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terça-feira, 26 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Parábola do sapo fervido


Vários estudos biológicos¹ provaram que um sapo colocado num recipiente, com a mesma água de sua lagoa, fica estático durante todo o tempo em que se aquece a água, até que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento da temperatura (mudanças de ambiente), e morre quando a água ferve inchado e feliz. Por outro lado outro sapo que seja jogado neste recipiente já com água fervendo salta imediatamente pra fora. Meio chamuscado, mas, porém vivo!

Algumas pessoas têm um comportamento similar ao sapo fervido.
Não percebem as mudanças, acham que está tudo bem, que tudo passa, que é só dar um tempo, e quebram, ou fazem um grande estrago em suas vidas, “morrendo” sem ter percebido as mudanças. Outros, vendo as transformações, pulam, saltam, em ações que representam as mudanças necessárias.

Vários sapos fervidos estão por aí, prestes a morrer, porém boiando estáveis na água que se aquece a cada minuto. Sapos fervidos que não percebem que o conceito de administrar mudou.

Os sapos fervidos não perceberam, também:

a)      que além de serem eficientes (fazer certo as coisas), precisam ser eficazes (fazer as coisas certas)
b)      que o clima deve ser favorável ao crescimento profissional com espaço para o diálogo, para a comunicação clara, para o compartilhamento, para o planejamento e para uma relação adulta.

O desafio ainda maior está na humildade de atuar de forma coletiva.
Durante anos cultivamos o individualismo e a mudança exige como resposta o esforço coletivo, a essência da eficácia.
Tornar as ações coletivas exige competência interpessoal para o desenvolvimento do espírito de equipe, exige saber partilhar o poder, delegar, acreditar no potencial das pessoas e saber ouvir.

Os Sapos Fervidos, que ainda acreditam que o fundamental é a obediência e não a competência, que manda quem pode e obedece quem tem juízo, “boiarão” no mundo da produtividade, da qualidade e do livre mercado, e não sobreviverão.

Acordem Sapos Fervidos... Saiam dessa, o mundo mudou, pulem fora antes que a água ferva. O Brasil e a nova ordem econômica precisam de vocês vivos, meio chamuscados, mas vivos, prontos pra agir, agora.

Texto de Fábio Jr.

Digitalizado por: Jucinei da UDESC, re-digitalizado por: sexualicaos@radicaos.com

1-      Na verdade este texto foi escrito em cima de uma experiência que aconteceu com o próprio Pablo, não com cientistas, ele presenciou uma queimada em volta de um lago no Ceará, onde tinha sapos em uma lagoa no meio da queimada e viu o acontecido que deu origem a esse texto.

O Orvalho vem caindo

O Orvalho vem caindo
Fábio Jr.
06/11/2007

O orvalho vem caindo, vai molhar o meu chapéu
E também vai sumindo as estrelas lá no céu
Tenho passado tão mal, minha cama é uma folha de jornal
Meu cortinado é um vasto céu de anil
E o meu despertador é o guarda civil, que o salário ‘inda num viu...’

A minha sopa não tem osso, nem tem sal
Se um dia passo bem, dois e três serão maus
E isto é muito natural...

E (...)

João Ninguém

João Ninguém
Fábio Jr.
07/11/2007

João Ninguém não é velho nem moço
Come bastante no almoço;
Pra se esquecer da janta
Num vão de escada fez sua moradia
Sem pensar na gritaria que vem do 1º andar

João Ninguém não trabalha um só momento
Joga sem ter dinheiro e vive a fumar charuto
Este João nunca se expôs ao perigo

Nunca teve inimigo
Nunca teve opinião

João Ninguém não tem ideal na vida
Além de casa e comida
Tem seus amores também
E muita gente que ostenta luxo e vaidade
Não goza felicidade que goza João Ninguém.

Poesias de Hoáan Pablo Del Caxtillo

Primeiramente quem é Hoaán Pablo Del Caxtillo?
Um andarilho, brasileiro que foi morar no Chile quando era criança, ex-goleiro do Universidad, já esteve em vários países incluindo Rússia e Estados Unidos, já foi preso por ter pulado da ponte São Francisco nos EUA, uma grande pessoa com um ideal de vivência simples, seu pai é tataraneto de Zumbi dos Palmares e sua mãe é uma indígena, humilde e acima de tudo muito companheiro com aqueles que assim como ele buscam viver um mundo melhor, irei postar aqui algumas poesias escritas por ele em 2007.


Filosofia
14/11/2007
Fábio Jr.

O mundo me condena e ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome e deixando de saber
Se eu vou morrer de sede ou se eu vou morrer de fome
Mas a filosofia hoje me auxilia a viver
Indiferente, assim nesta prontidão sem fim
Vou fingindo ser normal pra ninguém zombar de mim
Não me incomodo que você me diga que a sociedade é minha inimiga
Pois ando neste mundo e vivo escravizado pelos meus vícios
Muitos vagabundos iguais a você da aristocracia
Que tem dinheiro, mas não compra alegria de viver eternamente
Sendo escravo dessa gente que cultiva a hipocrisia
O mundo me condena...

O Presidente do Povo

Estava hoje em casa ouvindo uns cds, e acabei pondo pra tocar o ótimo split do Naifa com a Morto Pela Escola, nesse cd tem uma música que cai bem a calhar na situação de hoje das eleições, a música se chama O Presidente do Povo, vou postar a letra dela aqui, pode-se até fazer um panfleto com a letra e colar por aí, acho até que vou fazer isso...
A letra:

O Presidente do Povo
Por Naifa

O presidente do povo
Que come como o povo
Que bebe como o povo
Que anda com o povo

O presidente do povo
Que fala como o povo
Escreve como o povo
Eleito pelo povo

O presidente do povo
Lutava com o povo
Brigava pelo povo
Mas se esqueceu do povo

O presidente do povo
Prometeu para o povo
Mentiu para o povo
E já não é do povo

Passou para o outro lado
Passou para o outro lado
Passou para o outro lado

O presidente do povo
Usa terno e gravata
O presidente do povo
Faz negociata
O presidente do povo
Já não é operário
O presidente do povo
Agora é milionário

sábado, 16 de outubro de 2010

poesia da consolação - desespero

(Porque cada linha é uma história, que só eu entendo.)
21/09/2010 xsuxsuzetex

Acontecem coisas lá fora, tanto boas como ruins
E eu aqui sentada olhando as sombras da caverna,
como um bicho que não quer sair do cativeiro,
que tem medo do céu e prefere noite o dia inteiro,
que não tem culpa da maldade que o circunda, como eu tenho.

Há vários jeitos de se levarem as coisas,
e eu prefiro a metade ao inteiro,
o acordado ao pesadelo,
como se não sonhar me impedisse de dormir acordada.

E as paredes guardam as marcas de coisas que nunca vivi,
e nelas nem penso em deixar minhas marcas,
porque são todas borrões,
e as cores se fundem num tom pardacento e indescritível.

A vontade, essa me abandonou porta afora,
quando eu disse que não precisava dela,
já que ela veio de um jeito tão traumático que eu não tinha forças pra dizer não...
Agora o foda é a sina,
o descontentar a cada esquina,
de saber que não há mais nada em minhas mãos,
e que todas as fórmulas estão gastas e despidas,
e que realmente a melhor maneira era aquela que acreditávamos ser a pior de todas.

Não aguento mais esse certo que vira duvidoso,
e o mudar de meus conceitos para te agradar que viram lixo,
que o meu pensar verdadeiro não é mais fixo,
e não é de um jeito bom que mostra o meu maturar,
e sim algo moldado pra te agradar.

A fumaça desse baseado me sufoca na sala,
enquanto eu percebo suas falhas, e tento corrigir as minhas.
Mas você peca de primeira, ou eu me desconto em outros somas? (b)

O pão de trigo não tem amor
que isso é bem escasso
o que ponho amor não tem trigo,
e fica intragável.
Não te ouço lamentar minhas lamúrias
ou melhor, aguentá-las
que até eu me cansei delas
e me conformei com a falta de atenção e zelo...
As falhas de teu cuidado foram como facas cegas
que você não se preocupa pois não ofendem...

E ele desce de mês em mês,
sustentando minha dependência por drogas, meu ponto fraco.

Quando ela nascer vou tentar fazer tudo certo, pois os outros ignoraram meus conselhos...
Mas eu também ignorei os deles, em que alguns estavam certos...

O corte dói. Inflama. O pular do muro não resolveu as coisas. A porta estava trancada.
A noite caiu cedo, ou eu ignorei o dia. Talvez porque no meio eu queria acelerar o tempo, queria o que não podia...

Ela machuca minhas pernas, minha bunda, minhas mãos, minha coluna. Mas eu ainda gosto dela.

Volta, êxtase de uma tarde. Ou de uma noite. Madrugada.
Só volta. Que eu me lembro das coisas e não preciso mais nada. Só lembrar, no dia seguinte, o que decidi.

;*

Equinócio

Aquele chiclete colocado no bolso, depois da festa

a delicadeza no ponto de ônibus,

refrigerante, encontro e susto (e o melhor beijo!),

vodca e o copo caindo da sacada,

uma música no violão,

cigarros no bolso e cachorro no portão.


Na hora certa mas eu não sabia, construiu algo mas eu não entendia, doeu mas já passou, nada é eterno.


Talvez apenas seu passo,

risadas no ônibus,

baliza na trilha, instante que anuncia

o decorrer nas horas do seu lado, em que as alegrias de uma vida perfeita são divididas às vezes...


Se não tenho isso, preciso viver,

preciso da essência, ou apenas estar:

quero estar acompanhada de gente, uma, algumas,

sonho vivido,

sem perceber, pois tudo rola tão espontâneo, como a brisa que passa e muda o cabelo de lugar.


Um sorvete, ida no parque, filme. Ouvir música. Fotos. Sorriso...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Passagem

(foto: eu e Ringo)

Suavemente, eles vão passando: os dias, horas, segundos.
Como se nada os pudesse parar, nem acelerar.
Não queria que eles voltassem e me contento em lembrar
da boréstia gostosa, do sol se pondo, do calor, sorriso.
Às vezes paro, penso, alguns valeram muito
graças aquele que penso terem valido menos.
Faço força mas não lembro tudo, do frio na barriga, sensações divinas
tudo que é tempo é sagrado, e paira no ar
a sensação do desconhecido que se viveu
e das vidas que se passam e momentos que se repetem em déjà vu
grandes dias, noites, acertos
que mesmo que eu queira, que quase voltam
Às vezes penso que quero demais, ou então não estou preparada pro cheio (de plenitude)

(foto: Zuzu e Mul no horto)

Notícias da ANA - [Grécia] Manifestação antifascista e brutalidade policial contra os imigrantes


[Grécia] Manifestação antifascista e brutalidade policial contra os imigrantes

Em 8 de outubro, em Atenas, na praça Ática, houve uma concentração antifascista em solidariedade com os imigrantes da região. Aproximadamente 1.500 pessoas, imigrantes e moradores do lugar protestaram contra as agressões fascistas, a brutalidade policial e os pogroms¹. A concentração tornou-se num combativo protesto pelas ruas do bairro de Ática, e muitos imigrantes se juntaram a ela.

Muitos policiais totalmente equipados bloquearam as ruas que conduziam a "São Panteleimon", o bairro com o maior número de ataques fascistas nos últimos meses. Aqui devemos mencionar que essa área é vigiada diariamente por policiais completamente equipados, protegendo os eventos pré-eleitorais da campanha do grupo fascista paramilitar "Jrysí Avgi".

Uma vez finalizada esta grande manifestação, muitos manifestantes tomaram o metrô para voltar para o centro de Atenas, mas alguns dos imigrantes decidiram voltar a pé. Os policiais aproveitaram a oportunidade para atacar os imigrantes e, como resultado da agressão, cerca de 10 deles (incluindo algumas crianças) foram gravemente feridos e hospitalizados com braços e pernas quebrados.

Fotos:

› http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1213611

› http://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1213725

[1] A palavra de origem russa que denomina um ataque violento massivo a pessoas, com a destruição simultânea do seu ambiente (casas, negócios, centros religiosos). Historicamente, o termo tem sido usado para denominar atos massivos de violência, espontânea ou premeditada, contra Judeus e outras minorias étnicas da Europa.

agência de notícias anarquistas-ana

O corpo é um caminho:
ponte, e neste efêmero abraço
busco transpor o abismo.

Thiago de Mello


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Resenha do show do Leptospirose em São Carlos dia 07/10

por Juninho Oliveira

O show aconteceu na noite de quinta-feira por volta das 2 da madrugada no 4º Contato, evento organizado pelo apoio da UFSCAR com o espaço cedido pela USP.
Para a surpresa de todos, o evento aconteceu em um prédio perto da engenharia em lugar pouco comum, que era tipo um sala que parecia um pátio escolar e o show acontecia embaixo de uma escada de madeira.
Os músicos ficavam bem pertos do público e assim parecia estarmos mais envolvidos com a música e com a energia deles.
É a segunda vez que vou à um show do Leptospirose e tenho que dizer que é uma grande honra recebê-los aqui em São Carlos mais uma vez, porque é uma banda que toca de modo fatal e simples um hardcore variado com muita originalidade.
Sem muitas frescuras, entraram no palco (escada) e começaram a tocar pegando muitos desprevenidos. Alguns disseram (inclusive o vocal/guitarra) que a guitarra estava sem distorção, mas mesmo assim mandaram ver com o repertório.
O repertório de acordo com o Quique (vocal/guitarra), tinha 28 músicas que eram porradas seguidas na cabeça sem intervalo, pra foder com o povo que tava na roda. E foi isso mesmo! Fudeu geral! A energia foi tanta que até algumas meninas se arriscaram na roda, coisa que nunca tinha visto aqui....
O repertório contou com todas as músicas do album Invernada (menos GEDN e Editores de filmes) e todas do Mula Poney... Teve alguns covers se não engano e algumas músicas novas que ainda irão sair!
Uma atenção especial para "Sebo", "Pantanal" e "Referências medievais se fazem urgente" que sempre colocam o povo na roda!
Enchemos o saco do Quique pra tocar Motorhead o show inteiro! e tocaram =)
Ace of spades foi um ápice do show.... é onde o guitar troca de instrumentos com o baixo e mandar ver no microfone alto igual do Lemmy hehehe
Um show sempre muito bom de ver e curtir! Se tiverem a oportunidade de vê-los, não percam!

O cd Mula Poney se encontra para download grátis no site a seguir:
http://compactorec.wordpress.com/
Os cds são muito baratos e podem ser adquiridos por encomenda na própria gravadora:
www.laja.com.br
Custam em torno de $5 à $10 além de terem posters,adesivos e camisetas pra vender!
Aqui vão os contatos da banda:
www.myspace.com/leptospirose
www.fotolog.com/leptospirose
www.twitter.com/leptospirose

Abraços!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Redução da vazão do Rio Grande


Já não bastasse a beleza que era o tratamento dado ao Rio Grande (esgotos jogados diretamente na água, chácaras (e, pasmem, até um certo restaurante no centro, com um píer!) construídas sem respeito à mata ciliar, assoreamento, etc), agora resolveram construir mais uma PCH (pequena central hidrelétrica) - já faz um tempinho já... bom, não entendo disso mas sei que o rio já tem outras pch's (não sei exatamente quantas, nem onde) e que acho que a vazão dele não deve suportar (na maioria dos trechos dele, dá para se atravessar a pé com água, no máximo, na altura dos joelhos!

Bom, fiquei sabendo recentemente sobre alguns fatos que ocorreram, como o fato de terem "secado" o mesmo semana passada... aí vai o e-mail que recebi e algumas informações sobre o que está acontecendo no nosso velho oeste...

Não foi estranha a brutal redução da vazão do Rio Grande nestas 2ª e 3ª feiras (27 e 28 de setembro)?

Pensando um pouco :

Seria possível que os problemas que já conhecemos do assoreamento das cabeceiras e curso dos rios , suprimento de animais e populações ribeirinhas , irrigações , lixo lançado no Rio Grande e seus afluentes, etc. conspirassem para que em um só dia toda a mazela emergisse como um castigo da Natureza aos nossos atos?

Seria possível?

O fato é que a principal razão de toda esta catástrofe está sendo abafada e a atenção da população desviada para discussões da necessidade de preservarmos os nossos rios.

Porém , fato que nem todos sabem, é que nesta 2ª feira foi executada uma etapa, programada e autorizada pelos órgãos competentes, na obra da nova usina de energia elétrica do Rio das Fêmeas o fechamento do rio para o acúmulo da água e formação do lago artificial necessário para o funcionamento futuro das turbinas e a geração de energia por esta usina.

A programação é que, pelo menos 30% da vazão deste curso d’água deveria ser mantida para o abastecimento das população a jusante (abaixo) do rio, manutenção da fauna e a contribuição com a vazão o Rio Grande. 70% seria a vazão acumulada até que o vertedouro da barragem transbordasse e voltássemos a ter a vazão integral do rio novamente.

Devido á uma falha técnica ainda não explicada à população, a vazão foi 100% impedida por 24 horas.

O Rio das Fêmeas SECOU por 24 horas matando peixes e deixando a população ribeirinha sem água.

Você sabia ?

Eu não sabia.

E pouco tenho ouvido de esclarecedor a este respeito até agora.

Querem que acreditemos que a redução da vazão do Rio das Fêmeas e a redução do volume de água do Rio Grande sejam fatos normais conseqüentes do nosso cotidiano e não o são.

Houve imperícia e isto precisa ser esclarecido e justificado à população.

Querem aliviar a barra de alguém ?

Espero que as autoridades e a imprensa façam-nos o favor de trazer luz á esta situação.

Vejam como acreditar nas autoridades é confiável.

Mais infomações podem ser encontradas em:

Sobre como a mídia acha que o povo tem cara de otário e como os órgãos públicos são cúmplices do desastre:
http://www.novoeste.com/index.php?page=destaque&op=readNews&id=100&title=Concluida-operacao-de-enchimento-do-reservatorio-da-PCH-Sitio-Grande-

Sobre a multa aplicada:
http://www.tnpetroleo.com.br/clipping/5820/ibama-embarga-pch-sitio-grande-e-aplica-multa-de-r6-milhoes

Matéria da nossa querida Rose com o projeto Rio Vivo - força Beré!
http://www.barreirasbahia.com.br/barreiras-bahia/147-uma-esperanca-para-o-rio-de-ondas


Adote!

37 Milhões Rejeitaram as eleições!

ELEITORES         ABSTENÇÃO   BRANCOS   NULOS     REJEIÇÃO

BR 135804433        24607571          3479255        6123858     25,19

AC 470545             105188               5247              21131         27,96

AL 2033483            449639               76985           155375       33,54

AM 2028122           405989               30018           113951       27,12

AP 420331              62539                 4424              21012        20,93

BA 9544368            1178631             241164          481162      19,92

CE 5878066            1178631             241164           481162      32,34

DF 1833942            283177               58332              95130       23,81

ES 2521991            438946               112916             145037     27,63

GO 4058912           729276               102863             204206     25,53

MA 4320748          1035648            87896               282497     32,54

MG 14513934        2675492            712091            1120324    31,06

MS 1700912           308448              43306              91207        26,04

MT 2094032           438820               57328             114306      29,15

PA 4763456            1008322             100346           136737      26,14

PB 2738313            506052               101032            237303     30,84

PE 6256213            1214277             293496           582543      33,41

PI 2261862             448538               50739             197926      30,82

PR 7597999            1250376             215514           335083       23,7

RJ 11584083           2011597            586375           1090176     31,84

RN 2245135            367434             103978            222462       30,91

RO 1078348            231997              24311              158822       38,5

RR 271596              37980               2914                10595         18,96

RS 8107550           1204648           387225            230029        22,47

SC 4536718           636654              175275             281351        24,1

SE 1425334           240465              51601             101687         27,63

SP 30289723         4979456            1230124         1326601       24,88

TO 947906            175262              13713             66910           26,99

BR PRES 135804433  24607571    3479255          6123858       25,19
FONTE: TSE

http://divulgacao.tse.gov.br/
capturado até as 11:30h do dia 04/10/2010

Fonte original: http://resistirelibertar.blogspot.com/2010/10/br-37-milhoes-de-eleitores-rejeitam.html

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Quer entender melhor?

Veja só, existe um sistema capitalista certo?
Não, não vou por um texto aqui gigante massante, e pedante pra vc ler, já tem muitos sites assim, vou tentar ser direto, confio no seu raciocínio.

Voltando ao assunto, existe um sistema capitalista, você alimenta ele, nós o alimentamos, este é um sistema de exploração contínua, que dentro dele não há possibilidades de alguma libertação...
Isso mesmo se você por acaso é VEGetariANO, vai pensar e os animais, eles serão explorados na mesma medida, não diferente das pessoas de classe baixa na sociedade, em resumo, enquanto vivermos no capitalismo sempre haverão carroças sendo puxadas por um explorado, sejam quais forem as carroças, desde as de feira ou carroças metáforicas numa empresa por exemplo, e se você pensa a respeito disso e liga pra esse tipo de coisa é bom pensar qual será sua posição, não existe veganismo pleno no capitalismo.

O relógio parado

Havia um relógio parado na cozinha da casa
Mas isto era só um segredo, dele e da mãe da casa
Logo, passa o avô, com toda paciência do mundo olha pra ele
e diz:
     "Já são quinze pras onze, como o tempo passa rápido!"
Seu neto, minutos depois passa e diz:
"ah não, ainda são quinze pras onze?! Que droga!"
E você?
O que diria?

Download- Demo Evil Is in Blood da Dark Torment 666

Olá fantasmas perdidos na Terra Sem Lei, em plena meia noite e dezesseis vim trazer para vocês uma pérola do rock do velho oeste da Bahia: a demo Evil is In Blood, da Dark Torment 666.
É isso aí pequenas almas-semi penadas!
Agora vocês vão poder se agonizar ouvindo o mais puro e verdadeiro black metal santamariense!
Link pra download: http://www.4shared.com/file/EU0x4sDO/Dark_Torment_666_-_Evil_is_in_.html

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Resenha do IV Rock na Estação em São Carlos

Finalmente, depois de muuuuito tempo, eu venho aqui postar a fotos e falar um pouco do IV Rock na Estação, evento que aconteceu em São Carlos dia 28 de agosto, e que foi divulgado aqui no blog!
Dez bandas tocaram junto com Garotos Podres. Pra dar um gostinho, confiram o programa Mofo n°50, da Radio UFSCar - 95,3 FM, que é um especial do evento só com as bandas que ia tocar - fora a Abdicated, que não tinha nenhum material até aquele dia - o link é esse: http://www.archive.org/details/programa_mofo_50.
Cheguei atrasada e não pude pegar a Jardim Cefálico (classic rock/hard rock) e Jude Airplaine (alternativo). Comecemos então pela Dysnomia... eu não curto muito metal, mas também não fiquei de mau humor, deu pra bater cabeça. O vocalista empolgado achando tudo "do caralho"... A Capitão Marte veio na sequência, com um pop rock. Foram sinceros e disseram que as últimas músicas foram tiradas nas pressas, dois dias antes do evento, porque lá não poderiam ser tocados covers, e ficaram muito bem tocadas até (eu não adivinharia), destaque para uma letra sobre consciência política, não o jeito que eu gosto =P, mas bem pensada! Ahn, pequenos problemas no microfone deram uma atrapalhada...
Na hora da Bronco Army saí pra dar um rolê e ver as banquinhas... ouvindo de lá do fundo resolvi curtir, banda boa, skin (eu suspeitei mas só confirmei depois hehe), com letras em inglês. Ao invés de deixar o myspace vou deixar uma entrevista de um blog com eles, no final da página tem o link pra ouvir as músicas, ok? http://hatedgirls.blogspot.com/2010/09/entrevista-bronco-army.html
Em Stranhos Azuis (classic rock/hard rock) dei uma saída também (compensou, abarquei um vinil de Tommy, do The Who, para uma criança que vai ficar muito feliz *-*), mas o som das músicas finais me contagiaram também...Quando vi a Hypnos entrar no palco, reli o panfleto onde dizia alternativo e pensei: porra, é mais uma banda de happy rock! ahsuahs na real não é não, mas também não consegui enquadrar, só lembro do trechinho de Planet Hemp...

Abdicated: bom, agora eles têm música gravada, hehe... Sou suspeita pra falar, mas dêem uma conferida e tirem suas conclusões! http://www.abdicatedmetal.blogspot.com
















Já tinha ouvido falar da Nota Promissória quando elas tocaram no Rock Feminino e Rio Claro, e agora as ouvi pessoalmente. Bom, elas tocam pra caralho, mas fiquei com medo... haushausa

Acho que elas se dariam melhor fazendo músicas como "baile de máscaras" do que tocando cover de Nirvana... mas perae, cover? Podia? Como assim? O.O

Desculpa a qualidade das últimas fotos, mas tá valendo né?
A Gagged abriu pros Garotos, "hardcore", como lembravam toda hora... banda boa, curti legal, o ambiente já estava bem cheio pra banda mais esperada da noite... os trens passando e nos deixando surdos com aqueles apitos simpáticos... e o desfile de clássicos começa! Demaaaais! Saudades deles... historinhas ilustrativas antes das músicas... quase chorando com A Internacional... enfim... valeu mesmo!
No geral o evento foi bom, bem organizado, o som estava bom (análise de uma amadora aqui), fácil de chegar da rodoviária (ahsuhas a perdida), não terminou muito tarde (tudo bem que não tinha mais ônibus pra mim, maaas), ano que vem tem mais!
Um salve pro Juninho, hehe... acho que é só!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

SP: Caso Bienal – Comunicado formal da Diretoria do Grupo Animais da Aldeia

Escrito por Valéria Brigante
Ontem, o presidente do grupo Animais da Aldeia, José Carlos Orlandim, os protetores Valéria Brigante, Giuliana Onmura, Crystiani Paula, Gabriel Paula – representados pelo advogado Dr. Rogério Gonçalves, as protetoras independentes Camila e Talita, um grupo de argentinos e artistas grafiteiros promoveram um protesto na Bienal contra o “artista” Nuno Ramos que expõe três urubús confinados sem alimentação, água e claridade. Por diversas vezes tentamos conversar com a coordenadoria da Bienal e o veterinário responsável pelas aves.

Tamanho foi o descaso da Bienal – vale resssaltar que tal atitude endossa a cumplicidade no crime de proteção ambiental – que resolvemos pacificamente nos agruparmos em frente à porta da coordenadoria (já no final da tarde). Como nos ignoraram totalmente, decidimos nos manifestar verbalmente, e não só com cartazes, gritando PARA QUE SOLTASSEM OS ANIMAIS. Em poucos segundos, os visitantes que lá estavam, imprensa local e internacional e artistas, uniram-se a nós gritando as frases de protesto. Enquanto nos localizávamos no segundo andar, o artista Djan, também revoltado com a atitude inexplicável do Nuno, cortou as redes, pichou a parede, na tentativa de acabar com o sofrimento dos animais e protestar contra a “tal obra”.

O rapaz foi tirado VIOLENTAMENTE da Bienal pelos despreparados seguranças, bem como as protetoras Talita e Camila e o nosso presidente JCarlos que teve a camisa, símbolo do grupo, rasgada. Vale ressaltar que o Corpo de Bombeiros que lá estava, agiram com supremacia e merecem nossos agradecimentos e cumprimentos, bem como a Polícia Militar.

No entanto, as notícias reveladas por alguns jornais e emissoras de TV, distorcem TOTALMENTE o que ocorreu. Djan não é vândalo. O propósito era o fim do sofrimento dos animais. Porém, nem todos os jornalistas são iguais. O jornalista do J. T. Thiago, representou fielmente em sua reportagem o que aconteceu lá.

Diante de todos esses acontecimentos, infelizmente o FOCO da manifestação foi deturpado e mistificado. Os animais continuam lá. Não conseguimos retirá-los, e hoje, tudo está canalizado em PUBLICAR PICHAÇÃO, VANDALISMO, e isso não procede. Conversei hoje pela manhã com o artista Charles que GRAVOU tudo. Ele e o grupo dele estão em favor dos animais também. Me disse que amanhã soltará as imagens gravadas.

A verdade será revelada. Peço ajuda de todos, para que se unam a nós, a fim de que possamos fazer a lei ser cumprida e consigamos resgatar os animais já debilitados que lá estão. Deixo meu telefone e do nosso presidente para eventuais esclarecimentos.

Valéria: 11- 9743 2505 begin_of_the_skype_highlighting 11- 9743 2505 end_of_the_skype_highlighting
JCalos: 11- 6695 1506 begin_of_the_skype_highlighting 11- 6695 1506

domingo, 26 de setembro de 2010

Nesse último dia

É engraçado como um dia pode ser tão bom e tão ruim ao mesmo tempo, hoje eu saí pra andar de bicicleta, andei toda a cidade, ouvindo Gorfada, Vitamin X e MC5 foram momentos de pura adrenalina e felicidade, foi ótimo, no final ainda fui pro rio ver se eu ainda conseguia atravessar o rio mergulhado, fiquei muito feliz de conseguir...
De noite tinha rolê marcado com os velhos companheiros de guerra, Fudo e Véi Miguelo, trocamos idéias e tal, Fudo ficou pouco tempo, voltou cedo pra casa, talvez, se fossêmos mais covardes, teríamos nos arrependido de não ter ido cedo, logo mais depois vinha um casal, a mulher dando uma bronca no cara, falando sobre ele estar se aparecendo pra outra num bar, coisa normal de casal, até demos risada de ver o cara passar por isso, mas logo mais na frente ele dá um empurrão nela, ela cai, e vai pra cima dele, e ele vai bater nela, então a gente grita pra ele parar, fomos pra cima eles pararam, então eu gritei "covarde" ele veio como um touro pra cima de nós, querendo briga eu disse que só por ele tá ali já era um covarde, a mulher ficou em cima e ele foi embora, logo depois liguei pra polícia que disse que só podia ir lá se a mulher fazer a denúncia por que era briga de casal, um absurdo, mas nada que não é de se esperar da mão amiga do estado.
Depois me deu uma tremedeira, que nunca senti, juntou o frio, a raiva, tudo...
Foi estranho, agora há boas chances de estarmos marcados por aquele covarde, que venham os leões

sábado, 25 de setembro de 2010

(f)

Não te conheci mas te deixo uma flor.
Um útero para simbolizar o que você foi, e tantas outras foram e são, nesse mundo homofóbico opressor.
Que cerceia quem vive com veracidade, quem se liberta de padrões e precauções e se torna histérica, real, etérea.
Junkies não viram estrela. Viram areia.

(para alguém que eu nunca serei. porém, estou viva. é esse meu prêmio?)

a gente nunca vai saber que rumo as coisas podem tomar, se a gente oferecer a mão pra ajudar...

Adeus, Apolônia.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mulher que protestava contra rodeio é laçada e arrastada pela arena

Mulher que protestava contra rodeio é laçada e arrastada pela arena

Por Raquel Soldera (da Redação)

No último final de semana, uma mulher que protestava contra os maus-tratos de animais durante rodeio realizado no Estádio Nacional, em Santiago, no Chile, foi laçada pelos participantes no centro da arena e arrastada para fora do recinto.
Segundo informações divulgadas pelos jornais chilenos Emol e El Observa Todo, no último domingo, 19, um grupo de jovens ativistas pelos direitos animais protestou pelos maus-tratos nas competições de rodeio, interrompendo as atividades e invadindo o centro da arena.
Constanza, de 17 anos, fazia parte do grupo. Os peões então laçaram a jovem, como fazem com os bois, e a arrastaram pela arena.
As imagens foram gravadas por Paulina Alarcón, que assistia ao rodeio, e divulgadas nesta quarta-feira, 22, pela emissora de televisão chilena Chilevisión.
Constanza disse em entrevista que a experiência foi uma das mais traumáticas de sua vida, já que foi “brutalmente agredida” em um protesto pacífico.
“Fiquei bastante machucada, me doem as costas e os pés, tive uma torsão no tornozelo e o braço que foi amarrado ficou muito inchado”, relatou.
Afonso Rivas, diretor da entidade responsável pela organização do evento, a Federação de Rodeio Chileno, lamenta o que aconteceu, mas justifica a ação dos participantes. “Encontro alguma razão para a reação. É lamentável, para ambas as partes”, manifestou o dirigente.
Mais uma vez, ativistas são agredidos ao protestar contra atos de exploração, maus-tratos e torturas com animais. Evidenciam-se cada vez mais a violência e a brutalidade dessas pessoas, não só contra animais, mas também contra aqueles que os defendem. As autoridades precisam proibir tais práticas. A legalização de atos cruéis com animais legitima a violência e a conivência com a brutalidade.
fonte: http://www.anda.jor.br/2010/09/24/mulher-que-protestava-contra-rodeio-e-laceada-e-arrastada-pela-arena/

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Luto Para Uma Junkie

Eu me lembro como se fosse ontem, o dia que estava indo de bike para uneb, eu estava já próximo da faculdade, uns 500 metros e estaria lá, mas vi na estrada umas mulheres pedindo carona, achei até meio estranho afinal de contas as pessoas que eu via pedindo carona não pediam enquanto estavam caminhando, mas quando eu passo por elas vejo suas roupas, meia calça, short jeans rasgado, uma camisa do ramones, eu pensei, eu não acredito que estou vendo garotas punks da estrada nessa cidade de merda, então voltei até elas e fiz a pergunta que muitos teriam se arrependido devido a tudo que vou contar, voltei e disse, vocês são punks?
Elas disseram que sim, foi um máximo, eu pensei, conversamos, chamei elas pra ficarem em casa, até o dia que acontecesse o Ajuda Ao Vivo IV, aí elas pegariam um show da região e conheceriam melhor a cena...
Não vou me extender por todos os momentos, mas certa noite uma das meninas a Tatá, bebeu demais, e acabou ficando a mercê de uns caras, que estavam colando conosco, como eu e allisson que estávamos cuidando dela tinhamos ido embora, ela ficou lá, a sua amiga a Apolônia, tava caída de bêbada, mas ainda estava consciente, mas Tatá não, e essa foi a deixa para que ela fosse estuprada por 5 caras...
Fiquei chocado quando soube, ainda mais pelo fato de estar ouvindo Dominatrix na hora, juro por Deus, a vida é irônica demais, a essa altura eu já tinha dado uma desculpa pra elas não ficarem em casa porque elas estavam arrumando muita confusão por besteira na cidade e eram de menor e nem documentos tinham.
Passa-se os tempos, e conto a Tatá que ela foi estuprada e quem foi os caras, era o mínimo que eu podia fazer, a essa altura já havia a suspeita que ela estava grávida, nesse mesmo dia, mais tarde eu estava conversando com Apolônia e um outro cara, sobre sexo e ela disse que nunca tinha gozado, aí disse pra ela ficar com o cara que tava comigo porque talvez ele o fizesse ness hora ela disse havia um cara que ela tinha ficado que se ela pudesse viajaria a pé até Minas de novo só pra ficar com ele...
Hoje eu me lembro, e penso, seria bom ter ido, seria bom ter ido...
Vim embora para Correntina, e hoje fico sabendo pelo Rick Vomito que a Apolônia provavelmente se matou afogada no rio, seu corpo desapareceu e foi achado 5 Km depois do lugar que ela estava banhando, os boatos eram verdade, a Tatá está grávida, dum estupro...
A última lembrança que tenho de Apolônia foi da conversa sobre sexo que eu tive, nem consigo imaginar seu corpo inchado da água, sua vida levada pelas águas do rio sujo de barreiras.
Junto com a sujeira a vida dessa junkie foi levada...
Aqui fica minhas palavras, meu jeito de deixar na história, de dizer pro mundo isso que aconteceu, e que nada que foi dito aqui é mentira ou até mesmo foi inventado, tudo verdade, pura verdade, do início até o fim.

Crônica do Queer Festival de Copenhague

Crônica do Queer Festival de Copenhague
[O anarquista espanhol, de Madri, Pablo Marco, participou da última edição do Queer Festival de Copenhague, na Dinamarca, que aconteceu de 26 de julho a 1 de agosto. O festival é marcadamente libertário e conta com a participação de vários anarquistas, embora nem todos que participem do encontro sejam anarquista. A seguir um relato que ele nos enviou a propósito desta jornada "rebelde e erótica".]
Buenas! 
Este verão estive em um dos eventos mais excitantes, interessantes e participativos que ocorre na Europa ao longo do ano. Trata-se do Queer Festival de Copenhague, onde, há seis anos, acontece a celebração deste encontro, que reúne teoria política, diversidade e muita sensualidade em todos os sentidos.
O Queer Festival é um espaço de reflexão e debate sobre teoria Queer, que defende, em curtíssima explicação, a desconstrução do sexo e a completa liberdade sexual. O encontro busca criar durante uma semana um espaço seguro para todas as tendências sexuais, onde a diversidade e o respeito são valores fundamentais. Além disso, este espaço é ancorado na auto-organização, na auto-gestão e na autonomia, seguindo o espírito "Do it yourself" [faça você mesmo]. É um festival em que a participação de todo/as o/as assistente/as na organização é uma constante. Por uma semana inteira eu vivi em um ambiente de liberdade, respeito e, acima de tudo, segurança.
O festival foi realizado no espaço "Floting City", uma espécie de centro social cujo principal projeto é construir uma cidade flutuante auto-suficiente. O espaço consiste em vários hangares, e foi substancialmente alterado para acomodar o evento. Tudo começou em 26 de julho, mas as pessoas começaram a chegar alguns dias antes, para preparar o encontro, conhecer e ver a cidade. Essa segunda-feira, quando o festival deu o pontapé inicial, havia cerca de 300 pessoas dispostas a compartilhá-lo durante uma semana de experiências, troca de idéias, conhecimentos e sexo! A essas pessoas teriam que se somar tantas outras que vinham esporadicamente participar de alguma das atividades ou das festas noturnas.
O festival começou com um saboroso almoço e uma reunião para coordenar todas as atividades que iam ser desenvolvidas durante a semana, revisar os espaços onde iriam acontecer as atividades, da qualidade, conforto, normas de convivência etc. Estas normas foram compiladas em um fanzine que era entregue em um estande de informações na entrada do festival. Neste zine te explicavam os valores em que se armava o festival, as dinâmicas que não queríamos que se reproduzissem no espaço, a forma de organização e como você podia participar em cada uma das comissões do festival (cozinha, resolução de conflitos, coordenação, informações sobre o festival...) e informações sobre as áreas de dormir, lavar roupa, tomar banho, fumar (isso realmente me surpreendeu, porque não podia fumar em qualquer espaço interior, seja nas festas, shows ou se nevasse na rua, por respeito aos não fumantes), para cagar ou urinar e até para transar (um grande Sex Space [espaço do sexo], que, de acordo com o passar do tempo, era decorado e preparado para o apogeu do último dia, que falarei mais a frente). Ademais, havia a possibilidade de pegar e construir bicicletas numa loja de reciclagem, para que o/as participantes pudessem se locomover pela cidade.
Algo que me encantava era a flexibilidade das atividades. O pessoal da organização do festival não tinha elaborado um programa com horários pré-estabelecidos, mas o programa foi sendo desenvolvido e criado entre todo/as, dando espaço para que outras pessoas pudessem propor outras atividades não pré-programadas. Assim, existiam seis espaços para oficinas e palestras, três espaços para espetáculos de qualquer espécie (performances, shows, strip-tease etc.) um espaço para disfarce, maquiagem etc. Espaços que você podia preencher com atividades que desejasse levar a cabo, mas sempre e quando estivesse disponível, marcando nas placas de atividades junto à sala de jantar. Foi realmente incrível a variedade de atividades, desde as discussões com escritore/as, oficinas de fabricação de chicotes com materiais reciclados; desde bailes picantes a oficina de tatuagem, passando pelos espetáculos de hip hop e oficinas de estimulação corporal... Muitas vezes era impossível de participar de todas as atividades, pois elas se sobrepunham.
Todos os dias havia almoço e jantar a vontade, tudo feito com alimentos orgânicos e completamente vegan (embora muito apimentado para o meu gosto). Além disso, todos os dias acontecia uma reunião de avaliação para analisar as atividades, a organização e os conflitos que porventura tivesse acontecido. A loja de bicicletas ficava aberta 24 horas, o que permitiu que dezenas de bicicletas fossem fabricadas. Finalmente, ao fim de cada jornada, o bar era aberto e começava a festa (que tampouco era muito careta como uma regra geral), que costumava ter DJs, shows e performances, e o resultado era uma trilha sonora agradável no Sex Space. De acordo com o seu slogan de "sexo seguro é definitivamente sexo quente" havia um fornecimento constante e gratuito de preservativos, lubrificantes e luvas de látex para o/as mais puro/as (estou me referindo às luvas de látex, não saqueis conclusões equivocadas).
Uma atividade digna de recordação foi o cabaré de quinta-feira, que era em um formato de festa de gala, apresentada por duas drag queens, com fragmentos de um filme que tinha sido gravado para a ocasião e a realização de um grande número de performances que iam desde shows de humor a danças eróticas. Fiquei surpreso com a qualidade do show, a sua duração (três horas) e seu alto teor político. Esse show foi o ponto culminante do dia, que já tinha me deixado boquiaberto anteriormente com uma série de filmes queer que havia sido projetado naquela tarde, cujo/as o/as diretore/as, roteiristas etc. estavam presentes e organizando o festival.
Por último, cabe destacar a despedida do festival através da Sex Party [festa do sexo] na noite de sábado. Esta festa, totalmente sexual, me surpreendeu também pela forma como ela aconteceu. Aquela noite começou com uma festa normal, com algumas atuações leves etc, mas durante todo o dia (e durante toda a semana) eram feitos os preparativos finais do Sex Space. A festa do lado de fora bombava, mas na entrada do Sex Space começou a se formar uma fila para entrar. Na entrada, uma equipe de segurança formada pelos participantes do festival te explicava as normas do espaço em que pretendia entrar. Coisas como perguntas antes de agir, respeito aos temas dos espaços e aos que estão dentro deles, se fosse agredido chamar alguém do grupo de segurança, enfim, não fazer nada que você não queira fazer... Antes de entrar, um formigamento, um suspiro e caí pra dentro. No piso térreo havia uma pequena pista de dança para estabelecer um primeiro contato, onde um DJ ameniza a festa, uma área para homens, uma área de sexo grupal, uma área mista e uma zona de sado. No piso superior ficava a área "chill out" (para inclinar-se, tocar, beijar etc., mas não para fazer sexo), um espaço para as mulheres e uma área para transexuais.
Enfim, tire suas próprias conclusões, mas esta experiência é para ser contada. Agora eu tenho que estudar e trabalhar, mas se der no próximo ano estarei lá novamente.
Abaixo deixo o link do festival caso alguém queira participar no próximo ano, ou simplesmente por curiosidade. Também deixo links de coletivos LGTB de Madri, se você se interessa pela teoria queer, liberação sexual etc.
Saúde, anarquia e muito sexo!
Pablo Marco
agência de notícias anarquistas-ana
Caquinho de Lua
Sorri pra mim lá no céu
retribuo daqui
Ada Gasparini

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Proteste contra vivissecção nessa sexta-feira em SP

Semana de Ação contra a HLS
(finalmente) O Brasil participa da campanha mundial!

No dia 24 de setembro de 2010, o Brasil participará da Semana de Ação que faz parte da controversa campanha internacional SHAC (Stop Huntingdon Life Sciences), que pressiona para o fechamento do maior laboratório de vivissecção do mundo, a Huntingdon Life Sciences, que mata 500 animais por dia em seus laboratórios e tortura outros milhares a cada instante.

Protesto contra a HLS

Onde: Nomura Securities International

Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2179 – conjunto 61

O endereço fica exatamente em frente ao Shopping Iguatemi, a 10 quadras da estação Faria Lima da linha amarela do Metrô (a linha amarela faz baldeação na estação Consolação)

Data: Sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Horário: Pontualmente das 11h30 às 14h

O que levar:

Levaremos todo o material necessário. Basta trazer a sua vontade e a sua voz (pois faremos muito barulho)!

Confirme a sua presença escrevendo para veddas@veddas.org.br