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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Relatos da Marcha das Vadias de Araras




"Do Canadá para o mundo, do mundo para as capitais do Brasil, das capitais para Campinas, Araraquara, São Carlos e um dia vejo no Facebook um convite para uma reunião da organização da Marcha das Vadias em Araras. Seria num sábado, no Centro Cultural. Fui.
Conhecia as meninas de vista, não tinha amizade com ninguém ainda, mas senti firmeza nessas jovens cheias de vida e meu coração pediu que eu ficasse com elas e abraçasse essa causa.
E lá fui eu! Convidei colegas de luta para a segunda reunião, ofereci minha chácara para uma festa no dia 14 de agosto a fim de arrecadar fundos para a faixa (Marias do Patrocínio das Vadias), os panfletos, os pincéis, o guache e as cartolinas, desmarquei viagens, criei o Yoga, Tai Chi e Meditação na Praça Barão de Araras no dia 2 de setembro para mobilizar a cidade no Combate à Violência contra a Mulheres e as crianças e finalmente, no dia 8 de setembro, vesti minha calça hippie e a parte de cima do meu bikini preferido, me pintei feito índio e lá fui eu, barrigão de fora, marchar com elas Praça Barão afora, Rua Julio Mesquita adentro!
Enquanto o microfone e a batucada retumbavam com explicações sobre a nossa causa, eu ia pela calçada. Dando panfletos para a mulherada e explicando rapidamente: “Isso é pra apoiar as mulheres, para que elas parem de apanhar caladas!”
Mesmo agora, escrevendo, a emoção volta e as lágrimas me dificultam a digitação. Mulheres simples, sofridas, rostos marcados pela vida, sorriam, me agradeciam, faziam sinal de positivo com o polegar. O sol batia, o vento fresco acariciava meu corpo livre e uma sensação de bem aventurança e paz me inundaram durante todo o percurso e até hoje perdura.
Resisti muito e me dei muito mal não seguindo meu coração ao longo de minha vida.
Hoje aprendi e descobri quando há verdade, há paz e se há paz, há luz. E agora, tudo o que eu sinto é paz e uma vontade imensa de continuar lutando pelo direito das mulheres e das crianças ao lado dessas guerreiras e desses guerreiros que fizeram a Marcha das Vadias de Araras acontecer!!!!

Me sinto extremamente honrada e grata por fazer parte do Coletivo da Marcha das Vadias que é composto por pessoas sérias, comprometidas e dignas. VALEU GALERA!!!" (Drizotti)

"Achei legal a marcha porque Araras não tem movimento político do povo... nunca vimos pessoas marchando nas ruas que não fosse em forma de religião, ou uma maratona... gosto muito da ideia de que tenhamos outras reivindicações: para a cultura, para educação - professores e alunos, pais e diretores - , que tenhamos luta dos trabalhadores no setor privado a favor de melhores condições, funcionários públicos também... A questão é que Araras, a população de Araras, nunca se demonstrou insatisfeita - por mais que se sentisse assim... nunca se revoltou muito menos agiu para mudar alguma coisa que não lhe agradasse na cidade - ou encontrou o que queria fora da cidade, ou simplesmente se acostumou a viver sem.
Precisamos mostrar pra esse povo que quem faz a cidade é quem vive nela; mostrar que estamos aqui pra fazer dessa cidade uma "cidade encantamento" ... rs
Gosto de muitas pessoas nessa cidade, mas realmente, muitas vezes, de uma forma geral, a população se mostra conivente com as coisas que não lhes agradam... podemos mudar esse quadro de coisas X que quero mudar... A marcha das vadias parece que foi um start pra uma movimentação política do povo...
E realmente uma das coisas mais horríveis é a opressão e violência... contra a mulher, animais, adultos - nesse caso as mulheres estão de parabéns por terem sido pioneiras na nossa cidade a marchar contra a opressão e violência :D" (
Felipe Harter)


"A gente percebe quando acontece alguma coisa feminista ou direcionada para mulheres como a Marcha das Vadias, um evento de 8 de Março, alguma reivindicação quando há um monte de mulheres no meio, na organização, na frente do problema... mas não percebe que em todas as outras coisas, quase nunca há mulheres, a não ser em coisas específicas (como certas profissões, principalmente aquelas relacionadas a cuidado,  educação e afazeres minuciosos ou caseiros - secretariado, limpeza, cozinha).
 Quantas mulheres você conhece que sei lá, possuem uma empresa, trabalham com algo que não é incentivado na infância e vêm do desejo pessoal, como tocar um instrumento musical? Ahn, preferecialmente aquelas lendas do capitalismo - quantas mulheres assim você conhece que tiveram que lutar pra isso, e não tiveram tudo no colo como a maioria dos homens (e mulheres brancas) já ganham no kit nascimento? Poucas né? Se realizar profissionalmente, ou em outros campos da vida, ainda não é simples pra mulher, mesmo agora que ela conquistou esse incrível direito de sair de casa pra trabalhar fora e realizar sua tripla jornada diária (casa, filhos e... trabalho remunerado! - o único, também). Mas opa! Ela tem que voltar pra casa cedo, pegar as crianças, fazer janta para o marido! Além de tudo, se andar sozinha de noite na rua, de qualquer jeito que for, temos a patrulha social do machismo (já não bastava toda as preocupações que lhe foram incutidas na infância), que te ronda com a possibilidade de um estupro. E ainda tem gente que acha que feminismo é desnecessário...
Tudo isso pra dizer que a necessidade de ações como essas ainda é grande, tanto a das Marchas das Vadias que aqui no Brasil tomaram proporções enormes e abraçaram pra si várias reivindicações feministas como descriminalização do aborto, real libertação sexual, não homofobia, direitos realmente iguais - igualdade no sentido de equidade - e tantas outras; quanto tantas outras lutas do dia a dia, imperceptíveis, que ganham mais fôlego pra continuar..."
su

Imagens: Nathália Ferreira, Gabriela Nascimento, Rodrigo Cremasco, Eliane Pessotto, Talitha Roncolato e outrxs que por ventura esqueci no garimpo das imagens da internet...

domingo, 9 de setembro de 2012

Novidades não tão novas assim

Olá pessoas, como sempre, estamos muito ocupad@s, muitos corres, projetos, enfim, coisas demais pra pessoas de menos. Mas mesmo assim temos conseguido deixar o TSL atualizado, hoje também com um mega atraso venho postar videos do Festival Correnteza e dar um aviso também; há pouco tempo dei uma entrevista para o blog Tosco Todo do Nem do Cama de Jornal (lendária banda punk baiana). Não tem muito tempo que a entrevista está on line mas ela já está entre as 10 mais lidas do blog, eu fico muito feliz, quem quiser sacar a entrevista é só acessar: http://toscotodo.blogspot.com.br/2012/08/entrevista-com-o-xi-drinx.html
Agora deixo com vocês os vídeos que filmamos do Festival Correnteza, quem quiser sacar o show completo da Projétil Paralelo no festival acesse aqui. Os videos que filmamos foram de quase todas bandas faltando apenas da MarmitexSA, os vídeos da Neurovermes estão com qualidade baixa.
Fica aqui os vídeos, as pequenas lembranças do festival, das coisas legais que aconteceram, do pedido de casamento que o cara da Tarja Preta fez pra namorada em plena apresentação da banda, e tantas outras coisas, todo mundo que foi acho que tem uma história pra contar, então aqui fica os videos, para poder recordar. Espero que ano que vem seja melhor ainda.

Neurovermes - Eles Querem Meu Ânus

Neurovermes - Bem Vindo à Fronteira

Neurovermes - Fogo Cruzado

Neurovermes - Laranja Mecânica

Neurovermes - C.A.P.S.

Neurovermes - Sobrevivência Punk

Vídeos da banda Penúria Zero



Penúria Zero - Começamos Mal

Penúria Zero - Festa Punk (Os Replicantes Cover)

Banda Descarga Negativa (GO)

In Mundos (BA) - Patriota Idiota

Banda Tarja Preta (GO)




domingo, 2 de setembro de 2012

Resenha do Lançamento do CD da Vomitos









O show de lançamento do disco Punk Rock Pra Mendigo da Vomitos aconteceu no beco do karaoke, um beco diferente já que o famoso Beco do Rock não está podendo ser usado por causa de uma reforma.
Apesar de ser um show importante ele sinalizou algumas faltas na cena, como por exemplo uma melhor articulação das bandas e até falta delas também. As apresentações começaram com a Diabos Mutantes, um projeto de horror punk, que, espero eu, deixe de ser um projeto e vire mais uma banda da cena. Logo após veio a apresentação desta pessoa que vos fala com sua carreira solo fazendo a segunda apresentação. Pouco tempo depois a Vomitos entra em cena fazendo com que as galeras espalhadas se juntem e a roda punk comece a se formar, o show foi muito enérgico, a Vomitos tocou sua música nova, Revolução, que inclusive não tem em seu disco, todas as músicas do cd foram tocadas, não houve nenhum problema no show o que é uma coisa muito boa, sem brigas, todo mundo curtiu de boa. No show teve venda de discos pela Mainá Distro, com discos de bandas locais como a Projétil Paralelo e a Vomitos e de bandas de outras partes do país. Um boneco representando a Jusmari (prefeita de Barreiras-BA) foi queimado e destruído pelo pessoal da banda e do show, descontando ali sua raiva contra um governo opressor e fascista que se vive na cidade, a banda além disso fez uma fala sobre a violência da guarda municipal contra o pessoal do rock, por fim o show foi tudo que se espera de um show punk, uma descarga de energia contida por pessoas que vivem oprimidas pela sociedade, foi um show realmente punk.

Sobre o disco Punk Rock Pra Mendigo, que foi lançado oficialmente ontem dia 1º de setembro, posso adiantar que teve uma boa produção se levar em consideração as condições de material e financeiro que uma banda punk do interior da Bahia tem. Outro fato é que este álbum é um dos poucos álbuns produzidos aqui na região, apesar de não ser o primeiro, é um dos únicos ou seja, só por isso já torna o trabalho da Vomitos uma raridade e item de colecionador!
Upei aqui somente para audição a música Frank, se você quer ter o disco entre em contato através do email distromaina@gmail.com e peça sua cópia do cd que tem 17 faixas com as músicas que são a trilha sonora principal de uma juventude degenerada pelo sistema numa cidade do velho oeste da Bahia.

Resenha do Festival Correnteza


Demorou, eu sei, é que eu tinha esquecido. Mentira, eu tava esperando alguém fazer (que avaliar um evento em que você esteva na organização não é uma coisa que ache muito relevante, os pontos de vista são outros e afinal, eu já tinha feito isso no blog da Projétil). Mas achei que ainda estava faltando... então, vamos lá!

Apesar da organização ter começado no início de 2012, economizando grana pra comprar uma bateria só nossa que pudéssemos usar para todos os eventos que fazemos e contactando as bandas, as demandas ficaram mais gritantes apenas em meados de julho.
teatro CACO
Road Warriors
Chegar em Correntina e passar na secretaria que cultura pra descobrir que a secretária havia saído (?) e não havia contado nada para os outros funcionários foi a queda, estávamos sem o som (coisa mais cara e difícil)! Foi muito corre para conseguir, apenas um dia antes, a confirmação dele. E dá-lhe patrocínio de candidato nessa época eleitoral...
As outras coisas foram mais fáceis: local do evento (o ginásio, que me desculpem, mas eu tinha avisado que a acústica era uma bosta), local para as bandas dormirem (escola)...
Neurovermes
Pra conseguir a comida da galera, foi difícil também... ainda bem que Wanessa e Karina nos ajudaram com isso!
Marmitex SA
O xVinix fez esse flyer foda... que foi modificado devido algumas bandas não terem comparecido (algumas nem avisado, ou avisado em cima da hora... é foda! não chamamos outras bandas por falta de espaço e depois as bandas que confirmam dão uma dessas... falta de responsa é osso!), algumas, com muita vontade de ajudar, mesmo não pudendo aparecer, avisaram, deram uma força...
Sexta começamos com a apresentação do grupo de teatro CACO, uma mini-peça sobre rock e rpg. Valeu Daiane e todo o pessoal do teatro, é muito bom ver que a cultura da cidade não pára e tanta gente nova fazendo acontecer! Apresentaram-se as bandas Road Warriors (clássicos e músicas próprias - fala sério, Wind on Face é massa demais), Neurovermes (num show que foi uma loucura sem fim), Marmitex SA (botando pra foder num som brutal que animou a galera), Hellraiser (Samavi metal sempre!). Juro que fiquei feliz em ver que logo no primeiro dia já haviam mulheres presentes em duas das bandas... isso é demais. As bandas do Ceará (Discrasia e Love Story) não puderam vir, mas esperamos vê-los em alguma outra oportunidade... ao menos logo lançaremos o split delas pela Mainá!

Hellraiser
filme 'From the Back of the Room'
No segundo dia apresentamos trechos do documentário "From the Back of the Room", sobre a participação de mulheres no começo da cena punk de Nova Iorque.
Descarga Negativa
Penúria Zero
Tivemos a apresentação da banda Penúria Zero (Choque Térmico direto do Goiás) - quando aconteceu o pior: além da pele de retorno da caixa estourar (o que resolvemos com uma caixa emprestada), a pele de ataque do bumbo estourou! E como raios a gente ia achar outro bumbo? Ninguém leva um bumbo pra tocar... e não conhecíamos ninguém que tinha ou emprestaria naquela hora... foi um enrosco, uma desolação, um corre-corre, até conseguirmos por uma ajuda muito do além, uma pessoa que tinha visto o evento rolando, estava na platéia curtindo e resolveu ajudar!
Assim pudemos continuar com o Descarga Negativa (banda das antigas muito boa, com discursos entre músicas muito fodas, cheio de conteúdo de verdade), Tarja Preta (som muito bom, do centro oeste também) e In Mundos (de Conquista! 'Eu joguei bosta na polícia' foi a música mais esperada da noite, hehe).
Tarja Preta
In Mundos
galera curtindo
No domingo, exibimos trechos do documentário "Noite do Horror", sobre um evento de mesmo nome realizado na cidade de Barreiras, o bate papo sobre movimentos sociais não aconteceu (devido ao não comparecimento do pessoal, e parece inclusive que tivemos uma falha na divulgação, pois apesar de termos feito vinheta e distribuído no carro de som, ninguém ouviu, e não tivemos tempo de passar nas rádios. Uma pena ter sido feito apenas internet, cartazes e boca a boca, mas quem sabe no próximo possamos nos preparar mais, e mais gente possa somar e ajudar...).
Projétil Paralelo
As bandas do domingo praticamente sumiram sem dar nem notícias (e olha que são de lugares muito mais perto do que Vitória da Conquista e Goiás!), então só a Projétil Paralelo encerrou, com músicas novas, um pouco mais de cantoria e, se posso dizer, suingue.

Tirando os prejuízos materiais, físicos e mentais, estamos todxs salvos. E prontxs pra próxima...

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Preparações pra Marcha das Vadias de Araras - SP

Passei aqui pra deixar umas notícias sobre as preparações pra Marcha das Vadias de Araras, que vai rolar no dia 8 de setembro na cidade, sábado, às 9h da manhã (concentração no calçadão, centro da cidade).
Depois de várias reuniões para organização, já rolou divulgação na tv, rádio, panfletagem na rua em vários bairros, dias de feira e em universidades, batucadas (inclusive oficinas!), divulgação em outros eventos... Além de uma festa para arrecadação de fundos (a Marias do Patrocínio das Vadias, que foi um sucesso!) para comprar os materiais que usaremos, como os panfletos par distribuição no dia. Essa semana confeccionamos a faixa que levaremos às ruas. Tudo correndo muito bem, ansiosidade pela data!

Esse sábado agora dia 1 de setembro vai ter um debate sobre 'Violência contra a Mulher, Gênero e Saúde', uma formação que será ministrada pela Mariana Hasse, 14h na biblioteca municipal.

Numa das divulgações também falamos um pouco do nosso coletivo da UFSCar, o Bando de Marias! Aí vai o resumo que enviamos:


"O Bando de Marias é um coletivo feminista que se iniciou no começo de 2012 na UFSCar - campus Araras devido à necessidade de organizar mulheres que acreditam e lutam por uma nova sociedade sem desigualdade entre homens e mulheres. Buscamos problematizar as relações de gênero e sexualidade na sociedade de forma autônoma e solidária.

Ao nos depararmos no nosso dia a dia com tantas notícias de violência física, psicológica e sexual contra as mulheres, ao constatarmos que as mulheres, mesmo tendo conquistado sua posição no mercado de trabalho, ainda realizam uma jornada tripla e recebem salários menores que os homens por realizarem as mesmas funções, ao lembrarmos que o serviço doméstico não é valorizado, remunerado nem considerado trabalho, assim como cuidar e criar @s filh@s, vemos que ainda há muito a se avançar em busca da igualdade.

Precisamos do feminismo quando ainda existem leis específicas para proteção contra violência doméstica, quando vemos casos de intolerância à homossexualidade, quando o estupro acontece e tenta se colocar a culpa na vítima - o que foi o caso estopim para a realização da Marcha das Vadias no mundo inteiro, quando um policial disse que as mulheres deveriam parar de se vestir como se fossem vadias para não serem estupradas - e lembremos que a maioria dos estupros acontecem dentro de casa pelo próprio marido, como a pesquisa Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Público e Privado, da Fundação Perseu Abramo (2010), conclui: 42% dos casos de estupro os agressores são antigos ou atuais namorados e cônjuges das vítimas. Mulher não é objeto, não é posse, não é inferior, não é designada para nenhuma obrigação ou papel que não seja o que ela quiser.

Realizamos atividades como formação sobre as bandeiras feministas, com temas sobre patriarcado, gênero e histórico da luta, assim como oficinas. Você mulher que se identifica com a nosso coletivo, se sinta à vontade para comparecer em nossas reuniões!"

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

I Encontro de Mulheres da Articulação Metropolitana de Agricultura Urbana: Agroecologia e Produção do Viver na RMBH

I Encontro de Mulheres da Articulação Metropolitana de Agricultura Urbana: Agroecologia e Produção do Viver na RMBH

Buscando promover o empoderamento das agricultoras da Região Metropolitana de Belo Horizonte e debater questões como a auto-organização feminina, a Articulação Metropolitana de Agricultura Urbana (AMAU) promove nos próximos dias 25 e 26 de agosto o seu I Encontro de Mulheres. Será uma oportunidade para discutir questões como a invisibilidade dos trabalhos reprodutivos, apesar de sua importância na economia de todos os lares. Pequenos espaços produtivos e quintais podem ter um impacto decisivo na economia doméstica no que se refere à produção de alimentos saudáveis, menores gastos com compras de sacolão e à saúde e bem-estar da família em geral. Outras questões que entram na pauta das mulheres agricultoras são a socialização, com a família e a comunidade, do trabalho doméstico e de cuidados, de modo a oferecer maior grau de liberdade à mulher, além de outros temas como a inserção no mercado de trabalho e a violência contra a mulher.

As vagas para o evento são limitadas.

SERVIÇO:
I Encontro de Mulheres da Articulação Metropolitana de Agricultura Urbana:
Agroecologia e Produção do Viver na RMBH
Dias 25 e 26 de agosto. (Com chegada na sexta até as 20h)
Pousada Vila da Serra - Mário Campos / MG (Região Metropolitana de BH)
Disponível ônibus para as participantes 
Inscrições e informações: saozmenezes@gmail.com - 8567-8574

www.ecovidasaomiguel.org
 
 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Show da Banda Neurovermes


Oi galera! Vim divulgar o cartaz da apresentação da banda Neurovermes - Cybepunx, de Barreiras, no Sarau das Vadias, que é pra arrecadação de fundos para a Marcha das Vadias que acontecerá em breve na cidade.
Compareçam, conheçam, apreciem, colaborem!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Considerações sobre White Metal

Há muito tempo eu tinha pensado em escrever essa matéria, desde antes, com o contato com o pessoal do black metal, altas ideias trocadas a respeito sobre a razão de ser do satanismo e tudo mais.
Com o acontecimento do Barreiras Rock Fest, festival realizado com maioria de bandas de white metal e a aceitação da galera sobre o assunto, resolvi voltar naquela questão do passado e escrever essas linhas.
 

É muito estranho, pessoalmente, olhar para como as coisas são hoje em dia e ver o cristianismo tão dominante. Ter sex shops e até casas de swing para cristãos, realmente não me assusta, só mostra como essas pessoas querem ter seu ego livre para fazerem tudo que fizeram durante os 2 mil e quinhentos anos de dominação, só que hoje, de um jeito mais cool e menos esparrado como antes. Antes só a minoria de cabeças da religião tinham acesso e poderiam realizar todo tipo de bacanal, hoje isso é permitido a todos os seguidores.
A dominação da igreja é subsequente da dominação do capital, logo, a expansão do capitalismo vem seguindo os mesmos rumos de antes. Pra quem já mandou com os poderes maiores do que os do governo, hoje em dia ela mantém o sistema tanto econômico quanto político, vide bancadas evangélicas num estado laico.
O mais incrível é o que em nome de deus/dinheiro essas pessoas fazem, cooptam tudo para seu meio para se tornar santo/rentável, a exemplo disso temos o próprio white metal, que é um meio de dizer para os jovens, "venham para nosso meio, aqui também tem rock pesado, nós também somos legais". Tudo para aumentar seu grupo social/mercado. Nesse meio, pessoas dizem que acham péssimo meter religião no meio e colocam até em comparação o satanismo, que existem tantas correntes, que inclusive, são atéias. 

Hã?
No embalo de Jesus todo mundo vai indo para um contexto totalmente obtuso, politicamente vazio e alienante, como a própria igreja promete. É um tal de sentar e esperar que tudo vai melhorar, de que se é assim é porque deus quis e assim por diante. Falam de drogas como pecado, mas não falam que a corrupção no país é um pecado, nem que o maior direito de um ser humano é a liberdade. Junto com isso vem campanhas totalmente burguesas como arrecadação de alimentos (mas só arrecadar, que ir em abrigo distribuir, passar um dia num asilo ou numa creche com aquele monte de gente pobre e esquecida por perto já é demais), que serve para lavar o ego e dizer que fez alguma coisa pela sociedade, filantropia, mas ao mesmo tempo não lembra de dizer que o governo era obrigado a fazer aquilo. Vem campanhas como aquelas à favor da paz, contra o crack, mas claro nenhuma que pressione o governo em investir na educação e condições de vida para as pessoas da periferia, querem internar viciados para que, estes, não sejam problemas nas ruas e tentem cobrar dos ricos o que eles devem para a sociedade, mais polícia na rua - por que claro, a polícia está nas ruas para servir quem tem grana, não quem é pobre e negro.
Se fala em acreditar em deus, ir para igreja e em mudança interna, mas nunca se fala que tem uma bancada evangélica no governo com leis absurdas e totalmente violenta contra gays, mulheres, crianças (porque preferir uma criança abandonada num abrigo é melhor que deixá-la ter dois pais ou duas mães).
Enfim, o único objetivo desse tipo de música é alienação do começo ao fim.
E por fim, o rock se torna uma festa, com músicos, com pessoas dançando, bebendo, apenas consumindo e nunca criando ou transformando, igual qualquer outra e o que era pra ser algo diferente no fim das contas não tem nada de diferente, acaba apenas fortalecendo o status quo e nunca mais busca mudanças, um dos princípios do rock. Se for apenas pra ouvir uma mensagem de amor ao próximo para depois, voltar pra casa, colocar a cabeça no travesseiro e esquecer, melhor nem começar.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Entrevista com a banda In Mundos - Vitória da Conquista (BA)




 Logo depois que o Festival Correnteza aconteceu, marcamos uma entrevista com o Tony Dias, vocalista da In Mundos, banda de Vitória da Conquista que tocou no segundo dia do evento, devido às ocupações e falta de tempo, só agora a entrevista ficou pronta, então aproveitamos, chamamos também o Akira (baixista) para escrever algumas considerações sobre a banda para lançar hoje, que é exatamente um mês depois da apresentação da banda no festival, que começou no dia 13.
No fim da entrevista tem um link para baixar a demo do pessoal.


Bom, pra começar primeiramente quero dizer que é mais do que foda conseguir trazer uma banda que além de ter acabado, é um lugar distante e eu praticamente não tenho nenhum contato com o pessoal. Mesmo assim como dizem por aí no undeground nós transformamos barreiras em possibilidades. Creio que não só a mim, como a todo mundo que esteve no segundo dia do Festival Correnteza a In Mundo deixou marcas, ótimas lembranças de um show épico, memorável e verdadeiramente underground. 
Agora depois dessas palavras mais do que merecidas, queria começar a entrevista com a banda perguntando, O que é a In Mundos? (quais as ideias por trás, influências, objetivos, integrantes...)
Por Akira, baixista da banda.

Para mim, a In Mundos nada mais é do que 4 loucos que sentem prazer em fazer muito barulho utilizando a criticidade do punk com a agressividade do metal. Nunca ganhamos nada por isso, aliás, só preju, (no máximo, algumas poucas doses de cachaça). A proposta principal das músicas é mostrar a contradição humana em forma de que soe algo divertido pra quem conheça nossas letras, mas com um forte tom de humor negro, é claro. 
Nossas principais influências vieram inicialmente do hardcore brasileiro de bandas como Blind Pigs, Mukeka di Rato, Gritando HC e Garotos Podres, bem como o HC americano também, como Black Flag, Misfits, Dead Kennedys, The Casualties, Adrenalin O.D. Posteriormente incorporamos ao nosso som o peso do metal, principalmente do Thrash Metal e Crossover sob a influencia de bandas como Ratos de Porão, Lobotomia, DRI, The Exploited, English Dogs, Hatebreed, e até mesmo os mais pesados como Brujeria, Sepultura e Superjoint Ritual. Alguns nos chamariam de Crossover, eu prefiro imaginar que nós representamos uma banda de MetalPunk, ou seja, uma união pura e simples entre estes dois estilos musicais, bem como seus fãs. Isso é devido a amplitude de gostos musicais que cada integrante possui. 
Não há muito o que falar sobre os nossos objetivos. Diria que sempre estivemos ai pra encher o saco e 'tacar sal' na ferida dessa sociedade hipócrita em que vivemos. Deve ser por isso que tivemos poucas oportunidades de tocar, mas agente não liga, queremos só tocar, trazer diversão pra nós e pra que gosta da gente, e rir da cara de quem não gostou (risos). Acho que Underground é isso e se for, estamos satisfeitos com o público que temos e com os amigos que formamos ao longo do tempo da banda. 
Para fechar essa introdução à entrevista, eu queria deixar claro que a In Mundos se tornou meio que um modo debochado e brincalhão da gente viver nossas vidas, ou simplesmente pra dizer "hoje é mundo!", ou seja férias de todas essas preocupações chatas que esse sistema de merda impõe em nossas vidas e diverti-nos e protestarmos, nem que seja por uma noite só, tentar lembrar de ser algo que se pareça com a 'liberdade'. A Família In Mundos (como chamávamos kkk) tem como integrantes Tony Dias 'In Mundo' (ou "Tonis Lima") nos vocaos, Jackson Batista 'In Mundo'  (vulgo "Pai Jax") nas guitarra, Akira Solís 'In Mundo' ("êêê galegooo") fingindo tocar baixo (risos) e Caio Neto 'In Mundo' ( aka. Zé Ruim ou boneco playmobil, resenha das antigas kkk) no espancamento harmônico de pratos e caixas. Agradeço desde já a todos que curtiram e se sacudiram no nosso show no Correnteza (que na minha opinião foi o nosso MELHOR nesse ano), alem de termos feito muitas amizades e curtições (abraço pra Alana, Patric, Murilo Xi Drinx, Suzana, Alysson, e o cara do som que era muito gente boa também kkk) fomos muito bem recebidos por vocês. 

Saudades e abraços a todos! 

Akira 'Em Worlds'. :D

Espero que gostem da entrevista com Tonis Lima!



Musicalmente como você definiria o som da banda?
A In Mundos começou lá nos meados de 2007 e nos primeiros anos da banda tocávamos um hardcore bem hardcore mesmo, é notável em músicas como Comer Farinha e nos covers que tocávamos, como por exemplo Mukeka di Rato, Blind Pigs e Garotos Podres. Mas devido a grande simpatia de alguns membros da banda também pelo metal, acabamos trazendo isso como influência também. Então diria que a In Mundos é Crossover.

Quando começou a banda?
Como respondi na pergunta anterior, a In Mundos começou em 2007 na garagem da casa de Juliano – que foi o primeiro baixista da banda -, era comum passarmos as tardes de domingo lá, bebendo e jogando baralho e em uma dessas tardes surgiu a ideia de montar uma banda, mesmo que ninguém soubesse tocar com exceção de Jackson que é o guitarrista até hoje. Fizemos uma força monstra para comprar os instrumentos, tentar tirar umas músicas e ensaiar.

A cena de Vitória da Conquista (BA) já teve seus anos de ouro na década passada, vocês são dessa época? Conte um pouco como foi esse apogeu e queda da cena...
Infelizmente não somos da melhor época da cena punk conquistense. A década de 90 e o comecinho dos anos 2000 foram tempos em que realmente tínhamos aqui um pessoal que fortalecia bastante o movimento da cidade. Bandas que acabaram como Renegados, Blas Fêmia e mais anteriormente Atestado de Pobreza, bandas que continuam na estrada até hoje como a Cama de Jornal fizeram e fazem alguns jovens ainda se divertirem em shows e festas. Sobre a queda dessa cena, sinceramente não saberia explicar o fator preponderante para isso, talvez por falta de incentivo e espaço para bandas mostrarem seus trabalhos, talvez pela predominância de outros estilos em relação ao punk, talvez porque algumas das pessoas que corriam atrás ficaram velhas e a galera mais nova não tem a mesma disposição... Não sei, o fato é que hoje aqui temos poucas bandas e pessoas que se dedicam a fazer esse som mais underground, geral quer tocar bonitinho para um público bonitinho.

Pode falar sobre a demo de vocês? Como foi a gravação, lançamento, inspirações...
Na verdade essa demo não é bem uma demo. Há alguns anos atrás quando estávamos mais empenhados com a banda, planejávamos gravar algo mais trabalhado, mas devido alguns imprevistos acabou não rolando. Essa gravação a que se refere foi apenas um ensaio que fizemos antes de tocarmos em Poções ano passado, gravamos o ensaio – e bem mal gravado por sinal – e distribuímos para galera lá, foi um número bem reduzido de cópias que circularam nas mãos da galera. Inclusive fiquei bastante surpreso quando soube que foi parar uma aí em suas mãos. 

Conte como está a vida de vocês hoje agora que a banda acabou (acabou mesmo?) quais são os planos? Bandas novas? Trampo? Faculdade?
É impossível dedicarmos nossas vidas em tempo integral para o underground, apesar de ser algo realmente sensacional, não dá para viver unicamente do som. E esse é um dos motivos para darmos uma parada em nossas atividades, quando éramos vagabundos era bem mais fácil, mas hoje é tanta ocupação que falta tempo para ensaiar, criar música e dedicar um tempo para a banda. Nós quatro fazemos faculdade e trabalhamos, agora vamos dar um tempo e ver o que a vida nos propõe.


Na sua opinião, qual a importância de ser punk no interior da Bahia?
Ah, acho que é algo realmente muito valioso, cara. Não é fácil ser punk em lugar nenhum, mas acho que na Bahia é muito difícil e no interior da Bahia então... Fico realmente entusiasmado e feliz quando visito cidades daqui e vejo um ou outro cara que curte e vive o punk rock, é muito gratificante.

Não podia faltar pelo menos uma pergunta sobre o Correnteza, conte aí suas impressões do evento, a estadia na cidade, o show de vocês...
Só tenho a agradecer à organização do Correnteza, foi muito prazeroso tocar em Correntina. Não imaginávamos que seria tão bom. Conhecemos pessoas e lugares que ficarão gravadas em nossas memórias por um longo tempo. Quanto ao show nosso, apesar de todas as adversidades – que são muito comuns nesse tipo de evento – gostei bastante. As poucas pessoas que estavam no show nos passaram uma energia muito boa. Foi demais ver a galera curtindo e cantando com a gente.

In Mundos - Eu Joguei Bosta na Polícia (Ao Vivo no Festival Correnteza)


Bom, para finalizar nossa curta conversa, queria deixar aqui registrado o que eu disse pessoalmente; a In Mundos vai fazer muita falta na cena com sua desativação, mas esperamos ver vocês ainda firmes por aí, tocando, fazendo zines, enfim no que for, que seja underground e sempre contra esse sistema imundo, abração forte e sincero do velho oeste da Bahia! (espaço aberto para falar qualquer coisa, inclusive coisas que talvez não estiveram contempladas pela entrevista e você acha relevante a se falar...)
Queria muito agradecer a todos que nesse tempo de banda nos ajudaram de alguma forma, indo aos nossos shows, ensaios, bebendo com a gente, criticando, dando opiniões, e tantas outras coisas, realmente nos ajudaram muito. Esse tempo de In Mundos foi prazeroso demais. Seria difícil citar nomes de quem nos ajudou nessa caminhada, mas foram muitos. Então abraço a todos que tiveram a oportunidade de curtir o nosso som, também espero que possamos fazê-lo mais vezes. Como dizem por aí... “Tamo no Mundão!!!”.

Download :  In Mundos -  Ensaio Demo 14-09-2011:http://www.mediafire.com/?p5kfp91zjz9l53l

domingo, 12 de agosto de 2012

Documentário Distopia 021

Este excelente documentário se trata de como a invasão que as empresas estão executando na zona portuária do Rio, destruindo a parte histórica do lugar para criar um âmbito onde se circule mais dinheiro para as próprias empresas. Muito chocante, vale muito a pena assistir, principalmente por que este contexto, não é realidade apenas do Rio como de vários lugares do Brasil.
O doc tem 27min e 49 seg.

sábado, 11 de agosto de 2012

Terra Sem Lei Ligando Continentes

Bom, logo que tive conhecimento do documentário Punk in Africa fiquei muito feliz em descobrir que havia punk rock acontecendo na África nos anos 70, e que não eram algumas poucas bandas. Sempre estive acompanhando a página do documentário no facebook. Até que tive a ousada ideia de mandar uma mensagem pra página perguntando se era possível fazer uma entrevista, e a resposta foi mais positiva do que o esperado, agora nós do blog vamos nos preparar para criar o modo que faremos as perguntas. Vamos ser uma das poucas páginas do Brasil a veicular algo sobre o Punk in Africa, o que já posso adiantar é que vou estar procurando parcerias para divulgar a entrevista em inglês, português e em espanhol, garantido uma boa acessibilidade para a entrevista, aqui deixo o print da conversa com o diretor do documentário:
Página oficial do documentário: http://www.punkinafrica.co.za
Página do Punk in Africa no facebook: http://www.facebook.com/PunkInAfrica

Recomendações

Bom gente, ao contrário de nós existem bons blogs que nunca pararam de ser atualizados, nós estamos com uma pausa infernal porque nossas vidas estão realmente muito ocupadas, acaba não sobrando tempo para sistematizar ideias pra por por aqui, não queremos que esse marasmo miserável continue, mas não temos noção de quando isso vai acabar. Isso não significa que o blog vai acabar por aqui, é só um aviso! haha
Bom, na verdade vim avisar que o blog de duas pessoas muito fodas no quesito de ativismo pelo undergrond está na ativa os blogs são o Tosco Todo, um blog de entrevistas com várias pessoas a maioria delas de gente de bandas, (feito pelo Nem, vocalista do Cama de Jornal, que já foi entrevistado pelo Terra Sem Lei, clique aqui para ler a entrevista), o outro blog é o Virose Tropical do grande Pira, idealizador de vários projetos, entre eles, a Bola de Fogo Distro, o Virose fala de vários assuntos do underground, resenhas, matérias muito interessantes por sinal, vale muito a pena seguir esses dois blogs por que eles tem um ótimo conteúdo para oferecer.
Grande abraço e até a próxima postagem!
Caso você não tenha conseguido acessar os links aqui estão:
Blog Virose Tropical: http://virosetropical.blogspot.com.br/
Blog Tosco Todo: http://toscotodo.blogspot.com.br/

sábado, 21 de julho de 2012

Edição # 25 do Fly Kintal Zine!

Já ouviram falar que em Manaus tem cena underground? Bom, geralmente tem um certo susto das pessoas quando se fala disso, por lá existe uma cena muito articulada que já teve visitas de grandes nomes tanto undergrounds como main stream.
Hoje aqui estou trazendo a edição 25 do Fly Kintal Zine que já tem 16 anos de existência! Sempre divulgando as bandas locais sem se importar se são punks ou bangers para que sempre esteja dando o maior apoio para a cena. O zine é feito pelo grande Sérgio Figueredo que com esse seu trabalho já divulgou através de cartas a cena de Manaus pro Brasil inteiro e além! Lugares como França, EUA, Portugal, Alemanha, Paraguai, Polônia e Malásia! O mais incrível disso é você pensar que uma pessoa da Malásia teve mais contato sobre a cena de Manaus do que você que é brasileiro, mas isso termina aqui, acabei de upar a mais recente edição do zine, se por acaso você tem site/blog e quiser divulgar fique à vontade, se quiser dizer que pegou o link daqui do blog melhor ainda.
Finalizando a matéria deixo o link do zine com suas 69 páginas de PDF e uma entrevista que o Sergião deu pro blog da Bola de Fogo Distro, abraços e até a próxima!
Link http://www.mediafire.com/?1kgv973sqhaw9ip
Entrevista: Fonte: http://bdfdistro.blogspot.com.br/2011/05/entrevista-sergio-fly-kintal-zine.html

quinta-feira, 19 de julho de 2012

EP Antropofagia da Projétil Paralelo

Tanto tempo sem postar... tanta coisa acontecendo! E acabamos por upar o cd novo da Projétil Paralelo apenas no blog da banda. Se quiser conferir lá, tem uma resenha bem legal do Rique, que esteve presente em nosso show.
Esse EP ia ser um slip lançado com uma banda lá da Paraíba, a Solluz Deprojecttuz, mas infelizmente não deu certo, e com esses contratempos, apenas saiu nosso EP, resultado da gravação de algumas músicas dessa apresentação.

Você pode ouvir ele aqui.
O download você pode fazer aqui.

domingo, 24 de junho de 2012

Terra Sem Lei Apresenta : Neurovermes - Cyberpunx


Formada por Allysson Guariba (Ex Vomitos), Najla (Ex Las Viboradoras), Péricles e Xi Drinx (Projétil Paralelo) em Barreiras-BA a Neurovermes traz em suas letras uma grande influência da literatura cyberpunk, mais precisamente do livro Neuromancer que foi praticamente o primeiro livro do gênero. Seu primeiro show aconteceu no Rock dos Afonsos II em Santa Maria da Vitória-BA, alguns vídeos do evento entraram na net agora, e estamos lançando eles aqui junto com o áudio do show para você baixar.
No áudio para download tem mais músicas que nos vídeos do youtube, a qualidade as vezes varia.
Download: http://www.mediafire.com/?kmh1bpm21a4uelc
Vídeos:
1-Criado e Destruído Pelo Estado



2-Sobrevivência Punk



3-Bem Vindo Á Fronteira



4-Eu Não Quero Experimentar a Laranja Mecânica



5-Fogo Cruzado

terça-feira, 5 de junho de 2012

Uma pequena homenagem aos 10 anos da morte do Dee Dee Ramone


Lá no começo da minha adolescência eu ouvia os boatos que lia na tão difícil de acesso internet, sobre uma banda que todos eram primos algo assim, sei que eles tinham o mesmo sobrenome; Ramone.
Eram os punks rockers mais famosos que já tinha ouvido falar na época, quando um dia, eu baixei meus primeiros mp3 na vida, eu fique muito extasiado por ter uma mp3 de blitzkrieg bop baixada no Kazaa.
Logo mais na frente um amigo que trabalhava numa escola de informática foi formatar um computador que tinha simplesmente o It's Alive! Quantas e quantas vezes eu já não pulei no meu quarto, suei, me sentido que estava ali, naquele reveiôn de 78 para 79 (se não me fala a memória).
E no meio daquelas figuras, lá estava ele, o junkie, o punk, o violento, o enérgico, a alma mais punk entre todas aquelas que compunham aquele quarteto bem-mais-que-fantástico, Dee Dee Ramone, aquele que saca uma faca, que quer que os nazis se fodam e que só quer ter algo pra fazer.
Me identifiquei muito com ele, pois apesar de não ser uma criança nascida no pós-guerra alemão e de não ter brincado com restos da guerra, eu já fui pro lixão da minha cidade e achava aquilo um paraíso. Eu me senti como o Dee Dee falava em todas músicas que ele compôs, e que por sinal a maioria são minhas preferidas do Ramones, enfim, hoje eu to aqui, tão distante da minha adolescência, mas ainda sou o lixão de Correntina, e "odeio escrotos como vocês".
Dee Dee Ramone nunca morreu, por que eu e muitos outros escrotos da sociedade estão vivos por aí, tocando, espalhando o punk onde vão, fazendo da vida alguma coisa que choque essa porcaria chamada sociedade.
Descanse em paz Dee Dee, do seu velho fã,

Xi Drinx