Aproveitando que essa semana fui ameaçado por um facista, vim comemorar postando esse texto que já não tenho mais o link, esse conteúdo seria colocado no meu zine, o dança do caos, mas como não rolou, tá aqui o texto.
Tradução de Alana Soares
Agnostic Front
Agnostic Front é uma das bandas pioneiras da música Hard Core nos Estados Unidos, responsáveis pelo “boom”desse estilo musical. A formação original de 1981 não contava com o conhecido vocalista Roger Miret, sendo John Watson o então vocalista, Vinnie o guitarrista, Diego no baixo e Rob Crypt Crash na bateria. Posteriormente tiveram outros três vocalistas: James Contra, Jimmy, “The Russian”, e Keith, do Cause For Alarm, até que finalmente entrou Roger Miret. Nesta época realizaram seu primeiro trabalho, um disco de vinil que compartilharam com a banda WHITE PRIDE, e onde a demo do Agnostic Front aparecia no lado B. Enquanto o White Pride não eram estritamente nacionalistas, isso não foi impedimento para que seus shows fossem boicotados pela extrema-esquerda. Há alguns anos a gravadora RAC Sunwheel Records publicou um CD compilando quase todas as suas canções, cujo título era “Your loss is our gain” – “Sua Perda é Nosso Ganho”.
Além de compartilhar discos com bandas “politicamente incorretas”, também alternaram com Skins NS da cidade de Nova York... E na verdade os skinheads NS americanos ainda ouvem essa banda. Na edição original de seu primeiro EP “United Blood” aparecia uma pequena imagem celta no canto do verso da capa do vinil.
Mais tarde, dividiram palco com grupos declaradamente NS, como Youth Defense League (os quais tinham canções como “Skinheads 88”, “Youth of America”, “New Glory” e “Voice of Brooklyn”, versão de “Voice of Britain”, do Skrewdriver), e No Alibi (considerados os pioneiros do Hate Core), coisas que também fizeram bandas como Warzone, Cro-Mags, Sick Of It All, Youth of Today, Cannible Corpse e Accused, porque a essa altura ainda não era moda ser antirracista nem existia a SHARP.
Outra coisa curiosa é que no disco “Cause for Alarm”, do Agnostic Front, há uma dedicatória e parte dos agradecimentos aos Bully Boys, uma das bandas NS mais conhecidas dos EUA. Anos depois aconteceu uma anedota relacionada a isso, como Roger Miret relatava em uma entrevista para o fanzine “Useless”: nele Miret reclamava que a cidade de Los Angeles e os estados do Sul eram onde mais skinheads NS haviam participado de seus shows, coisa que na Europa não acontecia. Assim, finalizava dizendo que enquanto se preparavam para uma apresentação no Texas, apareceram os Confederate Hammerskins (Confederação “Pele de Martelo”) dispostos a dar-lhes um pequeno “corretivo”. Quando pensaram que eles quebrariam sua cabeça, reconhece que “... o que nos salvou foi uma grande Confederate Skin que tocava em uma banda chamada Bully Boys, que costumavam ser como nós, mas se tornaram nazis. Eles evitaram que chutassem nossas bundas”. Aquele enorme Hammerskin era Scott, vocalista do Bully Boys, mas o que é mentira é o fato deles terem se tornado nazis: os que mudaram de atitude foram Miret e companhia, que junto a outros como Warzone, resolveram pregar o anti-racismo.
Isso não quer dizer que o Agnostic Front era uma banda NS, ou que seus componentes eram, coisa que seria estranha, já que Roger Miret é de origem cubana, sempre tocando com uma bandana em que está a bandeira de Cuba e tendo tatuado no braço: “100% Latino”; queremos apenas refrear a mudança de posição dessas pessoas, que passaram a dividir palco e discos tanto com bandas nacionalistas a anti-facistas raiovosos.
14-01-2004
Trecho de uma entrevista com o líder da veterana banda NS “No Alibi”.
É verdade que começamos no Hard Core Nacionalista com letras que tinham WP (White Power/Poder Branco), apesar de não serem muito extremas. Isto nos permitiu tocar com grandes bandas do momento, como Cannibal Corpse, Warzone, Youth of Today, Agnostic Front, etc., e transmitir nossa mensagem. Hoje em dia é uma história totalmente diferente, as grandes bandas são ou SHAPs, ou esquerdistas, e os Skinheads WP têm seus próprios jornais, gravadoras e mídias, e não precisamos de publicidade comercial para transmitir nossa mensagem, de modo que não fazemos, a não ser que seja para estourar um show vermelho (de esquerda)! Tocar nesses shows também dá a possibilidade de conhecer gente que te apóia, que você nunca pensaria estar lá fora, por exemplo, uma vez ao acabar um show, o técnico de som veio até nós dizendo que gostava de nossa imagem, de nossa música, e que iria tentar nos lançar numa grande gravadora. Ele era o guitarrista da popular banda “Overkill”, e assim você sempre tem que olhar o lado positivo de qualquer situação.
No início da carreira vocês tocaram com Agnostic Front, Warzone... Qual sua opinião sobre eles com o passar dos anos?
Hahaha, boa pergunta! Especialmente o vocalista do Warzone, que morreu de AIDS, é irônico porque sempre subia ao palco com um “X” pintado nas mãos, pregando o não consumo de drogas, e depois morre com uma doença de drogado... O Agnostic Front era uma banda “fence sitter” (termo que se usa na cena Punk-HC para bandas ou indivíduos cujas posturas cercam ou refletem uma inclinação para o racismo, ou sexismo, ou homofobia, ou o nacionalismo exacerbado ou o anticomunismo), com um cubano como vocalista. Sabe aquela vez que o Agnostic Front tocou em Buffalo, estado de Nova York, num clube chamado “Metal Shop”, e levaram os Skinheads WP do Brooklyn, Nova York, para fazer o “serviço de segurança”? Quando estavam tocando, com estes caras ao pé do palco, os skinheads começaram a fazer a saudação com o braço levantado (Hailing) ao Vinny, e depois Vinny e o cara café-com-leite Roger Miret lhes devolveram a saudação, erguendo o braço! Hahaha, os Vermelhos (de esquerda) de verdade no público ficaram totalmente atônitos, e depois disso começaram a queimar a camiseta do Agnostic Front “skinhead”, que levava a Cruz de Ferro. A notícia chegou até os fanzines daqui que diziam que eram nazis! Como um velho ditado diz: “conheça seu inimigo e fique perto dele”, essa é a melhor forma de lutas contra suas mentiras. Agindo secretamente!
Sei que para os Skinheads WP é difícil de entender como pudemos tocar com essas bandas no passado, então eu vou tentar explicar da melhor forma. Em 1986, quando começamos, não havia um movimento skinhead nem no estado nem em nossa cidade. Todos éramos NS e WP, eescutávamos Skrewdriver, Brutal Attack, Carnivore... Mas os “skinheads” que reuniam massas de mais de 300 pessoas eram bandas pseudo-esquerdistas como Warzone, Biohazard, etc. Era uma decisão que tivemos de tomar, e hoje considero que foi 100% correta. Tocamos com essas bandas para dar uma alternativa aos jovens brancos frente ao veneno “vermelho” dos “pseudo-skinheads”. Se tivéssemos organizado shows por nossa própria conta, teríamos um público de 5 pessoas, [...] com o passar dos shows, cada vez tocávamos para mais gente, e mais NS/WP começaram a aparecer e ver que aquilo era algo grande. Isto nos permitiu criar um núcleo de seguidores. Não tivemos o luxo do Skrewdriver, ou Brutal Attack de poder tocar para 500 skinheads WP. Nós tivemos que começar do zero, da lama, e trazer à tona os verdadeiros skinheads. Ainda hoje estouram shows dos vermelhos quando menos se espera, como eu mencionei na primeira pergunta. A todos os que alguma vez disseram por ignorância “No Alibi é uma banda de vermelhos que tocam com o SHARP”, dizemos que são apenas estúpidas e que não agüentariam 10 minutos nas situações tensas que tivemos que ver. Sempre temos sido pioneiros do WP, e sempre seremos, lutando pela verdadeira liberdade.
Hoje em dia é uma história totalmente diferente, temos nossas próprias mídias, organizamos nossos próprios shows WP com mais de 200 pessoas, eliminamos o som de merda que tinham as bandas WP há alguns anos, e agora rompemos com os estereótipos difundidos pelos meios de comunicação judios.
Billy Milano e S.O.D.
Billy Milano foi o fundador da banda estadounidense S.O.D. (Stormtroopers of Death), e também de uma banda chamada M.O.D., e colaborador do Anthrax, esse cara era conhecido por ter sido skinhead e ter tendências declaradamente racistas, voltando atrás depois. Atualmente Billy Milano é o empresário do Agnostic Front. O primeiro disco do S.O.D., lançado em 1985, se chamava “Speak English or Die”. Esta banda acabou em 1986, mas voltou a se juntar em 1999, mas devido às críticas recebidas pelo primeiro álbum, acusados de racistas, sexistas e violentos, decidiram mudar de linha.
Harley Flanagan e Cro-Mags
Harley Flanagan é o baixista e vocalista da banda de hardcore Cro-Mags. Em sua juventude era muito amigo de skins NS, além de haver fotos dele por aí com integrantes das bandas NS “Aggravated Assault” e “Blue Eyed Devil”. Harley também tem sido visto em vários shows da banda Aggravated Assault, assim como da “Bound of Glory” (isso foi confirmado pelo camarada “Ed”, vocalista e líder da banda Bound of Glory), embora isso tenha sido há alguns anos. Os Cro-Mags também foram uma das bandas pioneirasda cena hardcore, e após um período de separação e volta aos palcos com o nome de “White Devil” e “Samsara”, voltaram a se reunir há não muito tempo com o nome de Cro-Mags, que naturalmente se declaram anti-racistas e que nunca tinham tido “amizades perigosas” nem dividiram palco com bandas “politicamente incorretas”...
Lemmy e Motörhead
Não vamos descobrir nada de novo sobre esse assunto, já que as tendências de Ian Fraser Kilmister, mais conhecido como Lemmy, vocalista do Motörhead, são amplamente conhecidas, apesar disso, porém, tentaremos apresentar alguns dados concretos. Primeiramente cabe frisar que, como o guitarrista do Slayer, Lemmy tem o costume de colecionar itens do III Reich. Em muitas entrevistas ele tem sido perguntado por que, e aqui estão suas respostas: “Tenho duas namoradas negras aqui nessa cidade (Los Angeles), então devo ser o pior nazista que você já encontrou. Metade dos meus amigos negros e judeus podem ir ao meu apartamento e não se incomodar (pela coleção)”. Na continuação, porém, Lemmy põe em dúvida que o holocausto tenha matado mais de 6 milhões de judeus: “Há fotos, mas qualquer um pode fazer fotos. Acho que metade disso é verdade, e metade mentira”.
SUN: Em sua coleção de mobília nazista, não sente medo das pessoas pensarem que você tem idéias erradas?
Lemmy: Não posso ajudar se as pessoas são f---- estúpidas. Se eu colecionasse bilhetes de trem, eles pensariam que ando em trens o dia todo? Você só coleciona coisas porque é uma parte interessante da história, e porque fizeram muitas coisas. Os britânicos não têm adagas cerimoniais. Nem os americanos.
Quer dizer que uma razão para colecionar objetos nazis, como adagas com a inscrição “Minha honra se chama Fidelidade” é que nem ingleses nem americanos têm adagas cerimoniais... Curioso sem dúvida. Este afinco levou Lemmy a ter a 5ª maior coleção das Américas de objetos do II Reich, chegando a comprar a coleção completa de objetos nazis de Ozzy Osbourne, incluindo bandeiras, medalhas e adagas. Não deixa de ser estranho que Ozzy por que nós não sabemos se ele é judeu, sua esposa Sharon sim é judia.
Mesmo assim Lemmy sempre se declarou apolítico, e não só coleciona objetos da II GM, mas também de outras épocas, como a napoleônica, um exemplo é que ele gastou 3.000 dólares em um objeto napoleônico. Sobre este tipo de perguntas há um caso curioso: numa entrevista que apareceu na revista “Metal Hammer” o tema era tratado de maneira diferente segundo a edição que foi; na edição que foi para a Inglaterra o tema era central na revista, na edição francesa foi só uma pergunta, e na edição da Alemanha não se mencionava absolutamente nada sobre o tema. Para não criar escândalo e prejudicar a banda?
Para terminar, cabe ressaltar os “enfeites” que Lemmy utiliza, como Cruzes de Ferro, anéis de caveira com capacete estilo alemão na II Guerra, etc. O mascote da banda, o emblema “Warpig” desenhado por Joe Petagno que aparece em muitas capas tinha originalmente uma suástica, mas foi retirada já que poderia ofender algumas pessoas. Ainda assim Lemmy conservou a Cruz de Ferro no peito.
Algumas capas de seus discos também resultaram controvérsias, como a do disco Bomber, onde aparece um bombardeiro alemão Heikel 111; o título do disco “Iron Fist” que era o nome traduzido de um esquadrão de caça do III Reich; na capa do disco “1916” aparece em clara diferença a bandeira imperial alemã e o mascote com o brasão de gala da cidade prussiana.