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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Resenha do IV Rock na Estação em São Carlos

Finalmente, depois de muuuuito tempo, eu venho aqui postar a fotos e falar um pouco do IV Rock na Estação, evento que aconteceu em São Carlos dia 28 de agosto, e que foi divulgado aqui no blog!
Dez bandas tocaram junto com Garotos Podres. Pra dar um gostinho, confiram o programa Mofo n°50, da Radio UFSCar - 95,3 FM, que é um especial do evento só com as bandas que ia tocar - fora a Abdicated, que não tinha nenhum material até aquele dia - o link é esse: http://www.archive.org/details/programa_mofo_50.
Cheguei atrasada e não pude pegar a Jardim Cefálico (classic rock/hard rock) e Jude Airplaine (alternativo). Comecemos então pela Dysnomia... eu não curto muito metal, mas também não fiquei de mau humor, deu pra bater cabeça. O vocalista empolgado achando tudo "do caralho"... A Capitão Marte veio na sequência, com um pop rock. Foram sinceros e disseram que as últimas músicas foram tiradas nas pressas, dois dias antes do evento, porque lá não poderiam ser tocados covers, e ficaram muito bem tocadas até (eu não adivinharia), destaque para uma letra sobre consciência política, não o jeito que eu gosto =P, mas bem pensada! Ahn, pequenos problemas no microfone deram uma atrapalhada...
Na hora da Bronco Army saí pra dar um rolê e ver as banquinhas... ouvindo de lá do fundo resolvi curtir, banda boa, skin (eu suspeitei mas só confirmei depois hehe), com letras em inglês. Ao invés de deixar o myspace vou deixar uma entrevista de um blog com eles, no final da página tem o link pra ouvir as músicas, ok? http://hatedgirls.blogspot.com/2010/09/entrevista-bronco-army.html
Em Stranhos Azuis (classic rock/hard rock) dei uma saída também (compensou, abarquei um vinil de Tommy, do The Who, para uma criança que vai ficar muito feliz *-*), mas o som das músicas finais me contagiaram também...Quando vi a Hypnos entrar no palco, reli o panfleto onde dizia alternativo e pensei: porra, é mais uma banda de happy rock! ahsuahs na real não é não, mas também não consegui enquadrar, só lembro do trechinho de Planet Hemp...

Abdicated: bom, agora eles têm música gravada, hehe... Sou suspeita pra falar, mas dêem uma conferida e tirem suas conclusões! http://www.abdicatedmetal.blogspot.com
















Já tinha ouvido falar da Nota Promissória quando elas tocaram no Rock Feminino e Rio Claro, e agora as ouvi pessoalmente. Bom, elas tocam pra caralho, mas fiquei com medo... haushausa

Acho que elas se dariam melhor fazendo músicas como "baile de máscaras" do que tocando cover de Nirvana... mas perae, cover? Podia? Como assim? O.O

Desculpa a qualidade das últimas fotos, mas tá valendo né?
A Gagged abriu pros Garotos, "hardcore", como lembravam toda hora... banda boa, curti legal, o ambiente já estava bem cheio pra banda mais esperada da noite... os trens passando e nos deixando surdos com aqueles apitos simpáticos... e o desfile de clássicos começa! Demaaaais! Saudades deles... historinhas ilustrativas antes das músicas... quase chorando com A Internacional... enfim... valeu mesmo!
No geral o evento foi bom, bem organizado, o som estava bom (análise de uma amadora aqui), fácil de chegar da rodoviária (ahsuhas a perdida), não terminou muito tarde (tudo bem que não tinha mais ônibus pra mim, maaas), ano que vem tem mais!
Um salve pro Juninho, hehe... acho que é só!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

SP: Caso Bienal – Comunicado formal da Diretoria do Grupo Animais da Aldeia

Escrito por Valéria Brigante
Ontem, o presidente do grupo Animais da Aldeia, José Carlos Orlandim, os protetores Valéria Brigante, Giuliana Onmura, Crystiani Paula, Gabriel Paula – representados pelo advogado Dr. Rogério Gonçalves, as protetoras independentes Camila e Talita, um grupo de argentinos e artistas grafiteiros promoveram um protesto na Bienal contra o “artista” Nuno Ramos que expõe três urubús confinados sem alimentação, água e claridade. Por diversas vezes tentamos conversar com a coordenadoria da Bienal e o veterinário responsável pelas aves.

Tamanho foi o descaso da Bienal – vale resssaltar que tal atitude endossa a cumplicidade no crime de proteção ambiental – que resolvemos pacificamente nos agruparmos em frente à porta da coordenadoria (já no final da tarde). Como nos ignoraram totalmente, decidimos nos manifestar verbalmente, e não só com cartazes, gritando PARA QUE SOLTASSEM OS ANIMAIS. Em poucos segundos, os visitantes que lá estavam, imprensa local e internacional e artistas, uniram-se a nós gritando as frases de protesto. Enquanto nos localizávamos no segundo andar, o artista Djan, também revoltado com a atitude inexplicável do Nuno, cortou as redes, pichou a parede, na tentativa de acabar com o sofrimento dos animais e protestar contra a “tal obra”.

O rapaz foi tirado VIOLENTAMENTE da Bienal pelos despreparados seguranças, bem como as protetoras Talita e Camila e o nosso presidente JCarlos que teve a camisa, símbolo do grupo, rasgada. Vale ressaltar que o Corpo de Bombeiros que lá estava, agiram com supremacia e merecem nossos agradecimentos e cumprimentos, bem como a Polícia Militar.

No entanto, as notícias reveladas por alguns jornais e emissoras de TV, distorcem TOTALMENTE o que ocorreu. Djan não é vândalo. O propósito era o fim do sofrimento dos animais. Porém, nem todos os jornalistas são iguais. O jornalista do J. T. Thiago, representou fielmente em sua reportagem o que aconteceu lá.

Diante de todos esses acontecimentos, infelizmente o FOCO da manifestação foi deturpado e mistificado. Os animais continuam lá. Não conseguimos retirá-los, e hoje, tudo está canalizado em PUBLICAR PICHAÇÃO, VANDALISMO, e isso não procede. Conversei hoje pela manhã com o artista Charles que GRAVOU tudo. Ele e o grupo dele estão em favor dos animais também. Me disse que amanhã soltará as imagens gravadas.

A verdade será revelada. Peço ajuda de todos, para que se unam a nós, a fim de que possamos fazer a lei ser cumprida e consigamos resgatar os animais já debilitados que lá estão. Deixo meu telefone e do nosso presidente para eventuais esclarecimentos.

Valéria: 11- 9743 2505 begin_of_the_skype_highlighting 11- 9743 2505 end_of_the_skype_highlighting
JCalos: 11- 6695 1506 begin_of_the_skype_highlighting 11- 6695 1506

domingo, 26 de setembro de 2010

Nesse último dia

É engraçado como um dia pode ser tão bom e tão ruim ao mesmo tempo, hoje eu saí pra andar de bicicleta, andei toda a cidade, ouvindo Gorfada, Vitamin X e MC5 foram momentos de pura adrenalina e felicidade, foi ótimo, no final ainda fui pro rio ver se eu ainda conseguia atravessar o rio mergulhado, fiquei muito feliz de conseguir...
De noite tinha rolê marcado com os velhos companheiros de guerra, Fudo e Véi Miguelo, trocamos idéias e tal, Fudo ficou pouco tempo, voltou cedo pra casa, talvez, se fossêmos mais covardes, teríamos nos arrependido de não ter ido cedo, logo mais depois vinha um casal, a mulher dando uma bronca no cara, falando sobre ele estar se aparecendo pra outra num bar, coisa normal de casal, até demos risada de ver o cara passar por isso, mas logo mais na frente ele dá um empurrão nela, ela cai, e vai pra cima dele, e ele vai bater nela, então a gente grita pra ele parar, fomos pra cima eles pararam, então eu gritei "covarde" ele veio como um touro pra cima de nós, querendo briga eu disse que só por ele tá ali já era um covarde, a mulher ficou em cima e ele foi embora, logo depois liguei pra polícia que disse que só podia ir lá se a mulher fazer a denúncia por que era briga de casal, um absurdo, mas nada que não é de se esperar da mão amiga do estado.
Depois me deu uma tremedeira, que nunca senti, juntou o frio, a raiva, tudo...
Foi estranho, agora há boas chances de estarmos marcados por aquele covarde, que venham os leões

sábado, 25 de setembro de 2010

(f)

Não te conheci mas te deixo uma flor.
Um útero para simbolizar o que você foi, e tantas outras foram e são, nesse mundo homofóbico opressor.
Que cerceia quem vive com veracidade, quem se liberta de padrões e precauções e se torna histérica, real, etérea.
Junkies não viram estrela. Viram areia.

(para alguém que eu nunca serei. porém, estou viva. é esse meu prêmio?)

a gente nunca vai saber que rumo as coisas podem tomar, se a gente oferecer a mão pra ajudar...

Adeus, Apolônia.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mulher que protestava contra rodeio é laçada e arrastada pela arena

Mulher que protestava contra rodeio é laçada e arrastada pela arena

Por Raquel Soldera (da Redação)

No último final de semana, uma mulher que protestava contra os maus-tratos de animais durante rodeio realizado no Estádio Nacional, em Santiago, no Chile, foi laçada pelos participantes no centro da arena e arrastada para fora do recinto.
Segundo informações divulgadas pelos jornais chilenos Emol e El Observa Todo, no último domingo, 19, um grupo de jovens ativistas pelos direitos animais protestou pelos maus-tratos nas competições de rodeio, interrompendo as atividades e invadindo o centro da arena.
Constanza, de 17 anos, fazia parte do grupo. Os peões então laçaram a jovem, como fazem com os bois, e a arrastaram pela arena.
As imagens foram gravadas por Paulina Alarcón, que assistia ao rodeio, e divulgadas nesta quarta-feira, 22, pela emissora de televisão chilena Chilevisión.
Constanza disse em entrevista que a experiência foi uma das mais traumáticas de sua vida, já que foi “brutalmente agredida” em um protesto pacífico.
“Fiquei bastante machucada, me doem as costas e os pés, tive uma torsão no tornozelo e o braço que foi amarrado ficou muito inchado”, relatou.
Afonso Rivas, diretor da entidade responsável pela organização do evento, a Federação de Rodeio Chileno, lamenta o que aconteceu, mas justifica a ação dos participantes. “Encontro alguma razão para a reação. É lamentável, para ambas as partes”, manifestou o dirigente.
Mais uma vez, ativistas são agredidos ao protestar contra atos de exploração, maus-tratos e torturas com animais. Evidenciam-se cada vez mais a violência e a brutalidade dessas pessoas, não só contra animais, mas também contra aqueles que os defendem. As autoridades precisam proibir tais práticas. A legalização de atos cruéis com animais legitima a violência e a conivência com a brutalidade.
fonte: http://www.anda.jor.br/2010/09/24/mulher-que-protestava-contra-rodeio-e-laceada-e-arrastada-pela-arena/

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Luto Para Uma Junkie

Eu me lembro como se fosse ontem, o dia que estava indo de bike para uneb, eu estava já próximo da faculdade, uns 500 metros e estaria lá, mas vi na estrada umas mulheres pedindo carona, achei até meio estranho afinal de contas as pessoas que eu via pedindo carona não pediam enquanto estavam caminhando, mas quando eu passo por elas vejo suas roupas, meia calça, short jeans rasgado, uma camisa do ramones, eu pensei, eu não acredito que estou vendo garotas punks da estrada nessa cidade de merda, então voltei até elas e fiz a pergunta que muitos teriam se arrependido devido a tudo que vou contar, voltei e disse, vocês são punks?
Elas disseram que sim, foi um máximo, eu pensei, conversamos, chamei elas pra ficarem em casa, até o dia que acontecesse o Ajuda Ao Vivo IV, aí elas pegariam um show da região e conheceriam melhor a cena...
Não vou me extender por todos os momentos, mas certa noite uma das meninas a Tatá, bebeu demais, e acabou ficando a mercê de uns caras, que estavam colando conosco, como eu e allisson que estávamos cuidando dela tinhamos ido embora, ela ficou lá, a sua amiga a Apolônia, tava caída de bêbada, mas ainda estava consciente, mas Tatá não, e essa foi a deixa para que ela fosse estuprada por 5 caras...
Fiquei chocado quando soube, ainda mais pelo fato de estar ouvindo Dominatrix na hora, juro por Deus, a vida é irônica demais, a essa altura eu já tinha dado uma desculpa pra elas não ficarem em casa porque elas estavam arrumando muita confusão por besteira na cidade e eram de menor e nem documentos tinham.
Passa-se os tempos, e conto a Tatá que ela foi estuprada e quem foi os caras, era o mínimo que eu podia fazer, a essa altura já havia a suspeita que ela estava grávida, nesse mesmo dia, mais tarde eu estava conversando com Apolônia e um outro cara, sobre sexo e ela disse que nunca tinha gozado, aí disse pra ela ficar com o cara que tava comigo porque talvez ele o fizesse ness hora ela disse havia um cara que ela tinha ficado que se ela pudesse viajaria a pé até Minas de novo só pra ficar com ele...
Hoje eu me lembro, e penso, seria bom ter ido, seria bom ter ido...
Vim embora para Correntina, e hoje fico sabendo pelo Rick Vomito que a Apolônia provavelmente se matou afogada no rio, seu corpo desapareceu e foi achado 5 Km depois do lugar que ela estava banhando, os boatos eram verdade, a Tatá está grávida, dum estupro...
A última lembrança que tenho de Apolônia foi da conversa sobre sexo que eu tive, nem consigo imaginar seu corpo inchado da água, sua vida levada pelas águas do rio sujo de barreiras.
Junto com a sujeira a vida dessa junkie foi levada...
Aqui fica minhas palavras, meu jeito de deixar na história, de dizer pro mundo isso que aconteceu, e que nada que foi dito aqui é mentira ou até mesmo foi inventado, tudo verdade, pura verdade, do início até o fim.

Crônica do Queer Festival de Copenhague

Crônica do Queer Festival de Copenhague
[O anarquista espanhol, de Madri, Pablo Marco, participou da última edição do Queer Festival de Copenhague, na Dinamarca, que aconteceu de 26 de julho a 1 de agosto. O festival é marcadamente libertário e conta com a participação de vários anarquistas, embora nem todos que participem do encontro sejam anarquista. A seguir um relato que ele nos enviou a propósito desta jornada "rebelde e erótica".]
Buenas! 
Este verão estive em um dos eventos mais excitantes, interessantes e participativos que ocorre na Europa ao longo do ano. Trata-se do Queer Festival de Copenhague, onde, há seis anos, acontece a celebração deste encontro, que reúne teoria política, diversidade e muita sensualidade em todos os sentidos.
O Queer Festival é um espaço de reflexão e debate sobre teoria Queer, que defende, em curtíssima explicação, a desconstrução do sexo e a completa liberdade sexual. O encontro busca criar durante uma semana um espaço seguro para todas as tendências sexuais, onde a diversidade e o respeito são valores fundamentais. Além disso, este espaço é ancorado na auto-organização, na auto-gestão e na autonomia, seguindo o espírito "Do it yourself" [faça você mesmo]. É um festival em que a participação de todo/as o/as assistente/as na organização é uma constante. Por uma semana inteira eu vivi em um ambiente de liberdade, respeito e, acima de tudo, segurança.
O festival foi realizado no espaço "Floting City", uma espécie de centro social cujo principal projeto é construir uma cidade flutuante auto-suficiente. O espaço consiste em vários hangares, e foi substancialmente alterado para acomodar o evento. Tudo começou em 26 de julho, mas as pessoas começaram a chegar alguns dias antes, para preparar o encontro, conhecer e ver a cidade. Essa segunda-feira, quando o festival deu o pontapé inicial, havia cerca de 300 pessoas dispostas a compartilhá-lo durante uma semana de experiências, troca de idéias, conhecimentos e sexo! A essas pessoas teriam que se somar tantas outras que vinham esporadicamente participar de alguma das atividades ou das festas noturnas.
O festival começou com um saboroso almoço e uma reunião para coordenar todas as atividades que iam ser desenvolvidas durante a semana, revisar os espaços onde iriam acontecer as atividades, da qualidade, conforto, normas de convivência etc. Estas normas foram compiladas em um fanzine que era entregue em um estande de informações na entrada do festival. Neste zine te explicavam os valores em que se armava o festival, as dinâmicas que não queríamos que se reproduzissem no espaço, a forma de organização e como você podia participar em cada uma das comissões do festival (cozinha, resolução de conflitos, coordenação, informações sobre o festival...) e informações sobre as áreas de dormir, lavar roupa, tomar banho, fumar (isso realmente me surpreendeu, porque não podia fumar em qualquer espaço interior, seja nas festas, shows ou se nevasse na rua, por respeito aos não fumantes), para cagar ou urinar e até para transar (um grande Sex Space [espaço do sexo], que, de acordo com o passar do tempo, era decorado e preparado para o apogeu do último dia, que falarei mais a frente). Ademais, havia a possibilidade de pegar e construir bicicletas numa loja de reciclagem, para que o/as participantes pudessem se locomover pela cidade.
Algo que me encantava era a flexibilidade das atividades. O pessoal da organização do festival não tinha elaborado um programa com horários pré-estabelecidos, mas o programa foi sendo desenvolvido e criado entre todo/as, dando espaço para que outras pessoas pudessem propor outras atividades não pré-programadas. Assim, existiam seis espaços para oficinas e palestras, três espaços para espetáculos de qualquer espécie (performances, shows, strip-tease etc.) um espaço para disfarce, maquiagem etc. Espaços que você podia preencher com atividades que desejasse levar a cabo, mas sempre e quando estivesse disponível, marcando nas placas de atividades junto à sala de jantar. Foi realmente incrível a variedade de atividades, desde as discussões com escritore/as, oficinas de fabricação de chicotes com materiais reciclados; desde bailes picantes a oficina de tatuagem, passando pelos espetáculos de hip hop e oficinas de estimulação corporal... Muitas vezes era impossível de participar de todas as atividades, pois elas se sobrepunham.
Todos os dias havia almoço e jantar a vontade, tudo feito com alimentos orgânicos e completamente vegan (embora muito apimentado para o meu gosto). Além disso, todos os dias acontecia uma reunião de avaliação para analisar as atividades, a organização e os conflitos que porventura tivesse acontecido. A loja de bicicletas ficava aberta 24 horas, o que permitiu que dezenas de bicicletas fossem fabricadas. Finalmente, ao fim de cada jornada, o bar era aberto e começava a festa (que tampouco era muito careta como uma regra geral), que costumava ter DJs, shows e performances, e o resultado era uma trilha sonora agradável no Sex Space. De acordo com o seu slogan de "sexo seguro é definitivamente sexo quente" havia um fornecimento constante e gratuito de preservativos, lubrificantes e luvas de látex para o/as mais puro/as (estou me referindo às luvas de látex, não saqueis conclusões equivocadas).
Uma atividade digna de recordação foi o cabaré de quinta-feira, que era em um formato de festa de gala, apresentada por duas drag queens, com fragmentos de um filme que tinha sido gravado para a ocasião e a realização de um grande número de performances que iam desde shows de humor a danças eróticas. Fiquei surpreso com a qualidade do show, a sua duração (três horas) e seu alto teor político. Esse show foi o ponto culminante do dia, que já tinha me deixado boquiaberto anteriormente com uma série de filmes queer que havia sido projetado naquela tarde, cujo/as o/as diretore/as, roteiristas etc. estavam presentes e organizando o festival.
Por último, cabe destacar a despedida do festival através da Sex Party [festa do sexo] na noite de sábado. Esta festa, totalmente sexual, me surpreendeu também pela forma como ela aconteceu. Aquela noite começou com uma festa normal, com algumas atuações leves etc, mas durante todo o dia (e durante toda a semana) eram feitos os preparativos finais do Sex Space. A festa do lado de fora bombava, mas na entrada do Sex Space começou a se formar uma fila para entrar. Na entrada, uma equipe de segurança formada pelos participantes do festival te explicava as normas do espaço em que pretendia entrar. Coisas como perguntas antes de agir, respeito aos temas dos espaços e aos que estão dentro deles, se fosse agredido chamar alguém do grupo de segurança, enfim, não fazer nada que você não queira fazer... Antes de entrar, um formigamento, um suspiro e caí pra dentro. No piso térreo havia uma pequena pista de dança para estabelecer um primeiro contato, onde um DJ ameniza a festa, uma área para homens, uma área de sexo grupal, uma área mista e uma zona de sado. No piso superior ficava a área "chill out" (para inclinar-se, tocar, beijar etc., mas não para fazer sexo), um espaço para as mulheres e uma área para transexuais.
Enfim, tire suas próprias conclusões, mas esta experiência é para ser contada. Agora eu tenho que estudar e trabalhar, mas se der no próximo ano estarei lá novamente.
Abaixo deixo o link do festival caso alguém queira participar no próximo ano, ou simplesmente por curiosidade. Também deixo links de coletivos LGTB de Madri, se você se interessa pela teoria queer, liberação sexual etc.
Saúde, anarquia e muito sexo!
Pablo Marco
agência de notícias anarquistas-ana
Caquinho de Lua
Sorri pra mim lá no céu
retribuo daqui
Ada Gasparini

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Proteste contra vivissecção nessa sexta-feira em SP

Semana de Ação contra a HLS
(finalmente) O Brasil participa da campanha mundial!

No dia 24 de setembro de 2010, o Brasil participará da Semana de Ação que faz parte da controversa campanha internacional SHAC (Stop Huntingdon Life Sciences), que pressiona para o fechamento do maior laboratório de vivissecção do mundo, a Huntingdon Life Sciences, que mata 500 animais por dia em seus laboratórios e tortura outros milhares a cada instante.

Protesto contra a HLS

Onde: Nomura Securities International

Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2179 – conjunto 61

O endereço fica exatamente em frente ao Shopping Iguatemi, a 10 quadras da estação Faria Lima da linha amarela do Metrô (a linha amarela faz baldeação na estação Consolação)

Data: Sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Horário: Pontualmente das 11h30 às 14h

O que levar:

Levaremos todo o material necessário. Basta trazer a sua vontade e a sua voz (pois faremos muito barulho)!

Confirme a sua presença escrevendo para veddas@veddas.org.br

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Descoberta vala comum de refugiados e imigrantes em Evros, na Grécia


[Acredita-se que entre 150 e 200 cadáveres foram enterrados numa vala comum em Evros. A maioria dos corpos são de muçulmanos, provenientes principalmente do Afeganistão e do Iraque. No local há apenas uma placa toda perfurada de balas com os dizeres "sepultura em massa de imigrantes ilegais". Esta é a Grécia, esta é a União Européia, este é o capitalismo, esta é uma guerra e nós vamos começar a vingança.]
Durante os primeiros sete meses de 2010, 38 homens morreram ao tentar atravessar a fronteira fortemente vigiada greco-turca. Os corpos dos mortos estão sendo transferidos para o departamento de medicina forense da clínica universitária de Alexandroupoulis. Uma vez que eles não podem ser identificados, apenas um teste de DNA permitirá que os parentes possam identificá-los.
Em 25 de junho de 2010, 19 pessoas se afogaram no rio Evros, fronteira natural com a Turquia no nordeste da Grécia. Outros 14 cadáveres foram arrastados para o lado grego do rio e levados para uma clínica universitária por um empresário de Orestiada.
Depois dos mortos terem sido examinados e registrados, o empresário os enviou para uma aldeia da minoria turca nas montanhas acima de Soufli, para serem enterrados no cemitério muçulmano.
No entanto, os cadáveres podem agora ser encontrados numa vala fora da aldeia de Sideró, num terreno inacessível. Apenas uma placa, marcada por muitos tiros de pistola, diz que o lugar é um "cemitério dos imigrantes ilegais", onde os cadáveres estão enterrados. É óbvio que se trata de uma vala comum.
Ao se aproximar do local, pode-se ver os buracos que foram escavados e novamente preenchidos por tratores bulldozers e que podem conter dezenas de cadáveres.

 Investigações na área indicam que esta prática tem vindo a ocorrer há vários anos. Acredita-se que entre 150 e 200 mortos foram enterrados em vala comum. Embora o governo local tenha ordenado uma ablução e enterro de acordo com o rito muçulmano, os mortos foram apenas enterrados na vala comum. Esta prática denota ausência de qualquer respeito nem para os mortos nem para os seus familiares. Mesmo uma exumação para que os mortos sejam enterrados de uma forma mais digna não é mais possível.
A existência dessa vala comum na fronteira externa da União Européia vem reforçar a imagem de humilhação constante e degradação do apoio aos refugiados e imigrantes. É com uma brutalidade sistemática que os refugiados e imigrantes são impedidos de cruzarem as fronteiras, a mesma brutalidade com que encaram a morte de quem procura proteção. Mesmo após a sua morte, estes seres humanos continuam a ser pessoas de segunda classe que aparentemente não merecem sequer um enterro com dignidade humana. Protestamos contra o tratamento abominável dos refugiados e imigrantes e o desprezo que é mostrado para com eles, não importa se vivos ou mortos.
O jornal Ta Nea comenta:
“Para os moradores de Sidero, que administrativamente pertence ao município de Soufli, onde a maioria dos habitantes são muçulmanos gregos, é um segredo compartilhado que esta coisa está acontecendo na sua aldeia há muitos anos. Inicialmente, a polícia enterrava lá imigrantes ilegais mortos, posteriormente o mouftia de Evros solicitou que as regras do enterro muçulmano tinham que ser seguidas, visto que a maioria dos imigrantes ilegais são muçulmanos. Isto é como o "cemitério" em Sidero foi criado. Permissão sanitária nunca foi emitida para aquele lugar. Além disso, além do sinal nada mais se assemelha a um cemitério. Nos últimos anos, funcionários do Estado decidiram subsidiar o processo. Um empresário foi escolhido após um processo de leilão. Cada corpo tem um preço de 700 euros. De acordo com a lei dos corpos, eles são mantidos em geladeira até 80 dias, e se ninguém os reconhecer e reclamar acabam indo para o cemitério de despejo.
Vídeo:  
Tradução > Liberdade à Solta
agência de notícias anarquistas-ana
a borboleta
pousa sobre o sino do templo
adormecido
Buson

Fotos do local onde as onças serão confinadas no Parque Ecológico Cotia-Pará


No conjunto da matéria do jornal A Tribuna do dia 23 de agosto, sobre o abandono e maus-tratos aos animais no mini-zoológico do Parque Ecológico Cotia-Pará, em Cubatão, o secretário de Meio Ambiente da cidade, José Roberto Baldini, entre outras coisas, disse: “Dentro de um mês e meio, os quatros novos abrigos com jaulas, em fase final de construção, ficam prontos para receber novas atrações: duas jaguatiricas e um cachorro do mato”.
Pois é, a resposta dele para os problemas e morticínio no mini-zoológico é trazer mais animais para este lugar sombrio, incentivando a cruel indústria de entretenimento e confinamento animal.
Não tenho bola de cristal, mas duvido que tenha passado pela cabeça deste senhor, ou da prefeita, a idéia de acabar com todas as jaulas daquele parque. Afinal, ele e ela acreditam que os animais são propriedades de consumo, de sadismo e de lazer.    
Ontem (28 de agosto), fui ao parque "conhecer" estes “novos abrigos” (imagens em anexo). O local é vergonhoso, outro absurdo e ignorância do ser humano. Confinar as jaguatiricas e o cachorro do mato nestes espaços exíguos é mais uma violência e descaso das autoridades “ambientais” com os animais. Uma jaula apertada que não deixará quase nenhum espaço para que os animais possam mover-se; dois espaços sem nenhuma vegetação e os outros dois com pouquíssima vegetação; nenhuma jaula com árvores, e que em dias de temperatura alta deverá "ferver".
No seu habitat natural estes animais perambulam extensas áreas e vivem subindo em árvores, fazendo buracos, se banhando, mas seus novos habitats serão pequenos, de concreto e aço, drasticamente diferentes dos ambientes naturais onde seus pares moram.
Secretário, você gostaria que seus filhos fossem sobreviver em espaços minúsculos como estes, privados da sua liberdade e expostos a uma sobrevivência rotineira?
Por outro lado, por que você, a prefeita Marcia Rosa, a chefe do Ibama da Baixada Santista, Ingrid Furlan, e o biólogo responsável pelos animais do parque, Guilherme Secchiero, não passam uma temporada nestes cativeiros, para sentirem na pele e na alma o "prazer" de uma jaula? 
A seguir, deixo mais algumas perguntas para o senhor, responda:
• A manutenção de animais em cativeiro representa algum aprendizado ecológico, de educação ambiental?
• O que as crianças vão aprender vendo estes animais enjaulados andando de um lado para o outro, sentenciados a vidas tediosas?
• Quem teve esta infeliz idéia de trazer estes felinos e o cachorro do mato para o parque?
• Qual a procedência destes animais?
• Estas novas jaulas têm o certificado de “habite-se”?
• O Ibama aprovou o confinamento e exposição destes animais?
Tudo leva a crê que mais uma vez a estupidez humana reinará nesse parque, tendo como alvo os animais. Mas, aqueles e aquelas que respeitam e gostam de animais, livres e na natureza, podem “gritar”, mesmo de longe. Assim, escreva para os e-mails abaixo protestando e pedindo para as autoridades abandonarem seus planos de trazerem novos animais e condená-los a uma terrível vida de jaulas, solidão e sofrimento no mini-zoológico do Parque Ecológico Cotia-Pará.
Marcia Rosa, Prefeita de Cubatão: prefeitacubatao@ig.com.br  
José Roberto Baldini, Secretário Municipal de Meio Ambiente: r_baldini@hotmail.com  
Ingrid Furlan, Chefe do Ibama Baixada Santista: ingfurlan@gmail.com
Moésio Rebouças 



 
Nelson Motta critica existência de zoológicos
Como parte dos deveres e prazeres de um avô, levei minhas netas ao Jardim Zoológico, o mesmo que me encantara na infância. Na saída, elas estavam meio decepcionadas, e o avô deprimidíssimo.
Os grandes felinos, atração máxima, dormiam prostrados, uns na toca e outros no fundo da jaula. Pareciam dopados, mas me disseram que os tratadores lhes antecipam o almoço para que apaguem e não se perturbem com as multidões de crianças e adultos gritando em frente ao cativeiro. Elas querem ação, e os pobres grandes felinos só querem dormir, talvez sonhar que estão numa savana africana correndo atrás de antílopes.
O velho elefante empoeirado balançava a tromba em desalento. O hipopótamo, talvez com vergonha, estava enfiado no seu abrigo e exibia só a traseira descomunal. Dois pinguins tinham sido comidos, na véspera, por enormes e ferozes cães vira-latas, vindos das matas e favelas vizinhas. Mais ferozes e malandros do que as feras enjauladas, cavaram um túnel sob a cerca e devoraram as aves.
O que há de educativo em ver bichos tristes e humilhados, expostos à visitação pública? É uma perversão do que se vê nos espetaculares documentários da televisão, onde realmente se aprende sobre os animais e sobre nós mesmos.
O cativeiro só se justifica para preservar espécies em extinção, que merecem zoos cinco estrelas para reproduzir, e voltar à vida selvagem.
É espantoso que, em plena era da ecologia, da sustentabilidade e da correção política, ainda existam jardins zoológicos. São provas vivas de crueldade com os animais, deveriam ser extintos. No Rio de Janeiro, a lei já proíbe exibir animais em circos - e é cumprida.
Um vez sugeri aos amigos do Casseta & Planeta um quadro em que animais livres e pacíficos passeavam com seus filhos por um zoológico com jaulas cheias de humanos mentirosos, gananciosos, covardes, sádicos e assassinos. O que mais divertia os filhotes dos macacos era a gaiola dos políticos ladrões.
Fonte: Estadão

Fórum Paulista de Agroecologia


Aqui na Ufscar em Araras! Compareçam!

domingo, 19 de setembro de 2010

O Palco do Rock em suas mãos


da ACCRBA
 
A Associação Cultural Clube do Rock da Bahia (ACCRBA) lançou a segunda coletânea virtual consecutiva com as bandas que passaram pelo Palco do Rock, maior festival de rock independente da Bahia. Desta vez, as bandas disponíveis na coletânea tocaram no festival em 2010. A coletânea está disponível para download exclusivamente no site da ACCRBA (www.accrba.com.br) na seção NETLABEL (banner ao lado esquerdo) e vem totalmente organizada por dias, respeitando a ordem das bandas na grade oficial de apresentações do PDR desse ano.
 
Apesar da liberação total para download, não é permitido quaisquer fins comerciais com a coletânea, que tem como principal objetivo divulgar a diversidade do festival e todas as bandas que passaram por ele em 2010, seja em gravações originais de estúdio ou em versões "ao vivo" de shows no festival.
 
Para Gabriel Amorim, vice-presidente da associação e principal organizador desse lançamento, "a coletânea expressa a necessidade de bandas independentes se divulgarem a partir de uma organização de prestígio e credibilidade que não precise ditar as regras da produção autoral e peculiar de cada banda. Isso dá mais gás nas produções, gera intercâmbio de ações, pois nós divulgamos e as bandas também ajudam umas às outras, além de mostrar a diversidade de um festival muitas vezes visto como segmentado pelos mais preconceituosos. É mais uma aposta da ACCRBA na difusão dos trabalhos com novas mídias que têm alto poder de propagação."
 
O lançamento é o segundo no cast da NetLabel ACCRBA, que pretende lançar mais bandas e artistas como um selo virtual para dar prosseguimento à produtividade da música independente, sempre valorizando as bandas autorais.
 
A ACCRBA agradece a todas as bandas que gentilmente cederam suas músicas para compor essa coletânea virtual. Agradece também a todos que colaboraram com o maior festival de rock independente do Estado da Bahia.
 
Produção: NetLabel ACCRBA
Produção Executiva: ACCRBA [Associação Cultural Clube do Rock da Bahia]
Técnica e Masterização: Gabriel Amorim
 
 
RÁDIO/PODCAST: www.accrba.com.br/radio.htm 
 
Abraços,
Sandra de Cássia e Gabriel Amorim
Presidência ACCRBA

Inspiração da madrugada

Porque me falta o contato com a sua pele, mas o que eu mais admiro é sua maneira de estar do meu lado, só por eu te sentir aqui.
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Às vezes, quando me falta o ar e eu preciso, de algum maneira, subsistir;
quando eu olho para o céu a noite e todas as estrelas já foram dormir;
quando eu volto para cenas que me dizem que suicídio não é só vontade de pré-adolescente

-há muita coisa para fazer-

E os devaneios me levam à um profundo êxtase, seja em um show, ou em um filme na tv.

Aqueles bolos estavam gostosos, e o carinho e a ética e o caráter, quando chumbo quando pesa no peito e coisa que gira em torno do meu coração.
(a audácia desse homem, quando cruza um caminho, é algo sem amarras, nem prisão)
As folhas passadas, caligrafias escritas, levam a um lugar longe, imagens com esperança e notícias de coração - o que ficou por lá?

talvez um mundo que às vezes é meu - que tanto me quer quanto eu quero, e que às vezes se desculpa mas confia em mim
um lugar onde eu posso tocar as estrelas...

(por su suzete)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O Consenso da Fome

Existe um limite, um limite que devia servir para todos, nosso corpo, nossa mente tem uma vontade a ser saciada, uma fome, que é o que seria o delimitador de nossos padrões sociais, quando digo isso me refiro a tudo desde a fome física até a cultural.
O problema é que no capitalismo as pessoas para terem uma condição boa de vida vai usar muito mais recursos do que numa sociedade livre, ou seja, o que eu levaria em tempo e recursos naturais para produzir seria bem menor numa sociedade melhor, eu não estaria roubando de outras pessoas, é incrível ver que ainda estamos vivos vivendo no capitalismo, é uma maldita sorte...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Festa EducAtiva - Dia das Crianças Animal!

Resenha do Show na Praça das Corujas [11/09/10]

O vento soprava forte, as velhas árvores balançavam suas folhas e o povo ia se aglomerando, assim foi o começo do evento, do tão falado show de white metal na praça.

Cheguei no começo da apresentção da banda Fi de Lunga, uma banda ruim, que toca músicas pop em versão de "forró universitário" enfim, a apresentação foi tosca, nada digno de nota.
Como já estava sendo divulgado ia tocar uma banda de white metal, então estávamos com a idéia de queimar uma bíblia no show, a razão do protesto era extensa; era um protesto contra a supremacia "protestante" na sociedade, também pelo fato de aquela banda nem se quer deveria existir, pois não passa de uma deturpação de um estilo extremo do metal para poder juntar mais pessoas na igreja.
O problema era que não tínhamos uma bíblia, mas lembramos que certa vez o Rick Vomito atirou uma no teto do Palácio das Artes, que é bem alto, mas nada que nosso amigo Bebê, um moleque de rua de 12 anos de idade e muita agilidade não resolvesse, ele em questão de minuto subiu lá no teto da parada, que tinha uns 10 metros, atirou a bíblia que tava toda zuada de sol e chuva pra nós aqui em baixo, como havia pessoas que bebiam e fumavam entre nós foi fácil arrumar o combustível e o fogo pra atear na bíblia.
Assim que o show começou a galera do metal da cidade carente de rebeldia e de bandas do estilo na região foi pra lá curtir o som vindo das igrejas, enquanto isso nós planejávamos como e quando íamos atear fogo na bíblia.
Quando a segunda música acabou, lá estava Allysson Guariba com a bíblia levantada pegando fogo, todo mundo que estava no show ficou muito indignado, aproveitando o silêncio que isso causou eu gritei 'Viva o casamento gay!' e aí começou a próxima música da banda acompanhada de um discurso direcionado a nós como se estivéssemos todos drogados, e manipulados pelo demônio(?!).
Depois do evento houve aquelas pessoas horrorizadas com o ato algumas vieram falar com a gente, dizendo que aquilo foi muito errado e tudo mais, depois da queima fomos embora, mas a história foi feita, assim deixamos nossa marca no show de white metal na praça das corujas!

sábado, 11 de setembro de 2010

Resenha do 4° Ajuda ao Vivo


Ajuda ao Vivo IV edição: Ajuda a quê, mesmo?

(por Morgana)


No último dia 5 de setembro aconteceu, em Correntina, a IV edição do Ajuda ao Vivo, evento que busca unir a música underground do oeste baiano, de modo que essa se consolide contra o capitalismo e com os lucros arrecadados é feita ajuda à pessoas realmente necessitadas.

(foto: galera curtindo)

O evento contou com a participação de quatro bandas, sendo elas: Projétil Paralelo e Poluição Sonora (Correntina) e Blizzard e Barrabás (Santa Maria da Vitória), além de participantes das cidades próximas. Segundo os próprios, a quarta edição do evento foi ‘de fuder’, e todos os que estavam presentes se divertiram.

(foto: banda Blizard)

O objetivo do Ajuda ao Vivo é apoiar e incentivar as bandas e projetos underground da região, dando-lhes a chance de divulgar seus trabalhos, e ao mesmo tempo ajudar a quem esteja precisando. Nesta edição, porém, a ajuda infelizmente foi deixada de lado pelos que participaram do evento, seja por falta de vontade ou por esquecimento. A taxa cobrada como ‘ingresso’ tinha por finalidade ajudar a alguém que estava necessitando.

(foto: Bahabaz)

Colocando este acontecimento de lado, todos concordam que esta edição, apesar da pressa com que foi organizada, foi realmente muito boa, e todos vibraram e saíram de lá satisfeitos com tudo o que viram.

Ao final das apresentações das bandas, seria exibido um filme de terror: "O mestre dos Brinquedos", mas infelizmente o arquivo estava corrompido e a exibição foi cancelada, sendo exibido em seu lugar o documentário ‘Botinada’, que tratava do surgimento do movimento Punk no Brasil.

(foto: Projétil Paralelo / última foto: Poluição Sonora)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Falando da anti-rábica...

Aproveitando o gancho das polêmicas sobre a vacinação anti-rábica, que causou uma série de efeitos colaterais, vai um artigo sobre a questão da vacinação em animais:

http://cachorroverde.com.br/site2009/?tag=efeitos-colaterais-de-vacinas-para-caes

Hoje em dia há uma certa paranóia e falta de senso em relação a isso...

E sobre a anti-rábica, descobri que essa nova vacina é feita do cultivo de células, e em outros lugares não deram tanto efeitos assim... seá que foi má conservação e/ou aplicação, ou reação normal de sensibilidade mesmo? Tomara que sim... imagina se isso vira argumento para voltarmos para a idade das cavernas, onde as vacinas eram criadas em embrião de pato, de galinha, rins de macacos verdes africanos e cérebros de camundongos recém-nascidos (isso é só a anti-rábica!)

Se quiserem saber mais sobre testes em animais, inclusive os erros e consequências para nós desse tipo de teste, veja em:

http://www.pea.org.br/crueldade/testes/index.htm#50

E use marcas que não testem em animais... as melhores são elas! No site da PEA tem as listas de empresas que testam e não testam...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Escape

Sangue, foi o que você negou mas era o que você queria
Morte, era o que você temia, mas no fundo era o que você queria
Aborto, foi o jeito que você usou pra salvar sua pele
Violência, é a palavra que se usa pra marcar aquilo que não se deve (ter feito)

O eu vai se inflando, cada vez mais como um balão
A sua fome vai ficando maior, vai destruindo tudo
Então certa vez você se tornará maior que o mundo
E já será tarde demais pra descobrir que autofagia não é autogestão

Como é que eu iria aceitar? Cortar meu braço só pra você se deliciar?
Como é que eu iria entender? Me violentar não irá fazer ninguém crescer

Mesmo sendo tão plurais, não passamos de uma célula em um corpo doente
Mesmo sendo tão numerosos, não passamos de um neurônio de uma cabeça demente.