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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Solidariedade Ao Cinema Cultura

É com pesar que venho dizer que o blog cinema cultura (http://cinemacultura.blogspot.com) vai ser retirado do ar.
O blog é um grande lugar para baixar os mais variados filmes, levando cultura de graça aos mais diferenciados lugares, a razão do fechamento do blog é porque uma agência de direitos autorais viu os links e denunciou-os para a google.
Desejo força para o pessoal do blog, que eles continuem que o facismo estatal não deixe que eles se esqueçam o quanto é importante a luta e a expropriação.
Abraços e resistência à todos.
http://cinemacultura.blogspot.com/

terça-feira, 25 de maio de 2010

Trino de CD novo!

Opa pessoal, vim avisar que a banda Trino está com seu cd novo pronto, dá pra ouvir alguns sons no myspace deles, há um tópico na comunidade da banda no orkut sobre o assunto.
Pra quem não sabe a Trino é uma das poucas bandas cristãs de verdade do cenário mundial, seu som é um crossover muito bem trabalhado e cheio de fúria.

Tópico no orkut> http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=4120562&tid=5474452524794178903
Myspace da banda: www.myspace.com/trinometal

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Terceira passeata contra o rodeio em Americana/SP!

> Terceira passeata contra o rodeio em Americana/SP
>
> Com batucada e panfletagem contra os maus-tratos aos animais!
> Encontro na praça Comendador Müller, no centro (em frente ao Extra) às
> 11:00h, dia 29 de maio (sábado).
>
> Compareça e nos ajude a falar por quem não pode!
> Não precisa levar nada, mas aceitamos panfletos xerocados, cartazes ou
> faixas para quem puder e quiser contribuir! ;)
>
> Dúvidas: capre@riseup.net

Reunião Resistência Antifascista

Título: Junho Antifascista – Reunião Resistência Antifascista
Data: 05/06/10 18:00
Endereço: Espaço Impróprio – Rua Dona Antonia - Entre a Augusta e Frei Caneca de Queiroz nº 40 – Consolação

Liga Juvenil Anti-sexo




Liga Juvenil Anti-sexo

Debates – Oficina - Shows – Comida Vegan – DJ – VJ


segue abaixo: texto do evento, resenhas dos debates e oficina.


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O caminho é rígido após a bifurcação que nos separa e nos coloca em
oposição ao outro.
Conduzidxs por definições, etiquetas e identidades comportamentos são
definidos e liberdades limitadas.

O pensamento criminoso de Júlia.

"- Hoje ainda é 1984. Nós vivemos presos a isto. Para cada
categorização, um controle e uma prisão. As coisas precisam ser definidas
concretamente. Elas não podem ser escorregadias e cheias de complexidade.
Afinal, como classificar e atribuir valores se existirem tantas possibilidades?
Externamente eu sou assim. Faço trabalho voluntário três noites por semana
na Liga Juvenil Anti-Sexo. Passo horas e horas grudando tolices nas paredes da
cidade. Sempre levo uma faixa vermelha nas passeatas. Estou sempre de cara
alegre e nunca tiro o corpo de nada. ...Também sei que as pessoas não se
sentem plenas com o papel que recebem e se condicionam desde o nascimento. As
infinitas formas de ser, se relacionar e amar são desprezadas pelos olhos do
partido e da moralidade. Com a necessidade de conhecer o diferente e o
múltiplo, surgem outros nomes. A partir dai nos deparamos com outros
caminhos... Mas pensou mesmo, que eu fosse uma boa militante? Pura de
palavras e atos?! E achou mesmo que se eu tivesse uma pequena oportunidade
havia de te denunciar como um criminoso idealista e te levar à morte? - Para
Winston, estava claro que eles se amavam, mas ele estranhava muito os
acontecimentos e não conseguia acreditar no quão evidente já era que eles
iriam transar. Assim, ele não mais se segurou e perguntou:
- Já fez isso antes? - O coração dele palpitou. Winston torcia até
para ter sido muitissimas vezes, quando Júlia confirmou:
- Naturalmente. centenas de vezes... quer dizer, muitíssimas vezes. - Tudo
quanto cheirasse a corrupção enchia Winston sempre de ardentes esperanças,
dai ele prosseguiu:
- Com membros do partido? - Pensava consigo mesmo, se alguém poderia
saber? Porque o partido talvez estivesse podre sobre a crosta superior; seu
culto da severidade e a auto negação podiam ser apenas uma máscara da
iniquidade.
- Sempre com membros do partido! - Júlia afirmou surpreendendo cada vez
mais Winston, que indignado resmungou:
- Se pudesse infeccionar todos com lepra ou sífilis com que prazer o
faria! Tudo que servisse para apodrecer, debilitar, minar! - Empolgado, mas
ainda um pouco desconfiado, Winston continuou:
- Mas até com os membros do partido interno?
- Não! Com aqueles porcos, não. Mas há uma porção que gostaria se
tivesse oportunidade.
Winston puxou-a para baixo e a fez ajoelhar ä sua frente:
- Escuta! Quantos mais homens tiver, mais te quero. Compreende!?
- Perfeitamente. - Afirmou Júlia, acenando com a cabeça.
- Odeio a pureza, odeio a virtude. Quero que todos sejam corruptos até
os ossos.
- Então eu sirvo querido! Pois sou corrupta até os ossos.
- Gosta de fazer isso? Não me refiro a mim, somente. Gosta da coisa em
si?
- Adoro! - E era o que acima de tudo, Winston desejava ouvir. Não
somente o amor de uma pessoa, mas o instinto animal, o desejo simples,
indiscriminado; parecia um tipo de força que faria o Partido desabar.
Quase com a mesma ligeireza, ela tirou a roupa, e quando a atirou para um
lado foi com o mesmo gesto magnífico que parecia aniquilar toda a
civilização."
ingsoc.
departamento novilíngua v.t.q.d de adaptação de texto.


A idéia é juntar coletivos e pessoas para debater quais as raízes do
gênero, sexualidade, patriarcado e dominação, e também discutir quais
medidas táticas podem ser utilizadas para desmantelar tudo isso ou festejar um
feliz 1984! Queremos unir opiniões para poder conversar, debater e descobrir
as raízes desses problemas e suas consequências.


DEBATES

Show/Debate Amor livre: show com voce tem que desistir seguido de debate sobre
amor livre com a participação do coletivo hurra (RJ), familia clandestina
(santos)

Bate-papo com Coletivo Marinheiro: o pessoal de Curitiba chega falando suas
ideias, seus objetivos, o que eles já produziram e suas experiências dentro
do punk faça voce mesmo com o tema Sexualiade

Identidade sexual: Uma critica aos papéis sociais
Somos conduzidxs por definições, etiquetas e identidades que limitam nossas
liberdades. Homem ou mulher, o caminho é rígido após a bifurcação que
separa esses universos construídos em oposição um a o outro.

Mas nem todas as pessoas se sentem plenas com o papel que recebem e se
condicionam desde o nascimento. Infinitas formas de ser, se relacionar e amar
que sempre existiram e há muito tempo são desprezadas pelos olhos da maioria
e da moralidade. Dessa necessidade de conhecer o diferente e o múltiplo surgem
outros nomes. A partir desses nos deparamos com outros caminhos que muitas
vezes se mostram também rígidos e objetivos. Transsexual, gay, lésbicas,
heterossexual, em fim: o que somos afinal?

Assim que algo é fixado no tempo e no espaço, é muito mais fácil de ser
controlado. Quando as coisas não são definidas concretamente, quando não
são lineares mas escorregadias e cheias de complexidades, fica difícil
instituir hierarquias pois existem infinitas possibilidades que não podem ser
facilmente classificáveis e atribuídas com valor.

Queremos unir opiniões para poder conversar, debater e descobrir as raízes
desses problemas e suas consequências.

A idéia é juntar coletivos e pessoas para debater quais as raízes do
gênero, sexualidade, patriarcado e dominação ou em discutir quais medidas
táticas podem ser utilizadas para desmantelar tudo isso.

Sinta-se a vontade em chegar e debater. Qualquer pessoa está convidadx à
interagir, traga suas experiências e opiniões!

OFICINA SAÚDE DA MULHER
A idéia é podermos abrir um debate sobre todas as coisas que se relacionam
com o corpo da mulher. Sejam com mulheres ou com Homens que gostam e se
interessam pelas mulheres. O CORPO DA MULHER é a configuração do silêncio e
da palavra delegada, onde nossa cultura conseguiu estabelecer uma distancia de
nós mesmas. Não entendemos, não conhecemos e já perdemos o controle do
nosso corpo. O objetivo aqui é tomá-lo de volta, é apropriarmos dessa
linguagem proibida, é olhá-lo, tocá-lo, perguntar, fazer chá, fazer
pomadas, auto-examinar - conhecer!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

terça-feira, 18 de maio de 2010

Cartilha pede reação violenta a índios e ribeirinhos na região do rio Tapajós

Uma cartilha bancada por ONGs incentiva índios e ribeirinhos a resistir violentamente caso o governo federal implante um complexo de cinco hidrelétricas na bacia do rio Tapajós, entre Amazonas e Pará.
A publicação contém o desenho -segundo o crédito, feito por um adolescente- de um índio carregando a cabeça cortada de um homem branco e diálogos de histórias em quadrinhos que incentivam a luta contra a “Eletromorte” -uma referência à Eletronorte, subsidiária da Eletrobras na região.
Feita em janeiro deste ano, mas só lançada no último dia 1º, a cartilha pretende elucidar as “verdades e mentiras sobre o projeto” e vem sendo distribuída para movimentos sociais e comunidades que devem atingidas pelas hidrelétricas.
Foram impressos 10 mil exemplares da cartilha (6.000 já distribuídos), ao custo de R$ 22 mil, segundo seu criador, o padre de Santarém (1.431 km de Belém) Edilberto Sena.
O dinheiro veio, entre outros meios, de um projeto com recursos da Ford Foundation gerenciado pela Fase (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional), fundada por religiosos, e da Aliança Missionária Francisclariana.
A cartilha é feita de capítulos, como “O porquê de tantas hidrelétricas”, nos quais o projeto é explicado e criticado.
Cada parágrafo é iniciado com a ilustração de uma marca de mão ensanguentada ou um círculo escorrendo sangue. Entre um capítulo e outro, aparecem histórias em quadrinhos, direcionadas a quem tem “menos estudo”, disse Sena.
Em um delas, uma personagem índia conversa com uma religiosa, a “irmã Marisol”, sobre as hidrelétricas.
“Preocupada” com as obras, a índia faz expressão de ódio e fala: “Mulher índia ajudar homem índio a flechar e cortar a cabeça de pariuat [branco] inimigo. Índia sabe usar facão. Nós não queremos hidrelétrica”. A personagem da religiosa diz: “Olha, filha, se deixarmos eles soltos, a Eletronorte quer afogar terras dos índios.”
Uma imagem de decapitação surge também no início da cartilha, em um desenho feito por dois meninos da etnia mundurucu, que estudam na 8ª série. Nos quadrinhos, peixes conversam temendo sua extinção.
Outra ilustração mostra o ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão como um lobo mau, que usa terno e gravata e afirma que não quer se “ajoelhar aos pés do Ibama para conseguir licença ambiental”.
O padre Sena defendeu a cartilha e disse que a violência vem, na verdade, do governo. “Se um ladrão entra em sua casa e você acorda, defende sua propriedade e ele morre, quem cometeu o crime?”, afirmou.
Governo é quem agride Amazônia, afirma padre
O padre Edilberto Sena, idealizador da cartilha, diz que uma eventual reação violenta seria apenas uma resposta à maneira como o governo federal impõe hidrelétricos à Amazônia.
Em mensagem à Folha, apontou danos que o complexo previsto para o Tapajós traria. “Por que então uma cartilha reveladora desses fatos aparece como incitadora à violência?”, disse. “Quem mesmo está planejando violência e crimes? Não é a Eletronorte, a Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica], o Ibama, o Ministério de Minas e Energia?”
“Para os senhores da “Casa Grande”, criminoso foi Zumbi dos Palmares”, disse. “Quem ler a cartilha com olhar mais isento perceberá quem comete crime e incita à violência.”
Graça Costa, coordenadora da Fase em Belém, diz que a radicalização dos moradores locais em relação a hidrelétricas na Amazônia “é pública”, mas não violenta. A Fase no Rio de Janeiro diz desconhecer o teor da cartilha e e condenou qualquer incitação à violência.

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/05/17/55163-cartilha-pede-reacao-violenta-a-indios-e-ribeirinhos-na-regiao-do-rio-tapajos.html

Uma Palavrinha

Novo site do curta-doc: O punk morreu?

O punk morreu?

http://www.anarcopunk.org/opunkmorreu/

Espaço da Cultura de Consumo Responsável


OFICINA GRATUITA DO NCE - Núcleo de Educação e Comunicação da USP

ESPERAMOS VOCE NO TENDAL DA LAPA NO DIA 19 DE MAIO

Endereço: Rua Guaicurús, 1100 - Lapa (ao lado da Subprefeiura da Lapa, próximo à da estação de Trem da Lapa/conexão estação de Metrô da Barra Funda) das 10h00 - 11h30

Sobre o espaço: Inaugurado no dia 28 de abril, o Espaço da Cultura de Consumo Responsável nasce fruto da parceria de diversas instituições, produtores, consumidores, técnicos, gestores, articulados pela Rede Semeando Comercialização Justa e Solidária.

O espaço funcionará sempre às Quartas Feiras das 8hàs13h, e oferecerá além do acesso a produtos agroecológicos e da economia solidária, oficinas nos temas: Segurança Alimentar e Nutricional, Mude o Consumo para não Mudar o Clima, Educomunicação e Cultura e Trocas Solidárias.

No dia 19 de maio haverá a oficina do Núcleo de Comunicação e Educação da USP: “Educomunicação - Facilitando a comunicação entre produtores e consumidores – parte I ”

Caso queiram marcar a participação de grupos interessados no tema, pedimos que nos enviem e-mail prévio para: espacoconsumoresponsavel@gmail.com.

Vejam a programação anexa das demais oficinas de maio e junho.

Mais informações:http://cirandas.net/rede-semeando

Aguardamos vocês!

Nos ajudem, por favor, a divulgar se possivel!

ESPAÇO DA CULTURA DE CONSUMO RESPONSÁVEL NO TENDAL DA LAPA-ACESSO A PRODUTOS AGROECOLÓGICOS E DA ECONOMIA SOLIDÁRIA

- Aqui se usa sacola retornável- Rua Guaicurús 1100, Lapa


Entidade apoiadora:
Núcleo de Comunicações e Educação - NCE/USP
(www.usp.br/nce)
Facilitador(es):

Ismar de O. Soares, Carmen Gattás, Izabel Leão
Data:
19/05
Horário:
10h-11h30
Duração:
1h30

Tema: “Educomunicação - Facilitando a comunicação entre produtores e consumidores – parte I ”
Público: Produtores e Consumidores

Detalhamento do conteúdo

- Como a educomunicação pode colaborar com a implementação da educação para o consumo responsável

- Quais os instrumentos facilitadores na comunicação da proposta do Espaço da Cultura de Consumo Responsável no Tendal

- A Educomunicação facilitando no entendimento entre produtor e consumidor

Local: Espaço Cultural Tendal da Lapa, Rua Guaicurus, 1100 - Lapa, São Paulo (ao lado da Subprefeitura da Lapa e prox. estação de trem da Lapa e do Metrô Barra Funda)


As orientações gerais da Oficina serão disponibilizadas para consulta:

- Blog da Rede Semeando- página Espaço da Cultura de Consumo Responsável ( com link no site de todo os parceiros) : http://cirandas.net/rede-semeando

- Blog do Tendal da Lapa: http://tendaldalapa.blogspot.com/

- Site do NCE- Núcleo de Comunicação e Educação: www.usp.br/nce





sábado, 15 de maio de 2010

Pobreza extrema é coisa de mulher

Por Ruth de Aquino

Só um planejamento familiar sério, rigoroso e nacional poderá livrar nossas mulheres de uma equação perversa. As mais pobres engravidam cedo demais. E são abandonadas. Nenhum programa de habitação ou de educação poderá ter sucesso enquanto as adolescentes continuarem engravidando nas famílias indigentes ou pobres. Hoje, mais da metade das famílias em extrema pobreza nas dez principais cidades do Brasil é chefiada por mulheres.
“O Bolsa Família só funciona com famílias chefiadas por homens”, afirma o economista André Urani. “O programa não chega à mãe precoce, abandonada. Ela não tem mobilidade para tirar seu CPF ou ir ao lugar onde se recolhe o benefício. Não tem creche. Não tem como trabalhar. E, mesmo que consiga ser contemplada com o Bolsa Família, não consegue sair da extrema pobreza.”
O Brasil comemora, com justiça, a redução da pobreza e o aumento da classe média. Nas dez principais cidades havia, em 1993, 6,3 milhões de pessoas em extrema pobreza. Em 2008, esse total caiu para 3,5 milhões. Uma queda de 44%. Mas, entre as famílias chefiadas por mulheres, o número de indigentes (com renda mensal de até R$ 104) aumentou de 1,6 milhão para 1,8 milhão. O fenômeno se repete em todas as faixas de pobreza, com renda mensal até R$ 503. Há algo errado, portanto, com a estrutura da família.
Recentemente, ao assistir, na TV Globo, a uma reportagem sobre o lixo, senti um embrulho no estômago. Duas catadoras de lixo tinham 21 anos, estavam grávidas e já tinham dois filhos. As crianças catavam comida e tudo o que fosse aproveitável. As mães achavam normal. A prioridade era sobreviver.
O país está bem melhor. Milhões têm hoje acesso a bens de consumo inimagináveis há 15 anos. Por isso mesmo, não me conformo com a situação de meninas, moças e mulheres que caem na armadilha de parir e interromper estudos que poderiam garantir uma vida mais digna e feliz.
“Ser mulher, para muitas adolescentes, ainda equivale a ser mãe”, afirma a psicanalista Diana Dadoorian, autora do livro Pronta para voar, sobre gravidez na adolescência. Para Diana, o problema não é falta de informação. “Nunca antes os jovens tiveram tanta informação sobre contraceptivos.” O problema é falta de educação.
O Brasil não vai se livrar da miséria enquanto não tratar
das mães adolescentes, pobres e abandonadas
As adolescentes pobres frequentemente só tiram carteira de identidade quando engravidam. Elas desejam esse filho. Se podem cuidar de um monte de irmãos pequenos, podem também ter um filho e se juntar com o namorado. O bebê funciona como um passaporte para a visibilidade, na família e na comunidade. Cruel, mas é assim.
Se o país não ajudar a mulher pobre a planejar sua família, com uma assistência social focada e persistente, não haverá “Minha Casa, Minha Vida” que chegue. Como dar um apartamento a uma família que vai triplicar de tamanho sem renda que a sustente? Nas favelas, fazem puxadinhos, lajes. Nos conjuntos, é impossível aumentar a casa clandestinamente.
Na recente tragédia do Rio, o vice-governador Pezão chegou a uma casa ampla e semidemolida na Favela do Complexo do Alemão. “Moravam sete pessoas ali. A mãe e o pai, a filha grávida de 15 anos com o namorado, o filho de 14 anos, que já era pai de uma bebezinha de 1 ano, e a mulher do filho, com 15 anos”, diz Pezão. Essa família será reassentada num apartamento de dois quartos, com 45 metros quadrados. Estão felizes porque terão uma casa segura e nova para chamar de sua.
Mas por quanto tempo se espremerão nesse espaço? Quantos bebês nascerão? Pelas regras do PAC, essa família não poderá vender o apartamento nos próximos cinco anos. Quem vai fiscalizar? Quem garante que não repassarão o apartamento a um parente e voltarão para um barraco mais amplo, numa encosta de risco? Como esses adolescentes com filhos vão se inserir no mercado de trabalho? Por quanto tempo as meninas continuarão casadas? Em que momento serão abandonadas?
Nenhum país tem casa, escola e emprego para absorver com dignidade tantas famílias que começam antes do tempo, sem maturidade, sem trabalho, sem educação, sem noção e sem renda. Não há subsídio nem esmola que chegue. Sem planejamento familiar, essa conta não fecha.

Fonte:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI135373-15230,00-POBREZA+EXTREMA+E+COISA+DE+MULHER.html#

quarta-feira, 12 de maio de 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

Índios queimam ônibus e fecham estrada após atropelamento no ES

A morte de uma índia em um acidente de trânsito em Aracruz, no norte do Espírito Santo, provocou a revolta de índios da região, que queimaram dois ônibus e fecharam a rodovia Primo Bitti (ES-456) na noite desta sexta-feira (7). Na manhã deste sábado (8), os manifestantes liberaram parte da pista, mas no início da tarde voltaram a fechar o local.
Moradora da aldeia de Irajá, Damiani dos Santos Souza, de 20 anos, passava pela rodovia de bicicleta na sexta-feira, por volta das 19h, quando foi atropelada por um ônibus da empresa Expresso Aracruz. Os veículos queimados são da mesma empresa. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo, o motorista do ônibus afirmou, em depoimento à polícia, que não viu Damiani na estrada. Após ser ouvido, ele foi liberado. Procurados por telefone, nenhum representante da Expresso Aracruz foi encontrado.
A manifestação ocorre no quilômetro 16, na aldeia de Caieiras Velha, de acordo com informações da secretaria, devido à revolta do grupo que tinha entre 50 a cem índios. Os manifestantes reclamam que o local não tem ciclovia, apesar de reivindicarem a área desde a pavimentação da rodovia há cinco anos.
Segundo o 5º Batalhão da Polícia Militar de Aracruz, um representante da Funai negocia a liberação do tráfego na estrada com os manifestantes. Ninguém foi encontrado na Funai, em Brasília, para fornecer informações sobre o caso.


Em nota, o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) respondeu que pavimentou a estrada a pedido do município de Aracruz, mas o projeto não contemplava a construção de faixas de múltiplo uso nas laterais da via.
O texto diz ainda que o departamento construiu uma faixa lateral com quatro metros de largura e, nos últimos meses, instalou cinco que-molas no trecho. O DER diz que não recebeu nenhum pedido de instalação de ciclovia no local.

Procurada por telefone, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Aracruz não foi encontrada. 
Fonte:http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2010/05/10/54791-indios-queimam-onibus-e-fecham-estrada-apos-atropelamento-no-es.html

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Se você teme a transgressão, não leia, é tudo adiantar.
O tema parece simples, prático de responder, drogas? Tô fora, eu concordo e levo essa afirmação aos pontos mais radicais possíveis, afinal dizem que cerveja não é droga, outros se dizem drug free mas sempre que podem se sentam na frente da t.v. para assistir ao futebol orgulhosamente apresentado pela globo, futebol um dos maiores ópios da população, vendo isso eu vi que ou sou radical no que penso ou serei apenas um pensador superficial das coisas.
Todos somos oprimidos, então achamos meios nos quais nos identificamos, crescemos ali, e isso se torna nossa vida, para mim é assim com muitas coisas inclusive com o straight edge. Mas nunca achei que eu estando bem o mundo ao meu redor estará, há por aí pessoas como eu, tão oprimidas quanto ou até mais, talvez essas pessoas sejam diferentes de mim em muitos aspectos, mas se elas estão contra o Monstro Assimilador estão do meu lado não? Acredito que a Revolução é uma semente que brota do fundo do chão para ir de encontro com a luz do sol, para então crescer e se fortificar, e perpetuar, isso em suma é como vejo o levante popular, ou seja da população, então será todos mas todos são seres humanos, de fato são únicos, cada um do seu modo resiste e se opõe e juntos podemos vencer, mas só juntos.
Cada um luta ao seu modo pela sua causa, mas isso torna de certo modo a luta exclusivista e é assim que o sistema educa as pessoas, para serem separadas, longe umas das outras, particularmente sempre busquei união com todos, mas união é uma palavra forte, não apenas como palavra mas seu significado, muitos não querem encarar o valor positivo disso, de uma verdadeira Resistência.
Um ponto que quero levantar afinal.
Conheço pessoas que se politizaram por causa da maconha, por mais que isso seja bizarro para muitas pessoas, mas elas realmente são pessoas que fazem essa resistência, mas pelo fato de eles usarem drogas isso joga tudo fora? Penso que o que vale é o resultado positivo afinal como disse não adianta ser drug free se nada você faz contra esse sistema, acho que toda resistência é válida, talvez não tenha escrito com a essência que planejei em meu caderno, mas é isso.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Trailer do documentário Pixo

Sem palavras, é de se arrepiar do início ao fim: http://www.youtube.com/watch?v=HXybgvyS6Vc

Mundo Ácido- Derretendo a Babilônia

Com muito prazer venho escrever esse post, pois vou falar de uma banda que gosto muito: Mundo Ácido.

Esses caras tem um som que considero (na minha humilde opinião musical) os Pink Floyd do reggae, um som altamente viajado mas mesmo assim não deixa de ser politizado como o bom e verdadeiro reggae deve ser, reggae apenas não Dub-Reggae.
Não sei dizer aqui porque alguém deveria ouvir mundo ácido, pois é óbvio demais e não sei explicar...
Enfim desculpem pelo post meio sem noção, mas segue o link pra download que o próprio Loty (guitarrista e vocal) pediu pra divulgar, o link é de um show deles no RJ cidade da banda mesmo. No pacote tem uns outros links.
Dowload: http://www.4shared.com/file/ko9fH9uu/Mundo_cido.html
Last Fm: http://www.lastfm.com.br/music/MUNDO+%C3%81CIDO