sexta-feira, 29 de maio de 2009
Estudantes se reunem com representantes do poder de Barreiras
Os dicursos estavam recheiados de auto-propaganda, bajulação e...
Enfim, era um discurso de político, mas a prefeita e sua companheira estão dispostas a ajudar a UNEB no que precisar, pelo menos foi o que disse, sem contar a promessa de construção de auditório com emenda parlamentar, asfaltamento da quadra, ônibus entrando na UNEB, ponto de ônibus e semáforo (na BR???) em frente...
isso porque há uma semana atrás a limpeza da prefeitura estava queimando uma pilha de mato retirada da entrada, gerando uma enorme cortina de fumaça que por sorte, no momento em que eu chegava, o vento estava a favor, não tapando a vista dos carros que trafaegavam pela 242...
Logo logo haverá uma postagem sobre a situação da UNEB
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Estudantes da UNEB e anarquistas fazem manisfestações em Barreiras
Os estudantes da UNEB não foram a favor da manisfestação dos anarco, sendo que o pessoal teve de se separar para não estar "misturado" com o protesto da UNEB.
Quanta besteira...
Riachão das Neves tem a melhor biblioteca do oeste da Bahia

Pessoal, uma cidadezinha de 22 mil habitantes ganhou a melhor biblioteca, não só em livros como em estrutura, espero que a população saiba aproveitar, pois eles tem um tesouro que nenhum desses "gigantes" de merda desse oeste tem: um bom foco de cultura.
É um programa do governo federal, que chega agora com um acervo novo para o prédio há muitos anos fechado, agora reformado, inclusive com esperanças de se construir um auditório anexo para exibição de filmes mensais para os jovens, como tema como vestibular (embora isso eu não aprove... mas é válido). O horário de funcionamento será inclusive à noite e aos sábados, para toda a população ter acesso, como a galera que trabalha nos horários comerciais.
Visitem, quando tiverem oportunidade. Não tenho certeza se inaugurou dia 30 ou será dia 8...
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Repercursão do Movimento Estudantil
Matéria no Jornal Novoeste:
http://www.novoeste.com/news_Estudantes+de+Biologia+e+de+Letras+protestam+contra+o+descaso+do+governo+Wagner+com+a+UNEB.html
sexta-feira, 22 de maio de 2009
UNEB campus IX a caminho da paralisação
O curso de Ciências Biológicas matutino e Letras Vernáculas vespertino já aderiram à paralisação, pedagogia também está quase aderindo à causa, esperamos parar e só voltar quando tudo estiver como devia estar.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Considerações
Vegetarianismo: por que eu devo engolir essa?
(texto retirado do site do Vista-se: vistase.com.br)
Vegetarianismo: por que eu devo engolir essa?
por Rafael Bán Jacobsen
Começo com as palavras do filósofo gaúcho Carlos Naconecy:
Há diversos modos pelos quais você pode se relacionar com os animais. Essa relação pode ser intermediada por um sofá, sobre o qual você e seu gato de estimação passam juntos os domingos à tarde. O que liga fisicamente você a um cão de companhia pode ser a coleira usada para puxar o animal pela calçada aos finais de semana. Ou mesmo as grades de uma jaula através das quais tentamos jogar comida a um urso no zoológico. Há várias outras possibilidades, mas em torno de 99% dos casos, a relação dos seres humanos com os animais no nosso planeta se dá por outra via: por meio de um garfo e de uma faca.
É a mais pura verdade. A esmagadora maioria dos animais que passam por nossas vidas surgem já mortos, nos supermercados ou diretamente em nossos pratos, e com eles temos uma relação muito breve, que se encerra quando cortamos seus corpos com garfos e facas, levamos a nossas bocas, trituramos com os dentes e, por fim, engolimos. As pessoas adoram comer carne. As pessoas comem muita carne, e cada vez mais. Um dos primeiros indícios de aumento na renda de uma população é o aumento do consumo de carne. Basta ganhar uns trocados a mais que a pessoa corre para o açougue mais próximo. Por que isso? Porque comer carne, no senso comum, é sinônimo de comer bem, é sinônimo de elegância, é um luxo. Mas será mesmo?
Comer bem é ingerir alimentos que sejam capazes de nutrir nossos corpos e manter ou melhorar nossa saúde. Pesquisas têm demonstrado que dietas vegetarianas podem proporcionar melhores condições para uma vida mais longa e saudável. Estatisticamente, é entre os consumidores de carne, ovos e laticínios que há maior incidência de males cardiovasculares, artrite, diabetes e osteoporose. A carne vermelha, em especial, é a segunda maior causa de câncer, perdendo apenas para o fumo. Em 1997, a ADA (Associação Dietética Americana) revisou os trabalhos científicos sobre o vegetarianismo e se posicionou: “O posicionamento da ADA é de que, quando planejada adequadamente, a dieta vegetariana é saudável, nutricionalmente adequada e resulta em benefícios à saúde e na prevenção e tratamento de certas doenças.” Essa adequação é descrita para todos os estágios da vida (infância, idade adulta, senilidade, gestação e amamentação). Será que estamos de fato comendo bem quando, em volta da churrasqueira, nos fartamos com costelas, picanhas, lombinhos e galetos?
Seja como for, a última palavra que poderia ser usada para definir o consumo de carne é “elegante”. A produção e o comércio de carne são inesgotáveis fontes de grosseria e brutalidade. A comparação dos horríveis espetáculos, sons e odores de um matadouro com a beleza e o perfume de uma horta ou pomar não deixa dúvidas quanto a isso. Todos animais que consumimos (bois, frangos, porcos) são tão sensíveis à dor e passíveis de sofrimento quanto nós ou quanto nossos animais de estimação. No entanto, na indústria do matadouro, são criados em privação de liberdade e mortos de forma cruel. Matar um animal para depois sangrá-lo, arrancar-lhe a pele e as vísceras e então engoli-lo pode ser muitas coisas, mas, por certo, não é nada elegante.
Além disso, o ato de comer carne está diretamente ligado com a poluição e a devastação do meio ambiente. Segundo um relatório recente da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), os animais criados para alimentação emitem mais gases perigosos ao meio ambiente do que o transporte, além de degradar o solo e a água. A expansão das pastagens é também um dos principais responsáveis pelo desmatamento de florestas, pois ocupa 70% das áreas desmatadas da Amazônia e, em boa parte do restante, é cultivada soja para produção de ração animal. Outros danos causados pela pecuária citados pela FAO são a erosão e compactação do solo e a perda de biodiversidade nativa. É ainda um dos principais poluentes das águas, criando zonas mortas em áreas costeiras, degradação dos recifes de coral, problemas de saúde humana, etc. Trocando em miúdos: a criação de animais para consumo humano não tem nada de luxo – gera muito lixo, isso sim!
Em um mundo que necessita, mais do que nunca, de saúde, de cuidados com a natureza e de paz, é importante que todos nós façamos nossa parte, mudando certos hábitos. Aprender a se relacionar com os animais de outras formas, e não através do garfo e da faca, é um ótimo começo.
Deputados legalizam a violência
dep.fernandogabeira@camara.gov.br
assessoria@gabeira.com.br
dep.jorgebittar@camara.gov.br
dep.antoniopalocci@camara.gov.br
dep.antoniocarlosmagalhaesneto@camara.gov.br
dep.rodrigomaia@camara.gov.br
dep.chicoalencar@camara.gov.br
dep.miroteixeira@camara.gov.br
dep.ricardotripoli@camara.gov.br
dep.brizolaneto@camara.gov.br
dep.sarneyfilho@camara.gov.br
Segunda Vagabunda: MÚSICA, em maio, Santo André
Em princípio, a cada mês investigaremos/praticaremos uma linguagem diferente. Em maio, o assunto é a MÚSICA. A partir dos desejos particulares, decidiremos no grupo qual a
programação a ser desenvolvida nos encontros e quais vivências nos serão significativas.
A atividade é gratuita e está aberta a todas as idades e todadiversidade possível. Por outro lado, quem puder/quiser fazer contribuições ajuda na manutenção do espaço, uma iniciativa autônoma do coletivo Ativismo ABC com 5 anos de existência.
Segunda Vagabunda MÚSICA
dias 4, 11, 18 e 25 de maio de 2009
das 20 às 22 horas
Casa da Lagartixa Preta Malagueña
Salerosa Rua Alcides de Queirós, 161 Casa BrancaSanto André, SP
ativismoabc@riseup.net
www.fotolog.com/ativismoabc
Amadeu Casellas - Reta final de sua história na prisão?

Amadeu foi preso por expropriação de bancos e outros atos anarquistas na Espanha e dentro da prisão continuou sua luta por direitos dos presos. Mas como sua presença incomoda o estado*, vem tentando adiar sua liberdade por um bom tempo, a resposta que Amadeu deu a isso foram as suas sucessivas greves de fome (vale lembrar que ele passou perto da morte com essas greves), é claro que o estado voltou atrás, estamos próximos da saída de Amadeu, só que ainda não disseram quando ele vai sair, acompanhe agora um comunicado feito pelo próprio sobre sua situação atual, originalmente lançado pela ANA (Agência de Notícias Anarquistas).
[Espanha] Amadeu Casellas: “A paciência que eu tive foi grande, mas tudo tem que ter um fim”[O preso anarquista Amadeu Casellas anuncia o começo de uma greve de fome sem data para terminar a partir do dia 20 de abril. A seguir uma carta escrita por ele refletindo sua situação e início da greve de fome.]
Saudações compas, Depois de mais de 7 meses desde que deixei a última greve de fome que durou 77 dias, faço esta reflexão e avaliação: As estratégias que estão mantendo por motivos políticos e de força maior, desde a Direção Geral, com pessoas como Jordi Torres, que foi um dos responsáveis pelo início da minha greve de fome anterior, porque ele era o subdiretor de tratamento carcerário de Quatre Camins e, portanto, tinha que estar ciente da equipe a qual pertencia o MR-3, estava mandando informações falsas, tanto ao JVP nº 1, como à própria Audiência Provincial de Barcelona, agora resulta que se encontra na DGSP, suponho que como prêmio pelos serviços prestados em Quatre Camins. A meu ver, percebo que tenho um inimigo direto dentro da própria Direção Geral, o que é evidente, já que é um dos que são contra a minha saída do cárcere. Por outro lado, a maioria conhece que nesta prisão a qual estou, Brians 2, foi palco de mais de 25 mortes em “estranhas circunstâncias”, em menos de 2 anos de funcionamento. De todas estas mortes, considero como os principais responsáveis a Conselheira de Justiça da Catalunha, o Secretário Geral de Prisões Albert Batlle, a todos que os seguem e às equipes de tratamento prisional, que são os que, com suas falsas promessas e enganos desmotivam e humilham moralmente muitos presos com este triste número de mortes.No meu caso, durante este tempo, visto que queriam me manipular, pediram-me que recorresse a uma instância, a CAS, na qual deveria escrever que havia tido um problema de recaída em drogas, o que me neguei por completo, por não ser a verdade. Também continuam com a perseguição, aumentando ao máximo minha estadia na prisão. Teria que assinar o pedido ao Programa Individual de Tratamento (P.I.T.) no dia 10 de março de 2009, mas só pude fazer isso dia 2 abril de 2009. Neste programa, tenho o direito de sair com permissão, no entanto, não me comunicaram nem o dia, nem hora, nem nada, apenas me avisaram que será neste trimestre, o que acredito que seria a partir de 10 de março de 2009. Acredito que minha paciência tem sido grande, mas tudo tem que ter um fim. Dia 20 de abril já terá passado metade do trimestre e eu, no mínimo, tenho que ter dia e hora para sair, do contrário tenho que pensar que é uma nova piada, ou esperam que por tamanho desespero eu cometa suicídio! Mas nada mais eles podem! Se quiserem meu sangue, que venham buscá-lo! A greve de fome durará até que esteja fora da prisão! Não haverá nenhum outro tipo de acordo, se algo me acontecer, os responsáveis diretos são Montserrat Tura, Albert Batlle, aos que os seguem e às equipes de tratamento prisional. Com todo este panorama que me espera, se antes do dia 20 de abril, não me derem o que me é por direito garantido, tenho que pedir que este comunicado seja difundido em vários idiomas através da internet, para que todos os grupos de anarquistas em nível internacional, os grupos antisistemas, os Mulets independentes catalães, os do País Basco e todos os grupos da Espanha, como a CNT-AIT, os Direitos Humanos e Contra a Tortura, me apóiem da maneira que cada um considerar mais oportuno, porque acredito que por mais que eu passe meses em greve de fome, sem vocês nada conseguirei. Também peço aos partidos de esquerda Esquerra Republicana de Catalunha (ERC) e Iniciativa Catalunha-Verdes (ICV) e espero que entre todos, consigamos minha saída tal e como dizem as próprias leis penitenciárias, penais e constitucionais.Saúde e Anarquia!Amadeu Casellas Ramon, prisão de Brians 2 - CatalunhaEspanha, 06 de abril de 2009.
Tradução > Palomilla Negra
agência de notícias anarquistas-ana
nuvens insultam o céu,
aves urgentes riscam o espaço;
pingos começam a molhar.
Alaor Chaves
*pra quê mesmo colocar estado com "E" maiúsculo se ele está abaixo de nós? Dar crédito a ele é babaquice...
Lula e suas opiniões...
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (4) que o começo da exploração da camada do pré-sal, localizada abaixo do leito marinho, significa "uma nova era" da história do petróleo do Brasil. No programa semanal de rádio Café com o Presidente, Lula falou sobre a visita que fez na última sexta-feira (1º) ao Campo de Tupi, na Bacia de Santos, no Rio de Janeiro.
Segundo a Agência Brasil, Lula afirmou que não se tem conhecimento, até agora, da quantidade de óleo em toda a extensão da camada. Mas o governo promete se empenhar na realização de exames nos próximos 15 meses e, só após esse tempo, o pré-sal será usado comercialmente.
O pré-sal é uma camada de reservatórios que se encontram no subsolo do litoral do Espírito Santo a Santa Catarina, ao longo de 800 quilômetros, em lâmina d''água que varia entre 1,5 mil e 3 mil metros de profundidade e soterramento (área do subsolo marinho que terá de ser perfurada) entre 3 mil e 4 mil metros. Tupi é considerado um megacampo de petróleo, com um volume estimado entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris.
Lula mencionou também a necessidade de se regulamentar a Lei do Petróleo. "Quando descobre petróleo na camada pré-sal, o Brasil tem chance de transformar-se em um país com potencial extraordinário e aí a gente pode resolver parte dos nossos problemas econômicos", afirmou, citando o achado como "uma quase segunda independência" do País.
O presidente disse que o Brasil prosseguirá com os investimentos em biocombustíveis, mesmo com a exploração da camada, pois, de acordo com ele, é necessário mudar a matriz de energia. Parte dos 400 milhões de hectares disponíveis para o cultivo da terra, conforme Lula, pode ser empregada na plantação de mamona, dendê, pinhão manso e girassol - opções para uma nova fonte energética. (Fonte: Estadão Online)
Aiaiai... eu mereço? E bem que eu tinha ouvido falar sobre a Petrobrás bancar o curso de Geologia da UNESP pra melhor aparelhar o futuro da nação... enquanto na UNEB... haushauhs
sábado, 2 de maio de 2009
[Espanha] "Enric Duran: Liquidemos o banco - Testemunho de um ativista que desafiou o poder"
[“Liquidemos o banco - Testemunho de um ativista que desafiou o poder”, é o título de um livro que acaba de ser lançado na Espanha. Enric Duran é um anticapitalista catalão que anunciou no ano passado o "roubo" de quase meio milhão de euros como um ato de "desobediência civil financeira", e que regressou recentemente a Espanha para promover a luta contra o capitalismo. Contudo, em março, no dia 17, terça-feira, foi preso por fraude na Universidade de Barcelona. A seguir apresentamos uma resenha desta obra e mais algumas informações sobre o caso Enric Duran.]
Um documento sobre como e porque de suas ações. Logo adiante um conto rocambolesco ou de qualquer leitura sensacionalista, a ação levada a cabo por Enric Duran, conseguindo crédito de 39 entidades bancárias, valendo-se das falhas do próprio sistema financeiro, não apenas colocado em cheque à vulnerabilidade deste sistema, mas também a denúncia contundente da falsa “natureza” do dinheiro, criado pelos bancos a partir da especulação de crédito. Todo ele se explica sem firulas em Abolim la Banca, um livro onde o protagonista nos fala do sentido de sua ação contra os fundamentos do capitalismo.
“Frente a um governo que encarcera muitas pessoas injustamente, o melhor lugar para uma pessoa justa também é a prisão”, com estas palavras de Henry Thoreau, inicia o capítulo “Diário de uma expropriação planificada”, em que Enric Duran (Vilanova i la Geltrú, 1976) narra com fina ironia e todo luxo de detalhes o modo como chegou a reunir cerca de meio milhão de euros em créditos, partindo do nada, para transformá-los depois em recursos que ajudaram a financiar projetos sociais alternativos.
Não existem dúvidas que, além de criar uma inteligente partida de xadrez com o sistema, conhecendo todas as suas jogadas, levar a cabo uma ação assim, traz à tona novamente o significado das palavras de Thoreau e, desde logo, isso é o que tem feito Enric Duran com total destreza. Seus propósitos de “insubmissão bancária”, não é apenas uma marca da tradição de desobediência civil, iniciada pelo pensador norte-americano e incita dentro da tradição sócio-histórica analisada por Eric Hobsbawm em um de seus trabalhos mais conceituados: “Bandidos”.
Neste livro, o historiador analisou o perfil da figura do “bandido social”: um arquétipo que ao largo do tempo se repete de forma mítica em todas as culturas. Onde melhor rastrear a continuidade da tradição na época contemporânea é na “expropriação anarquista”. Não em vão, Enric Duran se refere a ela em seu livro e especialmente a Lucio Urtubia como uma de suas principais fontes de motivação. Que esta tradição continua viva, não é apenas comprovada pela irrupção da ação de Duran em plena crise financeira, mas nos mostra o debate gerado por suas ações, e, sobretudo, as inúmeras mostras de simpatia e cumplicidade que despertou na população.
O ativismo como escola
A leitura de Enric Duran não é meramente acadêmica ou sociológica. Seu testemunho é estímulo que não se pode ficar indiferente. O autor renuncia a seus direitos autorais, remarcando em seu contrato editorial que 10% do preço da arrecadação da venda será destina ao Coletivo Crise para leva a cabo novas ações. De fato, boa parte do livro está destinada a narrar a gênese deste coletivo e seus propósitos a partir de ações como as publicações em massa de “Crisis” e “Podemos Vivir Sin Capitalismo”, ambas financiadas com as expropriações dos bancos.
O que também fica definido no livro é o compromisso social e a trajetória ativista e autodidata de Enric Duran há mais de uma década, quando se iniciou os movimentos de resistência à globalização. Essa foi a escola que o levou a compreender as dificuldades das lutas sociais em um mundo cada vez mais complexo e mutante, assim como a necessidade de criar novas estratégias de luta servindo-se magistralmente de meios como a internet. O livro, em definitivo, é um testemunho de uma pessoa incansável que, faz o que acredita. E isso é o que vale!
Alfonso López Rojo
Resenha publicada no semanário Directa - abril de 2009.
Enric Duran: Abolim la banca.Testimoni d’un activista que ha desafiat el poder.
Ed. Ara Llibres, Badalona, 2009, 213 págs.
A prisão de Enric Duran
Em 17 de setembro de 2008, ao mesmo tempo em que os governos do mundo se mexiam para evitar o colapso do sistema financeiro mundial, Enric Duran, um catalão anticapitalista, anunciou um ato ousado de “desobediência civil financeira”. Ao longo dos últimos dois anos Duran tinha pedido emprestados 492.000 euros de 40 bancos diferentes, sem a intenção de devolver o dinheiro. Como um protesto contra o sistema financeiro global e a natureza inerentemente exploradora dos bancos comerciais, Duran distribuiu o dinheiro a diversos movimentos sociais anticapitalistas na Espanha e utilizou-o para publicar 200.000 exemplares de uma revista chamada “Crise” que critica detalhadamente o sistema bancário. Ele foi apelidado pela mídia de “Robin dos Bosques dos Bancos”.
Duran deixou o país para evitar processos judiciais e iniciou uma campanha para organizar devedores e depositantes bancários com o coletivo “Crise” de Barcelona. Em 16 de março de 2009 Duran regressava a Barcelona para anunciar uma segunda publicação numa conferência de imprensa. A publicação define as formas de começar a organizar uma sociedade pós-capitalista. 350.000 exemplares da revista foram editados e distribuídos gratuitamente, por centenas de voluntários, em toda a Espanha.
Em 17 de março, Duran foi preso por fraude na Universidade de Barcelona. Solidários com Duran realizaram uma manifestação exigindo a sua libertação, no dia 18 de março.
Para atualizações sobre a situação de Enric Duran visite: http://17-s.info ou http://bankstrike.net ou através do e-mail: bankstrike@riseup.net
“Viver sem capitalismo”
É a peça central da publicação “Podemos!”, delineando uma resposta popular para obrigar os ricos a pagar pela crise financeira. Apela para que as pessoas organizem alternativas ao capitalismo através da remoção de depósitos dos bancos, suspendendo os pagamentos de dívidas e hipotecas, e ao desenvolvimento de instituições auto-geridas para satisfazer as necessidades dos povos.
Mais infos e para baixar a publicação: www.17-s.info
Solidariedade
Para enviar cartas de apoio a Enric Duran, atualmente detido na prisão de Brians:
Enric Duran
Brians, 1
Aptdo. 1000
08.760 - Martorell
Barcelona - Espanha
Tradução > Palomilla Negra
agência de notícias anarquistas-ana
Formiguinhas mil
no mármore da pia
uma correria...
Informe-se mais:http://es.wikipedia.org/wiki/Lucio_Urtubia
terça-feira, 28 de abril de 2009
Delteitem-se
O Pantanal é uma das maiores planícies de inundação do planeta. Com 140 mil quilômetros quadrados de extensão, é notável pela riqueza e abundância da vida silvestre.
No final da década de 80, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estabeleceu regras e determinou sistemas de manejo adequados para a região. Jacaré é animal silvestre, protegido por lei.
Gastão Sharp e Gentil Gusmân, pecuaristas e fundadores da única cooperativa de criadores de jacaré de Mato Grosso, que fica no município de Cáceres, contam que no começo tudo era muito caro e difícil. Para viabilizar o negócio, tiveram que ir se adaptando.
"Com o tempo, nós fomos vendo que tinha uma série de dificuldades operacionais dentro do Pantanal, como alimentação. A gente dava gado nosso para o jacaré sobreviver. Ou seja, uma carne cara, em vez de conseguir miúdos nos frigoríficos. Então resolvemos em 1991 montar a cooperativa, trazendo estes animais para serem confinados em galpões fechados, com assistência técnica e outras coisas que faltavam”, conta Gusmân.
Com a cooperativa perto da cidade, eles fizeram acordos com frigoríficos que agora fornecem os restos de carne bovina para alimentar os jacarés. O custo diminuiu e o negócio começou a dar lucro.
Sistema - O sistema de produção mais usado no Pantanal ainda é o chamado ranching, ou recria em confinamento. Nesse sistema, técnicos do Ibama fazem um levantamento nas fazendas dos criadores credenciados e determinam quantos ovos cada um pode coletar.
Os ovos são colocados em incubadoras e depois que os jacarezinhos nascem, vão para tanques, onde permanecem até mais ou menos o terceiro ano de vida. Com cerca de quatro quilos, estão prontos para o abate.
Marcos Coutinho, biólogo que coordena o programa de crocodilianos do Ibama, explica que a recria em confinamento ainda é o melhor jeito de criar jacaré do Pantanal, mas o produtor tem que estar sempre atento aos custos.
“A grande vantagem do sistema ranching é que você tem os animais em confinamento e aí isso facilita uma estabilidade no fornecimento do produto. A desvantagem é que você tem que tratar todo dia, tem assistência veterinária, custo de produção, energia elétrica, alimentação que é o custo maior, todo esse manejo representa ônus que no final do dia tem que ser balanceado com a produção”, explica Coutinho.
Tanques - Nos tanques da cooperativa, ficam os jacarés de 20 criadores credenciados. Os ovos são coletados nas fazendas dos cooperados e levados para lá. São 11 galpões com 64 baias cada um.
Funcionários se revezam na manutenção dos tanques e no preparo da ração. Quando estão prontos para o abate, os animais são encaminhados para o frigorífico mantido pela cooperativa, o único da América Latina específico para jacaré.
Em julho do ano passado do ano passado, o frigorífico conseguiu o SIF, o Selo do Serviço de Inspeção Federal. A carne agora pode ser vendida para outros estados e até para o exterior. Para incentivar o consumo, o Sebrae elaborou até um livro de receitas.
Produtor independente - Selden Silva é hoje um dos únicos produtores independentes do município de Cáceres. Ele prefere manter os jacarés em tanques próprios. Há mais de dez anos na atividade, nem acha a tarefa tão difícil. “Jacaré quase não dá trabalho, de manhã lava todinho o tanque e na parte da tarde dá de comer porque jacaré gosta de comer é à noite”, diz.
Entre os jacarezinhos, há a presença de um jacarezão. Silva afirma que o animal está com ele desde o começo, é o mascote. “Esse foi o começo e o fim dele vai ser aqui, de velho. Quando ele quer, bota a cabeça aqui pra fora, os outros montam nele, ele é manso. Esse não vai para o abate de jeito nenhum."
Silva mantém atualmente cerca de 8 mil animais. Na hora de abater, manda para o frigorífico da cooperativa. Assim, aproveita tanto a pele, quanto a carne. (Fonte: G1)
Bahia é campeã em dengue!

É isso aí pessoal, chegamos a 50 mil casos de dengue!!
Tivemos um aumento de 266% comparado com o ano passado.
Mais uma vez a Bahia passa na frente dos outros estados com mito furor e emoção! E para comemorar isso nada melhor que um bom churrasquinho, cerveja e é claro muita sacanagem music pro povão por que ele merece, esse mérito é todo nosso, vamos comemorar!
Veja essas palavras , é de encher os olhos de lágrimas de emoção!
Segundo o ministro, durante as eleições, no final do ano passado, o trabalho de combate ao mosquito da dengue foi interrompido na cidade de Itabuna apesar dos alertas do ministério. “O processo eleitoral lá parou o trabalho de combate ao vetor (mosquito Aedes aegypti). Quando a nova administração entrou, era tarde demais”, explicou.
Lutar pela liberdade é proibido, ser agredido é bom para o desenvolvimento
Manifestantes desocuparam o canteiro de obras das eclusas da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, após uma operação policial, na manhã deste domingo (26). O grupo tinha invadido o local e expulsado os operários na sexta-feira (24).
Por volta de 6h30, cerca de 100 policiais civis e militares retiraram os manifestantes do local. Segundo a PM, a ação não foi de reintegração de posse, mas de flagrante delito, porque a área é de preservação ambiental e de segurança nacional.
Integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), da Via Campesina, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MAB) e de associações de pescadores deixaram o local. Ninguém ficou ferido.
No total, 14 pessoas foram presas. Oito pessoas foram presas e encaminhadas para Belém. Outras seis pessoas foram detidas e levadas para a delegacia de Tucuruí. Após a desocupação, os manifestantes pretendiam organizar uma reunião para discutir as próximas ações.
O grupo reivindicava um acordo com a Eletronorte para beneficiar famílias que tiveram de sair de suas terras por causa da construção das barragens. Eles ainda pediam punição de envolvidos em assassinatos de sindicalistas na região. A assessoria de imprensa da Eletronorte informou que não existem indenizações em atraso. (Fonte: G1)
http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=45202
Christiania: a prova de que anarquia não é utopia
Christiania: A Lenda da Liberdade No coração gelado do capitalismo europeu, na fria Copenhagen, Dinamarca, uma comunidade de 10 mil pessoas vive num outro compasso. Cristiania não tem prefeito, não tem eleição e funciona sem governo, sem imposição de leis que controlem a organização social. A lenda da cidade-livre da Dinamarca é real: inspirada no Anarquismo, Christiania resiste há mais de 20 anos, inventando um jeito novo de conviver com os problemas da vida comunitária. Limpeza das ruas, rede de esgoto, manutenção dos serviços básicos, tudo é decidido e feito a partir de reuniões entre os moradores da cidade.
Eles se definem como uma comunidade ecologicamente orientada, com uma economia discreta e muita autogestão, sem hierarquia estabelecida e o máximo de liberdade e poder para o indivíduo. Uma verdadeira democracia popular direta, onde o bom senso e o diálogo substituem as leis. No Brasil, poucos conhecem a história da cidade-livre.
Christiania começou a escrever sua história em 1971. Foi a partir das idéias de um jornal alternativo, o Head Magazine, que um grupo de pessoas, de idades e classes sociais variadas, decidiu ocupar os barracos de uma área militar desativada na periferia de Copenhagen. Era o início de uma luta incansável contra o Estado. A polícia tentou várias vezes expulsar os invasores da área, mas sem sucesso. Christiania virou um problema político, sendo discutida no parlamento dinamarquês. A primeira vitória veio com o reconhecimento da cidade-livre como um "experimento social", em troca do pagamento das contas de luz e água, até então a cargo dos militares, proprietários da área. O Parlamento decidiu que o experimento Christiania continuaria até a conclusão de um concurso público destinado a encontrar usos para a área ocupada.
Em 73 houve troca de governo na Dinamarca e a situação de radicalizou: o plano agora era expulsar todos e fechar o local. O governo decretou que a área seria esvaziada até o dia 1º de abril de 1976. Na última hora, o Parlamento decidiu adiar o fechamento de Christiania. A população da cidade-livre tinha se mobilizado para o confronto com o Estado, mas a guerra não aconteceu. O dia 1º de abril tornou-se o dia de uma grande manifestação da Dinamarca Alternativa. Ao longo dos anos, a cidade-livre aprimorou sua autogestão: casa comunitária de banhos, creche e jardim de infância, coleta e reciclagem de lixo; equipes de ferreiros para fazer aquecedores a lenha de barris velhos, lojas e fábricas comunitárias de bicicletas.
A década de 80 foi marcada pelas drogas. Em 82, o governo começou uma campanha difamatória contra Christiania: a cidade-livre era considerada o centro das drogas do Norte da Europa e a raiz de muitos males. A comunidade teve então que organizar programas de recuperação de drogados e expulsar comerciantes de drogas pesadas, como a heroína. O mercado de haxixe continua funcionando normalmente. O governo dinamarquês nunca deixou Christiania em paz, Vários planos foram elaborados visando a "normalização e legalização" da área.
Em janeiro de 92, finalmente um acordo foi assinado. Christiania já tinha mais de vinte anos de independência e provara ao mundo que é possível viver em liberdade. Mesmo com o acordo, o governo ainda tenta controlar a cidade-livre. A resposta veio no ano passado, com o lançamento do Plano Verde, onde os moradores de Christiania expressam sua visão de futuro e que rumos tomar. A lenda de Christiania continua sendo escrita.
Christiania: uma cidade sem governoChristiania II: Uma Cidade sem Governo Christiania tem provado ao mundo que é possível viver numa sociedade sem autoridade constituída, sem delegação de poder através de mandatos e eleições. A cidade-livre da Dinamarca criou um experimento social definitivo contra a idéia dominante de que a humanidade se auto-destruirá se não existir um controle sobre a liberdade individual.
Os habitantes de Christiania decidiram correr o risco de andar na contra-mão da história. Para eles, o governo, seja lá qual for, e seus mecanismos de administração pública são sinônimos de burocracia, abuso de poder e corrupção.
Vivendo sem a necessidade de leis que controlem a organização social, cada morador da cidade livre tem que fazer sua parte enquanto cidadão e confiar que todos farão o mesmo. É uma nova ética de convivência, baseada na honestidade e na solidariedade.
Em 23 anos de existência, a cidade-livre sempre esteve associada a rebelião contra a ordem estabelecida e experimentando novos meios de democracia e formas de autogestão da administração pública. Christiania se organiza em vários conselhos, onde todos os moradores têm direito a opinar e discutir os problemas comunitários. As decisões não são feitas por votação, mas sim através do consenso. Isso significa que não é a maioria que decide e sim que todos tem que estar de acordo com as decisões tomadas nas reuniões. Às vezes, contam-se os votos somente para se ter uma idéia mais clara das opiniões, mas essas votações não tem nenhum significado deliberativo, não contam como uma solução para os problemas da comunidade. Christiania é dividida em 12 áreas, cada uma administrada pelos seus moradores, para facilitar o funcionamento dos serviços básicos. As decisões tomadas sempre por consenso podem parecer difíceis para nós, brasileiros acostumados ao poder da maioria sobre a minoria (pelo menos, é assim que se justificam os defensores das eleições).
Mas para os habitantes da cidade-livre, o consenso só é impossível quando existe autoritarismo, quando alguém tenta impor uma opinião sem dar abertura para que outras idéias apareçam e até prevaleçam como melhor solução. A experiência tem ensinado aos moradores de Christiania que cada reunião deve discutir só um assunto, principalmente na Reunião Comum, que decide sobre os problemas mais importantes da comunidade. E, contrariando o pessimismo dos que não conseguem imaginar uma vida sem governo institucional, a utopia está dando certo: a vida comunitária de Christiania preserva a liberdade individual e constrói uma eficiente dinâmica de relacionamento social, livre do autoritarismo e da submissão. A cidade-livre vive o anarquismo aqui e agora.
Ação DiretaOs moradores da Christiania fazem questão de ser uma pedra no sapato do capitalismo. Eles não se contentam apenas em incomodar os valores tradicionais da sociedade européia com a vida alternativa que levam. Christiania também desenvolve várias atividades com o objetivo de contestar o sistema capitalista e divulgar as idéias anarquistas.
Durante os primeiros anos, a cidade-livre se tornou conhecida por suas ações no teatro e na política. E quem conseguiu maior sucesso nessa área foi o grupo Solvognen. Uma de suas ações diretas mais famosas foi em 1973, quando a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), uma espécie de braço armado dos Estados Unidos na Europa, realizou um encontro de cúpula em Copenhagen. Inspirados no programa de rádio "Guerra dos Mundos" de Orson Welles, que simulou uma invasão de marcianos colocando em pânico a população norte-americana na década de 40, centenas de pessoas, lideradas pelo grupo de teatro de Christiania, fizeram parecer que um exército da OTAN tinha ocupado a Rádio Dinamarca e outros pontos estratégicos da cidade. A impressão que se tinha era que a Dinamarca estava ocupada por forças estrangeiras. Durante várias horas, o país inteiro ficou em dúvida se a invasão era teatro ou realidade. A ação foi uma dura crítica a intervenção dos Estados Unidos na vida dos países europeus.
O Solvognen também usou a critividade para contestar o comércio da maior festa do cristianismo. Em 1974, o grupo organizou o primeiro Natal dos Pobres da Dinamarca. Milhares de presentes foram distribuídos por um batalhão de Papai Noéis. Detalhe: os presentes eram artigos roubados das lojas de Copenhagen. Resultado: foram todos presos, mas o escândalo ganhou as manchetes dos principais jornais da europa, com fotos de dezenas de Papais Noéis sendo carregados pela polícia. Até hoje o Natal dos Pobres continua sendo organizado como uma tradição e todo ano aproximadamente 2 mil pessoas recebem uma grande ceia em Christiania. Vote Nulo.
retirado da página http://www.brnpunk.cjb.net/
Zine Profecia
Centro Boldrini faz parceria nojenta com Rodeio de Jaguariúna
O Centro Infantil Boldrini (Campinas) que cuida mulheres e crianças com câncer e doenças sanguíneas está fazendo uma parceria asquerosa com o Rodeio de Jaguariúna. O Boldrini receberá uma pequena porcentagem da venda dos ingressos e ainda levará as crianças ao “Fazendeiros do Futuro” onde serão doutrinadas para aceitarem o sistema capitalista, a se calarem diante da exploração dos mais fracos que explora os animais e peões e a se conformarem com a concentração latifundiária no Brasil. As crianças do Boldrini poderão “aprender” (de forma resignada) como se explora e tortura animais em benefício de uma elite que lucra na “lógica” do sistema capitalista onde animais e peões são tratados como escravos e sugados. As crianças do Boldrini terão oportunidade de aprender a não ter compaixão dos animais e a se divertirem com a dor e o sofrimento dos indefesos animais.
Na prática, este atitude hipócrata dos empresários do ramo do rodeio simulando uma atitude de “bons samaritanos” em ajudar “criancinhas doentes” é apenas uma estratégia de marketing para aumentar o lucro do rodeio e tentar criar uma imagem positiva para quem promove um evento grotesco de crueldade (os rodeios) e que coloca em risco a vida dos animais e dos peões (muitos peões já ficaram inválidos, paraplégicos, etc…) Infelizmente, o Centro Boldrini aceitou participar desta farsa e receberá dinheiro de origem antiética.
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AÇÃO URGENTE: Se você não concorda com as crueldades praticadas aos animais e à exploração dos peões do rodeio promovida por estes empresários carrascos e da atitude do Boldrini em se associar com este tipo de parceria abjeta ajude a protestar:
Envie mensagens ao Centro Boldrini solicitando que não faça mais parcerias com o rodeio.
Mensagens para: comunica@boldrini.org.br (comunica arroba boldrini.org.br) com cópias para ouvidoria@boldrini.org.br ouvidoria arroba boldrini.org.br
Enviem cartas para o jornal ?Correio Popular? leitor@rac.com.br leitor arroba rac.com.br
Para reforçar seus argumentos contra os rodeios veja este site: www.odeiorodeio.com
tes, brutalizados desde o nascimento? Por dinheiro? (…)
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Abrigo da ONG Quintal de São Francisco vai fechar
“Não dá para esperar que uma sociedade que exclui parte expressiva de animais por ela produzidos, vá tratá-los de maneira adequada quando eles adoecem ou necessitam de cuidados especiais. Não é automático e imediato, pelo contrário, é gradativo e, portanto, necessita de tempo, investimentos e vontade política para que possa existir e funcionar adequadamente.”
Memória das ações do Abrigo Quintal de São Francisco em Parelheiros nos últimos 47 anos:
Desde 1.961 o recolhimento de gatos e cães abandonados se deu na comunidade.
Em 1.996 falece a fundadora que por 35 anos deu asilo aos animais numa comunidade que mantinha cães e gatos em vida livre.
No mesmo ano de 1.996 nova diretoria é formada e outra realidade local é experimentada.
Em 1.997 a primeira pesquisa com os moradores do entorno do Abrigo foi realizada para avaliar o potencial dos proprietários a fim de dar início a uma nova forma de conviver com a comunidade e o Abrigo.
Doutrinamento dos comerciantes local para compreenderem a problemática do abandono de animais e não os maltratarem e/ou envenenarem.
O controle da população de animais abrigados começou em 1.998 e passou a ser meta do Quintal de São Francisco buscar condições de expandir para os animais da comunidade em conjunto com ações de orientação e ajuda.
Construção de novos canis e gatis e melhorias no terreno desde 1.998, os investimentos superaram R$ 420.000,00 em 10 anos.
Construção de clínica veterinária ampla, substituindo o ambulatório, acompanhada de espaços para isolamento em 2003/2004.
Registro nos órgãos públicos do município e Utilidade Pública no ano de 2.000.
Em 2001 já se percebia o desejo da comunidade por acesso ao método cirúrgico de castração o que passou a ser compromisso do Abrigo em avançar para o controle reprodutivo de maneira mais objetiva.
Fornecimento de vacinas e castração gratuitas de cães e gatos para a comunidade, trabalha em educação e promoção de eventos anuais – “bazar da comunidade” onde a população do entorno se favorece ao comprarem variados produtos, roupas, sapatos e brinquedos, frutos de doações, por R$1,00 desde o ano de 2001.
Em 2005/2006 a construção do espaço de “Cãovivência” que demonstrou ser a forma mais correta para manter animais abrigados.
Instalação do minibiodigestor no terreno para não impactar o ambiente com as fezes dos animais e investimentos em cisternas de captação de água de chuva a fim de exercitar o reuso da água.
Atendimento emergencial de centenas de animais da comunidade gratuitamente desde quando montamos nosso primeiro espaço veterinário em 1998.
Investimentos que ultrapassam 1 milhão e 800 mil reais, nesses 10 anos, com uma parcela importante de cada um dos diretores, colaboradores e voluntários, que construíram o caminho até aqui.
A nossa realidade:
Os abrigos de animais brasileiros, na sua maioria, são “sonhos” de pessoas que nutrem pelos animais um sentimento de piedade e de inconformismo ao perceberem a indiferença das autoridades e da sociedade em geral. O abandono de animais e as suas conseqüências impulsionam essas “alternativas” (abrigos improvisados) que acabam se transformando em locais desordenados pelo excesso de animais, ultrapassando sempre a sua capacidade, prejudicando assim a qualidade e o bem-estar dos animais, cuidadores e funcionários.
O Quintal de São Francisco nessa estrada experimentou alguns momentos e situações difíceis que apontaram para uma “reflexão” bastante explícita - qual proteção está se dando a esses animais? Qual exemplo se está oferecendo à sociedade quando aprisionamos por tempo indeterminado, recebendo somente alimentação e medicamentos de funcionários que mal conseguem tocá-los quando estão na tarefa diária de limpeza e higienização de seus compartimentos?
Qual a resposta positiva estamos dando quando questionamos e exigimos da sociedade um comportamento digno com os animais, se alimentamos o descaso dessa mesma sociedade que acredita sermos nós o final de seus problemas? E as autoridades? Estão acomodadas e não avançam, uma vez que, indiretamente, fazermos a sua função!
Para sustentar o Abrigo nossas despesas estão na casa dos R$ 25.000,00 por mês. Como manter esses números a cada mês pedindo ajuda – pedindo doações para uma sociedade assustada e, hoje, prejudicada com a CRISE econômica mundial e falta de emprego?
Por essa compreensão e por estarmos enfrentando muita dificuldade, decidimos deixar definitivamente de alimentar a “ilusão do abrigo ideal”, somada a ilusão de sermos auto-suficientes ou de encontrarmos abnegados que possam assumir e dar continuidade ao Abrigo do Quintal de São Francisco.
Amigos, com a mesma DIGNIDADE com que chegamos aos 50 anos nessa luta, pretendemos finalizar as atividades do Abrigo do Quintal de São Francisco e contamos com a sua derradeira AJUDA, a mesma que sempre compartilhamos em benefício dos animais.
Como você pode AJUDAR:
Manter as atividades durante os próximos 12 meses, tempo em que está previsto para doarmos de todos os cães doáveis. (perguntas e respostas www.quintaldesaofrancisco.org.br).
AJUDA para sustentar o Abrigo e mantermos alimentação, salários, pequenas reformas, energia, telefone, medicamentos e demais necessidades.
Indicação de um amigo que possa ADOTAR um cão e ser responsável por ele até o fim.
Estar mais próximo do Quintal de São Francisco, visitando, indicando, comprando nossos produtos e acompanhando todas as nossas atividades.
Divulgar o nosso site e compartilhar dessa ação até o dia da Assembléia Geral que registrará o encerramento DIGNO de um Abrigo de animais abandonados que existiu por quase 50 anos na cidade de São Paulo.
A nossa Verdade:
O Quintal de São Francisco trabalhou muito, mas não conseguiu oferecer aos animais abrigados condições de bem-estar devidas e preconizadas. Foram inúmeras as tentativas de melhorias, com investimentos e dedicação, porém, os animais recolhidos e abrigados, reconhecidamente não gozam dessa máxima. Mesmo dedicando empenho nas adoções, animais envelhecem e permanecem no Abrigo, especialmente os deficientes, idosos e doentes controlados, mas incuráveis!Se existem culpados pela existência e pelo final dessa história, teremos de avaliar em cotas de responsabilidades. A queda nas doações, agravada em 2007, após denúncias injustificadas sobre as ONGs que mantinham parcerias com a Prefeitura de São Paulo, os exorbitantes reajustes dos produtos do mercado animal e as especulações do mercado financeiro são, sim, possibilidades de recessão econômica e intimidação ainda maior dos doadores.Portanto, todos nós que estivemos juntos nesses anos e fizemos o máximo, dedicamos nosso amor e atenção pelos animais, honra em representarmos o Quintal de São Francisco, não nos isentamos da responsabilidade de termos tentado, e tentado muito, porém sem o êxito esperado.Com imensa gratidão, Diretoria e Conselho agradecem aos Colaboradores, Padrinhos, Apoiadores e Voluntariado, abnegados e valiosos parceiros, na caminhada de tantos anos em que o Abrigo do Quintal de São Francisco fez sua trajetória de alegrias e angústias.
Ângela Caruso
Presidente
11-2062-8263
http://www.quintaldesaofrancisco.org.br/
quinta-feira, 16 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
MAIOR CÂMARA DO PAÍS DISCUTE A SITUAÇÃO DOS ANIMAIS NA CIDADE
O Vereador Roberto Tripoli (PV) conseguiu instalar na Câmara Municipal de São Paulo a “Comissão de Estudos para Avaliação da Coexistência dos Animais Domésticos, Domesticados, Silvestres Nativos e Exóticos com a População Humana, os Reflexos na Saúde Pública e Meio Ambiente e a Legislação Pertinente na Cidade de São Paulo”.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Repressão contra Moésio Reboulças [ANA]
Agora, vou relatar brevemente um fato que ocorreu hoje à tarde, quinta-feira, 3 de julho, comigo e o motorista do secretário do meio ambiente. Parece que este indivíduo é um ex-policial militar, e trabalha na prefeitura como comissionado, tenho que confirmar.
Bem, estava eu indo tirar algumas xerox no centro da cidade, e, por acaso, cruzei com esta pessoa na frente de um logradouro público, então, sem mais nem menos, o sujeito começou a me xingar em voz alta, no meio da rua, de “vagabundo”, "vai arrumar o que fazer", “jornalista safado que só fica escrevendo contra quem trabalha pelo bem da cidade”, “se você é corajoso vai lá falar tudo na cara do coronel” e outros destemperos mais.
Aliás, este indivíduo é o mesmo que uma semana atrás falou para a minha mãe que era para eu ficar "esperto", que o coronel Bello estava de olho em mim.
Me senti acuado diante da situação, e vi que não dava para conversar com ele, assim saí andando, até mesmo porque percebi que ele estava acompanhado de outras pessoas. Minha mãe conhece este sujeito, o motorista do secretário, desde criancinha. Ela pretende brevemente ter uma conversa com ele e o coronel Bello cara-a-cara. Minha mãe é guerreira e não costuma baixar a cabeça para ninguém!
A minha estratégia neste episódio todo é não ficar em silêncio, apesar do risco real que corro, afinal estou lidando com gente com espírito militarista, rasteiro, com perfil da época da ditadura militar no Brasil, que não aceita nenhum tipo de crítica. E é ir divulgando tudo o que aconteça comigo, explicitar essas ameaças por todos os meios.
Amanhã ou segunda-feira vou no ministério público relatar todo o caso. Também na Promotoria do Meio Ambiente. Grupos de Direitos Humanos já estão sabendo do episódio. Minha família também já está vendo os trâmites legais, da justiça.
E quem quiser ir divulgando o fato entre seus amigo/as e redes, fiquem a vontade, quanto mais gente ficar sabendo das ameaças, que no fundo não é contra mim, mas à todo/as que se levantam contra a destruição da natureza e os vários autoritarismos vigentes neste país e no mundo.
Acredito que o autoritarismo, o fascismo, e o coronelismo do secretário se explicitou devido ao fato que dias atrás saiu um texto meu num jornal local que abordava a morte de um jacaré dentro de um parque ecológico municipal. Penso que essa foi a gota d'água para a reação dele. Apesar que já faz alguns anos que venho escrevendo e denunciando várias agressões à diversidade da vida na cidade, onde muitas vezes a Secretaria do Meio Ambiente é feitora, omissa e cúmplice. O que era comum no secretário era rebater as minhas cartas e textos, mas nunca tinha chegado a esse ponto da ameaça explícita.
Segundo me informou um “veterano” ambientalista aqui da cidade, o secretário do meio ambiente de Cubatão, Eduardo Silveira Bello, é aposentado da Polícia Militar, na patente de Coronel 3 Estrelas gemadas. Foi chefe da Casa Militar do Governador Franco Montouro e Comandante da Policia Florestal de São Paulo. Apesar de ele ser secretário do meio ambiente de Cubatão, ele não mora e nunca morou nesta cidade, e sim no Guarujá.
Por fim, alguns compas me pediram o e-mail do secretário, para que este Senhor e o Prefeito da cidade saibam que muita gente está ciente das ameaças, e que também pode ser uma forma de pressão, assim segue:
Secretário Municipal de Meio Ambiente: Eduardo Silveira Bello - e-mail: meioambiente@cubatao.sp.gov.br
Prefeito de Cubatão: Dr. Clermont Silveira Castor - e-mail: secretariagabinete@cubatao.sp.gov.br
Já era para ter escrito antes, mas a internet da Telefônica no Estado de São Paulo ficou fora do ar por mais de 24 horas, só retornando agora a noite. É isso, sigo informando...
Moésio Rebouças
para falar com Moesio - moelpececito@hotmail.com
Animais silvestres morrem durante obras do Rodoanel
De 137 animais enviados para recuperação em parques e clínicas veterinárias, 105 não resistiram. Outros 371 bichos foram devolvidos para a mata sem apresentar problemas, segundo dados da Desenvolvimento Rodoviário S. A. (Dersa), empresa do governo do Estado que administra a obra. Os mortos, contudo, representam 21,9% dos que passaram pelas mãos dos técnicos da Dersa.
Os animais encontrados nas áreas desmatadas que precisam receber atendimento veterinário são levados pela Dersa para parques - Pedroso, em Santo André, Estoril, que tem um zoológico em São Bernardo do Campo, e Ecológico do Tietê, em São Paulo -, ou encaminhados ao Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depave), da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo. Pela gravidade dos ferimentos de muitos deles, a Polícia Ambiental às vezes também os encaminha para veterinários particulares ou para um santuário localizado em Cotia, na zona oeste da Região Metropolitana de São Paulo, no sentido oposto das obras do Trecho Sul.
Pesquisador das interferências da ação humana no Parque Estadual Xixová-Japuí, em São Vicente, o professor da Unesp Dênis Abessa acredita que manter animais silvestres em más condições caracteriza um crime ambiental. "A alta taxa de morte dos animais remanejados no Rodoanel indica algum problema na coleta, no transporte ou nos momentos seguintes dessas operações", afirma.
"Nesses casos você ultrapassa a esfera do dolo, da intenção. As mortes poderiam ter sido evitadas. A Lei de Crimes Ambientais só prevê punição quando há vontade livre e consciente de matar. Aqui pode ter havido imprudência, imperícia ou negligência. Se ficarem provadas , os responsáveis poderão responder pelos danos. Já na esfera civil poderão ser punidos administrativamente, com multas", explica o jurista Jair Jaloreto Junior, especialista na área ambiental.
Mutilação - Entre os bichos que sobreviveram está uma preguiça de três dedos que chegou em outubro de 2007 ao santuário Rancho dos Gnomos, que há 18 anos acolhe animais silvestres em Cotia. Ela tinha parte do corpo queimado por fios de alta tensão e teve a pata esquerda amputada, porque as garras haviam sido mutiladas. "Por sorte conseguimos tratar e o animal sobreviveu", conta Marcos Pompeu, do santuário.
Sua mulher, Silvia, lembra que durante as obras do Trecho Oeste do Rodoanel, entre 1998 e 2002, também recebeu vários animais precisando de tratamento veterinário. "Hoje só acolhemos casos de emergência. A Polícia Ambiental sempre trouxe os animais para cá, mas não recebemos nenhum dinheiro da Dersa pelo que fazemos."
O Rancho abriga atualmente quatro centenas de animais silvestres, incluindo 13 leões que estavam em circos, um tigre, uma jaguatirica, além de preguiças, macacos e aves.
Outro animal vítima das obras do Trecho Sul é um macaco bugio, que teve quatro dedos de uma mão queimados em fios elétricos. "O Juninho chegou ainda bebê aqui. Operamos e ele vive bem agora", comenta Silvia. A mesma sorte não teve um veado catingueiro. Levado ao santuário por funcionários da Dersa em 1º de agosto, morreu quatro dias depois. "Foi o estresse. Quando os veados são capturados, é preciso ter muito cuidado", observa Pompeu. O laudo da necropsia da veterinária Kelli Spitaletti constatou ferimentos por todo o corpo, além de congestão e edemas pulmonares.
Outros três veados catingueiros morreram na clínica veterinária de Felipe Giacobini, localizada na cidade de Embu, na Grande São Paulo. "Foi o pessoal da Polícia Ambiental que trouxe os animais, em momentos diferentes", explica o veterinário.
Eutanásia - Todos precisaram passar por eutanásia, por causa dos ferimentos múltiplos e da impossibilidade de sobreviver. Um dos veados catingueiros, espécie ameaçada de extinção, estava com a coluna vertebral fraturada. Outro teve a parte posterior do corpo mutilada por mordidas de cães. "Com certeza foram cachorros da vizinhança da obra. Os veados, à procura de alimentos, ficam perdidos entre a urbanização e o Rodoanel."
O Estudo de Impacto Ambiental do Trecho Sul identificou a existência de 163 espécies de aves, 23 de mamíferos e nove de répteis que habitavam as áreas das obras, principalmente nas cidades de São Bernardo do Campo e Diadema. As obras começaram em 2007. (Fonte: Eduardo Reina/ Estadão Online)
Fonte:http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=44769
Nem há o que dizer por isso, é a evolução o progresso seguindo as vidas parando, antes nativos, depois mulheres, agora os animais, será que haverá o próximo?
terça-feira, 7 de abril de 2009
Abaixo - assinado pela para lização do rodeio em Osasco!
http://www.petitiononline.com/rod3io/petition.html
ALF: Incêndio na Perdigão foi ato de sabotagem de grupo de defesa animal
O coletivo ativismo ( ativismo.com) em nota oficial congrat
Saudações perenes , e que a liberdade dos animais esteja a cada dia que passa mais próxima de se concretizar.
A notícia divulgada na imprensa:
O incêndio afetou um galpão de cerca de 90.000 metros quadrados. O Corpo de Bombeiros da cidade precisou de cerca de 90 homens, quatro caminhões dos bombeiros e oito carros pipa para controlar o fogo. Brigadistas da empresa e bombeiros de cidades vizinhas também ajudaram na operação.
Cerca de 3.000 funcionários estavam no local no momento do incêndio, mas foram retirados pelos bombeiros e ninguém se feriu.
Carta à Perdigão com cópia para a imprensa.
Referente ao incêndio na fábrica da Perdigão em Rio Verde, Goiás, 21/03/09:
Depois de mais de um ano de estudo e planejamento e algumas semanas sobrevivendo à dura realidade em se estar presente em um local degradante
como é o ambiente de um frigorífico que mata 500 mil aves por dia,
atingimos o nosso objetivo. O furto diário de 500 mil vidas, roubadas como
conseqüência da ganância empresarial e da ignorância dos consumidores,
terá uma pausa, ainda que momentaneamente.
Vocês podem nos acusar de ter colocado em risco a vida dos trabalhadores,
mas a nossa ação foi tão eficiente quanto o nosso planejamento, poupando
assim a perda de vidas humanas.
Vocês podem dizer que com isso afetamos a economia das famílias dos
criadores e trabalhadores locais, mas o que fizemos foi poupar a vida de
500 mil aves a cada um dos nove dias em que a fábrica ficou fora de
operação.
Vocês podem inventar as causas que quiserem para alegar que esse incêndio
não foi um ato de sabotagem, mas o que nos importa é o resultado obtido e
nada mais. Se estivéssemos interessados em algum reconhecimento pelas
nossas ações, não seríamos um grupo que atua em anonimato.
Vocês podem elevar o nível de segurança, mas vocês jamais terão a certeza
de que estão seguros. Já nós teremos sempre a certeza de que as portas se
mantêm abertas para aqueles que têm um bom motivo para entrar.
Vocês não podem se esconder e vocês não podem nos deter (esse foi apenas o
começo).
Estamos espalhados por todo o mundo e agimos de forma independente e
descentralizada. Isso significa que aconteça o que acontecer, vocês jamais
poderão nos impedir de agir, pois impedir a um indivíduo não impedirá aos
outros.
Para aqueles não nos conhecem, a ALF é considerada a ameaça terrorista
doméstica número 1 nos EUA. Nossas ações visam destruir o patrimônio de
empresas e indivíduos que lucram com a exploração animal e expor a
realidade que é escondida da população.
Estamos muito satisfeitos com o resultado inicial, apesar de termos sido
obrigados a atrasar a data da nossa ação (ah, a fritadeira...) em um dia
além do planejado, já que no dia 20 de março comemora-se em todo o mundo o
Dia Mundial Sem Carne. Essa foi a nossa forma de comemorar a data, mas
isso não é tudo. Durante as semanas em que tivemos o privilégio de
estarmos abrigados nessa destacada empresa (podem procurar, vocês não vão
encontrar), tivemos a oportunidade de documentar alguns fatos na forma de
fotos, vídeos e fotocópias, o que será divulgado aos órgãos selecionados
quando o momento for apropriado. Aliás, estamos procurando desde já
veículos de imprensa interessados no pequeno dossiê que temos para
apresentar.
Hoje e sempre, lutaremos até que todos vivam em liberdade.
ALF - Frente de Libertação Animal
Fonte: http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2009/03/443736.shtml?comment=on




