/zip/cwbtgLhI/Ao_Ataque_3.html
Ao Ataque #4 - http://www.4shared.com/zip/xIH898XF/Ao_Ataque_4.html
Auto-Libertação #1 (2002) - http://www.4shared.com/office/1hczE0jy/Auto-Libertao_01_2002.html
Avessa n° 0 - http://www.multiupload.nl/CB1TATXRZ0
Booty (quadrinhos, em inglês) - http://www.4shared.com/office/ewcN-Bnq/zine_booty.html 
Zine do CAF (Coletivo de Ação Feminista de Curitiba) - http://www.4shared.com/office/yK3yTS5B/Zine_CAF_Curitiba.html
Dois Corpos - http://www.4shared.com/zip/agaEfu6r/Dois_Corpos.html
Estridente #1 - http://www.4shared.com/office/rh5O-SnG/Estridente01.html
Feminismos (panfleto) - http://www.4shared.com/zip/NG4qicNY/feminismos.html 
GRML (grito de Revolta das Mulheres Libertárias) #1 (2002) - http://www.4shared.com/office/0HibP0ZA/GRML_01_2002.html
Histérica #1 - http://www.4shared.com/zip/s2XR2XnU/Histrica_1.html
Informativo do CAF (Coletivo de Ação Feminista de Curitiba) - http://www.multiupload.nl/YRJZS1AFHU
Jubiladxs #1 - http://www.4shared.com/office/rxFbHvpa/Jubiladxs_1.html
Learnig Good Consent #2 (inglês) -  http://www.4shared.com/office/jnJgjl1c/learning_good_consent2.html
Libertárias #3 (199X) - http://www.4shared.com/office/YkSJfI8X/Libertrias_03_199X.html
Libido #1 (2003) - http://www.4shared.com/office/GG7aXXZS/Libido_01_2003.html
Libido #2 (2004) - http://www.4shared.com/office/evxLH48y/Libido_02_2004.html
Ms Direction (em inglês) - http://www.4shared.com/office/4mzw3nzU/zine_ms_direction.html
Nem Escravas Nem Musas - http://www.multiupload.nl/UV1V7FQR65
Starfish #1 (2012) - http://www.4shared.com/office/-ElVoAp0/Zine_Starfish_-_nmero_1_-_agos.html
Starfish #2 (2012) - http://www.4shared.com/office/1QjtSzOR/Zine_Starfish_-_nmero_2_-_outu.html
Torres más grandes hemos visto caer (espanhol) - http://www.4shared.com/zip/54qnrf2K/Torres_ms_grandes_hemos_visto_.html

Bruxaria:
Cândida - Faça você mesma a saúde do seu corpo - http://www.multiupload.nl/FUJYOP6AKY
Cartilha de Métodos Contraceptivos Naturais - http://www.4shared.com/office/cSsuZOyD/cartilha_de_metodos_contracept.html
Hot Pantz (Ginecologia Autogestionada - em inglês) - http://www.4shared.com/office/FMI8UZcm/hotpantz.html
La Bruja - http://www.4shared.com/office/jL-QqoU0/La_Bruja.html
Medicinal Zine - Temperos que curam - Parte II - http://www.multiupload.nl/6TBWPKHPH9

Anarquismo:
Catarse - http://www.4shared.com/office/goO-HrZO/Zine_Catarse.html
Infinite Relationships - http://www.multiupload.nl/6XEGRXOV6A

Agroecologia:
A Hortaliça - http://www.4shared.com/rar/vPpnnb2J/zine_a_hortalica.html
GAO - Grupo de Agricultura Orgânica - http://www.4shared.com/zip/0T-yydPg/GAO.htm

Transsexualidade:
Kafeta trans #1 - http://www.4shared.com/rar/BKlrouMt/Kafeta_trans_1.html?
Kafeta trans #2 - http://www.4shared.com/rar/nHxupi3t/Kafeta_trans_2.html?

domingo, 29 de abril de 2012

Feminícidio no México




A primeira vez que ouvi falar do feminicídio (matança de mulheres) que acontece em Ciudad Juárez (México) foi vendo o clipe da música Invalid Litter Dept. do At The Drive-in (que pretendo por o video na próxima postagem), mas, foi lendo o zine (Auto-Libertação Zine #1 novembro de 2002) que tive acesso a um texto com mais informações intrigantes denunciando este caso, como zine está em PDF eu o transcrevi para postar aqui no blog, que colocarei abaixo, também junto com alguns links, para a postagem não ficar tão cheia irei postar uma continuação com informações anexas logo mais.



Campanha internacional contra o feminicídio e tortura sexual no México


A violência contra a mulher faz parte do cotidiano de várias cidades brasileiras e do mundo. No Brasil, uma em cada 5 brasileiras já sofreu algum tipo de violência. Estima-se que a cada  minuto quatro mulheres são espancadas. Mas o que vem ocorrendo no México, mais precisamente na fronteira do México com os EUA, em Ciudad Juárez onde as mulheres estão sendo assassinadas da maneira mais perversa e brutal, é vergonhoso e revoltante.

Segundo um documento elaborado pela mexicana Ana Maria Gonzáles, neste momento no Estado de Chihuahua, especificadamente em Ciudad Juárez, desde 1993 até o presente ano, foram cometidos perto de 300 homicídios de mulheres (feminicído), e centenas mais de desaparecidas através das formas mais brutais, selvagens e cruéis que existam, diante de tão grave situação a resposta do governo local e federal tem sido nulas, já que não interessa levantar os “porques” dessa história, pois são mulheres e ademais, por que são operárias, na sua maioria de famílias pobres e indígenas.





Desde 1993 ignora-se quem e por que estão cometendo estes crimes. Os motivos podem ser: cinema snuff, sexo necrofílico, tráfico de órgãos,  comércio sexual, narcotráfico, corrupção policial, negócios dos “balcas” e de empregados dos governo.


Estas séries de execuções não se limitam  ao assassinato, mas que se distinguem por seu grau de sadismo e tortura que se aplicam ao corpo das mulheres vivas, que são penetradas por todo seu corpo, lhes são arrancados os seios, suas entranhas abertas, lhes removem as vísceras, são desmembradas e cortadas em pedaços, lhes destroem o crânio, são queimadas, introduzidas madeiras e substâncias tóxicas em suas vaginas e ânus, suas colunas são quebradas, e passam-lhes automóveis por cima, este horror não respeita nem mesmo as crianças.


De acordo com Ana Maria Gonzáles, estes crimes não são produto unicamente de indivíduos psicopatas, de rituais satânicos ou do narcotráfico; são, sobretudo, consequência do crescente desemprego, consequentemente da migração forçada, dos salários baixos e da miséria, da maquilização da economia mexicana, e de seu categórico fracasso, e naturalmente da cultura patriarcal. Em síntese, de um sistema corrupto, e num profundo estado de putrefação.


Alguns mexican@s pensam que Ciudad Juárez poderia ser uma zona de experimentação de testes psico-sociológicos feitos por laboratórios científicos-militares multinacionais, como acontece na Ásia, África e em alguns países da América Latina, onde muitos casos como “miséria”, “epidemias”, “terror psicológico”, “alcoolização e drogas”, “conflitos interétnicos ou religiosos”, e “experimentos biológicos”, são criados especificadamente para controlar e eliminar populações inteiras.


O exemplo de Ciudad Juárez é um assunto que deveria ser de competência federal, por que está diretamente ligado com o crime organizado. Ciudad Juárez é a ponta do iceberg da violência contra as mulheres que vai aumentando conforme a humanidade se afunda no modelo econômico neoliberal.


Neste sábado, dia 9 de novembro, libertários e libertárias daquele país, estarão indo pras ruas, alçando sua voz contra a indiferença, e denunciando mais essa história de horror contra aquelas mulheres.


Já no dia 25 de novembro, “Dia Internacional Contra a Violência Às Mulheres”, será dedicado principalmente em denunciar o horror que as mulheres e seus familiares sofrem em Ciudad Juarez.

Aqui, deixo alguns links interessantes com relatos, um de um blog pessoal que achei, falando da semelhança das fronteiras do México/EUA com do Brasil/Paraguai: http://joaowainer.com/2010/03/16/feminicidio/

E esse link aqui de onde tirei algumas fotos (tem várias fotos de cadáveres), o blog está em espanhol e é do pessoal que luta pela causa já citada: http://angelcorbalan.blogspot.com.br/2011/02/un-san-valentin-diferente-feminicidios.html

Na próxima postagem trarei a tradução (talvez o vídeo com legenda) da música Invalid Litter Departament, e também falarei um pouco sobre os filmes snuff, uma das razões mais prováveis para as mortes em Ciudad Juarez.

domingo, 1 de abril de 2012

A Feminização da SOCIEDADE

Este texto é uma tradução feita por mim no google tradutor, mas tive a decência de ler o texto e revisar a concordância, se algum erro ficou em vista por favor comunique-me.

por Yoko Ono, fevereiro 1972


O objetivo do movimento feminista não deve apenas terminar com a obtenção de mais postos de trabalho na sociedade existente, embora devamos definitivamente trabalhar nisso também. Temos que seguir em frente até a totalidade da raça feminina é liberada.Como vamos fazer isto? Esta sociedade é a própria sociedade, que matou a liberdade feminina: a sociedade que foi construída sobre a escravidão feminina. Se tentarmos alcançar nossa liberdade no âmbito do social existente, os homens, que dirigem a sociedade, continuarão a fazer um gesto simbólico de nos dar um lugar em seu mundo. Alguns de nós vai conseguir mover-se em empregos elitistas, chutando nossas irmãs no caminho para cima. Outras vão recorrer para a produção de bebês, ou ser enganada em pensar que a adesão perversões do sexo masculino e loucura é o que a igualdade é sobre: ​​"se juntar ao exército" "juntar-se a viagem sexista", etcA principal mudança na revolução da mulher contemporânea é o tema do lesbianismo.Lesbianismo, para muitos, é um meio de expressar rebelião contra a sociedade existente através da liberdade sexual. Ela ajuda as mulheres perceberam que não necessariamente tem que confiar em homens para relacionamentos. Elas têm uma alternativa a gastar 90% de suas vidas esperando, encontrar e viver para os homens.Mas se a alternativa ao que é encontrar uma mulher para substituir o homem em sua vida, e em seguida, construir sua vida em torno de outra fêmea ou fêmeas, não é muito libertador. Algumas irmãs aprenderam a amar as mulheres mais profundamente através de lesbianismo, mas outros simplesmente desapareceu depois que suas irmãs da mesma maneira que os machistas têm.A meta final da liberação feminina não é apenas para escapar da opressão masculina.Que tal nos libertando das nossas viagens mentais diversos, tais como a ignorância, a ganância, o masoquismo, o medo de Deus e as convenções sociais? É difícil ignorar tão facilmente a importância da influência paterna nesta sociedade, neste momento.Uma vez que enfrentamos a realidade de que, nesta aldeia global, há muito pouca escolha, mas para conviver com os homens, podemos também encontrar uma maneira de fazê-lo e fazê-lo bem.Precisamos, definitivamente, a participação mais positiva pelos homens no cuidado de nossos filhos. Mas como vamos fazer isso? Temos que exigir isso. James Baldwin falou sobre este problema, "eu não posso dar uma performance durante todo o dia no escritório e voltar e dar um desempenho em casa." Ele está certo. Como podemos esperar que os homens para partilhar a responsabilidade da guarda de crianças, nas atuais condições sociais, onde o seu trabalho no escritório é, para ele, uma mera "performance" e onde ele não pode se relacionar com o papel de guarda de crianças, exceto como outra "performance"? O homem de hoje deve passar por grandes mudanças em seus pensamentos antes que eles se oferecem para cuidar de crianças, e antes mesmo de começar a querer cuidar.
  Puericultura é a questão mais importante para o futuro da nossa geração. Não é mais um prazer para a maioria dos homens e mulheres em nossa sociedade, porque toda a sociedade é voltada para viver até uma imagem Avenue Hollywood-gozo-Madison de homens e mulheres, e um modo de vida que não tem nada a ver com creches.Estamos em uma séria crise de identidade. Esta sociedade é impulsionada pela velocidade e força neurótica acelerado pela ganância, e a frustração de não ser capaz de viver de acordo com a imagem de homens e mulheres que criamos para nós mesmos, a imagem não tem nada a ver com a realidade das pessoas. Como poderíamos ser um eterno James Bond ou Twiggy (cílios postiços, o nunca-teve-uma-criança-ou-o-olhar-de-prato-cheio) e criar três filhos do lado? Em tal cultura de uma imagem-dirigida, um pedaço da realidade, como uma criança, se torna uma ameaça direta à nossa existência falsa.O único jogo que nós jogamos juntos com nossos filhos é a caça às estrelas; infelizmente, não as estrelas do céu, mas as 'estrelas' que nós pensamos ter alcançado o padrão da imagem onírica que impusemos sobre a raça humana. Não podemos mais confiar em nós mesmos, porque sabemos que somos, bem ... muito real. Estamos sempre pedindo desculpas por ser real. Desculpem-me peidar, desculpe-me para fazer amor e cheirando como um ser humano, em vez de ser um celulóide inodoro príncipe ou princesa como a imagem lá em cima na tela.A maioria de nós, como mulheres, esperam que possamos alcançar a nossa liberdade dentro do social existente, pensando que, em algum lugar, deve haver um meio termo para os homens e mulheres para compartilhar liberdade e responsabilidade.Mas se nós só tivemos tempo para observar a função da nossa sociedade, a síndrome da ganância-poder-frustração, que logo iriam ver que não há meio termo deve ser alcançado. Podemos, é claro, procurar jogar o mesmo jogo que os homens têm desempenhado ao longo dos séculos, e centímetro por centímetro, assumir todos os melhores empregos e, eventualmente, conquistar o mundo inteiro, deixando um gosto extremamente amargo gemido classe masculina cravo-gozo-escravo e gemendo debaixo de nós. Isso é bom para um sonho da tarde, mas, na realidade, seria, obviamente, uma chatice.Assim como os negros no passado, as mulheres estão passando por uma fase inicial da revolução agora. Estamos agora numa fase em que estamos ansiosas para competir com os homens em todos os níveis. Mas as mulheres, inevitavelmente, chegam à próxima fase, e percebem a futilidade de tentar ser como os homens. As mulheres vão perceber-se como eles são, e não como seres comparativos ou em resposta aos homens. Como resultado, a revolução feminista vai dar um passo mais positivo na sociedade, oferecendo uma direção feminina.Em seus últimos dois mil anos de esforço, os homens têm-nos mostrado a sua incapacidade em seu método de governar o mundo. Em vez de cair na mesma armadilha que os homens caíram, as mulheres podem oferecer algo que nunca a sociedade teve antes por causa da dominação masculina. Que é a direção feminina.O que podemos fazer é levar a sociedade atual, que contém características tanto masculinas e femininas, e trazer para fora sua "natureza feminina e não a sua" força masculina que está agora no trabalho. Devemos fazer uso mais positivo das tendências femininas da sociedade que, até agora, têm sido suprimido ou descartado como algo prejudicial, impraticável, irrelevante e, finalmente, vergonhoso.Eu estou propondo a feminização da sociedade, o uso da natureza feminina como uma força positiva para mudar o mundo. Nós podemos mudar a nós mesmos com inteligência feminina e conscientização, em uma sociedade basicamente orgânica, não-competitiva que é baseada no amor, em vez de raciocínio. O resultado será uma sociedade de paz, equilíbrio e contentamento. Podemos evoluir ao invés de revoltar, nos unir, ao invés de revindicar independência, e sentir, em vez de pensar. Estas são características que são consideradas femininas, características que os homens desprezam nas mulheres. Mas tem homens realmente fizeram bem, evitando o desenvolvimento dessas características dentro de si?Já, posso ter um vislumbre do novo mundo, eu vejo sabedoria feminina trabalhadora como uma força positiva. Refiro-me à sabedoria feminina e a consciência que é baseada na intuição, realidade e pensamento empírico, ao invés de logística e ideologias. A geração de jovens inteira, seu idioma e seus sonhos, estão indo na direção feminina. Um campo mais avançado de comunicação, tais como telepatia, também é um fenômeno que só pode ser desenvolvido em um clima altamente feminino. O problema é que a tendência feminina na sociedade nunca foi dada uma chance para florescer, enquanto tendência masculina supera.O que precisamos agora é a paciência e sabedoria natural de uma mulher grávida, uma consciência e aceitação de nossos recursos naturais, ou o que resta deles. Não vamos nos iludir e pensar em nós como uma civilização antiga e madura. Nós não somos de forma alguma maduros. Mas isso é bom. Isso é lindo. Vamos abrandar e tentar crescer organicamente e saudável como um recém-nascido. O objetivo da revolução fêmea terá que ser um um total eventual, tornando-o uma revolução para todo o mundo. Como mães da tribo, nós compartilhamos a culpa dos machistas, e os nossos rostos são seus espelhos também. É bom começar agora, pois nunca é tarde demais para começar desde o início.


Fonte: http://imaginepeace.com/archives/2565

terça-feira, 6 de março de 2012

Narradores do Açu - Webdoc

Esse documentário, é sobre uma situação similar à Pinheirinho, o Quilombo Rio dos Macacos e várias outras situações no nosso país, fala sobre uma região no norte do estado do Rio de Janeiro onde uma comunidade sofre o terrorismo praticado por uma empresa estaleira encabeçada pelo Eike Batista, um milionário brasileiro. Na sua tentativa de criar mais "progresso" para o Brasil ele expulsa uma população de agricultores que viveram sua vida toda da terra e sem outra coisa a fazer na vida. Enfim vejam com seus próprios olhos como é construído o progresso do Brasil:

segunda-feira, 5 de março de 2012

Continuando sobre a situação do Quilombo Rio dos Macacos:

Para entender melhor a situação do Quilombo Rio dos Macacos apresento aqui um vídeo com uma audiência pública realizada no próprio Quilombo com representantes da presidenta e também com emocionantes falas do povo quilombola em defesa de sua existência. Vale lembrar que essa audiência foi realizada antes do dia 4 (que foi ontem), data em que a polícia estava lá para poder realizar a reintegração de posse de um lugar que nunca pertenceu à ninguém a não ser a população quilombola que já reside na terra.
No grupo do facebook do quilombo foi postado o seguinte relato: Aos que tenham interesse em saber, o processo do final de semana no Quilombo, começou na noite de sábado, quando uma escolta comandada por um sargento da Marinha de nome Tibério, atentou contra a vida de um senhor de idade (seu Orlando), e de suas filhas e cunhada. Tivemos que nos mobilizar até as duas da manhã pra registrar queixa na 8a Delegacia e comunicar o comandante presente na Base Naval. Cinco viaturas da PM foram chamadas pela marinha para "nos conter" e o Major PM que comandava a operação "deixou escapar": "nós já estávamos convocados para a desocupação, não achamos que vcs fossem antecipar o protesto"...Domingo pela manhã, a guerreira quilombola Rose nos ligou informando que haviam tratores, viaturas da PM e tropa de choque da marinha a postos, o que, segundo os advogados de quilombolas presentes, caracterizam as ações de desocupação. Segundo informações restritas, somente a atuação pacífica, mas firme, dos coletivos de movimentos negros, da sociedade civil e da imprensa, impediu a chegada do Oficial de Justiça e cumprimento da ordem de desocupação, por ordem ministerial. O ato político de 04 de março, foi uma brilhante prova do que podem os movimentos negros e sociais organizados na sociedade civil, alcançar, quando não estão amortecidos por estratégias partidárias e sim focados por demandas práticas do nosso POVO. AXÉ aos guerreiros quilombolas: entre marxistas, anarquistas, feministas, entreguistas, governistas, capitalistas: QUILOMBO SEGUE SENDO VANGUARDA!!!!!
Encerrando a postagem fica o vídeo com a audiência pública realizada no quilombo.

domingo, 4 de março de 2012

Sobre o Quilombo dos Macacos e sua reintegração de posse

Por tanto ter demorado pra escrever essa matéria, infelizmente hoje, é um péssimo dia sobre a luta dessa comunidade, pois a sua reintegração de posse já começou.
O que acontece no Quilombo dos Macacos é que lá é uma região protegida por lei, por ser um quilombo, mas a marinha da Bahia há 42 anos atrás ROUBOU suas terras para construir uma base, deixando para o povo do Quilombo o que sobrou de suas próprias terras, agora eles querem expandir a área da base e simplesmente acabar com toda a área! Aqui, eu deixo o manifesto escrito pelo próprio pessoal do quilombo:
Por favor, republiquem esse texto, compartilhem, compareçam nos atos se você morar por perto, não deixem isso passar!




MANIFESTO COMUNIDADE QUILOMBOLA
RIO DOS MACACOS

No balanço de fim de ano: violação aos direitos das Comunidades Quilombolas pela Marinha do Brasil




Encerramos o ano de 2011 com um balanço de violação dos direitos das comunidades quilombolas no Brasil.

A Marinha como inimiga histórica da população negra do Brasil - vide o exemplo da Revolta da Chibata, em 1910, e, 100 anos depois, os recentes eventos ocorridos em Alcântara, no Maranhão, em Marambaia, no Rio de Janeiro, e, agora, no Quilombo Rio dos Macacos, Bahia, onde mais uma vez o Ministério da Defesa, através da Marinha, corre o risco de responder numa corte internacional dada a situação de violações composta por um repertório que passa desde o impedimento de crianças irem à escola até a negação de socorro a pessoas centenárias. No território quilombola do Rio dos Macacos, oficiais da Marinha estão diretamente implicados em casos que levaram até mesmo a óbito.

Se tem uma expressão entre os poderes no Brasil que não conhecemos são as Forças Armadas, que se constituíram no País desde o início do século XIX com a missão de caçar negros e indígenas, impedindo qualquer forma de organização política destes dois segmentos . Ao longo do século XX, esta mesma instituição se articulou e cresceu no Brasil, sustentada por três pilares: trata-se de uma organização patrimonialista, sectária e focada na estratégia de guerra onde a maioria da população é tratada como inimiga. Só por isso foi possível atravessarmos o século XX com intervalo de democracia e realidade de ditadura, pois o último princípio de sustentação das forças armadas no Brasil conta com o elemento de ausência de qualquer mecanismo de diálogo e controle social por parte da população.

Portanto, o que está acontecendo em Rio dos Macacos coloca a Marinha em rota de colisão com a sociedade democrática de direitos, onde todas as instituições do Estado estão funcionando. A Marinha, enquanto instituição anunciada em sua missão de defesa, tem atuado constantemente violando os direitos humanos dessa e de outras comunidades que por gerações inteiras lutaram para conquistar, implicando na negação do direito de ir e vir, de expressão, de organização política, de acesso aos serviços básicos, como educação e saúde, do modo ser e fazer das comunidades que habitam secularmente e que tiveram seus territórios invadidos datado nos últimos 50 anos.

Nos últimos meses, como forma de enfrentar a organização política da comunidade Rio dos Macacos e da solidariedades de muitos grupos da Bahia e do Brasil, a Marinha protagonizou inúmeras ações violentas a exemplo do assédio diário à comunidade com dezenas de fuzileiros armados; invasão de domicílios atentando contra os direitos das mulheres; uso ostensivo de armamento exclusivo das forças armadas criando verdadeiros traumas em crianças, adolescente e idosos, que tiveram casas invadidas e armas apontadas para as suas cabeças; impedimento das atividades econômicas tradicionalmente desenvolvidas pela comunidade, como a agricultura e a pesca de subsistência como forma de inviabilizar a permanência no território.

Um saldo desse conflito desigual se evidencia no grande número de crianças, adolescentes e adultos que foram impedidas ou que foram forçadas a desistir de frequentar a escola. Na comunidade de Rio dos Macacos, dois fuzileiros ficavam de prontidão num ponto denominado pela comunidade como “barragem” para impedir a saída e entrada de pessoas, e quem insistiu foi espancado, preso e humilhado publicamente como castigo exemplar. Desde a década de 1970 que mais de 50 famílias foram expulsas do território e se mantém alto nível de hostilidade aos que permaneceram resistindo.

A disputa não se dá apenas no campo objetivo, pois a Marinha, ao destruir dois terreiros de Candomblé em Rio dos Macacos, também estabeleceu uma guerra contra a sustentação simbólica, que incide diretamente no ataque à memória, à cultura e às tradições, elementos fundamentais à identidade quilombola. Neste ponto, a Marinha viola todos os protocolos internacionais assinados pelo Brasil, a exemplo da Declaração de Durban, resultante da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, na África do Sul, em 2001.

Diante da ampla mobilização e denúncias tão contundentes, diferentes órgãos e instâncias da administração pública do Governo Federal (SEPPIR, FCP, AGU, PGF, PGU, MDA,INCRA, MINISTÉRIO DA DEFESA E SECRETARIA GERAL DA PRESIDENCIA), implicados na garantia dos direitos das comunidades quilombolas, garantido no artigo 68 dos atos das disposições transitórias da Constituição Federal de 1988, que garante que “aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os respectivos títulos”, regulamentado no decreto 4887/2003, em conformidade com Convenção 169 da OIT, tomaram como decisão realizar imediatamente o RTID (Relatório Técnico de Identificação e Delimitação), que é uma peça técnica fundamental para que a presença da comunidade no território seja entendida pelos poderes públicos.

Estranhamente e de forma arbitrária, a Marinha achou-se no direito de impedir um órgão da administração federal, o INCRA, de cumprir com o dever constitucional e o acordo institucional firmado no dia 3 de novembro de 2011. No dia 09 de dezembro, a Marinha anunciou que não ia permitir a entrada dos técnicos do INCRA no local, alegando que as ações daquele órgão no sentido de realizar os estudos necessários à regularização das terras dos quilombolas e assim cumprir o que manda a Constituição seriam incompatíveis com o interesse público. Leia-se, como interesse de ampliar a Vila dos Militares.

Desta forma, enquanto a Presidenta descansa sem talvez saber o que se passa a poucos metros da caserna, guarnecida pelo aparato militar, também o INCRA e seus servidores estão sob ameaça, pois a Marinha, nos termos do documento anexo, promete, “utilizando-se dos meios permitidos em Regulamento para inibir qualquer prática atentatória à perda das garantias de manutenção da Dominialidade Federal da região”, barrar o processo de realização dos direitos constitucionais da comunidade.

Por tudo relatado, exigimos providências imediatas por parte da Presidenta da República e pelo Ministro da Defesa, pelo fim da violação dos direitos humanos, pelo garantia dos direitos quilombolas e pela imediata regularização fundiária do Território da Comunidade Quilombola Rio dos Macacos!!!

Assinam:
- Comunidade Quilombola do Rio dos Macacos
- Comunidades Quilombolas do Recôncavo: Alto do Tororó, São Francisco do Paraguaçu, Giral Grande, Tabatinga, Guerém, Porto da Pedra, Salaminas-- - Putumuju, Santiago do Iguape, Bananeiras, Maracanã, Porto dos Cavalos, Praia Grande, São Brás, Cambuta, Acupe de Santo Amaro
- Conselho Quilombola da Chapada - BA
- Movimento de Pescadores e Pescadoras - BA
- CDCN - Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra da Bahia
- Articulação em Políticas Públicas da Bahia
- AATR – Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais - BA
- Conselho Pastoral dos Pescadores
- FASE-BA

Aqui temos um comunicado postado hoje sobre a situação:

Neste momento Marinha Brasileira descumpri acordo e quer expulsar moradores do Quilombo do Macaco.

RIO DOS MACACOS RESISTE, MAS ESTAMOS TEMENDO A VIOLÊNCIA DE SEMPRE DA MARINHA DO BRASIL...

Marcada para a hoje, 04.03.2012, e suspensa por ação da Presidência da Republica (Secretaria Geral, SEPPIR e FCP), a tomada do Território do Quilombo Rio dos Macacos, ainda não foi assimilada pela Marinha do Brasil, que mesmo diante da suspensão insistir em tencionar e atentar contra os direitos da comunidade. A Marinha do Brasil não pode realizar esta ação hoje mas neste momento a comunidade está vivendo uma grande tensão, pois já tem mais de 03 caminhões de fuzileiros dentro da Comunidade, cada um com cerca de 80 homens, do lado de fora tem os militares da Bahia (que não podem entrar por se tratar de área federal) e 01 trator posicionado no portão da Vila Naval, área tomada da comunidade há 42 anos pela Marinha do Brasil. A Polícia Federal é a única instituição que pode cumprir a decisão desastrosa da 10ª Vara Federal na Bahia, mas está não irá em Rio dos Macacos, pois não pode agir acima das Leis. Qualificamos de desastrosa a decisão, porque a Comunidade de Rio dos Macacos não foi ouvida em qualquer fase do processo, estando a justiça agindo em um único pólo.

A Marinha do Brasil, não pode tomar o Território de Rio dos Macacos, porque ela como instituição Brasileira não está acima das demais instituições nacionais, vivemos sob a vigência do estado democrático e as instituições estão em funcionamento. Agindo com um modus operandi irreconhecível por instituições marcadas pela hierarquia e disciplina, ontem a noite (03.03.12) um senhor da comunidade sofreu um atentado contra sua vida, quando quase foi morto com um tiro em sua direção, dado por um membro da corporação, identificado pela comunidade. O caso foi registrado em uma delegacia da região. 

O Artigo 68 da Constituição de 1988 e o Decreto 4887/2003, garantem os direitos da ocupação secular da Comunidade. Rio dos Macacos está naquele Território há mais de 238 anos e não pode ser derrotado, por um crime de uma instituição que, ao contrario, deve garantir e fazer valer as Leis do país, por isso precisamos das/dos jornalistas agora em Rio dos Macacos. Todo o mundo precisa saber, para impedir uma tragédia hoje em Salvador, aos nossos olhos.

Mandem essa nota para todas as pessoas possíveis, para todas as redes, não podemos ficar em silêncio diante da possibilidade de uma barbárie, O Brasil e o mundo precisam saber!

Nossa luta é todo dia!!!
Vilma Reis 
Presidente do CDCN - Bahia
Profa. Sociologia - Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias
Campus XXIII, UNEB - Seabra
Coordenação Colegiada do Programa CEAFRO
CEAO: Centro de Estudos Afro-Orientais - FFCH/UFBA 
Praça Inocêncio Galvão, 42, Largo 02 de Julho 
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sábado, 1 de outubro de 2011

Sobre Nebulosa Silenciosa, Sartre e Hilda Hilst na SELLL 2011

No penúltimo dia da SELLL, colei na discussão sobre Hilda Hilst. Já ouvi falar muito dela, porém nunca li nenhum livro da mesma... os cartazes no instituto e trechos lidos pelos debatedores da mesa me ajudaram a ter mais noção tanto de sua vida quanto de sua obra. Houve questionamento sobre o que viria a ser uma literatura feminina, por exemplo (seria a literatura intimista classificada como feminina?), sobre o obsceno (que era o tema central do debate) - que é sempre lembrado quando se fala seu nome, e pude extrair várias frases sintetizadoras de pensamento muito poéticas e profundas sobre sua linha (como "desejo é eternidade" e "nada é mais miserável que a lucidez da literatura - a consciência da miséria, o que podemos ser de mais nosso").
No filme "A Prostituta Respeitosa", de uma peça de J. P. Sartre, encaramos o obsceno não como erótico, e sim como o tratamento dado entre as personagens do filme. Numa reflexão onde mostra o patamar abaixo da sociedade em que se encontra a prostituta e o negro (que sequer tem nome), e em aspectos como coerção, agressão, ocultação do prazer e do desejo, o debate com a professora Suzi girou em torno da polarização entre o obsceno e o erotismo (pois o filme, da década de 50, não possuía nada de erótico), passando, claro, pela liberdade. Pra quem não sabia o que esperar, cada vez eu me surpreendo mais com as diferentes análises e quanta coisa pode ser dita e deduzida de uma simples história.
Nebulosa Silenciosa foi uma apresentação que visava refletir sobre a censura, principalmente a existente sobre o corpo feminino. Era a que eu mais esperava, apesar de não saber o que esperar. Quer dizer, tinha alguns pré-conceitos na cabeça: uma mulher. Nua. Fazendo alguma coisa chocante pra mostrar que tinha voz e direito a fazer o que quisesse. Igreja. E não é que algumas coisas eu acertei?
Me surpreendeu terem vários homens na peça, aliás, várias pessoas. Muitas coisas acontecendo juntas, se sobrepondo. A crítica contra a religião, a santidade do corpo da mulher, a castração, o controle. A história da peça mostrada ao fundo, com vídeos da apresentação que originou a intervenção (um trabalho de TCC), slides, imagens, explicações, declamações, citações, gritos, risadas, ações "estranhas" - mas não sem sentido, violência (leve e não gratuita, simbólica), finalizando com uma procissão.
Interessante, instigador, engraçado, convite à reflexão, peças - algumas - de um quebra-cabeça presente e atuante, de forma negativa, contra a liberdade da mulher
e toda a violência desse cerceamento,
e tudo que é mostrado como se fosse normal (também discutido no curta metragem de terça-feira, o Levante Sua Voz, lindo, estilo Ilha das Flores)
e o modo como quem não aceita isso é tratado como histeria ou falta do que fazer, enquanto ali fora tem gente que ainda é agredida e estuprada (Marcha das Vadias Campinas)
boa noite crianças...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Em Barreiras

Passeio ciclístico de 14km pelas ruas de Barreiras, BA, Brasil, alertando as pessoas sobre os problemas ambientais que assolam nossa cidade, nosso Estado, nosso país e o nosso mundo.

No dia 24 de setembro, pessoas do mundo inteiro se reunirão e ocuparão as ruas onde quer que estejam para ir além dos combustíveis fósseis e em direção a bicicletas, transporte público eficiente, energia eólica e energia solar mostrando que o direito dos seres vivos e a saúde do planeta devem ser prioridades permanentes nas agendas dos líderes mundiais.

Ultrapassamos a marca de mil ações registradas no mundo e esse número não para de crescer!

E Barreiras também estará se manifestando. Pegue sua bicicleta ou peça uma emprestada e venha, chame seus parentes e amigos e venha “Pedalar por uma Barreiras Melhor” num passeio ciclístico pelas ruas de Barreiras.

Quando?

Sábado, dia 24 de setembro de 2011

Saída da Praça Castro Alves às 7:30h

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Na Bahia, trabalhador rural sem-terra é assassinado em frente à família


Os conflitos no campo fizeram mais uma vítima na última terça-feira (6), no povoado de Mandassaia, localizado na cidade de Monte Santo (BA). O trabalhador rural Leonardo de Jesus Leite, de 37 anos, foi assassinado por pistoleiros, em frente à esposa e dois filhos. Ele era liderança regional do Movimento de Trabalhadores Acampados e Assentados (Ceta).
De acordo com o Movimento, há cerca de quinze dias, Leonardo era ameaçado por pistoleiros, a mando de latifundiários. Essas ameaças foram denunciadas para a Polícia Civil e o Ministério Público, que não tomaram providências. Também segundo a organização, nos últimos três anos, cinco trabalhadores rurais foram assassinados no município.
A vítima fazia parte de um grupo de sem-terra que atua há mais de dez anos na região. Uma de suas principais lutas é pela desapropriação para fins de reforma agrária da fazenda Jiboia, na cidade de Euclides da Cunha, propriedade do ex-prefeito, José Renato.
A região Nordeste apresenta crescimento de 37,5% nos índices de violência no campo, entre 2009 e 2010, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT). No último ano, foram 440 casos. No estado da Bahia os conflitos aumentaram 89,6%, com 91 casos.
De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.
08/09/11

Fonte: http://www.radioagencianp.com.br/10143-na-bahia-trabalhador-rural-sem-terra-e-assassinado-em-frente-a-familia