Páginas

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

“No Uruguai existe uma "tradição" anarquista”

[A anarquista Mix, do coletivo Ativismo ABC, de Santo André (SP), esteve recentemente em Montevidéu, no Uruguai. Na entrevista abaixo ela conta um pouco desta viagem.]

Agência de Notícias Anarquistas > E aí, como foi sua passagem pela capital do Uruguai, Montevidéu? Valeu?

Mix < Foi um dos melhores lugares que conheci, que pude estar. Por muitas razões: o lugar, as pessoas que conheci e que convivi os 12 dias que fiquei por ali, os espaços, os bairros, a cidade...

ANA > E que trabalho, projeto, chamou mais a sua atenção?

Mix < Na realidade muita coisa me chamou a atenção, mas principalmente a história do anarquismo no Uruguai, a história atual do anarquismo lá. Coisas que não conhecia ou que pouco sabia. Existem muitos espaços anarquistas, rádios comunitárias, ateneus, bibliotecas, cooperativas, indivíduos e um ambiente de respeito das pessoas em relação aos anarquistas. Tem uma ação que me chamou muito a atenção: lá eles organizam uma Marcha do 1° de Maio, uma marcha de trabalhadores passando por bairros historicamente operários como La Teja e Cerro até o centro da cidade, com forte adesão de outras pessoas que não são se afirmam anarquistas, mas lutam por uma vida melhor. Existe também o pessoal da Biblioteca Anarquista Del Cerro que tem uma banquinha numa feira com materiais de divulgação anarquista...

ANA > Você poderia comentar algum projeto?

Mix < Como disse anteriormente têm muitas coisas lá, mas posso falar da Biblioteca Anarquista del Cerro, da Federação Anarquista Uruguaya (FAU) e do grupo de mulheres chamadas Las Dicidoras que foram as pessoas/grupos que estive bem mais próxima, que convivi mais, mas existem os Ateneus Herbert Nieto e Del Cerro, El Galpón de Corrales e a Biblioteca Luce Fabbri, Comunidad Del Sur, foram pessoas/projetos que gostei muito de ter conhecido, mas o pouco tempo não me deixou ficar mais nestes espaços. Fiz questão de tentar conhecer tudo o que podia, dentro do tempo que ficaria lá. Além de outras pessoas que conheci que tem ações mais individuais que são muito importantes também.

ANA > E percebeu diversas correntes por lá?

Mix < Não sei se diversas correntes, mas diversos grupos, com atuações em diversos lugares, mas que em muitos momentos realizam coisas juntos, ou alguma atividade, algum debate, algum grande evento ou encontro e acho que isso é mais importante que as correntes que se seguem.

ANA > E a presença das mulheres...

Mix < Existe um grupo de mulheres feministas chamado Las Dicidoras, elas estão pensando não só questões feministas, como o aborto, mas também questões sociais. No geral, existe uma participação positiva de mulheres nos grupos.

ANA > E no que diz respeito às publicações?

Mix < Nossa, tem muita coisa sim, muita publicação: revistas, periódicos, livros. Todos os grupos acima citados tem publicações próprias: Rojo y Negro, Tierra y Tempestad, Revista Alter, a Gráfica da FAU com seus livros e tudo mais!

ANA > Na sua opinião o anarquismo em Montevidéu está mais avançado que em São Paulo, na capital e região metropolitana?

Mix < Bem, para mim é complicado dizer isto, porque são processos histórico-sociais diferentes. No Uruguai existe uma "tradição" anarquista, tradição no sentido de desde seu início o anarquismo, quer dizer, os anarquistas sempre tiveram uma influência muito forte junto a população, não houve um período de um forte "desaparecimento" do anarquismo. Ao contrário do Brasil. Junto a isso, existe a questão territorial e populacional que difere muito de um país a outro.

Por isso tudo é complicado pensar em analisar as coisas dessa forma, mas é muito incrível o que acontece por lá.

Acho que São Paulo teve uma história muito rica do anarquismo, mas tivemos um período de baixa, onde sempre houveram "gritos" de resistência. Nos dias atuais tem muita coisa acontecendo, e estamos (re)construindo coisas novas, recuperando coisas velhas, mas importantes e vamos tentando fazer as coisas em conjunto, separados, na mesma sintonia, depende de grupo para grupo.

Com altos e baixos, sou otimista em relação ao anarquismo, porque creio que é somente através dele que poderemos chegar em numa sociedade justa para homens e mulheres e natureza...

Gosto muito dessa passagem do Eduardo Galeano: “Também nos anunciam outro mundo possível as vozes antigas que nos falam de comunidade. A comunidade, o modo comunitário de produção e de vida, é a mais remota tradição das Américas, a mais americana de todas: pertence aos primeiros tempos e as primeiras pessoas, mas também pertence aos tempos que vêm e pressentem um Novo Mundo. Porque nada existe menos estrangeiro que o socialismo nessas terras nossas. Estrangeiro é, na verdade, o capitalismo”. [Eduardo Galeano - Livro dos Abraços]

ANA > E algum projeto que você viu lá te animou a reproduzir no coletivo em que atuas, no Ativismo ABC?

Mix < Bastante coisa me animou, mas por hora pensamos na cooperativa de consumo e já realizamos nossa primeira compra neste mês de fevereiro, onde estamos pretendendo comprar os alimentos direto dos distribuidores e outras coisas direto de quem produz (movimentos sociais). Estamos pensando em fazer uma grande quantidade do nosso jornal "El Saleroso" e em montar uma editora também, já estamos até revisando o livro que estamos querendo lançar... Muita coisa legal e boa trouxe de lá...

www.ativismoabc.org

agência de notícias anarquistas-ana

na poça barrenta
alegres borboletas
fazem fuxicos.

Rubens Nunes

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Campanha pela criação da 1ª Promotoria de Defesa Animal


É inegável e fundamental a importância do Ministério Público, uma instituição oficial, independente e autônoma, que age na defesa da ordem jurídica, do regime democrático, na defesa dos direitos sociais, entre eles à educação, à saúde, o meio ambiente, os direitos dos idosos, crianças, adolescentes, das pessoas portadoras de deficiência e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, bem como pela fiel observância das leis e da Constituição.

Uma instituição com esta relevância social e poder não pode ficar alheia às atrocidades diárias cometidas contra os animais não-humanos e à impunidade que prevalece em relação aos crimes perpetrados contra estes seres sensíveis.

Lançamos aqui a campanha pela criação da primeira Promotoria de Defesa Animal do país, na capital paulista, certos de que esta iniciativa pioneira suscitará demanda pela criação de muitas outras promotorias dedicadas à defesa animal em todo o país.


Participe!

Defensores dos animais e simpatizantes, acessem petição em
ONGs de defesa animal e outros grupos sociais (instituições), acessem formulário em
http://www.sentiens.net/index.php?option=com_rsform&Itemid=53

Por Sentients Defesa Animal (http://www.sentiens.net/index.php)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Ativismo no México

Fiquei sabendo, por esses tempos, que na Cidade do México temos muitos ativistas dos direitos animais em ação! Mando aqui link com fotos várias manifestações lá nos últimos tempos, cujos protestos alcançaram uma marca sensacional de 1000 militantes nas ruas!

Essa aqui é uma foto da ação contra touradas, como manifestantes semi nus deitados como touros (8/02/10):
http://lacovachanimal.ning.com/photo/antitaurino-051/next?context=user

Esse aqui são fots da caminhada "antitaurina" no mesmo dia:
http://www.slide.com/r/rHkBoNeSxz-c7tTzbhOHmzJQ0G-XoqjE?map=2&cy=un

Protesto na embaixada do Japão contra a matança de baleias (15/01/10):
http://www.slide.com/r/7o0nTv8w1T-j-Ov5-uCGX7v1KaSiyI_S

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Meu filho querido, meu garoto que na sua infância era grudado em mim. Em Roraima, me ligava quase todo dia, deixou dois filhos lindos, que os adorava e vivia por eles, agora de repente dizem que ele se suicidou, que loucura, como ele faria isso. Com tantos sonhos a serem realizados, ele ansiava as férias para vir para minha casa, e ficar também com sua caçulinha, contava os dias, como se matar, jamais, jamais...  Ele nunca foi covarde, nunca desistiu de seus ideais, somente a bala de um louco poderia um dia pará-lo, não é possível que um País como o Brasil, ainda isso é possível, a impunidade.
Meu filho nem depois da morte brutal, com marcas de violência, teve seu direito preservado, foi retirado do local, sem a devida perícia, e condenado pela sua morte, "Suicida".
Até quando a imprensa, a justiça, se calará, por favor, me ajudem a achar quem tenha peito para esclarecer e punir todos os envolvidos. Deve existir alguém, por favor, me ajudem...
Aprendi muito sobre o Amor, tolerância, compreensão, o perdão, a caridade, a não odiarmos nossos semelhantes, nossos irmãos, tudo isso aprendi com os ensinamentos de Nosso Mestre e irmão "Jesus", agora busco dentro de minha alma, força para exercer esses ensinamentos, mas meus irmãos é duro.
Muito difícil saber que aquele menino que criastes com todo amor, educação, carinho, aquele menino que sonhava em mudar as pessoas, as pessoas que iludem as pessoas, que lucram com a pobreza e ignorância de todos, aí ele vai pra Roraima, pois em São Paulo sua profissão (Professor) é considerada pelos políticos como desnecessária, pois cultura e conhecimento atrapalham nossos governantes.
Então lá em Roraima "parecia" que era o paraíso para os "professores", pois recebem o salário quase digno, ele foi, pois poderia agora dar uma vida melhor para seus filhos, digna, coisa que aqui é impossível. Aí descobriu que foi parar num País que tem Donos, pois ele passou e bem, no concurso, mas não imaginavam os "donos" que ele enfrentaria os "donos" e não pediria a sua exoneração, fizeram de tudo pra desistir e voltar pra São Paulo, ele insistiu e ficou...
Mas não podia trabalhar, ficou doente pela pressão que sofria e teve que se afastar, afastar de seu sonho de lecionar, ensinar, pois ele adorava, lutou por isso, se formou na Universidade de São Paulo (USP), com todo seu esforço, pra acabar assim, brutamente. E dizem que ele se suicidou...
Busco então força, pra não contrariar tudo que o Mestre me ensinou, mas tá duro, muito duro, desculpem não dá mais...
Um pai desesperado...
Wanderley Paiva
agência de notícias anarquistas-ana
Hermética música
há no silêncio da lágrima
que salga o mar.
Fred Matos

domingo, 7 de fevereiro de 2010

E mais outra...

E há quem pense que a sua religião é a melhor que a dos outros... que ensinamentos de tolerância e respeito deve ter lá!

Mais uma do cronicato...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Eugênio Lyra

Aqui vai um material realmente raro, espero que vocês tenham muita estima por ele, pois se trata de um scan de um panfleto que conta a vida de Eugênio Lyra, que foi um revolucionário em sua época na cidade de Santa Maria da Vitória.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ex-peão

O patrão mandou, é hora de por as iniciais dele nesse gado novo, ele precisa do seu nome estampado na cara destes animais, peraí eu também não sou um animal? Será que ele não vai querer me ferrar qualquer dia desse?
Um dia aí quando eu ficar mais velho e não conseguir fazer mais o papel de macho viril que ele tanto queria ser mas sua gravata e seu corpo gordo já não consegue, será que ele não vai me ferrar? Coitados desses bichos, aqui tendo que levar ferro quente na cara, não bastasse viver pra acabar num matadouro.
Quer saber foda-se ele! Não marco mais nenhum bicho, não vou por o nome daquele velho miserável em lugar nenhum, vou-me embora, rambóra nêga, patrão nenhum vai mandar ni nóis de novo.

Mais 4 Anos

Vote, seja mais um número, lá fora existem tantas serpentes sedentas por seu doce dinheiro.
A propaganda é simples, basta votar, siga a voz que mais te convence, se isso não for o suficiente siga a mão que te levará direto aos cofrespúblicos.
Vote, pelo menos mais quatro anos você terá seu suprimento vindo de uma pseudo-democracia, o resto da sociedade não vai ter esse luxo, mas quem sabe eles arrumem uns 4 anos pra eles, um dia chega a vez de todos não é?

Agora está tudo bem, mas e quando isso acabar, no máximo se o Povo for burro suficiente serão mais 4 anos.
Construo ou não aquela casa? Será que o prefeitão vai ajudar? E se por meus filhos numa faculdade? Será que eles se formam antes disso tudo acabar? É bom fazer meu pé-de-meia no banco assim vou ter boas reservas de dinheiro público codificado em particular.

Vai Além de Apagões

Além de apagões, o brasileiro ainda tem que conviver com as altas dos preços de energia que, segundo estudo assinado por 4 economistas do BNDES (que serviu de base para o pedido da CPI da energia) as tarifas praticadas no País sobem em ritmo acelerado desde o inicio da privatização do setor, em meados dos anos 1990. Para completar, o mesmo estudo aponta que passamos a ser líderes no ranking mundial no preço da tarifa. De 1995 a meados de 2008 (período pós-privatização) a tarifa média teria subido 398%. Segundo os economistas do estudo, o Brasil possui o menor custo de produção de energia do mundo entre as nações com mais de 50 milhões de habitantes. Creditam a alta ao modelo de privatização, que teria criado uma “enormidade de custos desnecessários e tornado o sistema menos confiável”. Enfim, a explosão das tarifas decorrem do modelo mercantil de FHC, que através da desregulamentação do setor energético levou o Brasil,entre outras tantas coisas, ao racionamento de 2001. Graças as privatizações praticadas pelo PSDB na década de 90, os brasileiros começam a colher seus frutos. A próxima? O Pré-Sal caso as eleições de 2010 acabem nas mãos do tucanato.
Para os que possuem duvidas é só recorrer aos documentos da CPI e Revistas como Carta Capital.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Entrevista com CAPRE (Coletivo Anarquista de Piracicaba e Região)


1- Quando e por que vocês fizeram o coletivo?
Nós do coletivo nos reunimos pela primeira vez em agosto de 2009 com o intuitode organizar o Expressões
 Anarquistas em Piracicaba-SP. Depois que o evento terminou, decidimos continuar nos reunindo para 
realizar outros eventos e ações em prol de nossas idéias, que são o anarquismo, a luta contra o sexismo,
homofobia (discriminação contra homossexuais, bissexuais e transgêneros), racismo, especismo
 (discriminação praticada pelo homem contra outras e spécies) e todas as formas de preconceito 
que existem na sociedade até hoje. Nosso intuito é divulgar o anarquismo para o maior número de pessoas
possíveis e fazer o máximo para “revolucionar o cotidiano e cotidianizar a revolução”. 
Atualmente somos 10 pessoas no grupo.

2- Fale sobre as ações que o coletivo tem feito
Nos reunimos praticamente toda semana (salvo raras exceções). Nessas reuniões trocamos materiais entre nós (livros, DVD’s e etc) e discutimos sobre as ações. Por enquanto fizemos: colagem contra o nazifascismo camuflado, colagem contra o racismo e distribuição de poemas sobre o assunto no Dia da Consciência Negra, panfletagem pró-vegetarianismo no Mc Donald’s, oficina de stencil, panfletagem contra o uso de casaco de peles, couro e camurça e o último evento foi a realização da Ceia Anti-Natal no dia 22 de dezembro de 2009, no qual panfletamos sobre o natal (consumismo, mentiras sobre a data e mortes de animais para as ceias) e distribuimos comida vegana gratuitamente.


3- Como a sociedade recebe o coletivo?
Pelo menos por enquanto eu creio que bem. Conversamos bastante com as pessoas na rua, sempre explicando nossos ideais. Alguns concordam, outros nem tanto, mas até o momento a maioria esteve disposta a nos escutar a conversar sobre o assunto proposto nas ocasiões.


4- O coletivo é de Piracicaba e região, o fato de não ser de uma cidade só não é empecilho?
Pelo menos por enquanto não. Na verdade as reuniões começaram em Piracicaba pela iniciativa de se reunir (inicialmente para organizar o Expressões Anarquistas de 2009) ter sido de pessoas da cidade. Depois do evento, além da maioria das pessoas ser da cidade fica mais ou menos perto para todos, sendo o melhor local de reunião. Mas independente disso não pretendemos limitar nossas ações à Piracicaba. Há pessoas também de Americana, Rio Claro, Águas de São Pedro e Limeira.


5- Qual a maior dificuldade encontrada pelo coletivo?
Por enquanto não tivemos nenhuma grande dificuldade, mas acho que somente a forma de conseguir dinheiro para realizar as atividades. Não queremos e não dá para tirar do nosso bolso. Por enquanto fizemos um mangueio no sinal, vendemos rifa e patches mas pretendemos começar a vender salgados veganos para conseguir dinheiro.


Nosso contato é capre@riseup.net



sábado, 23 de janeiro de 2010

Liberdade de Expressão?

O Brasil viveu até bem pouco tempo atrás, um período em que a liberdade de expressão era uma utopia. Época em que a ditadura militar amordaçava, ou tentava coibir de forma truculenta as mais variadas formas de expressão que alguns mais corajosos insistiam em manifestar. Pois bem, nem mesmo a ditadura nos seus momentos mais cruéis conseguiu fazer com que parte da população deixasse de expor as suas idéias e as suas ideologias em prol da liberdade, liberdade essa que é um direito inalienável de todo cidadão que se entende como tal. Estou me referindo às décadas de 60, 70 e parte da década de 80. mas, eis que em pleno século XXI, ano 2010, onde segundo a constituição que rege o nosso País desde 1988, todos os brasileiros têm o direito de manifestar-se expondo tudo aquilo em que acredita, o administrador de Correntina, cidade situada no Oeste da Bahia, parece que não viu o tempo passar, ou finge não enxergar, (que é o mais óbvio) que os tempos são outros. Não há mais lugar para perseguições pelo simples fato de alguém pensar diferente do que convém a administração municipal. Há alguns dias atrás, precisamente no dia 15 de janeiro de 2010, o Sindicato dos Professores deste município ciente dos desmandos cometidos pelo prefeito com relação ao atraso nos pagamentos dos servidores municipais, organizou uma manifestação pacífica com o objetivo de buscar uma resposta por parte do administrador no que se refere ao prazo do pagamento do salário do mês de dezembro. Pra encurtar a conversa, os servidores não foram recebidos pelo prefeito que saíu pela porta dos fundos e para piorar foram recebidos por dois oportunistas de plantão que respondem por secretarias que nada tem a ver com a educação, e, por isso mesmo, como era de se esperar não acrescentaram nada às reivindicações da comissão formada por pessoas ligadas à educação. Vale ressaltar ainda que alguns puxa-sacos que se autodenominam funcionários da prefeitura estavam anotando os nomes dos que participavam da justa manifestação em prol do seu salário atrasado. A resposta por parte deste aprendiz de ditador que nem vale a pena citar o nome dele aqui chegou nesta semana. Aqueles que participaram do ato de reivindicação do salario atrasado, eu me incluo nessa lista, foram punidos pelo energúmeno mandatário de Correntina. A punição consiste em tranferir para a zona rural, ou fora da área em que atuavam anteriormente, todos os participantes que manifestaram seu descontentamento com o salário atrasado e que até hoje ( 22 de janeiro de 2010), nunca foi pago. Agora, resta saber que democracia é esta praticada pelo prefeito de Correntina, onde as pessoas não podem expor os seus pensamentos e idéias, e pior ainda, cobrar respostas por conta do atraso no salário. Mas se ele e os seus asseclas pensam que irão nos amendrontrar, estão redondamente enganados, a luta está apenas começando. No mais, quero dirigir-me a todo companheiro e companheira que foram afetados por esse desmando e desejar-lhes força e coragem, unidos venceremos.

Retirado de: http://ninopauloster.blogspot.com

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sobre Vaquejadas


CONCEITO
- A vaquejada consiste em um vaqueiro competidor e outro auxiliar correrem a cavalo atrás de um boi para o competidor puxar a cauda deste e o boi cair levantando as quatro patas dentro da linha de limite estabelecida na arena.
- Para que o boi, como sendo um animal dócil e vagaroso, comece a correr em fuga na arena, são necessários métodos que lhe causem desespero e medo de predação iminente. Entre esses métodos, um exemplo é o encurralamento. Aplicações de socos e chutes nos bois já foram noticiadas por defensores dos animais.
- Os cavalos também costumam sofrer perturbações de agitação comportamental e escoriações: são fustigados com chibatas de couro e incitados a correr mediante golpes de esporas fixas nas botas do vaqueiro.

CONSEQUÊNCIAS FREQUENTES NAS VÍTIMAS (BOIS)

Essas conseqüências não são vistas ou flagradas em todos os eventos, mas costumam acontecer com notável freqüência.
- Fraturas nos ossos traseiros que sustentam a cauda
- Lesões sérias na medula espinhal, com casos não-raros de comprometimento de seu funcionamento nervoso
- Casos não muito raros de mutilação da cauda devido à força do puxão pelo vaqueiro
- Lesões e luxações em vértebras
- Traumatismos em partes diversas do corpo, especialmente nas patas
- Lesões em órgãos internos
- Fraturas nas patas quando do momento da queda

DETALHES ADICIONAIS
- Foram relatados muitos casos em que os chifres das vítimas são serrados com serrotes de marceneiro e sem anestesia, causando sangramento nos chifres cujas pontas foram arrancadas.
- Casos de má alimentação são relatados com freqüência. Alguns casos parecem propositais para deixarem as vítimas menos pesadas e mais fáceis de serem derrubadas, apesar de algumas vaquejadas de grande porte não aprovarem essa prática.
- O julgamento de avaliação do desempenho dos vaqueiros costuma ser feito com o boi em pé, mas os próprios organizadores de vaquejadas admitem que muitos animais ficam incapacitados de se levantar para esse julgamento.
- Em muitas competições, o animal vitimado ainda é um novilho, um bovino “adolescente” que ainda não tem o porte forçudo do boi adulto.

EXPLORAÇÃO E AGRESSÃO

O uso de animais, incluindo sua perseguição e judiação, como instrumentos de entretenimento caracterizam exploração animal.
A perseguição do boi e o puxão da sua cauda caracterizam agressão, da mesma forma que puxar com força e agressividade cabelos de uma pessoa. Caso humanos tivessem cauda, o hábito de puxá-la com intenção maldosa para derrubar a pessoa no chão caracterizaria agressão ou mesmo lesão corporal.
VAQUEJADA E ESPECISMO
É importante expor primeiro o que é especismo, termo ainda desconhecido da maioria das pessoas: é o ato de o ser humano arrogar para si o atributo de superior às demais espécies de animais e, aproveitando-se disso, negar aos outros animais o direito à vida, à liberdade, à dignidade e ao bem-estar e explorá-los a seu bel prazer, muitas vezes com requintes de maldade, crueldade e aparente sadismo.
O especismo não é quase nada diferente do racismo, da xenofobia e da homofobia. A única diferença é que, enquanto nesses três casos quem tem seus direitos naturais e jurídicos negados pelo lado agressor são humanos respectivamente com fenótipos “raciais”, nacionalidade ou orientação sexual diferentes dos agressores, no especismo as vítimas são os animais não-humanos castigados e explorados, “punidos” pelo “crime” de não terem nascido humanos.
Também caracteriza especismo a acepção e segregação de espécies por preferência carismática dos humanos. Por exemplo, é especista a pessoa que estima, ama e defende cães e gatos enquanto mata, come ou explora bois e galináceos.

Caracteriza especismo infligir aos animais não-humanos atos que seriam considerados abomináveis caso fossem infligidos em humanos.

Alguns exemplos de atos especistas, todos recheados de crueldade:

- Utilizar animais como fontes de matérias-primas e produtos alimentícios. Isso não soa abominável para os especistas, é até considerado supernormal e corriqueiro, mas estes abominariam o caso de serem utilizados humanos para se obter carne, leite (em caráter industrial não-maternal), pele e gordura de seus corpos, por exemplo;
- Utilizar animais em atividades de tração e força física com a imposição de dominação e açoites ao animal. Os especistas de hoje considerariam a tração humana escrava usada para mover carruagens e liteiras tal como era feito em épocas antigas remotas uma abominação;
- Usar animais como instrumentos provedores de entretenimento e pseudoesporte. Nenhum especista gostaria de ver “espetáculos” em que, por exemplo, homens sob tortura disputassem quem resistiria por mais tempo a agressões lancinantes, ou homens a cavalo disputassem quem puxaria o cabelo de uma mulher em fuga numa arena para derrubá-la no chão. Também nenhum especista dos dias de hoje admitiria “espetáculos” de “domação” de humanos de tribos primitivas subjugadas e capturadas;
- Impor e infligir a animais testes científicos primários de produtos como cosméticos ou medicamentos. Especistas normalmente só convocam humanos para testes quando o produto já está em versão beta, considerada segura, depois de versões alfa já terem ferido, cegado, queimado ou causado outros problemas graves em animais não-humanos nos testes.
- Aprisionar, em cárcere ou cativeiro, animais para fins de estimação, como pássaros, camundongos e peixes “ornamentais”. Nenhum especista admitiria aprisionar humanos escravos para estes lhe garantirem “estimação” e “afeto”, mas acharia totalmente normal aprisionar aves e peixes com o mesmo intuito.
- Vender animais para fins de estimação, ainda que sejam espécies carismáticas como cães e gatos, ou “utilitárias”, como o caso de cavalos e bois. Os especistas abominam e criminalizam o tráfico de seres humanos, mas consideram muito normal o de animais não-humanos.

Não caracteriza especismo, no entanto, matar vermes e microorganismos patológicos, ainda que pertencentes ao reino animal, por questão de sobrevivência e erradicação de doenças.
Também não é especista o ato de abater por legítima defesa uma fera que atacasse a pessoa sem que houvesse possibilidades de ambos os lados permanecerem vivos após a tentativa de predação, uma vez que não caracteriza exploração de animais indefesos.
Também não caracteriza especismo cuidar de animais domésticos, tais como cães e gatos, desde que os objetivos fundamentais desta tutela tenham sido, interdependentemente, libertá-los do abandono, do cárcere ou da iminência de morrer em um centro de controle de zoonoses, em vez de direcionar suas vidas ao fim estrito da servidão afetiva, e lhes sejam garantidos liberdade, dignidade e bem-estar acompanhados de legítimo amor.

Agora a pergunta: por que vaquejada também é especismo?

Vaquejada consiste em explorar os bois, mediante o infligir de medo e desespero nesses animais, para o entretenimento dos vaqueiros competidores e do público apreciador.
Vaqueiros, organizadores de vaquejadas e o público apreciador do evento arrogam para si a superioridade ante os bois e, com esse atributo forjado, sentem-se no poder de explorá-los e judiá-los.
Os cavalos também são explorados, são vistos apenas como instrumentos que integram a vaquejada, como coisas passíveis de compra e venda, mercadorias. Costumam ser traficados como, por exemplo, “cavalos ótimos para vaquejadas”. Têm sua vida e dignidade reduzidas a atributos de um carro de alta velocidade. Com o agravante de serem esporados pelos vaqueiros que querem mantê-los rápidos.
Bois são tratados como brinquedos de derrubar, como joões-bobos. Cavalos são tratados como carros de alta velocidade. Não são vistos como seres vivos dotados de sentimentos, como animais merecedores de dignidade, mas como objetos “esportivos”, como instrumentos de competição.
Seres humanos jamais seriam tratados do mesmo jeito por esses especistas. Eles alegam pertencer a uma sociedade que evoluiu, mas não consideram que a exploração dos animais, com aqueles mesmíssimos métodos e coisificações de que os exploradores antigamente lançavam mão em prol do abuso de humanos escravizados antigamente, é um atraso, uma chaga anacrônica na ética de seu povo, um ato bárbaro e covarde que também deveria ser rebaixado ao escaninho de barbáries do passado a que pertencem a escravidão e as bênçãos religiosas à guerra.
E outro motivo é percebido quando comparamos os bois vítimas com humanos perseguidos numa competição de igual sadismo. Os especistas jamais tolerariam a existência de uma competição, mesmo sendo considerada “cultura” ou “tradição”, em que homens a cavalo, em competição um contra o outro, perseguissem um escravo de cabelos longos em desesperada fuga para o melhor competidor puxar o cabelo do escravo e arrastá-lo ou derrubá-lo no chão a uma velocidade de no mínimo 15 quilômetros por hora.
O PRETEXTO DA CULTURA E TRADIÇÃO
A vaquejada é considerada pelos vaqueiros, pelos organizadores de vaquejadas e pelos apreciadores do “esporte” um evento que preza pela cultura interiorana nordestina e pela tradição dos vaqueiros da região.
No entanto, se formos ver o passado, a história da humanidade, veremos que inúmeros atos que hoje são considerados cruéis e abomináveis eram considerados em normais e prezados na cultura e tradição em sua época. Três exemplos internacionais podem ser citados:

- A própria ESCRAVIDÃO era normal e fazia parte da cultura de quase todas as civilizações urbanas e rurais do mundo antigo. Até a segunda metade do século 19, a escravidão dos negros era algo corriqueiro e totalmente tradicional para o povo. As feiras de tráfico de escravos, então, eram lugares de renovação e perpetuação dessa cultura. Ai que quem vier nos dias de hoje defendendo a legalização da escravidão de negros como “retomada das tradições clássicas do povo brasileiro”. Simplesmente estaria em sérios apuros com a polícia e até mesmo com os detentos do presídio para onde seria encaminhado.
- Os SACRIFÍCIOS HUMANOS eram algo ainda mais que cultural e tradicional: eram sagrados. Jovens, de adolescentes virgens até mesmo crianças e bebês, eram esfaqueados em altares para que seu sangue descesse o altar e “nutrisse a terra”. Muitos tinham seu coração arrancado ainda batendo. E ninguém nem sonhava com anestesia na época! Para os povos que praticavam esses sacrifícios, o sangue alimentava os deuses ou então o sol, neste caso para que o astro continuasse brilhando perpetuamente. Ai daqueles que aparecessem na frente do templo protestando contra esses atos, dizendo que era crueldade. Quem fizesse isso seria executado por blasfêmia e ofensa aos deuses! Hoje nem precisamos dizer como seriam vistas cerimônias de sacrifício humano. A polícia levaria todo mundo em cana por homicídio qualificado.
- O costume de ELIMINAR A VIDA DE BEBÊS DEFICIENTES também era uma tradição corriqueira em muitos povos da Antiguidade. Eliminava a “massa onerosa” do povo; ninguém, nenhum Estado, queria sustentar uma nação com várias pessoas deficientes, inabilitadas para o trabalho braçal que sustentava os pilares de seu povo. Hoje, ninguém de sã consciência desejaria entregar seu filho com paralisia cerebral ou com mutilação congênita para alguém matar.
- Existia em Esparta, na Grécia Antiga, um sistema chamado CRÍPTIA ou CRIPTÉIA: soldados adolescentes, para serem promovidos a guerreiros adultos, eram submetidos ao fardo de perseguir e matar o máximo possível de escravos soltos, chamados hilotas, na cidade. O fato de matar os escravos era visto como o comprovante de que os adolescentes estavam aptos para aderirem ao nobre exército espartano. Isso era visto, imagine... como cultura e tradição.
- Já na Índia clássica, existia, e ainda hoje faz-se ilegalmente vigente, a segregação oficial da população em CASTAS. Os monges bramanistas, os filósofos e os professores ocupavam a mais alta casta (chamada Brahmin). Nas castas abaixo da Brahmin, estavam em ordem decrescente os governantes, os militares, os comerciantes, os fazendeiros, os artesãos, os operários e finalmente os camponeses. Abaixo da estratificação de castas, existiam os párias, ou intocáveis, que eram discriminados, segregados e excluídos pelo povo de uma forma quase “racista”. Essa segregação era parte da cultura indiana. Era uma tradição milenar. Ainda hoje, muitos indianos ainda discriminam e segregam as pessoas da subcasta pária. Tudo escrito na bandeira da cultura e da tradição.

Como se vê nos cinco exemplos acima, cultura e tradição nem sempre são algo bom e admirável. Nesses pontos, coisas inofensivas como carnaval e futebol estão no mesmo patamar de cultura e tradição que sacrifícios humanos e segregação social por castas. A diferença é que os dois primeiros são por definição inofensivos e admiráveis, e os dois últimos são vistos hoje como ruins e abomináveis. Mas todos são culturas e tradições.

Com isso tudo, chega-se à pergunta: será que devemos preservar as coisas, por piores e mais abomináveis que sejam, só porque elas são “cultura e tradição”?
Será que nossa sociedade tem que respeitar a vaquejada, mesmo ela, por definição, sendo cheia de crueldade e exploração, só porque é algo da “cultura e tradição” nordestina?
CONCLUSÃO
Vaquejada é uma atividade cruel, exploradora, agressora, especista e, por isso tudo, abominável. Não é justo continuarmos preservando e deixando apreciar-se o ato de se maltratar e agredir bois só porque ele tem a bandeira da “cultura e tradição”. Muitas “culturas e tradições” que representavam discriminação, exploração, ferimentos e mortes foram abandonadas ao longo da História e hoje são vistas como perversas e repulsivas. Por tudo o que foi constatado, a vaquejada também deveria estar nessas “tradições” abandonadas. É baseado nisso que nós precisamos lutar com todas as nossas forças para que essa atividade pseudo-esportiva seja ilegalizada, criminalizada, combatida e banida do Nordeste, do Brasil e do mundo. Assim como a escravidão e os sacrifícios humanos foram jogados na cova dos erros da humanidade cujas lições de não mais repeti-los foram quase totalmente aprendidas.
FONTES DE REFERÊNCIA:
Retirado de: http://www.guiavegano.com.br/vegan/index.php?option=com_content&task=view&id=918&Itemid=102

Casal anticonsumista vive sem geladeira e TV em SP

Você acha que seria possível viver sem geladeira? E sem televisão? O casal Juliana Morari, 26, e Lúcio Tamino, 27, vive assim. E muito bem, pelo que dizem. Há dois anos, mudaram-se de uma região mais urbana da metrópole de São Paulo para a serra da Cantareira, nos limites do município, onde consomem "somente o necessário".

"Já que procuro sempre comer frutas e legumes frescos e não consumo nada derivado de animais, que estraga fora da geladeira, não preciso dela", explica Juliana, que se identifica como pesquisadora de dança. Ela planeja no máximo experimentar um sistema africano de refrigeração com vasos de cerâmica.

Sobre a falta de TV, diz : "Assim, evitamos o apelo comercial que chega tanto pela TV como por lanchonetes e outras grandes lojas"

Eles são um exemplo de até onde podem chegar cidadãos preocupados com o ambiente - e, no caso deles, também com a saúde, os animais, e o "todo à sua volta".

Relatório publicado pelo Worldwatch Institute na semana passada apoia atitudes como a deles. A organização, baseada em Washington, tira o foco no governo e em acordos internacionais. Avisa que o desenvolvimento sustentável do planeta e a luta contra o aquecimento global passam por uma renúncia ao consumismo.

Juliana diz que não compra produtos "supérfluos", ainda mais quando são industrializados, como biscoitos recheados e iogurte.

"Possuem corantes, conservantes e outros ingredientes que podem fazer mal", diz. Quando o casal precisa mesmo de algo industrializado, como óleo, opta por cooperativas. "Priorizo produzir eu mesma biscoitos e pães caseiros para nosso consumo."

O sustento financeiro do casal vem de Lúcio, artista plástico. Mas, como evitam o consumismo, não necessitam de muito dinheiro, diz Juliana.

O único eletrônico que declaram possuir em casa é um computador, por onde atualizam site contando sua experiência.

Absorvente reaproveitável - Há outros que não têm um estilo de vida como o de Juliana e Lúcio, mas, ainda assim, buscam renunciar ao consumismo. A Folha Online ouviu casos curiosos de renúncia às compras tidas como excessivas. Algumas medidas, como a da professora Tânia Regina Vizachri, 23, chamam a atenção.

Em vez de utilizar absorventes íntimos descartáveis, ela adotou os chamados "abiosorventes". São de pano reutilizáveis.

"Isso evita ter que ir sempre comprar na farmácia e produzir mais lixo", explica ela. "Além disso, há os produtos químicos do produto industrializado que também causam impactos."

O site do produto estima: "cada uma de nós irá consumir, ao longo da vida fértil, algo em torno de 10 mil absorventes descartáveis, que ficarão aí pelo mundo por volta de uns cem anos pelo menos".

E quando seu celular quebra, você pensa em consertar ou compra outro? Como muitos desses aparelhos são baratos, o biólogo Leandro Sauer Carrillo, 26, aponta que a tendência é mesmo comprar outro. "As pessoas não se preocupam com o que vai virar depois o produto", diz.

"O visor do meu celular quebrou há cerca de dois anos, depois de um ano de uso", conta ele. "Ao invés de jogar fora, consertei, por 10% do valor do aparelho." Outra aventura do aparelho foi molhar - problema que ele diz ter resolvido ao secá-lo.

Hoje Leandro não está mais com o celular, mas o deu em boas condições de funcionamento para sua mãe, atual usuária.

Uma semana para pensar - Outra preocupação do biólogo é na hora de fazer qualquer compra: "Antes pense no seu custo-benefício por uma semana", sugere ele. "Se, no fim do período, ainda quiser comprar, OK. Senão, provavelmente era algo que você acabaria não usando."

Ele exemplifica com a última coisa em que pensou em comprar: uma máquina de fazer suco que viu em propaganda na televisão.

"Parecia legal, mas depois, ao ver funcionar, percebi que desperdiçava partes da fruta que também poderiam ser aproveitadas, gerava muito resíduo", conta Leandro, que desistiu da compra.

Outro objeto de consumo que o biólogo cobiça há cerca de quatro anos é uma TV LCD. Mas recusou até hoje a compra pela decisão consciente de esperar: "A tecnologia avança muito rápido, logo vai ter outra opção mais avançada", pondera.

"Além disso, quanto tempo vou ter para isso? Se eu tiver uma TV pior provavelmente vou ter até menos vontade de assistir e vou poder fazer outras coisas mais saudáveis."

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

GOG- Som livre para todos

O cantor de rap GOG, tem um site no qual disponibiliza seu material totalmente grátis, e tem espaço para doações se você tiver/puder/quiser ouça seus sons se possível contribua para esse tipo de artista que tem uma atitude altamente rara.

http://gograpnacional.com.br/?page_id=42

Coração acorrentado

O meu coração está acorrentado no fundo do oceano
Antes
Acostumado a andar alguns metros quadrados para o resto da vida
Acostumado a girar em círculos para morder o próprio rabo
Acostumado à ração dada somente nas horas certas
Acostumado a lamber as mãos do dono depois de apanhar
Hoje
O meu coração vira-lata late
Tensiona a corrente
Não aceita a ração
Quer voar e respirar ao mesmo tempo
A vizinhança inteira uiva
Esperando a noite de lua cheia

 
Por Aluína
=D

Medo

Em verdade temos medo.
Nascemos escuro.
As existências são poucas:
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.
E fomos educados para o medo.
Cheiramos flores de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
vadeamos.
Somos apenas uns homens
e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
Doenças galopantes, fomes.
Refugiamo-nos no amor,
este célebre sentimento,
e o amor faltou: chovia,
ventava, fazia frio em São Paulo.
Fazia frio em São Paulo…
Nevava.
O medo, com sua capa,
nos dissimula e nos berça.
Fiquei com medo de ti,
meu companheiro moreno,
De nós, de vós: e de tudo.
Estou com medo da honra.
Assim nos criam burgueses,
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?
Vem, harmonia do medo,
vem, ó terror das estradas,
susto na noite, receio
de águas poluídas. Muletas
do homem só. Ajudai-nos,
lentos poderes do láudano.
Até a canção medrosa
se parte, se transe e cala-se.
Faremos casas de medo,
duros tijolos de medo,
medrosos caules, repuxos,
ruas só de medo e calma.
E com asas de prudência,
com resplendores covardes,
atingiremos o cimo
de nossa cauta subida.
O medo, com sua física,
tanto produz: carcereiros,
edifícios, escritores,
este poema; outras vidas.
Tenhamos o maior pavor,
Os mais velhos compreendem.
O medo cristalizou-os.
Estátuas sábias, adeus.
Adeus: vamos para a frente,
recuando de olhos acesos.
Nossos filhos tão felizes…
Fiéis herdeiros do medo,
eles povoam a cidade.
Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
dançando o baile do medo.

Carlos Drumond de Andrade

A Flor e a Náusea


Preso à minha classe e a algumas roupas,
Vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me'?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.


Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)

sábado, 16 de janeiro de 2010

Abaixo-Assinado em Defesa do Código Florestal

Gente, olha que legal, mais um abaixo-assinado pra vocês colocarem na coleção: assinando e repassando para seus amigos... É do Instituto Ambiente em Foco, e houve um ato público na ESALQ ano passado contra esse projeto de lei bizonho.

Leia na íntegra o manifesto:
http://www.institutoaf.org.br/2009/11/manifesto-em-defesa-do-codigo-florestal/
Assine aqui:
http://www.institutoaf.org.br/geral/codigoflorestal/abaixo-assinado/

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ajuda ao Vivo 4 cancelado

Por várias razões o Ajuda 4 ao Vivo não irá acontecer, não se sabe quando ele vai acontecer, esperamos que num futuro próximo aconteça, até vamos seguir a resistência de outros modos.
Um grande abraço a todos que ajudaram esta idéia.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Cartaz do Gig Anarcopunk em Cruz das Almas


Levantamos cartazes e a moral


Não consigo ver injustiça, não consigo consentir alienação, vou lá, faço um cartaz, me expresso, minha arte são panfletos colados, faixas estendidas, mas não vou ficar só nisso, não quero me tornar só mais um dedo apontado na cara do estado, quero usar essa mesma mão para escrever meus sentimentos, fazer com que eu mesmo escreva minha história nas páginas da vida ou no papel invisível da internet, não quero que um escritor(a) que nada tem a ver comigo use minha história pra por em um livro e ganhar dinheiro com uma vida que lutou contra pessoas como ele(a), a história tem que ser livre, por isso ela está aqui, está nas ruas. Tenho nojo de literatas que vivem sua vida apenas para se expor e de nada contribuem para o mundo, apenas derrubando mais matas para fazerem seus livros vazios e sem sentido que a burguesia e a academia aprovam com tanto louvor.
O que move minha indignação é que todos nós podemos, nos expressar, revolucionar conceitos, se podemos fazer tanta coisa por que parar sentar no bar e tomar mais um gole de intorpecência social?
Literatura salva, literatura também mata

Ajudando o Rancho dos Gnomos


O Santuário Ecológico Rancho dos Gnomos não tem nenhum auxílio do Governo, Estado ou Prefeitura. Toda a renda que sustenta o Santuário vem de simpatizantes da causa que nos ajudam mensalmente ou esporadicamente, além de algumas empresas parceiras que disponibilizam produtos ou outras formas de ajuda. Contamos com os bons corações para continuar a manter o Santuário ativo e recebendo animais vítimas de diversas e tristes situações, porém necessitamos mais do que nunca de auxílio para a alimentação dos animais já abrigados.

Ao todo são mais de 400 animais de diversas espécies silvestres, domésticas e até exóticas. São animais que precisamos alimentar, prestar auxílio veterinário, abrigar em recintos que muitas vezes são temporários e que precisam de uma estrutura nova, além de todo o gasto com o corpo de funcionários que trabalham cuidando destes animais, da limpeza e da alimentação dos mesmos.
O Rancho dos Gnomos merece ganhar este caminhão de ração para garantir que muitos cães e gatos tenham as barriguinhas cheias por muito mais tempo. Não somente os nossos animais seriam beneficiados, mas também os animais de pessoas humildes que vivem nas redondezas do Rancho com quem dividimos a ração ganhada quando podemos, como em outras ocasiões.
Contamos com a ajuda de todos para que 2010 comece com a alimentação garantida dos nossos cãe e gatos que, ao todo, somam mais de 160 animais. Toda ajuda é necessária e todos podemos nos unir em prol disso. O Rancho dos Gnomos há 18 anos realiza o árduo, mas necessário e gratificante trabalho de salvar vidas, apaziguando as dores físicas e aconchegando as dores da alma. Esta ajuda da Total Alimentos seria valiosa para os nossos animais neste momento.
Para votar no Rancho dos Gnomos e ajudá-lo, clique no link abaixo:
http://www.totalalimentos.ind.br/campanha_feliz_natal_com_max/votacao/ongs/ong32.php
Você também pode nos ajudar divulgando este link para votação.
Nosso muito obrigado!
---
Quem não conhece o Rancho dos Gnomos é um santuário onde se encontra toda espécie de animais que foram rejeitados ou colocados à mercê do ego humano, lá se encontram cães, gatos, animais silvestres e até exóticos, é um espaço que desde 91 vem realizando essa luta em favor dos que não podem se proteger da Máquina.
Site do Rancho:

sábado, 2 de janeiro de 2010

Ibama autua empresa que explora urânio em Caetité/BA

A Indústrias Nucleares do Brasil S/A - INB, empresa que explora a mina de urânio no município de Caetité, foi autuada na quinta-feira (19) pelo Ibama por descumprimento de condicionante da Licença Ambiental (condicionante 1.4 da Licença de Operação nº 274 de 2002), que determina o imediato informe ao órgão de qualquer acidente ocorrido no empreendimento. Por este motivo, a INB foi multada no valor de R$ 1 milhão.
O Ibama também notificou a empresa a apresentar relatório detalhado sobre o acidente na Unidade de Concentração de Urânio - URA, envolvendo vazamento de solvente orgânico com urânio no dia 28 de outubro de 2009. Este relatório circunstanciado, de acordo com a equipe técnica, deve conter a análise de todos os efeitos decorrentes, das medidas de controle e o monitoramento do ocorrido.

A vistoria à área em que ocorreu o acidente foi efetuada no dia 18/11, quando os técnicos do Ibama, acompanhados pelo gerente da Unidade de Concentração de Urânio, percorreram alguns pontos dentro do empreendimento onde foram detectados o vazamento.

De acordo com o relatório técnico, a equipe constatou a efetividade do vazamento do solvente orgânico contendo urânio, que transbordou dos tanques de processamento para a caixa de brita. Devido à forte chuva, esse material transbordou ainda para o sistema de drenagem das águas pluviais, atingindo a canaleta de drenagem, que direciona a água para a Barragem do Córrego do Engenho.

Como resultado, constatou-se a contaminação de 15 metros cúbicos de material (terra e brita), retirado da caixa de brita, e 33 metros cúbicos de solo contaminado da canaleta de drenagem.

Esse material, de acordo com informações da empresa, foi retirado do local e colocado em área de segurança. “Os 16 metros cúbicos de material contaminado foram enviados para a pilha de lixiviação e os 33 metros cúbicos de solo contaminado foram enviados para o depósito de ésteres”, diz o documento.

Os técnicos também investigaram outra denúncia envolvendo a empresa - esta do dia 16/11, sobre um desabamento de rochas na mina de exploração de urânio. Após a vistoria no local, eles consideram o fato de pequenas proporções, mas recomendaram à empresa que sejam realizados procedimentos de segurança visando evitar novas ocorrências.

A equipe do Ibama que vistoriou a área de ocorrência, em Caetité, foi composta por um técnico de emergência ambiental, dois técnicos do setor de Licenciamento Ambiental, um técnico da Superintendência do Ibama na Bahia – Supes/BA e outro do Escritório Regional do Ibama em Vitória da Conquista. Também integrou a equipe um representante do Ingá, a convite da Supes-BA. (Fonte: Ibama)